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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

São Silvestre 2007

Já tinha viajado em novembro e dezembro seria um mês de "retiro". Basicamente por falta de grana após casar e montar casa...

E já que não ia viajar... São Silvestre!!! Na verdade, também fizera a Corrida de Natal da Corpore, mas como participara sem inscrição, só para levar a Alessandra para correr e ver se ela gostaria da coisa, não contou na contagem. Aliás, não, ela não gostou...

Mas vamos à São Silvestre. Não estava exatamente em boa forma, mas acreditava que poderia fazer uma corrida pelo menos razoável. Fui com uma expectativa modesta, de 1h25 mais ou menos. No entanto, a São Silvestre daquele ano se revelaria uma prova complicada.

Larguei firme e segui firme, mas devo confessar que lá pelo 9º km já estava meio pregado. Muito calor, muito quente, muita gente! Na subida da Rudge, um inferno e uma moça cambaleando à minha frente. Cambaleou, balançou e desabou, nos meus pés. Foi feio o negócio, tinha que ajudar, né? Um grupo de 3 ou 4 corredores parou para ajudar, entre eles eu. Tentei descer no contrafluxo para encontrar auxílio, mas era impossível, era como tentar subir nadando as Cataratas do Iguaçu. Passei a ajudar de outra forma, tentando desviar o fluxo monstro de corredores da mulher caída, até aparecer um outro cara para ajudar. Então tentei achar apoio médico, policial, sei lá, alguém! E ninguém aparecia, um inferno, o pior ponto para desmaiar, porque era uma região onde o fluxo afunilava e ficava preso pelas bordas do viaduto. Não havia saída.

Durante longos 15 minutos fiquei por lá, tentando ajudar, até que 4 políciais pareciam ter a situação sob controle. Ou, pelo menos, estavam em melhores mãos do que eu. Fui-me embora, com a corrida comprometida, sem dúvida. Mas um tantinho feliz, se é que posso falar de felicidade numa situação dessas, por ter uma desculpa para o meu tempo horroroso... 1h39min40s.

Acumulado no ano: 192km

Integração Trilopez 2007 - 4,6km

Mais uma prova de festa da Trilopez, a primeira e até hoje única a contar com chip de cronometragem. Mais uma vez, calor, sol, e bafão úmido no muro da Marginal. Nessa prova tive a companhia da minha irmã Mary e da Alessandra. Por isso, e também por causa do chip, quis correr bem. Fiz um 22m08s, com 4min48s/km, bem razoável para quem tava fora de forma, recém-casado. E ainda ganhei premiozinho de maratonista do ano da Trilopez, pela excelente estréia. Lógico que não fui o melhor maratonista, mas ganhei por ter conseguido a melhor performance possível para mim e também porque os outros maratonistas destaque já tinham ganho outros prêmios, caso dos Conradeiros Paulinho Lacerda, Marcelo Jacó e Eduardo Brunetti e dos premiados pelo volta ao mundo Alê Oliveira (também Conradeiro) e Edith.

Volta da USP 2007 - 10k

Após as realizações do ano, com recorde nos 10k, recorde na meia, primeira maratona e pódio, não tinha mais nada a conquistar. Então chegou a hora de me divertir correndo, fazendo provas descompromissado, para conhecer.

Foi o caso da tradicionalíssima Volta da USP. Como Uspiano, seria uma vergonha eu ser corredor e não fazê-la! Então resolvi encará-la, mesmo cansado, longe do condicionamento ideal. Não foi uma prova fácil por dois motivos: o calor que tostava a gente às 16h00 e a subida da Biologia no meio da prova, que teve chegada no velódromo.


53m25s, com sprintizinho no final para chegar na frente da Gisele, uma de nossas "quenianas" da Trilopez. Foi divertido.

Revezamento Bertioga-Maresias 2007

O Noneto de Ouro. Ou algo parecido, sei lá. O que sei é que o Charles tinha a intenção de conseguir um pódio de qualquer jeito. E o revezamento era forma mais fácil de fazê-lo. Era só botar um bando de animais correndo nos trechos mais difíceis e fazer a nossa parte na parte que nos caberia. Eu concordei. Mas não fazia parte do conceito de animais.

Sem problema, o que importava era formar um time bom, rápido, mas legal. Que adiantaria, por exemplo, ter o recordista brasileiro dos 5.000m na equipe se ele fosse um mala? Logo que isso não fazia parte de nossa realidade, mas a idéia era essa.

Os convocados foram: Charles, Camacho, Fredson, Tetéu, Paulo Elias, João Marcelo, Fábio Oliveira, Sidão e eu. Dentre esse todos, reconhecidamente o mais lento. Então, bota o japonês pra fazer o trecho mais curto, de 5,5km, para não comprometer muito a equipe.

Acho que deu certo e não comprometi. Pelos cálculos do Charles, precisávamos de uma média de 4min43/km para pegar pódio. Pois bem, com os meus 5,5km para 25min52s fiz... 4min42s/km! Em cima!! Aliás, todo mundo fez sua parte, dentro do possível. Mesmo aqueles que não conseguiram o pace, foram compensados por outros que o alcançaram com sobra. No último trecho, o mais difícil, com a temida subida de Maresias, largamos com o Camacho em 5º e o 6º perigosamente próximo. O animal fez o impossível e tirou mais de 5 minutos de diferença do 4º e do 3º. Só que o esforço foi demais. Na reta de chegada, na areia fofa e pesada ele acabou perdendo por poucos segundos a posição ganha e acabamos fechando em 5º mesmo.

O que interessava, no entanto, estava garantido: o pódio!!! 5º lugar na categoria noneto e um troféu de babar!!

Centro Histórico Corpore 2007 - 9k

Mais uma vez a bela prova do Centro Histórico. Não precisava e nem deveria fazer, mas é uma prova tão gostosa que fui lá. O corpo já tava cansado do esforço, mas tentava me manter com velocidade para um novo desafio no ano, mais curto e rápido, que era o Revezamento Bertioga-Maresias, com uma equipe que sonhava com pódio na categoria noneto.

No Centro Histórico ainda sentia os bons efeitos do treino da Maratona de Porto Alegre. Fiz em 44m25s, meu melhor tempo na prova até hoje, um sub 5min/km bem justo. Dava pra ver que eu já não era o mesmo do Nike+, mas ainda tinha uma lenhazinha para queimar.

Meia de São Bernardo 2007

Ainda aproveitando o condicionamento adquirido pela Maratona de Porto Alegre, e mantido para o Desafio Castelhanos, fui para a Meia de São Bernardo querendo baixar o tempo de meias. Apesar do percurso difícil, a temperatura estava ótima, com uma garoinha que facilitava as coisas.

Saí firme, em um pace pouco acima de 5min/km. Se conseguisse manter, ia pulverizar o meu recorde. No quilômetro 5, no entanto, o Xile me passou como se eu nem existisse, voando e causando comentários do que viam aquele chileno gordinho correr que nem um queniano. De repente eu não estava correndo assim tão rápido... de qualquer modo me mantive firme em meu ritmo e fui encarando as subidas, descidas, subidas, descidas...

Então comecei a pagar o preço das competições acumuladas. As pernas começaram a sentir cansaço e na subida da Piraporinha quebrei. Tive que diminuir o ritmo e seguir com o coração. Ainda tinha uma grande vantagem para o recorde pessoal e o ritmo ainda permitia sonhar com uma meia abaixo de 1h50min. Isso me manteve vivo e me fez continuar tentando. As subidinhas do Jardim do Mar pareciam Everests a serem escalados! Ufff! Cheguei na Kennedy com um tempo justo para 1h50, não podia diminuir o ritmo, mas tava muuuito difícil correr, mesmo no plano. Na placa de 20km, tinha uns 5min20 para fechar os últimos 1.100 metros. Fui, sei lá de que jeito... no retorno para a chegada, faltando uns 100m o tempo tava justo demais, tinha que sprintar. E sprintei. E senti a cãimbra na panturrilha. Travou tudo e eu não podia parar. Fui correndo-mancando o mais rápido que dava, desesperado para fechar em... 01h50min01s!! AAAAAAGHHHH!!!

Essa marca ficou um tempão entalada na garganta. Novo recorde pessoal, mas por dois segundos...

Desafio Castelhanos Topo 2007 - 24k

O Desafio Castelhanos foi a motivação para continuar treinando após a Maratona. Depois de ter feito o trecho de Castelhanos no revezamento, fiquei vidrado com aquela subida magnífica, nem tão íngreme, mas constante e que cruza um trecho de mata atlântica belíssimo por uma estrada de terra nem sempre regular.

Esse foi o primeiro desafio que a Corpore organizou com base em sua experiência em trechos difíceis do revezamento. Foi uma prova piloto, realizada em um final de semana de julho, com estrutura própria e não vinculada à prova de revezamento. Por isso, os poucos corredores que se inscreveram, não mais do que 100, se sentiram verdadeiros vips, já que provavelmente havia mais gente no staff do que correndo.

A prova foi extremamente bem organizada, um capricho que a Corpore iria repetir nos anos seguintes. Eu não tinha condições físicas de fazer a corrida inteira, que iria até a praia de Castelhanos, em um total de 44k, então fiquei mesmo pelos 24k, o que já era um desafio e tanto.

Foi uma corrida sensacional. Já com alguma experiência em subida, larguei mais fraco e deixei o corpo encontrar o ritmo ideal na subida, se acostumando com o esforço e estabilizando batimentos. A partir desse momento comecei a passar os corredores que saíram mais fortes e pagavam o preço disso no meio da subida. Nesse ritmo constante e controlado, lento o suficiente para correr com um nível estável de bpm, e rápido o suficiente para me manter em progressão, cheguei a passar e Edith e o Frédson, quie são notadamente mais rápidos do que eu.

Contudo, da mesma forma como sou bom corredor em subida, sou péssimo em descida. As pernas curtas não dão abertura suficiente para voar a cada passada de modo a ganhar terreno. Foi só fazer o retorno e começar a descer que todos aqueles que eu passara na subida começaram a me passar de volta na descida.

O meu único trunfo era o fato de não ter ficado cansado na subida. Tava inteiro e, dentro do possível, passei a desenvolver a maior velocidade que conseguia na descida. Percebia que muitos tinham se matado na subida e quando tinham começado a descer, tinham soltado tudo, aliviados. No entanto, descer também cansa e logo alguns desses corredores começaram a sentir a estafa e tiveram que diminuir o ritmo. Fui passando-os pouco a pouco. O Frédson que tinha me "devolvido" a ultrapassagem foi um dos que passei já no trecho plano final, faltando pouco mais de 2km para a chegada. Ele já estava meio quebrado.

O que me mantinha motivado era tenta ficar à frente da Edith. Ela eu sabia que tinha se poupado demais na subida para voar na descida. Por isso tinha ficado tanto para trás até o topo. Eu tinha que administrar a vantagem que tinha conseguido impor. E consegui, ficando alguns segundos à sua frente na chegada. Ela, aliás, passou o Frédson nos 500m finais.

Um excelente tempo de 2h12min46s para 24km, que representou um pace de 5min31/km. Para isso, tive que descer a uns 4min20/km, para compensar a lentidão da subida. Excelente! E mais um desafio cumprido, em uma das minhas melhores performances até hoje.


Desafio Mata Atlantica 2007 - 7,5km

Após a maratona, um dos grandes fatores motivadores para continuar treinando e não relaxar completamente era a vontade de fazer o Desafio Castelhanos que a Corpore havia criado naquele ano. Por evidente não tinha condições de fazer a prova completa, mas queria fazer o Desafio Topo, que consisitia em sair da Vila de Ilhabela, subir até o topo do morro de Castelhanos e voltar.

Precisava, portanto, treinar subidas. E então desobri o Desafio Mata Atlantica, uma versão condensada, menos extensa mas muito mais densa da Graciosa. Porque a idéia era a mesma: subir a serra do mar por uma estrada antiga, no caso, a Estrada Velha de Santos. A diferença é que enquanto a Graciosa tinha 14km de subida, esta tinha 7,5km. Praticamente o dobro da inclinação, se considerarmos que a elevação "escalada" era a mesma.

A organização foi igualmente excelente: ônibus transportavam os corredores do alto da serra até a largada, em Cubatão, no sopé da Serra do Mar. Havia banheiros e água a cada quilômetro! E a inclinação realmente era dura, muito dura. Foram 7,5km onde em alguns momentos era difícil prosseguir andando, imaginem correndo! Parecia uma subida da Biologia multiplicada por 07 e ainda mais íngreme!

57min06s para 7,5km!! 7min28s/km!! E eu não andei em nenhum momento, embora chegasse a ser até ultrapassado por caminhantes em algums momentos. De qualquer modo, foi ótimo, um excelente desafio de subidas superado. E um chocolate quente no final, que serviu para animar a volta para casa.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Nike + Corpore 2007 - 10k

Dei uma descansada depois da Maratona, mas não mais do que uma semana. Mantive-me treinando, mas sem muito foco, só aproveitando o bom condicionamento adquirido. Apesar do esforço, não me sentia cansado depois da Maratona, queria continuar correndo, mas sem a neura do resultado.

Foi assim que fui para a prova Nike +, da Corpore. Uma prova de 10k simples, onde fui para correr simplesmente. Nem levei cronômetro. Na largada, quando vi a muvuca formada, resolvi adotar uma tática bizarra: ia deixar todo mundo largar, ia deixar passar uns 5 minutos e só aí ia sair para correr, com a pista livre. Mesmo quando chegasse nos retardatários, eles estariam mais dispersos e fáceis de ultrapassar. E assim aconteceu, corri livre a prova inteira, forte, mas solto, sem me preocupar com tempo.

Quando terminei não tinha idéia do tempo que tinha feito, já que não sabia com quantos minutos de prova eu havia largado. Só fui descobrir em casa, depois, quando olhei os resultados no site. E lá estava derrubada a barreira dos 50min para os 10k. Derrubada com sobra: 48min25s, 4min50/km!! Sem querer, querendo!!

Maratona de Porto Alegre 2007

Finalmente a primeira maratona. Três meses de treino bastante duro, alguns quilos que foram embora naturalmente, e a sensação de estar bem preparado.

Foi na preparação dessa maratona que meu condicionamento físico deu um grande salto. A progressão até esse momento era dada em pequenos passos, medida em poucos segundos. Mas para essa prova ganhei resistência e velocidade, força e coordenação. O trabalho foi bem feito, e o planejamento idem. A minha perspectiva para a prova era de um tempo na casa das 4 horas e alguns minutos. Até 04 horas e meia seria uma boa prova, mas como não sabia como o corpo reagiria a um esforço tão longo (os longões tiveram pico de 32 km), não arriscava nada.

Porto Alegre estava com um clima excelente para a prova: algum sol, mas temperatura bem baixa. Os colegas envolvidos também estavam confiantes. Um pouco antes da largada fui ao banheiro preventivamente e... escutei a sirene da largada de dentro do banheiro químico! Sai meio apressado, mas sem pavor, já que o que importava era o tempo líquido. De qualquer modo, não me atrasei muito, não haviam muitos maratonistas e sai apenas um pouco atrasado em relação aos colegas de equipe. Segui o planejamento para correr entre 5min30 e 5min40/km, mas boa parte dos meus laps apontaram o pace de 5min36/km. Fiz pelo menos ums 25 km com esse pace preciso.

No entanto, no 14º km o primeiro revés. Sentia um incômodo no pé, uma bolha se formando. Parei para dar uma mijadinha e tentei arrumar o pé, mas não deu certo. O incômomo virou efetivamente uma bolha e passou a me atrapalhar bastante. Mas até aí tudo bem, vinha me distraindo, conversando, correndo junto com o César e o Frédson. Após essa parada fiquei um pouco para trás mas continuei os vendo, nas longas retas da maratona. Por volta do km 32 eu alcancei e passei o César e não vi o Frédson. Depois soube que ele também tinha dado um pit-stop no banheiro na marca da meia-maratona. Tirando a bolha, me sentia ótimo, mas o César pareceria cansado. Deixei ele para trás, mas alguns quilômetros adiante ele me alcançou e fomos juntos, contando os quilômetros. Naquele momento a maratona já parecia uma praça de guerra, muitos andando, muitos se arrastando, poucos pareciam estar bem.

No quilômetro 35 deixei o César para trás de novo, mas mais uma vez ele me alcançou, um quilômetro depois. Eu não mudava o meu ritmo, ele é que diminuia e depois fazia um esforço para me alcançar. Comecei a me sentir cansado lá pelo 39º quilômetro, quando novamente perdi a companhia do César. Mas já estava perto da chegada e me mantinha concentrado no ritmo, porque estava correndo sub-04. Só que agora, correr a 5min35 já nao era muito fácil, pelo contrário. E não tinha mais o César para puxar ou estimular.

Fui indo, me matando, a bolha parecia uma úlcera a atravessar o meu pé, mas eu queria aquela maratona sub-04. Completar já estava no papo, mas queria faze abaixo das 04 horas, tava muito próximo para desistir e muito justo para relaxar. E eis que, no km 41,5, já com a certeza do sub-04 horas, o Highlander César aparece novamente, tirando forças não sei de onde (ele estava bem atrás) e me alcança! E me passa, cruzando a linha uns 10 segundos à minha frente. Não tive forças para dar um sprint e nem me interessava, já tinha alcançado a maratona sub-4!! 3h59min04s!! A prova perfeita.

Lógico que depois de cruzar a linha de chegada eu mal conseguia andar. Não só pela bolha, mas por dores no pé porque mudei a pisada. Mas, tudo bem, o que importa é que eu tinha feito a minha primeira maratona e em um tempo muito melhor do que imaginava ser capaz!!


Meia Maratona do Shopping ABC 2007

Enquanto todo mundo foi para a Meia da Corpore, no mesmo dia e horário, resolvi ir até a terra de minha doce Alessandra e correr uma prova diferente. Afinal, já conhecia a Meia da Corpore e já tinha tirado a nhaca que tinha sido a prova de 2005. A única necessidade era, realmente, a de fazer uma meia maratona como preparação para a Maratona de Porto Alegre, o grande objetivo do ano.

Ocorre que tive um "pequeno" probleminha nessa prova. A prova sai do Shopping ABC, na Pereira Barreto, e segue na Perimetral em direção a São Caetano. Quando chega na divisa, na baixada, faz-se o retorno e volta-se pela Perimetral em sentido a Mauá, passando de novo pelo Centro. Ali, os competidores da prova de 10k voltam ao shopping, enquanto os meio-maratonistas seguem. E foi justamente ali onde quase sucumbi á vontade de ir ao banheiro. Não era uma daquelas necessidades resolvíveis em um murinho não, a coisa era mais séria. Segurei, segurei, segurei, segurei a vontade de voltar pro shopping e continuei na perimetral na esperança de achar um McDonald´s aberto...

Não achei, obviamente. E continuei sofrendo, sofrendo... no entanto, um milagre. Lá pelo km 13, passou tudo! Justamente no pior momento da prova, que é um trecho da perimetral onde os corredores ficam confinados em uma faixa, enquanto caminhões passam ao lado nas faixas enfumaçando-nos.

Para varia, calor. E uma chegada triunfal, com 1h55min36s, com direito a sprint direto pro shopping, onde fui, finalmente, aliviar o peso...

Abertura Corpore 2007 - 12k

Era a terceira prova de Abertura da Corpore que faria, e uma esperança de fazê-la abaixo de uma hora, em um ritmo sub 5min/km. Embora não tivesse nenhuma prova nesse ritmo, sabia que era possível pelos treinos que vinha fazendo.

E foi por pouco. Saí com o André Allain, com o Betão e com o Fábio Oliveira, tentando acompanhar o ritmo deles, mas acabei sucumbindo na Politécnica, a avenida mais calorenta das provas da Corpore, disparado! Uma pena, porque se tivesse segurado um pouco mais no começo e administrado melhor o ritmo, acho que dava. Acabei fazendo 1h01min54s e essa é minha melhor marca na prova até hoje.

Aniversário de São Paulo 2007 - 10k (e Internacional de Santos nadando)

O ano de 2007 seria mais um ano de dessafios. Já tinha consolidado em minha cabeça a possibilidade de correr uma maratona, após 05 meias-maratonas realizadas. Já tinha provado a minha resistência na Graciosa. Agora chegava a hora de tentar a primeira maratona.

Mas o ano começaria de forma mais calma, logicamente. A já tradicional prova do dia 25 de janeiro, da qual eu nem ia participar, mas que fui convocado a fazer de última hora, no lugar do Betão. Tava em fase de base, tava pesado e fiz em 53m22s, um tempo medíocre, mas normal, até porque tava mais treinando natação do que outra coisa, já que logo depois fiz o Triathlon Internacional de Santos no revezamento, nadando em uns 32min os 1,5 km, tempo bem ruim depois de uma noite pessimamente dormida no hotel fuleiro que achamos em Santos (tava esperando uns 29 min), especialmente porque o mar tava bem flat.