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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Meia Maratona do Rio 2016 - Operação Laranja

É uma tradição: todo ano tenho ido ao Rio na época da Maratona, para me reunir com os amigos da Operação Laranja, amigos que se conheceram pelo extinto blog Correria da Runner's World e que acabaram se tornando amigos permanentes. 

Mas neste ano a Operação Laranja estava um pouco esvaziada. Na verdade só eu eu viajei ao Rio. Até alguns cariocas estavam fora, como o Carino, que ia correr a Maratona de Ottawa. Esvaziada, porém não inexistente. Nossa presidente estava lá, firme e forte, e o Comandante Bruno também. E para ajudar a botar um pouco de água no feijão levei o membro honorário Herivelto pro nosso almoço. Aliás, conheci o Heri também pelo blog Correria, então nada mais natural que incorporá-lo ao evento.

Clube Náutico Piraquê, coisa fina!!

Filé Mignon com creme de gorgonzola e batatas rosti... hmnhammmm!!
 
Após um almoço patrão no sábado, concentração pra prova domingo? Mais ou menos. Meu ciclo para a Maratona de Porto Alegre está feito e a idéia era só correr no Rio, sem compromisso com um tempo determinado, mas sabendo que tinha condições de ir bem. Se corresse a 90% já sairia um 1h45, então tava tranquilo.

O problema é que a logística da prova e o almoço no sábado não se entenderam. Acordar as 4h00 para pegar os ônibus da largada significa não fazer o número 2 matinal porque tá tudo dormindo aqui dentro... mas ao chegar à largada, o corpo já despertara e os movimentos peristálticos também. Bom, em resumo, escutei a largada de dentro do banheiro químico....

Até aí, nenhum problema, pensei. Era só deixar a multidão partir e eu iria sair bem atrás, passando todo mundo, mas conseguindo espaço pelo fato de a galera já ter se dispersado ao longo do percurso. Ótima idéia na teoria, mas péssima na prática, por um motivo simples: havia tanta gente na prova que a parte da dispersão não aconteceu!!

Eu passei pela largada 7h15, 30 minutos depois da largada. E saí ultrapassando todo mundo. Na subida do Joá havia espaço. Descer o Joá teve uns trechos com muita gente, mas deu pra manter o 5min/km. No entanto, ao chegar em São Conrado, já travou um pouco. Não conseguia correr, toda hora acelerava e freava, o ritmo médio subiu pra 5min15! Subir a Niemeyer não foi tão ruim, apesar do ziguezague eu passava todo mundo na boa. Mas ao começar a descida, tudo travou. A pista estreitou, o pessoal não desenvolvia mas ocupava todo o espaço e me vi descendo a 6min/km!!!

Aí desencanei de vez. No início do Leblon cheguei a parar pra conversar com o Yamada. Aquele trecho da orla também tava bem travado. No Arpoador, parei de novo pra conversar com o Gustavo. Mesmo assim, aos trancos e barrancos, seguia a 5min15/km de média, sem esforço maior, a não ser o ziguezague constante.

Aí, quando chegamos ao tunel do Botafogo, encontrei a presidente Debs. Ela tinha saído do Leblon e ia fazer só 12, no ritmo dela, e eu resolvi ser seu batedor. Lógico que o ritmo caiu bastante, mas a parte competitiva da prova já tinha ido pro saco desde a descida do Vidigal, então o momento era de curtir e ajudar a amiga. 

Foto do Professor Tonho, da Mitokondria!!

Fechei em 2h02. Tempo ruim? Claro, mas quem se importa? Curti a prova, tinha dormido só 3 horas na noite (assisti o imperdível jogo do GSW x OKC, lógico!!) e terminei com os amigos, bebendo uma cervejinha. O que mais falta?




sábado, 2 de agosto de 2014

Operação Laranja 2014 - Maratona/Meia/Family Run RJ

Em 27 de julho a terra tremeu. Mais uma Operação Laranja em terras cariocas. Desta vez, prontos para invadir a Maratona do Rio (e suas provas menores). E a presença foi quase completa, só faltou o Felipe e a Carla pra engrossar a caravana do DF. De resto, todo mundo lá MESMO: Família Carino, Familia Gelmi, Familia Seefelder, Elio, Flavia e Maurício, Frota e Angela, Marcel, Morgado e Ju, Rivs, Ruy, Terraza e eu com a Alessandra, todo mundo na casa da Presidente Deb pra comer, papear e, eventualmente, correr no dia seguinte.


Carino e Elio na Maratona. Ruy, Marcel, Jota e eu na Meia. Angela, Bruno, Deb, Frota, Morgado, Rivs e Terraza na Family. Todo mundo prontinho para enfrentar um RJ nublado, chuvoso, evidentemente por culpa da minha velha nuvem negra que me segue toda vez que vou pra praia. 

Uma pena que a maior parte da galera não estivesse no auge da forma. Eu, bem longe disso. Mesmo o Bruno, que seria o cara que eu iria puxar na meia e vinha treinando bem, sentiu uma lesão semanas antes e acabou optando por fazer a Family bem levinho. Por presente do Ruy, eu e o Marcel, além do próprio, largamos lá na frente, na Elite, o que me forçou a puxar bem no começo da prova até para não ser atropelado pela galera forte que vinha ali do povão. Consegui manter um ritmo bom no Joá, em São Conrado e na Niemeyer, onde alcancei e até passei o Ruy simplesmente acertando as tangentes. Considerando que o Ruy vinha pra 1h45 e 5min/km, no meu estado físico atual era quase um sprint, até foi bacana passar a marca dos 10km pra 49min. Lógico que o clima atípico para o Rio ajudava, a temperatura estava boa e não tinha sol.

Mas depois a falta de treino se fez sentir. No Arpoador percebi que não daria pra manter abaixo de 5min/km e tirei um pouco o pé. E terminei a prova em 1h48m19s, um tempo bem distante do meu melhor, mas até surpreendente, já que depois da Comrades só rodei leve e engordei. Pra quem pensava em passear por 2 horas, não foi tão ruim.


E depois da prova... mais festa, é óbvio!! A família laranja é genial e sempre faz finais de semana memoráveis. Mais um pra história!!!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

XC Búzios 2013

A XC Búzios 2013 foi o encontro da Operação Laranja 2013. Na verdade tinha tido encontro também na Maratona do Rio, mas em Búzios foi quase todo mundo do chat, só faltou o Terraza, o Ruy e a Rivania. Na última hora, a Camila também não pode ir. Mas mesmo com esses desfalques, juntar aquela galera toda foi legal pacas, clima mais do que familiar, com toda a criançada. 

O problema foi chegar até Búzios. Os vôos foram ok, mas a estrada... quem saiu cedo e era do Rio, se deu bem (Bubu, Deb e respectivas famílias). Eu e o Marcel nos encontramos no Santos Dumont e sofremos um pouco com o trânsito, mas chegamos. Agora, Felipe e Carla, Carino e Morgado e Frota e Flávia comeram o pão que o diabo amassou. Trânsito parou, chegaram em Búzios pra lá de meia-noite, foi o ó!

Mas tudo, 6 da manhã tava todo mundo lá, de pé, com poucas horas de sono dormidas. Fizemos uma redistribuição das equipes diante da falta da Camila e acabamos com uma dupla (Frota e Carino, o Frota fazendo os 3 primeiros trechos e o Carino terminando), um trio (Marcel fazendo oficialmente o 1º trecho e seguindo no 2º com o Morgado, e eu fazendo o 3º e 4º trechos, correndo com dois chips) e um quarteto (Carla largando com o Felipe de pacer, Flavinha no 2º, Felipe fazendo o 3º trecho oficialmente e o Bubu fechando). E a presidente Deb de staff, baby sitter, motorista e capitã dessa bagaça toda!


Na largada já deu pra perceber que o papinho do Marcel de correr sossegado já era. O cara largou mordendo a linha de largada. E na primeira troca chegou rapidinho, levando o Morgado junto. Frota e Carlinha chegaram no miolão, num ritmo mais "normal". No segundo trecho, Morgado e Marcel também chegaram rapidinho, antes que o pessoal conseguisse chegar direito na praia. E me entregaram numa posição relativamente boa pra terminar a prova.


O problema é que esse 3º trecho era o inferno na terra. Saía num areal meio fofo (saí pra trilha) e 500 metros depois aparece a maior subida da prova. Um desnivelão de 150 metros em Tucuns onde o desafio era não parar no meio da subida. O terreno não tava tão ruim, mas a subida era árdua. 


Depois disso vieram várias trilhas bem sujas, cheias de lama, fechadas, muito mato fechando, dei vária cabeçadas em galhos de árvore, mais subidas, mais descidas até fechar o 3º em 1h18. Não foi ruim, fiz força e terminei bem esse trecho. O problema é que acabei me cansando pro 4º, relativamente mais simples. Ele saía para uma praia com uns 5km de extensão, interminável, num sol violento e com areia fofa no começo. Morri ali. Depois foi uma constante: sai da praia, uma subidinha curta dos infernos, íngreme e escorregadia, chega em outra praia, mais subida íngreme... no final, um mega trecho de costão de pedras, contornando e ligando as praias pelo mar, até chegar na praia final, de onde saíamos para entrar na Rua das Pedras e fechar o circuito. 


Esse 4º trecho fiz em 1h23, bem mais lento e quase desmaiando, todo torto, parecia a suíça Gabrielle Andersen-Scheiss da Maratona das Olimpíadas de Los Angeles... mas terminei e rapidamente me recompus, até mesmo porque foi uma das poucas chegadas minhas que a Alessandra acompanhou... de qualquer modo, tava claro que o problema maior era o calor. Logo atrás de mim chegou o Bubu, que fez o mesmo trecho em 1h06, mostrando quanto tempo eu tinha perdido nessa perna (e mostrando um progresso enorme do próprio Bubu). E no final esperamos o Carino chegar para todas as equipes Operação Laranja cruzarem a chegada juntos. Foi sensacional.





Enfim, 2h41 para uns 22km, de Nike Alvord Azul. Desgastou, mas não piorou nem melhorou as minhas lesões na bunda, no tendão e no tornozelo. E valeu como um belo treino para a Uphill. Pra mim, pro Marcel e pro Frota.