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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Brincando de correr

Na quinta, impossível chegar no Ibirapuera. Impossível me locomover pela Bela Vista ou 23 de maio. Tudo parado. Perdi o horário, saída pela esquerda e resolvi treinar na academia, até porque tô só na rodagem, testando a bunda dolorida. Lá na academia eu treino com os amigos Carmona e Jorge Iran, e a sua assessoria JVC. Apesar de eu não ser da JVC, dou a maior força a eles, além do fato de os treinos serem abertos aos alunos da academia, como eu.

E com eles eu brinco de correr. Não tenho a auto-cobrança de fazer treinos de qualidade da minha planilha. Como o nível técnico do pessoal lá também é em média mais baixo (em média, porque tem uns furacões lá, como o Jonas, monstro!), já que é maior o número de corredores iniciantes ou eventuais, também não me forço na corrida. E nessa brincadeira, rodei 7,5km, de Nike Structure Triax novo, alternando ritmo, fazendo um fartlekzinho, puxando alguns corredores... relexado, sem forçar. Foi legal e ainda botei a conversa em dia com os dois, até mesmo porque o Jorginho estreou em ultras na Bertioga-Maresias e tinha muita coisa pra contar e surtar...

Por fim, o registro da série de musculação na sexta, que foi um pouco prejudicada pela lesão. Não consigo fazer cadeira flexora e o leg press tá incomodando também. Talvez a flexora tenha que ser de pé. De qualquer modo, a musculação, agora, é mais manutenção do que construção, então... no stress.

Agora, que coisa esse clima, hein? Na terça, o inferno. Quase 30 graus à noite! Na quinta, 14 graus, garoa, frio...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não tá tão ruim

Cheguei a cogitar desistir das 24hs de campinas devido à minha dor bundal, que não passa. Dói pouco, é praticamente um incômodo, exceto em alguns movimentos bruscos, mas mesmo nestes a dor é leve. Só que o negócio é constante. E não muda a intensidade, não parece estar sarando. Mesmo com alongamento e massagem, continuava igual. Mas o retorno hoje aos treinos, como um verdadeiro treino-teste, serviu para aplacara alguns medos. 

Fui rodar no parque. Atrasado, com umas dores de cabeça tremendas no trabalho na Prefeitura (a chateação é pelo fato desses enroscos atrapalharem ir treinar, já que eu não dou a mínima para esse tipo de coisa, só resolvo por mero senso de responsabilidade e para me livrar logo), descobri que teria que fazer um 10k. Será que daria? A dorzinha incomodou no começo, a perna está meio travada, não consigo ter amplitude na passada, mas de 1 a 10 em escala crescente, a dor se manteve a maior parte do tempo no 1 e com raros picos de 3. Não sei quanto tempo eu levei nessa rodagem, mas estimo uns 56 minutos, em um ritmo ameno, meio temeroso. Usei o Nike Free, levinho...

O fato é que depois da corrida a dor melhorou. Não sei se é porque aqueceu o músculo, muito embora eu já esteja agora frio e mesmo assim com a mesma intensidade baixa. Sumiu? Não, tá lá ainda. Mas tá até mais leve do que antes. Gosto de dizer que corrida cura tudo, mas será que vai ser assim até com essa porcaria de lesãozinha? Tomara.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Maratona de Nova York

Um dia eu vou estar lá. Por enquanto, me contento em assisitr. Que festa, hein?? O pessoal veste a camisa da cidade nesse dia!! O que o Fred Lebow conseguiu é realmente algo impressionante!! 

E mais uma prova pra ficar para a história. No feminino, as americanas chegaram muito perto de acabar com o jejum, com a medalhista olìmpica dos 10.000m, Shalane Flanagan. No masculino, a surpresa etíope Gebre Gebremariam e sua touquinha creme, depois de uma desgarrada no km 25 que desmontou o pelotão e deixou a maior parte dos favoritos pra trás. Meb, Haile, Marilson (que foi um dos que aguentaram mais), Ritz... ficaram pra trás, deixando a corrida nas mãos, ou melhor, nos pés de Mutai, Gebre, Kwambai ou Boumrandane. O etíope sustentou o ritmo e, mesmo estreando em maratonas, venceu com 2h08. 

O início da transmissão foi interessante: O Iberê e o Sergio Xavier, da Runner`s World, montaram uma transmissão improvisada por twitcam e foi bem legal. Longe da falta de brilho da transmissão oficial da Sportv, que fez diversas merdas, como cortar toda hora para mostrar brasileiros em eventos não tão importantes, o fato é que os dois falando diante de uma webcam de laptop foram muito melhor do que narradores e comentaristas oficiais da rede de televisão. Só não deu pra assistir até o fim porque tive que ir para a casa dos meus pais e assisti o resto da corrida por vias "oficiais", para meu desprazer.

Outra nota é a aposentadoria do gênio. Haile Gebrsselassie, que abandonou no 25, anunciou a aposentaria aos 37 anos. Um monstro, um Pelé das corridas, recordista mundial inúmeras vezes dos 5.000m, 10.000m e até hoje, da Maratona!! E um homem que sorri o tempo inteiro, que soube fazer marketing sem parecer falso ou montagem. Agora é a hora de novos gigantes do atletismo, mas vai ser muito difìcil conseguir fazer o que o Haile fez!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

A parada obrigatória

A idéia, evidentemente, era voltar aos treinos logo após o retorno das férias na Europa. Mas dois problemas aconteceram: um AVC leve do meu pai, que o levou ao hospital e mudou a rotina, já que eu estou passando as noites por lá, tentando segurar o velho que quer fugir da lá de qualquer jeito, e a dor bundal que me pegou, possivelmente, o piriforme, depois de um desafio ao Usain Bolt. 

Explico: em Barcelona, há um museu olímpico próximo ao Estádio Olímpico de Montjuic. Um museu high-tech, que lembra um pouco o Museu do Futebol do Pacaembu, com alguma memorabilia, mas muita tecnologia em atrações interativas. E uma dessas atrações é um painelzão comprido numa parede onde ficam sendo simulados as projeções dos recordes mundial de salto em altura do Javier Sotomayor (2,45m), o recorde do salto em distância do Bob Beamon (8,90m) e o do Usain Bolt nos 100m rasos (9,77). Por meio de leds, na parede você vê a sombra dos atletas correndo e saltando e projetando o que isso representaria na realidade. Pois bem, lógico que como corredor, eu desafiei o Usain Bolt. Lógico que não deu nem pro cheiro: a sombra dele já tinha terminado a corrida quando eu estava passando a metade... mas o ruim é que durante esse tiro, eu senti uma pontada no glúteo direito. E essa merda tá doendo até agora... não incomoda muito, mas eu não sei como será correr isso. 

Depois que o velho sair do hospital e eu retornar à rotina, o que possivelmente acontecerá a partir da segunda-feira, vamos ver como o piriforme se comporta. Por enquanto, só uma sessão de fisioterapia e nada de melhora efetiva, embora tenha sido bom para soltar outros músculos presos e melhorar o alongamento.

Resumo do mês - Outubro-2010

1 maratona
93,5 km rodados em treinos
2 treinos de musculação

O mês teria sido fraco, não fosse: a) férias; b) recorde pessoal na maratona

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Já que pediram fotos...

Escolher a Maratona de Bilbao como parte do meu calendário misto de corridas e viagens de turismo foi simples: dentro das opções durante as minhas férias, Bilbao surgiu como uma oportunidade que ainda não tinha tido de correr uma maratona noturna. Além disso, eu ainda não conhecia a Espanha e seria uma chance de mergulhar a fundo no país basco, de Guernikas, ETAs e uma língua totalmente diferente, mas com a vantagem de me socorrer do velho e bom espanhol nos momentos de aperto.

De fato, o idioma basco não se parece com nada. Uma mistura de língua do Hopi-Hari com a língua da Xuxa em um sotaque espanhol, mas com palavras absolutamente estranhas. Se em Bilbao as coisas eram mais fáceis, no interior, as placas de sinalização não davam muita chance aos poucos turistas presentes nessa baixa estação. Mas mesmo assim tudo foi muito tranquilo e fácil de entender, já que os museus e monumentos eram bilíngues.


A feira da maratona foi realizada em um pavilhão inflável erguido do lado do Guggenheim, um museu mais bonito por fora do que por dentro. Não tinha muita coisa e os poucos expositores presentes eram grossos demais para ter vontade de comprar qualquer coisa deles.


A própria desanimação da feira e a ausência completa de quaisquer faixas, indicações ou informações sobre a maratona me deixaram meio encucado, achando que seria um eventinho bem mixuruca. Mas, na hora da prova, apesar de o número de competidores não ser tão grande, parecia que a cidade inteira estava lá para ver. A temperatura estava ótima para correr, uns 15 graus, sem vento gelado, uma delícia.

A largada atrasou longos 15 minutos. O locutor falava algumas coisas em basco e eu não entendia nada. Falava em espanhol e eu também não entendia nada, porque falava ou muito rápido, ou cheio de firulas. Mas quando largou, belos fogos de artifício espocaram.

Saí em um ritmo tranquilo, curtindo a prova, já que a preparação tava longe de ser a ideal. Na semana que antecedeu a prova, já em férias, curtindo a Espanha, só corri um dia e foi pra pegar o passaporte que eu teinha esquecido no hotel, item indispensável pra pegar o carro que eu alugara. E a alimentação, então? O prato nacional basco, na verdade, são aperitivos: pintxos, que consistem em uns beliscos com pão, algum embutido e outros quitutes, tudo junto num palitinho. No dia da prova, então... twix e batata frita!


Mas logo o segundo quilômetro já mudava dos 6min/km iniciais para um 5min25/km, tranquilo, sem forçar. Tava correndo fácil e curtindo a prova. Havia muita gente assistindo, mas eles gritavam "benga, benga" pra mim de forma insistente. Ok, gosta quem quer, mas não é a minha praia. Pelo menos percebi que não era nada pessoal e que eles gritavam "benga" pra todo mundo. Depois é que minha irmã esclarece que na verdade era "venga", ou, em português, "venha", para incentivar os atletas. E com a tradicional incapacidade de os espanhóis pronunciarem o nosso "v".

A prova era composta por duas voltas de 21,1km, em um circuito bastante plano e favorável a bons tempos. A cada volta a gente passava umas 3 vezes pelo Guggenheim, tornando mais fácil a vida de quem estava lá para torcer pelos conhecidos. Assim, os maratonistas se cansaram de passar pelo museu. A prova também percorre o casco viejo (Centro histórico) da cidade e o Centro Novo, mais moderno, com avenidas mais largas, e ainda passando em frente ao meu hotel. Mas a parte mais complicada era a perna que saía da cidade e ia até uma cidade próxima. Um trecho reto, deserto e bastante solitário, além de não ser lá muito bonito.

Falando em algo não bonito, uma coisa que chamou muito a atenção na prova foi a presença de dois corredores peladões. Ou quase, já que eles vestiam tênis, meias, relógio e... número. De resto, tudo descoberto.  Achei até que os gritos de "benga" eram pra eles. De qualquer modo, os caras eram muito rápidos, de impressionar. Por volta do km 18 da prova, eles estavam apenas a uns 5 minutos dos quenianos que lideravam a prova. Mas acredito que eles estivessem participando só da meia-maratona, já que não os vi mais. De qualquer forma, o ritmo era também muito forte para um amador em meias-maratonas.


Apesar dos pintxos e bengas à mostra, curti a prova. Eu me senti bem, sempre gostei de correr à noite, coisa de biorritmo. Fiz "hang fives" com praticamente todas as crianças que estava no percurso, correndo feliz, com aquela sensação boa de liberdade que só a corrida te dá. Isso tudo fez com que eu passasse na marca da meia-maratona com  1h54, totalmente tranquilo, com os batimentos em um nível bastante controlado. Já que estava fácil, resolvi arriscar. O pessoal que estava no pelotão das 3h45 estava mais ou menos perto, a uns 6 minutos na minha frente, pelo que medi nas várias idas-e-vindas do percurso. Resolvi buscar. Acelerei o ritmo, passei o homem-aranha e cheguei a tirar uns 2 minutos desse pelotão quando, no km 28, senti a panturrilha beliscar: cãimbra.

Lá na frente, a prova já terminara, com a vitória do queniano Samwell Kalya, com um tempo que pouco significa a nível mundial: 2h19. Foi seguido por outros dois africanos, Benjamim Korir e Joseph Biwott.

Diminuí um pouco o ritmo, mas a perna continuava meio dura e então resolvi administrar pra terminar abaixo de 3h50. Só que, no km 32, cãimbrou de novo. E de novo no 36, desta vez endurecendo a perna de vez. Ali eu parei para alongar e resolvi tentar só baixar o meu recorde pessoal de 3h55. Assim eu toquei o resto da prova, acima de 6min por km, mas totalmente inteiro sob o ponto de vista fisiológico e cardiorrespiratório, para fechar em 3h52min50.




Meu melhor tempo, numa prova para a qual corri bem descompromissado, sem a melhor preparação do mundo, e ainda com a menor quantidade de dores pós-prova que eu já senti. No dia seguinte, seguindo viagem para Zaragoza, estava bem inteiro, um pouco dolorido, mas nada incapacitado. Nem as escadas me davam medo. Perfeito!!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Resultado - Bilbao Night Marathon

No meu relógio, 3h52m50s. Vamos ver nos resultados oficiais. De qualquer modo, baixei meu tempo. Correr a noite sempre foi mais facil pra mim, e se nao fosse uma maldita caimbra na panturrilha da perna direita, que me forcou diminuir o ritmo nos 10k finais, baixava tranquilo das 3h50. Coracao sobrando, o que faltou foi perna mesmo. Mas beleza!!!

Com mais calma e sem essa internet precaria, eu boto mais coisa aqui.

sábado, 16 de outubro de 2010

O corredor vaca

Mais um treino de final de semana no Ibirapuera e mais um tipo de corredor típico de parque aos finais de semana: o corredor vaca. Esse é aquele que corre com chave pendurada no calção ou no bolso e sai correndo como se fosse uma vaca com um guizo preso no pescoço. Ti-lim, ti-lim, ti-lim...

Isso não rola tanto na USP. Por que? Imagino que porque nos sabadões da USP, um percentual bem alto de corredores treina com assessoria e deixa a chave do carro com os treinadores. Aliás, a chave do carro, por si só, faz menos barulho porque é revestida de plástico ou borracha na cabeça, o que nem sempre acontece com chgaves comuns. E na USP, quem não treina com assessoria, costuma ser corredores mais experientes, que já arranjaram algum jeito de acomodar chaves de uma forma não barulhenta, seja usando pochetes, seja carregando o mínimo necessário.

Já no Ibirapuera, parque muito central, onde muita gente mora perto e onde muita gente vai correr recreativamente só aos finais de semana, é normal ver o corredor-vaca. É o cara que mora lá perto e vem correndo de casa, é o cara que corre de vez em quando e nunca se preocupou em comprar um porta-chaves uma pochete ou algo do tipo... muitos dos corredores-vacas fazem biquinho pra expirar também. E invariavalmente são corredores que trotam ou correm devagar, já que a corrida é um lazer e não um fim em si. 

E eu, que fiquei um bom tempo travado atrás de um rebanho de corredores-vacas na volta da cerca, treinei mal pra burro hoje. Não sei porque, talvez por conta da umidade elevada e a temperatura mais quente do que em outros dias, já comecei correndo a 5min30/km, um ritmo absolutamente confortável para mim, a 165 bpm! 15 a mais do que a minha média... lógico que com isso acabei cansando rapidamente. Aliás, mesmo a 5min30/km, tava meio esquisito, pesado... acontece! Outro problema é o fato de eu estar começando a usar um tênis novo, já que o Saucony dos longos já tava empacotado na mala para a viagem de hoje. O Nike Structure Triax, muito novinho, começou a me incomodar nas pisadas, especialmente no pé esquerdo. Estranho, porque já é o meu quarto modelo desse tênis e ele sempre foi um calçado que se adaptava instantaneamente ao meu pé. Não sei se mudou alguma coisa de uma série para a outra (esse é o 11), mas não ficou legal nesse treino. Junta tudo e dos 18km previstos, rodei só 14km, 1h19 mais ou menos. Ritmo de uns 5min40/km, muito mais pelo começo que foi mais forte, do que o final, onde 6min/km já tava difícil....

Desconto que no último longão rodei 06km a mais. Treino bom, treino ruim... bom, o próximo longo é a própria Maratona de Bilbao. Depois de treino ruim vem treino bom, né? Tomara... vou pra prova sem muita expectativa. Simplesmente vou correr e ver o que acontece. Se estiver bem, marco o ritmo e vejo no que vai dar. Afinal, ainda estou num ano tranquilo, recuperação de 2009 que foi muito puxado. Será só a terceira prova longa do ano, então tô bem menos acelerado do que no ano passado.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Irritando Ricardo Nishi

Ok, um quadro pra Fernanda Young. Você, a contragosto, está como chefe de uma repartição pública. No exato momento em que pensa em ir embora, treinar, aparece a funcionária da sala e pede um minutinho. Urbanamente, você, o chefe, dá o minutinho para ela, esperando alguma dúvida rápida sobre trabalho. E aí a infeliz desanda a fofocar sobre a vida dela e dos outros funcionários. Dramas de enorme expressividade, como a porcaria do xerox que foi indevidamente tirado pelas estagiárias e não pode ser pago, ou o gasto de papel em virtude da demanda da sala. Lógico que esses dramas são entremeados de modestas críticas contra quem sugeriu, com ares de certeza, que o problema do xerox era da funcionária que vos falava. Ou de sentida indignação contra o fato de uma outra funcionária ter pego o serviço que era dela para fazer. 

Nada mais comovente e tocante do que esses dramas da vida urbana em uma repartição pública. Como chefe, eu deveria tomar uma atitude naquele momento para resolver de-fi-ni-ti-va-men-te o problema do xerox de R$ 1,05. Mas confesso: eu me acovardei, pensando só que se eu desse mais corda acabo gerando outras fontes de desabafo. Portanto, péssimo chefe que sou, fiz cara de árvore, escutei aquilo atentamente como um esquilo escutaria um cântico gregoriano em jogral, e me mandei. Obviamente, atrasado pro treino. Que foi uma merda porque senti uma dorzinha na lateral do joelho, a famosa banda ileotibial. Entre tiros e subtiros, rodei tiros de 1,5k em fartlek em 6min33s, 6min24s e 6min53s, entremeados por tiros leves de 1k. No total 8,5km. Estreando um Nike Structure Triax.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Biquinho. Fu-fuuuuu...

Eu falei no post anterior que ia fazer o longo de 18k nessa terça, mas olhei errado na planilha. O longo era de 24k, na verdade. Nenhum bicho de 7 cabeças numa situação comum, mas considerando o que eu passei mal na semana passada, faltava um treino de verdade pra sentir o corpo. 

Feriadão que amanheceu com sol e frio. Prometia ser um bom dia, tirando o fato de eu estar meio "quadrado". Não posso comer pizza no dia anterior ao longo, especialmente acompanhado de cerveja. Mas se eu estou falando isso é porque, obviamente, foi o que aconteceu. De qualquer modo, tava precisando correr, então às 7 da matina de um feriado tava eu lá, no Ibira, pronto pra rodar os 24k. O treino, apesar de eu não estar me sentindo livre e solto, foi redondo. Sem forçar muito, rodei pra 2h12, no ritmo de maratona, 5min31/km. Só que no final do treino já estava difícil correr. Não tanto por cansaço (apesar de estar um pouquinho cansado, sim), mas pelo trânsito no parque. Afinal, já era umas 9 e meia da manhã e o Parque lotaaaado!!

Mas terminei meu treino bem, com o cansaço natural de um longo, mas sabendo que não vou ficar dolorido nem nada. Liguei para a Alessandra, que havia se manifestado sobre a vontade de dar uma rodadinha no parque SE fizesse sol e SE estivesse com vontade, e, felizmente ou infelizmente, ela topou. Só que tinha acabado de acordar. Resultado: fiquei mais de uma hora com a camiseta molhada, passando frio, esperando-a... 

E nesse tempo todo parado, sem fazer nada é que pude reparar no título do post. Previsivelmente, num feriado de manhã, a imensa maioria dos corredores no parque é dos corredores eventuais, um pessoal que de vez em quando vai ao Parque, dá uma ou duas voltas e já se sente um queniano. Invariavelmente correm num ritmo bastante lento, numa atecnia total de corrida, com uns tênis de academia ou de futebol de salão ou sei lá mais o que e, principalmente, respirando fazendo bi-qui-nho!! Não é um biquinho de quem fala francês ou vai dar um beijo, mas um biquinho de quem solta o ar fazendo barulho. Fu-fuuuu, plec-plec, fu-fuuuu, plec-plec. É um ritmo constante, consistente e lento, como uma verdadeira dança dos corredores. Passa um aqui, outra ali, todo mundo assim... gordinhos, senhoras, minas de academia, molecões que querem ganhar um fôlego instantâneo pro futebol, todo mundo no fu-fuuuuu...

Bom, depois de uma hora, apareceu minha personal biquenta e lá fui para acompanhá-la em mais 6k a ritmo de trote e mais fu-fuuus... 

De qualquer forma, acabei rodando 24k a sério e 06k fufuzando-trotando (49 minutos!!). Não posso dizer que foi fácil porque depois de uma hora parado o corpo já tava todo travado. Além disso a endorfina já tinha ido embora e as malditas bolhas que apareceram no pé doíam pra valer. Mas posso contabilizar 30k efetivados, de Saucony Glide, e a certeza de que estou suficientemente preparado para correr Bilbao sem maiores sufocos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Finding my way

O estômago finalmente melhorou, mas o quanto perdi nesses 4, 5 dias de inatividade forçada e alimentação quase nula? E o longão de sábado, que deixei de fazer? É ao som do Rush ainda ressoando nos meus tímpanos que vou tentar refazer meu caminho nesse polimento pra Bilbao.

No domingão resolvi trotar no parque, só pra testar o organismo em uma situação de balanço. Já me sentia melhor, mas não sabia se ia dar algum revertério ou coisa do tipo. Até levei a pacer Alessandra pra isso. Foi melhor do que eu esperava. Seguindo no ritmo da Alessandra, fiz 06km em inenarráveis 50min!! Nem suei. Confesso que foi difícil seguir num ritmo tão lento, mas tudo bem. E para ter a noção exata entre uma pessoa não-acostumada a correr (embora esteja em razoável forma física, faz academia, etc) e alguém como eu, que não é nada de mais em termos de performance, mas que corre bastante, foi só ver o final do treininho: ela tava esgotada, com bolha no pé, vermelha, arfando, teve que caminhar durante o percurso, e eu nem senti os batimentos subirem. Sinceramente, não senti sequer um suorzinho no corpo! Ótimo, serviu para tirar as teias de aranha das articulações e ver que balançando no trote da corrida o estômago não doeu.

E hoje, o teste B, que foi a série nova de musculação. Tudo bem também. Voltando às séries curtas e intensas, que não causam dano muscular, até arrisquei um agachamento com mais peso (95kg nas costas, mas dava pra chegar a 100kg), entre outras séries. E o longão de 18km do sábado eu passo para o feriadão de amanhã.

sábado, 9 de outubro de 2010

"Oses"

Depois da saga das "ites" (tendinites, canelites), agora enfrento as "oses" (viroses e bacterioses), que me jogaram, literalmente, na cama.

Desde quarta-feira tenho me arrastado pelos cantos. Febre e piriri no primeiro dia, dores intermitentes no estômago desde quinta. Duas passagens pelo pronto-socorro e o mesmo diagnóstico: ou é rotavírus (se a febre for baixa e permanente) ou é alimentação estragada. Parece a segunda opção, já que a febre passou rápido. E duas vezes seguidas, o mesmo tratamento paliativo: buscopan IV e luftal.

Quando isso vai passar? Estou com o saco cheio de me sentir mal. A barriga tá estufada, parece um balão de hélio, e as contrações que me doem o estômago me tiram do ar por alguns minutos. Lógico que não dá pra treinar, não dá pra correr, nem daria pra trabalhar, mas aí quem me paga?

A única coisa que se salvou nesses últimos dias foi o show do Rush. Mesmo mal desse jeito me arrisquei a ir. E foi legal demais!! O Morumbi estava relativamente tranquilo, sem tumulto, só aquela massa de fãs, na sua maior parte nerdões de 30/40 anos que nem eu. Potencial de baderna quase zero. No estádio entramos por um portão VIP, embora nossos ingressos não fossem VIP (cadeira inferior A) nem nada. Lugar não foi difícil achar, e o sho começou pontualmente às 21h30!! E que show!! O Rush (ou como nós pronuciamos nos nossos berros desesperados de fãs alucinados, "hush") continua impressionante. Semana passada eu assisti o DVD "Beyond the lighted stage", documentário da banda, pela segunda vez e me convenci definitivamente de que essa não é uma banda para todos, mas é a MINHA banda!!

Não por acaso, o estômago não doeu durante o show. E choveu de madrugada, mas só depois de a gente entrar no carro. Sexta-feira mágica!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A referência!!

Já me falaram que eu só falo da Grazi aqui, então mais um post com ela! Nada mais natural, afinal, nos treinos de terça e quinta, quando se dividem os treinos por turmas eu já sei que tô ferrado. Fulano e cicrano fazem isso, A e B fazem aquilo... e sempre sobra pro Nishi fazer o mesmo treino que a Grazi. E aí, toca a tentar acompanhar a moça!

Hoje, só pra variar um pouco, todo mundo fazendo volta de 1km rápida e 1,5km lenta e eu e a Grazi fazendo invertido: 1,5km rápido e 1k mais lento, "descansando". Fartlek, sem pausa de descanso, 4 séries desses 2,5k e uma perspectiva de sofrimento, ainda mais com os meus glúteos detonados da musculação de ontem.

O problema é que a Grazi corre mais do que eu. Mas não muito mais, a ponto de me deixar comendo poeira logo e eu desistir de acompanhá-la. Na verdade, nos tiros de velocidade pura eu até sou mais rápido. Mas no ritmo ela é mais forte. E eu acabo tentando acompanhar. E me ferro. Mas isso me empurra a algum patamar entre a dor extrema, a falta completa de ar, a vontade de vomitar e uma melhoria no meu condicionamento. Pelo menos eu tenho que acreditar nisso, né?

Bom, vamos aos tempos: 1ª série, 1,5k em 6m41, 1k em 5m10, total de 11m51; 2ª com 6m35 e 5m00, total de 11m35; 3ª com 6m49 e 5m11, total de 12m00. E 4ª e última, com 6m53 e 4m57, total de 11m50. 10k total em 47m16. Ok, a voltinha de 1k não tem exatamente 1k (950m), por isso não dá pra dizer que eu baixei meu tempo de 10k, mas foi bem perto...

 Com o aquecimento, mais 11k pra conta. Hoje foi de Nike Structure Triax velhão. Mas confortável, ainda.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Musculasidão

Tô eu lá meio sem vontade, na academia, meio que obrigado a fazer aquela série dolorida de musculação, só pensando nas dores musculares posteriores quando vejo, num canto, fazendo uma bike ergométrica sem-vergonha, ele, a lenda baiana da Trilopez, o segundo melhor ciclista baiano da equipe (perde pro irmão), Sidão!! Porra, o cara tá treinando na mesma academia que eu faz dois meses e nem me avisa!!

Sidão é um dos golden runners que carregaram o Noneto de Ouro nos nossos dois pódiuns em Bertioga-Maresias. Bons tempos em que ele corria, porque agora só quer saber de bike, diz que correr machuca...

Pior é aguentar o professor da academia, o Wagnão, me pedindo pra eu falar com ele pra ele ir treinar mais, já que ele só aparece muito de vez em quando... daqui a pouco, tá o próprio Sidão falando comigo, reclamando que os caras da musculação acham que a gente só faz aquilo da vida. Tenho que dar razão pro Sidão. Duas vezes por semana na academia já é muito, o treino é só acessório, nosso negócio é endurance! Mas se a Ellen Roche aparecer mais vezes por lá...


domingo, 3 de outubro de 2010

Votação

Nesse 03 de outubro, ao acordar, eu tinha duas opções: ficar jogado no sofá assistindo televisão ou ir correr. Votei por ir correr, elegi o meu corpo e minha saúde e espero ter 2º, 3º, 4º e vários outros turnos na minha vida. Esse é o tipo de eleição que eu gosto.

Teclei o 14 (km), apertei o botãozinho de confimar (no Garmin) e depois de uma hora e vinte e quatro minutos escutei o som da confirmação (com pace tranquilo de 06min/km). No caminho do sufrágio, após 1km rodando no Ibira, encontrei o Diego, a Jeane, o Ricardo Carvalho e o Renato Isidoro, rodando, conversando, e segui a toada deles, leve e tranquilo, acompanhado do meu cabo eleitoral Saucony Glide.

E desse jeito espero o melhor para o meu país.

sábado, 2 de outubro de 2010

Teste de 5.24k

Sabadão, dia de teste de 5k na Trilopez. 5k, não, 5.24k, já que o teste seria feito no "zerinho" do Villa-Lobos, que tem mais ou menos 580m. Os 5.24k foi a distância que eu registrei em 9 voltas nesse círculo medonho de concreto, onde dividimos algum espaço com patinadores. Mas esse incômodo dividir pista com patinadores não durou muito porque: a) chegamos cedo; b) choveu; c) eu pedi mentalmente que eles saíssem da pista para não nos atrapalhar. Aparentemente as duas primeiras assertivas foram determinantes para isso.

O fato é que eu faço esses testes meio a contragosto porque não gosto de correr 5k no pau. Não me sinto confortável, não gosto de correr com o coração na boca. Mas sei que esse é o tipo de treino que te expande os limiares, te dá velocidade para fazer o ritmo confortável de longos mais rápido e que ainda ajuda a dar uma medida de seu estágio de condicionamento.

Pois bem, os 5.24k saíram a 23m51, com um pace de 4m33/km. O clima tava razoável pra correr. Embora estivesse nublado e bom (só choveu depois do teste), tinha muito vento contra na metade final de cada volta. Como sempre, o vento a favor a gente não sente muito, mas o vento contra....

As parciais dos quilômetros
1ºk - 4m39s42
2ºk - 4m31s77
3ºk - 4m30s14
4ºk - 4m35s51
5ºk - 4m32s71 (5k em 22m49)
0.24k - 1m01s62 (4m19/km)
Depois disso rodei mais meia-horinha em ritmo lento, conversando com o Jacó e com o Isidoro, que começava a testar o seu mindinho pós-fratura. Apesar de ter ficado um mês sem poder correr, ainda há esperança de conseguir fazer a Maratona de Buenos Aires, já que vinha muito bem nos treinos e ainda conseguiu manter outros tipos de estímulo aeróbico para não perder tanto a forma.

Assim, no total, contabilizo 10k com o meu Saucony Glide.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Resumo do mês - setembro/2010

1 ultramaratona de 06hs, com 54km percorridos
124km rodados em treinos
5 treinos de musculação
3h15 de rolo na bike
2 sessões de fisioterapia
1 aniversário-centenário do Timão!!!!!!!!!

Cãimbra na coxa?

Cãimbra é uma ocorrência comum em corredores. Quem nunca teve uma? E em mim, geralmente ocorre na panturrilha, a famosa batata da perna. Foi uma cãimbra na batata da perna que me impediu de baixar de 1h50 na Meia de SBC, por exemplo. 

Agora, cãimbra no frontal da coxa é mais difícil pra mim Que eu me lembre, isso já ocorreu comigo uma única vez: na Maratona Marne et Gondoire, que fiz em Paris-2009, e para a qual eu não tinha treinado. Normal a cãimbra, afinal a musculatura destreinada tava esgotada, ainda mais num percurso de sobe-e-desce daqueles...

Bom, ontem voltei à musculação depois de 2 semanas afastado por causa da Ultra de SBC. E voltei com uma planilha daquelas bem doídas. Agachamentos, avanços, arranques, desgraça!! Tava confortável fazer séries com ridículas 3 repetições. Voltar para as séries de 15, 20 repetições significa voltar a ter dor. Ainda mais com a musculatura destreinada por causa desse afastamento.

Resultado, hoje tava detonado. Nem a superfisioterapeuta Tati deu jeito, hoje de manhã. Na verdade, como a musculação foi ontem à noite, hoje de manhã a dor ainda não estava no auge. O auge veio à noite, na hora do treino. Dilíííícia!!!

Hoje foram 5 tiros de 2km, sendo o primeiro quilômetro progressivo (2/3 leve, 1/3 médio) e o 2º km forte, mas sem estourar. E foi doído. Correndo devagar tava parecendo um robô, todo duro, não conseguia relaxar. E quando chegava na parte rápida, também doía, de outro jeito... os tempos foram 9m35, 9m15, 9m05, 9m10 e 9m09. Geralmente a primeira volta saía a uns 5min e na segunda volta baixava para 4min baixo. Só que na penúltima série a coxa começou a incomodar, e na última... cãimbra doída, doída! Na coxa esquerda, quadríceps. Putz, em treinos, eu acho que nunca tinha sentido isso. Tá foda, meu, dói pra tomar banho, pra sentar no trono, até pra escrever no blog... ajudou o fato de não ter dormido direito, fiquei escutando o Timão empatar no rádio e fui dormir com raiva.

10km + 1km de aquecimento, total 11km. Foi de Nike Equalon de novo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Alongamento de língua

Pois é, primeiro treino de qualidade depois da ultra e sem saber se as costas iriam apitar. Acreditei que não, só dói quando eu respiro... de ponta-cabeça. Na verdade, um ou outro movimento dá uma pontada, mas no treino hoje não rolou nada. Rolou uma dorzinha só quando eu fui mijar depois do treino, mas espero não existir nenhuma conexão entre bilau e lombar.

Hoje tivemos dois tiros progressivos de 05km. 2km leves, 2km em um ritmo mais puxado e o último mais punk. Acabei saindo com o Cassiano, que veio de um 1h48m na Meia das Pontes. Tá triste o negócio, o Fred faz 1h47 na Meia de Buenos Aires, o Cassiano 1h48... tá todo mundo me deixando pra trás! De qualquer modo, achei que ele fosse vir mais leve, por causa da meia em ritmo forte e me ferrei. O cara veio firme! Na primeira volta, a gente seguiu o script certinho nos primeiros 2km, mas nos seguintes já estávamos ferrando o ritmo. E pra puxar o último quilômetro foi aquela desgraça, mas saiu, em 26min.

No segundo tiro, de comum acordo (um mais fudido que o outro), pegamos mais leve nos 2k intermediários. Aí sobrou no km final, ainda que a turma geriátrica do Marcos Paulo tenha atrapalhado nosso tiro (inferno pegar 50 caras de amarelo tagarelando e tomando toda a pista, trotando como se estivessem em um Central Park particular). O tempo final foi espantosamente até mais rápido, 25min40. 

O alongamento de língua foi no final do treino. Ficamos mais tempo conversando do que correndo no final das contas... mas foi instrutivo, aprendi que a ordem dos sobrenomes em espanhol varia de acordo com o gênero do filho, que tem muito gay nas Ilhas Gregas, que... que... bom, o resto foi piada mesmo. Junta o Xile, a Edith, o Diego, o Cassiano e a Ana, Míriam, já viu!

Saldo: 10km de Nike Equalon.

domingo, 26 de setembro de 2010

Rolo no Timão

Não sei se foi psicológico ou se era pra parar de doer mesmo, mas depois do treino de ontem a dor nas costas passou. Daria até pra fazer a Meia das Pontes, mas eu não tava inscrito. Na verdade, cheguei a pensar em ir pedalando até lá, pra ver a prova e fazer alguma coisa, mas quando acordei tava uma chuuva. Fiquei na minha mesmo. Mas o dia passou, chegou a hora do jogo do Timão e resolvi me mexer um pouco. Botei a bike no rolo e fiquei assistindo o jogo rodando levezinho. E fiquei lá em cima durante todo o primeiro tempo até os 30 min do segundo tempo. Porque aí o jogo pegou fogo e tive que desmontar da bike.

Pô, fomos buscar o empate aos 45 do segundo tempo e tomamos um gol de falta com bola batendo na barreira??? Não era pra ser mesmo, ainda mais num jogo onde metemos duas bolas na trave. Ao mesmo tempo o Júlio César, mais uma vez, fez vários milagres, o Professor Pardal inventou o Edu de lateral-esquerno no lugar do Roberto Carlos (por que ele tirou o Robertão??? Não entendi até agora!) e o Jucilei, apesar do passe sensacional no golaço do Jorge Henrique, hoje não jogou nada. O empate seria mais justo, mas... futebol é bola na rede. E bota 1h e meia de bike no rolo pro odômetro de treinos!

sábado, 25 de setembro de 2010

A história do Nino

Deu no blog do Vicent Sobrinho a história do Nino, uma pessoa simples, corredor carente de recursos materiais, atleta da Run for Life, e que perdeu absolutamente tudo no incêndio que ocorreu na favela Real Parque. O cara perdeu sua casa inteira! E, bom corredor que é, ainda achou uma das medalhas de corrida que ganhou na sua vida de corredor! Mas as fotos dizem tudo...

A história é triste e mobilizou toda uma comunidade de corredores. Eu soube da história por meio do blog do Vicent, que é jornalista e conhecido pela Revista Contra-Relógio. Mas a notícia foi divulgada em outros blogs de corredores, como o do Jorge Cerqueira, no do Antonio Colluci, da Yeda, do Harry, da Runner´s World e também no Estadão, além da maciça replicação no Twitter.

As ajudas, como informadas no blog do Vicent, podem ser encaminhadas para própria conta do Nino: Banco do Brasil - Agência: 1516-4 - Conta corrente: 7154-4 - Jose Cassio de Oliveira Santos (NINO), CPF: 259.618.338-28

Treinão Mizuno

Hoje foi dia de Treinão Mizuno na USP. A Mizuno, patrocinadora da equipe, costuma fazer esses eventos de vez em quando, para que os corredores das assessorias que patrocina possam fazer test drives de tênis, teste de pisada e um cafezinho da manhã, além de sorteio de alguns brindes (bonés, camisetas, etc) Não deve custar muita coisa no orçamento de marketing da empresa e atrai alguns dos maiores interessados nos produtos da marca. É interessante porque dificilmente temos a chance de fazer um teste real com um tênis antes de comprá-lo. Na loja é botar no pé, dar uma corridinha de uns 5 metros dentro da loja e torcer para que o tênis seja legal mesmo, já que numa "vestida" dessas não dá pra sentir muita coisa.

E nessa corridinha descobri que o Nirvana 6 é um tênis ainda mais agradável no meu pé do que o Nirvana 5, que é o modelo da Mizuno que eu uso e que usei hoje para rodar míseros 10k... sim, porque apesar das pernas já estarem bem no pós-ultra, a lombar pegou legal. Não é uma dor pesada, que irradie, que impeça de correr ou de fazer qualquer coisa, mas a região tá dolorida e fica me lembrando toda hora que ela existe. Comecei um trabalho de fisioterapia com a Tati da Fisio Run e vamos ver se melhoro um pouco.

Assim, hoje foi um dia mais de social do que de treino mesmo, já que os 10k foram percorridos, com uma biologia, em 54min. A lombar doeu muito mais para descer do que para subir, deve ser uma sinal bom, né? Ou não? Sei lá...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O menor treino da história

Depois de 54k em 06hs, na terça foram... 04k em meia-hora! Além da distância ser infinitamente menor, até o ritmo foi mais lento... mas é isso aí, regenerativo, né? E posso dizer que esses 04k, mesmo rodando com os amigos de ultra Ana Miriam e Fred, foram beeem doloridos.

Mas é pra registrar. Doeu mas eu nem suei... Só serviu pra molhar o meu Mizuno Nirvana.

E pelo jeito vão rolar outras 06hs em Campinas. Só que em uma equipe de revezamento, com o Fred, a Jeane e o Guedes. O único problema é que isso prejudica (ou soterra) a pretensão de fazer a maratona de Curitiba.

domingo, 19 de setembro de 2010

Ultra SBC 6hs

A idéia de uma Ultra de 6hs é interessante. É uma porta de entrada para as ultras, é uma prova relativamente curta no mundo das ultras, o que não desgasta tanto a vida social do atleta, e como em toda ultra por tempo, você pode, simplesmente abandonar sem maiores traumas, se não estiver bem por algum motivo, sem sofrer muito por isso. Por sofrer leia-se ficar jogado em algum canto, às vezes passando mal, esperando ser resgatado pela organização. Além disso, se realizada em circuitos pequenos, exige pouco espaço junto às autoridades, uma pista de atletismo ou a interdição de poucas vias públicas.

Foi o caso dessa Ultra de SBC, sonho antigo do Carlos Dias. No entanto, apesar dessas vantagens todas, a prova teve pouca divulgação e acabou reunindo poucos atletas. De qualquer modo, nossa equipe Trilopez e a Acrimet de São Bernardo estiveram em peso, assim como alguns atletas de nome, como o Paulo Fonseca, campeão de Bertioga-Maresias, Jaiminho Rocha, Agnaldo Sampaio e o nosso Paulo Lacerda. Eu só não conhecia o cara de Guarulhos que ficou em 2º lugar, após ter liderado a prova durante muito tempo. Como o cara corre!!

Até pelo pequeno número de atletas (e pequeno retorno financeiro), a prova não teve chip, mas um controle manual. Até aí, tudo bem, especialmente porque num circuito de 1.200m na Avenida Aldino Pinotti, não deveria dar confusão. Mas deu. A contagem de voltas foi bastante confusa e o Alê Oliveira, que correu mais do que eu, não pegou premiação na categoria. Ele deveria ter sido o segundo, mas contabilizaram apenas 43 km em 6hs pra ele, o que é um absurdo para um cara que corre 42,2km em 3horas e meia. 

A organização bem amadora e simples não enfrentou problemas durante a prova. Havia água, havia comidinhas leves, e os banheiros improvisados em uma obra na própria avenida, na verdade, eram melhores do que os tradicionais banheiros químicos. O que comprometeu mesmo foi o controle de voltas e os atrasos na largada, na apuração e na premiação. Uma pena.

A prova em si teve ajuda de Sâo Pedro, que inventou um domingão frio, nublado, mas segurou a chuva. Tava perfeito pra correr! O circuito também era interessante, com 1.200m certinhos (segundo o GPS dos colegas), plano e em uma avenida ampla e de asfalto ótimo. O atrapalhou um pouco foi o vento contra, no sentido do Shopping Metrópole, mas lógico que esse mesmo vento contra virava "a favor" na volta.

Acabei optando por uma estratégia kamikase. Correr o máximo que dava, o tempo inteiro, sem administrar nada, sem intercalar corrida e caminhada a intervalos constantes. O ritmo no começo da prova foi mais forte o que eu tava propondo para mim mesmo. Isso resultou em duas coisas: um ótimo resultado, além do que eu esperava, mas também uma quebradeira monstro no final... isso fica claro nos tempos de voltas, que foram caindo, caindo, caindo... comecei a prova devagar, mas logo fiz uma média boa de 5min35/km. Eu só parava rapidamente para pegar alguma coisa pra comer, coisa de segundos. No meio da prova começou a bodear, e o ritmo a cair. A maratona eu fechei a 4h15min. Daí pra baixo foi foda. Até a quinta hora, capenguei bastante e cheguei a andar am alguns momentos, mas percebi que voltar a correr era horrível. Então resolvi me forçar a correr o tempo inteiro, mesmo que lentamente.

Aí que eu me consagrei com as meninas que marcavam as voltas. Porque deve ser chato pra cacete ficar fazendo isso, e, de repente, aparece um cara que fica tocando bateria imaginária no ar (no meu Ipod o bicho tava pegando!), guitarra, tudo!! Rock'n'roll, véio!! Eu tentava desligar as pernas e deixar elas irem sozinho enquanto eu curtia a música. Isso ajudou, já que elas não perderam nenhuma volta do 37 aqui e seu showzinho particular. Yeah!!

No final, acho que deu 54km, 45 voltas (os meus registros no relógio ficaram confusos, devia ter usado o Garmin...), média de 6min40/km e um podiuzinho na categoria! Sim 2º lugar na categoria 30-34 anos. E olha que tinha mais do que 2 atletas!! Não sei quantos eram, mas imagino uns 5 ou 6. 

O pessoal também foi bem. As meninas deram show. A Grazi ganhou a corrida no feminino, com 50 voltas (ou 60km). Passei boa parte da corrida lutando para ficar na mesma volta que ela, mas no final, enquanto todo mundo capengava, ela apertava o ritmo!! A Bia pegou terceiro e a Ana Miriam ficou em quarto, todas acima dos 50 km!! Entre os homens, o melhor foi o Paulinho, que brigou pela liderança, quebrou e depois ressuscitou. Não conseguiu podio no geral (quem ganhou foi o Agnaldo, seguido do Mauro e do Paulo Fonseca) mas levou o 1º lugar na categoria 45-49. O segundo, de direito, seria o Alê, que fez 50 voltas, mas a organização pisou na bola e nem o premiou. O Diego também foi bem, fez 52 voltas e levou a categoria 35-39. Surpresa foi o Fred Bem, que estreou, correu pra caralho, se mostrou firme a prova inteira e pegou um 3º lugar. O Giglio que se envolveu em outro imbroglio da organização, levou 3º na categoria 55-59 (eles tinham dado o troféu de 3º pra ele, mas na categoria 45-49...). E teve eu, na 30-34, com o meu 2º lugar. O Brunetti, infelizmente, não levou nada, exceto a massagem mais longa de todos, na nossa tenda. Pensando bem, acho até que ele é quem saiu ganhando...

O saldo foi bom pelos resultados, mas a prova foi precária em termos de organização. Ficamos lá, passando um frio do cacete até sair a premição, que demorou um monte... e quando saiu, deu esse chabu. Mas foi organizada com carinho, apesar de confusa, e gostaria que essa prova e outras do gênero crescessem, popularizando um pouco mais o limitado mundo das ultras. De resto, dores musculares, nada de bolha nem de dor no pé (o Saucony é ótimo, desde que a meia combine!!!) e um dia díficil com escadas amanhã...

Tenda Trilopez/Fisio Run

Correndo à frente da Grazi? Ou prestes a tomar uma volta?

Fim de prova!
Pódio Feminino: Campeã (Grazi), Terceira (Bia) e Quarta (Ana Miriam)
Pódio!
Parciais:
1-7m15 (6m02/km)
2-7m25 (6m10/km)
3-7m21 (6m07/km)
4-7m07 (5m55/km)
5-8m11 (6m49/km)
6-6m25 (5m20/km)
7-5m48 (4m49/km)
8-6m40 (5m33/km)
9-8m43 (7m15/km)
10-6m38 (5m31/km)
11-6m39 (5m32/km)
12-6m40 (5m33/km)
13-6m46 (5m38/km)
14-6m44 (5m36/km)
15-6m43 (5m35/km)
16-6m39 (5m32/km)
17-6m45 (5m37/km)
18-7m29 (6m14/km)
19-7m08 (5m56/km)
20-6m54 (5m44/km)
21-7m02 (5m51/km)
22-7m15 (6m02/km)
23-7m20 (6m06/km)
24-7m11 (5m59/km)
25-7m29 (6m14/km)
26-7m33 (6m17/km)
27-10m16 (8m33/km)
28-8m42 (7m15/km)
29-8m00 (6m40/km)
30-7m50 (6m31/km)
31-8m00 (6m40/km)
32-7m53 (6m34/km)
33-7m59 (6m39/km)
34-10m47 (8m59/km)
35-8m22 (6m58/km)
36-8m18 (6m55/km)
37-12m33 (10m27/km)
38-12m24 (10m20/km)
39-9m05 (7m34/km)
40-8m10 (6m48/km)
41-8m11 (6m49/km)
42-8m18 (6m55/km)
43-8m40 (7m13/km)
44-9m11 (7m39/km)
45-11m07 (9m15/km)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

365 dias ao redor do Brasil



Esse é o Desafio que o Carlos Dias se propõe a fazer. Mais um desafio com D maiúsculo, já que são 18.250km, numa média de 50 km/dia!! Mas o homem já atravessou desertos, cruzou os EUA inteiro, correu nos pólos, então, capacidade pra isso ele tem! A intenção é arrecadar fundos para o GRAACC, vendendo cada quilômetro por R$ 2,00.

Mais informações no www.carlosdiasultra.com.br

Mancando eu sou mais rapido...

... só pode ser essa a conclusão lógica que tiro da minha torcida no pé. Na terça eu torci o tornozelo, caí no chão, rolou aquele momento das pessoas pararem pra ver e ajudar e depois de alguns minutos me contorcendo que nem jogador de futebol, levantei e fiz o treino de terça junto com a Grazi, o que há muito tempo eu não conseguia!

Agora, nessa quinta, o tornozelo ainda doendo, fui pros treinos de tiro meio inseguro. Tanto que rodei uns 2km no aquecimento pra ter certeza que o pé ia aguentar. Doía um pouco, mas parecia que dava.

6 tiros de 1,5km, com ritmos variados: fraco-médio-forte, fraco-médio-forte. Recomendada uma diferença de 20 a 40s no tempo entre os tiros. Cada tiro com pausa de 1 minuto e meio. E o primeiro fraco já saiu tão forte quanto o 1,5km forte que fiz com o Brunetti semana passada. Ave-Maria, 7min28s (4min58/km). E a Grazi já disparando na minha frente... No médio, uma redução no padrão: 6min53 (4min35/km). É, não seria hoje que eu repetiria a façanha de correr com a Grazi.  E no forte, 6min28 (4min18/km). Pelo menos esse eu aparentemente fiz mais forte do que ela, porque ela saiu com uma pequena vantagem e eu consegui reduzir a distância.

Ok, segunda série, que foi bem parecida com a primeira: 7min31s (5min/km), 6min51s (4min33/km) e o final com 6min20s, puxando bem (4min13/km). Ritmos fortes, corri fácil hoje, mesmo mancando. A recuperação pós tiro foi rápida e terminei o treino quase inteiro, exceto o raio de dor no tornozelo. Mas como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, fiz o treino inteiro atrás da Grazi, tentando alcançá-la...

Saldo: 11km (com os 2k de aquecimento) e tênis Mizuno Nirvana.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Torcida!

Torcida. Palavra boa, que pode significar aquele incentivo, aquele apoio a quem está buscando superar um desafio, passar por uma prova, superar um obstáculo. 

Mas torcida pode significar apenas que você deu uma torcida no tornozelo. É o meu caso. A torcida rolou logo no comecinho do treino. Corri 10m e virei o pé numa emenda de asfalto decorrente de algumas obras hidráulicas que o Ibira sofreu na maior parte da pista principal de 3km. Puta saco! Doeu pra cacete na hora, mas não foi grave e consegui fazer um treino ponto-e-vírgula, mancando e tentando seguir a Grazi. Se isso já é difícil em condições normais, imagina com um tornozelo torcido. Mas fui. Apesar do tornozelo, apesar do calor seco, tava me sentindo bem, então fui.

Eram 3 voltas de 3km. Cada uma em um ritmo mais forte. Em todas a Grazi disparava na minha frente e eu tentava manter contato. Em todas, no finalzinho ela tirava o pé e eu chegava junto, depois de fazer a volta inteira alguns metros atrás dela. No final das contas, mancando ou não, os tempos foram interessantes. A primeira saiu a 15min58 (5min19/km). Na segunda, um pouco mais rápido, a Grazi registrou 15min30 (5min10/km), mas temos os dois certeza que foi mais rápido. E na terceira, um 14min20 bacana (4min46/km), forte mas administrado.

Com os quilômetros de aquecimento e desaquecimento deu 11km, no total, com o Nike Equalon, cuja estabilidade possivelmente me salvou de uma torção maior...

Obs: 45min de bike no rolo, no domingo pra soltar um pouco.

sábado, 11 de setembro de 2010

Um longo mais curto

Musculação na sexta, longão no sábado. Geralmente isso significa correr uma longa distância com as pernas cansadas (até porque tô levantando 320kg no leg press... a lombar tá meio dolorida de colocar os pesos no aparelho!!). O lado bom é imaginar que quando estiver com as pernas leves, vou correr mais. O lado ruim é que eu só posso imaginar, já que essa é a rotina de meses.

Mas o longo foi  mais curto. A previsão da planilha era a Meia da Praia Grande, mas como eu simplesmente esqueci de me inscrever, não vou, né? De qualquer modo, a idéia era fazer um primeiro tune-up de ritmo e velocidade em Praia Grande. Como eu vou pra Bilbao sem tanta pretensão de tempo, não prejudica não fazer essa medição.

Dessa forma, cheguei na USP sem saber o treino. O Gabriel me passou um longo de 24km, com volta de 10k, volta de 08k e a última volta com 06k, e ritmo progressivo. Os 10k eram para ser feitos bem lentamente (e foi, com 58min30 - 5min50/km), até porque estaria aquecendo e teria uma Biologia no meio. No 08k o ritmo subiria (e subiu, com 44min - 5min30/km) e nos últimos 06k era pra acelerar mais e ver o que saía (acelerei e saiu um 31min - 5min10/km). No final das contas, 2h13m para os 24km, o que dá um ritmo de 5min33/km. Mas o mais importante e interessante é ter conseguido correr leve, e chegar inteiro no final. Depois de tantos longões sofridos de se fazer, conseguir correr bem nesse foi um bálsamo. E o Saucony anda se comportando bem, sem bolhas e encheção de saco.

Semana que vem, sobe de novo, já que terei as 06hs de São Bernardo do Campo. Espero passar fácil dos 42km, ao mesmo tempo que não quero sofrer na prova. Vamos ver o que sai.