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sábado, 22 de setembro de 2012

Desafio Pharmaton - Treinão cronometrado 10K

E não é que esse é o terceiro final de semana seguido com alguma prova pra fazer? A Mont Blanc foi aquele negócio, prova alvo e coisa e tal. A Türllerseelauf foi uma prova simples, pequena, mais para me manter em atividade, mas onde acabei fazendo uma forcinha no final. E agora teve o treinão do Desafio Pharmaton, que foi um pouco mais do que um treinão, já que teve linha de largada e chegada e chip pra marcar tempo. Mais ainda, com o nosso cadastramento prévio no facebook, seriam encaminhados pelos nossos perfis mensagens nos momentos exatos em que partíssemos pro treino e na chegada.


O legal é que no banner convocando pro treino quem aparece lá? Eu, hehehe. Eu e minha bela barriguinha. O bom é que ninguém reparou nisso, já que a Grazi aparece em primeiro plano e a Luana do meu lado. Quem vai reparar na barriga do japonês baixinho, oras?? 

Essa foto foi tirada no primeiro treinão, onde eu estava marcando o ritmo do nosso bonde trilopense dos 5min45/km. Como todos ali correm fácil mais forte do que isso, a foto saiu com sorrisos, tranquilidade...

Esse treinão foi realizado também na USP, mas na tradicional volta de 10k, por sinal o mesmo percurso da Volta da USP, prova que marcará o fecho do Desafio Pharmaton. Bacana para que aqueles que não conheciam o percurso (caso do André Savazoni, que treina em Jundiaí) pudessem ter ideia de como ele é, da subida da Biologia e da descida do Matão, entre outras particularidades. 

Eu ia de novo marcar um ritmo tranquilo no bonde dos 5m45/km, de novo calçado o Mizuno LSD. No entanto, do povo marcado, só estávamos lá eu e Grazi. Assim, quando largamos, embora tenhamos saído devagar, acabamos naturalmente forçando levemente um pouco o ritmo. Na subida do cavalo encontramos o povo dos 5min/km, mas eu tive que dar uma saída pro banheiro do Bosque da Física. Fiquei um pouco pra trás, mas alcancei o pessoal na descida da biologia, quando encontrei um cara que me perguntou da Mont Blanc.

E fomos nesse papo até o final. Papeamos tanto que até erramos a chegada, chegando com 50 min pros 10k, ou seja, 5min/km. Até rápido pra quem tava simplesmente querendo rodar e está meio quebrado da Mont Blanc. 


No pós-prova, não ganhei nada do que foi sorteado. Mas acho bom, já que sigo firme, sem "gastar" a sorte, para o sorteio da viagem para a Maratona da Disney. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Resumo do mês - agosto/2012

Registro aqui o meu último treino antes do CCC, um 10k rodado em Turim, num ritmo tranquilo de 5min15/km, conhecendo o parque às margens do Rio Pó e administrando o calor que tava.

171,5km em 14 treinos
21,1km em 1 Meia Maratona
60km no CCC - Mont Blanc incompleto
Total: 252,6km em treinos e provas (maior rodagem mensal)

3 séries de musculação
2 séries de escada

domingo, 16 de setembro de 2012

Türlerseelauf 2012 - Affortern am Albis - 14,1km

Depois da frustração de não completar a Mont Blanc, descolei mais uma corridinha nessas férias na Europa. Uma tal de Türlerseelauf, corrida na cidadezinha de Alfortern am Albis, nos subúrbios de Zurique, facilmente alcançável pelo incrível sistema de transportes públicos suíço. Como o site e o regulamento estavam todos em alemão, mandei um e-mail pro organizador em inglês perguntando qual o esquema, se dá para um brasileiro em férias participar. Não sabia se era um evento meio fechado porque, pelo que entendi, essa prova é também uma etapa de um campeonato regional de Zurique. Mas o organizador, Hans Peter, foi muito solícito e simpático, e me deu não só o aval como todas as instruções necessárias.

Chegar lá foi fácil. O trem da CPTM de lá é bem parecido com o daqui, exceto o fato de ser limpo, moderno, ter banheiro, dois andares, ter lugar pra todo mundo ir sentado... a corrida era às 15h30 e o trem estava cheio de atletas indo pra prova. Bom, pelo menos, não ia me perder na cidade pra chegar na largada, só seguir a boiada. E a base da prova era num centro esportivo simples, com pista de atletismo, campos de futebol, ginásio, parecia o Centro Olímpico do Ibira, só que melhor e mais bem equipado. Como a gente estava numa cidade de uns 5.000 habitantes como é São Paulo, essas pequenas diferenças são plenamente justificáveis...



Achei esquisito que em tanta organização, não tivessem achado meu número. Inscrição tava lá, mas o número não. Mas aí tudo se resolveu de forma simples, um outro número foi designado. A prova não tinha chip, era pouca gente. Eu me arrumei e fui pra largada. Tava um sol brasileiro, calor, e se eu tava sentindo, imagina os brancões de lá!

Türlerseelauf, basicamente, é uma volta no Türlersee, um laguinho que tem ali perto. A corrida basicamente era uma subida de 3km até o lago, onde a gente o contornaria e voltaria em descida até a chegada, no próprio centro esportivo.



Saí bem devagar, a uns 6min/km. Até porque a subidinha do começo, embora não fosse muito íngreme, era extensa, 3km em desnível. Depois era plano, ao redor do lago, onde tinha um pessoal curtindo o sabadão de sol, fazendo picnic, ou mesmo indo ver a prova. Divertido o jeito deles de incentivar: "hop-hop-hop!!"




Gradativamente fui me soltando e acelerando. E fui passando o povo, passando, sem fazer muita força, administrando o calorão. Na descida de volta dos 3 últimos quilômetros, dei uma aceleradinha e fechei  os 14,1km em 1h12min35s9, 5min08/km Muita precisão para uma prova sem chip. Mas bateu com o meu relógio. Prova sem chip e sem medalha também. E sem camiseta. Só alguns brindezinhos, como uma geléia caseira e uns cereais. Tudo muito simples, mas certinho. O preço pago, também, era bem baixo para padrões suíços, praticamente um combo do McDonald´s.

No final fui abordado por um senhor. Era o Hans Peter, organizador da prova. Sei lá como ele me reconheceu como brasileiro. Será que era pelo meu gingado? Será que era porque eu era o único ser de um grupo étnico diferente na região? Será que era pela camiseta laranja com dizeres em português? Enfim, conversamos um pouquinho, agradeci pela prova e voltei pro hotel com a missão de mais uma prova cumprida. Sai nhaca da Mont Blanc! Lógico que dessa vez o desafio era bem menor, mas pelo menos não volto pro Brasil com um gostinho tão ruim. Pena que não teve medalha.


Obs: anteontem, sexta-feira, chegou em casa um envelope da prova. Quando abri... era o número da prova que eles não tinham achado lá. Organizados demais, mandaram para o endereço dos atletas os números de peito, mas não previram a possibilidade de, em uma prova tão pequena, existir um cara lááá, do Brasil!





quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CCC Mont Blanc: O primeiro abandono a gente nunca esquece


As previsões meteorológicas nos dias que antecediam a prova não eram nada boas. Uma semana antes já se falava em frio e chuva. Mas chegando na Europa 5 dias antes, num calor de mais de 30 graus em Turim (que fica pertinho de Chamonix, no maximo 200 km), tinha esperança que eles fossem tão ruins nessa arte de adivinhar o tempo como são os brasileiros.

Mas não são. E previsão do tempo é quase uma obsessão pra quem vive nos Alpes, percebi. Em Chamonix a previsão do período fica afixada na vitrine das farmácias, nas recepções dos hotéis e no meu celular, bombardeado por SMS da organização da prova, cada vez mais sombrios "TDS, CCC, UTMB Attention! Weather forecast: rain, snow at 2000m, wind, cold. Temperatures dropping below -5 C. Have winter clothing"

Cheguei na quarta e visitando o salão de expositores já tomei minha primeira lição. Sim, se eles falaram que ia chover à tarde, acredite! Cheguei no hotel todo ensopado. Pelo menos serviu de aquecimento pro que vinha em sequência. No dia seguinte fui pegar o kit e mais chuva. A retirada foi bem demorada, com filas grandes por um bom motivo: o check-list dos equipamentos obrigatórios. No final das contas acabaram não sendo tão rigorosos. Ainda bem porque ficar tomando chuva na fila tava complicado. Fora essa complicação meteorológica tudo me pareceu extremamente organizado. Impressionante, por exemplo, o sistema Live Trail, que twitava e facebookeava automaticamente a cada posto de passagem vencido durante a prova. Depois pude perceber que o negócio funcionou direitinho.



Eu fui designado pro busão das 7:15, que nos levaria a Courmayeur, na Itália, onde largaríamos. Aliás, impressionante também o esquema de ônibus, ligando não só a largada e a chegada, como tambén outros postos chave da corrida, como La Fouly, Champex, Trient, Vallorcines, e isso sem contar os outros postos que faziam parte da UTMB classica, como Les Contamines, St. Gervais... e os ônibus ficaram circulando o tempo inteiro, do começo do TDS, na quinta, até o final da UTMB, no domingo! Cobrindo três países!! O negócio é gigantesco! Ah, o mais impressionante é que não estava restrito aos atletas. Ao contrário, os atletas, em princípio, só os usariam para deslocamentos pré e pós prova e, eventualmente, no abandono. A utilização maciça foi pros acompanhantes, que ganhavam um passe para o livre deslocamento.


Choveu forte a noite inteira em Chamonix, mas amanheceu sem chuva, embora com o céu carregadíssimo. Em Courmayeur, no entanto, o clima parecia maus aberto. Durou meia hora minha alegria. Logo começou a chover. Uma chuvinha fraca, mas que parecia ser duradoura. Mas a coisa tava pior nas montanhas. Tão pior que cortaram duas montanhas do percurso. A primeira, Tete de la tronche, era um desnível assustador, 1400m de subida em uns 7km. Com o corte, iríamos direto ao Refugio Bertoni e a primeira subida era só de 900m em 6km. Não melhorou tanto assim...

Courmayeur com sol
Courmayeur e eu cobertos...
Gilberto e Sibilla Antoniazzi. Infelizmente também não deu pra eles.
Como convém a toda boa prova com grande número de participantes (1800 inscritos), largada em ondas. Com meus resultados modestos, saí na última, 20 minutos depois do início oficial. O problema é que os cortes durante a prova eram por tempo bruto, então já saí 20 minutos mais perto de espirrar fora.

Eu nem consigo imaginar como seria subir o Tete de la Tronche. Subir até o Bertone já foi um absurdo. A subida,  além de forte, não acaba nunca! Tava com 3 camadas de roupa por causa da previsão do tempo e passei calor no começo. E não fui o único, tava engraçado ver, já no primeiro quilômetro, um monte de gente parando e desvestindo calça e jaqueta. Na subida ao Bertoni, quase todo o percurso foi no mato, então só tivemos noção do frio quando efetivamente chegamos lá, um descampado onde ventava mais forte, sem a proteção das árvores.


Apesar das ondas de largada, teve muita fila nas trilhas. Senti mais isso na travessia do Bertoni pro Bonatti. Toda no alto, não tinha grandes desníveis e aproveitei pra correr. Mas toda hora aparecia um tranca-trilha na frente. Pior, ali começou a nevar. E não dava pra ficar muito bonzinho porque com as mudanças, o primeiro corte em Arnuva, próxima parada, ficou apertado.

Do Bonatti a Arnuva, uma descida de uns 250m de desnível. Quando deu, corri. E cheguei a 20 minutos do corte. Uffs. De Arnuva iríamos subir ao Grande Col Ferret. Essa foi a maior montanha mantida e prometia ser dura: 800m de subida em 5km.


O negócio foi feio. Não liguei pros tranca-trilhas até porque não tava muito melhor. E ir num ritmi ligeiramente inferior ao possível me preservaria. A partir de 2000m de altitude nevava. E a neve apertava, tudo branco, exceto a trilha. Perto do topo, uma neblina pesada. Mas o pior foi lá em cima. Sem a proteção da própria montanha - afinal estávamos no topo - a nevasca tava forte. Eu não enxergava nada, não sabia pra onde ir, um vento forte, a neve despencando, neblina, frio... saí desesperado de lá, instinto de sobrevivência puro!


Desci uns 2 quilômetros até conseguir pensar novamente. A neve ainda caía forte e o vento continuava, mas a situação deixara de ser desesperadora. A trilha tava boa pra correr, era larga e não escorregava. Mas quando baixamos o suficiente pra deixar de nevar e passar a cair chuva, as condições do terreno se deterioraram. Tomei dois tombos sensacionais, um deles daqueles em você vê suas próprias pernas passando pela cabeça.

Descendo...

... e caindo.
Já bem perto de La Fouly, uma parada rápida num bar fechado, com uma fonte onde reabasteci de água. A surpresa foi encontrar umas cervejas na água gelada. O português com quem conversava não teve dúvida. Simplesmente pegou uma, abriu e bebeu... se estava lá, era pra isso, ó pá!

Eu já não lembrava dos novos tempos de corte e temia estar fora. Cheguei em La Fouly por volta de 17h30 e achava que tinha ficado no corte das 16h45. No entanto, meu francês é que merecia ser cortado, entendera errado quando anunciaram os novos cortes e ainda estava bem na prova: o corte era 18h45, tinha aberto uma boa gordura. E falando em gordura, fiz uma parada mais longa pra comer decentemente. Tinha muita fome. Comi salame, pão, sopa, bolacha e parti pra mais uma subida. A de Champex era, teoricamente, a mais fácil.

Na prática, no entanto, me detonei lá. Me senti muito cansado na subida, não tão íngreme como as outras (Lembrava a Trilha do Pai Zé, do Jaraguá, só que bem mais longa), mas com a chuva castigando. Comecei a ser eu o próprio tranca-trilha dos outros, mas deixava rapidinho o pessoal passar. A cada recolhida era uma descansada. Mesmo assum cheguei morto em Champex. 20h30, tinha 3 horas pra chegar em Bovine e tava a ponto de desistir.

Resolvi comer antes, pra ver se clareava as idéias. E lá encontrei o Décio da D-Run de Campinas, fazendo apoio para alguns atletas dele, depois de ter ele próprio feito a TDS. Quando os outros brasileiros partiram, ele me deu uma bela ajuda com as luvas, pegou isotônico e me deu apoio moral. Isso, mais o macarrão que comi, renovaram-me. Ia tentar chegar a Bovine!

Mnham...
A noite já tinha caído e a chuva apertara lá fora. Liguei a headlamp, saí e quase voltei ali mesmo. Friiio. Estava com as roupas todas molhadas e o que tava seco deixou de estar. Com a parada o corpo tava frio e eu mal conseguia coordenar os movimentos de andar. Pra piorar, como troquei o boné pela touca (não dava pra usar o headlamp com o boné porque a aba bloqueava o facho de luz), tinha perdido a única proteção contra a chuva para os óculos. Ainda bem que a saída pra Bovine foi cruzando a cidade e tinha uns malucos torcendo, acabei continuando e com o movimento o corpo deu uma esquentada e parou de congelar.

Posso dizer até que durante uns 4 km a corrida foi ótina pra mim. Não sentia frio, chuva não incomodava, tava num estado alfa. Mesmo quando começou a subida, tava bem. O problema é que subimos muito e a chuva virou neve lá em cima. Pior, com o córregos e lamaçal que encontramos no caminho, os meus pés, até então secos, ficaram completamente enxarcados. Paramos de subir e agora estávamos numa trilha a 2000m com neve, lama e um vento doído. Mas achava que estava perto porque escutava um sino, que o pessoal ficava tocando pra incentivar.

O problema é que eu não via nenhuma base naquela escuridão. E o sino lá, blem-blem... até que passamos o sino. Olhei pro lado e a lanterna iluminou... a vaca! Era uma porcaria de uma vaca! Era Bovine, mas não a bovine que queria...

Não é a "minha" vaca, mas vale a lmbrança...
 Demorou mais meia hora e mais vacas até chegar de fato a Bovine. Basicamente um barracão no meio do nada, gelado, lotado de corredores, vários bem mal. Comi uma barra de Honey Stinger, não dava pra ficar disputando um prato de sopinha. Caí fora de lá, antes que congelasse ficando parado.

Na saída do barracão, um susto. Quase bati de frente com uma vaca, que já estava enfiando a cara dentro do refúgio, pela porta de saída. A descida foi cruel. Não parava de nevar, tava sozinho naquela trilha escura e o chão mais liso que quiabo. Quando não era isso era lamaçal, com o pé até o tornozelo naquele barro gelado. Mas quando começou a descida propriamente dita piorou pra mim. A aderência era melhor nas pedras (embora um eventual escorregão fosse muito mais danoso), mas os quadríceps doíam demais a cada degrau de pedea descido. Percebi que estava lento, os outros competidores me ultrapassavam e abriam. Bateu o cansaço mental e comecei a ficar preocupado comigo mesmo, porque não tava enxergando nada, mas demorei uns 20 minutos pra perceber o ridículo da situação: tava difícil de enxergar porque a pilha da lanterna tava acabando... nada errado com meus olhos, portanto. Mas a cabeça...

Cheguei a Trient absolutamente morto, caminhando com dificuldade. E torcendo pra não encontrar o Décio, porque sabia que ele ia me convencer a continuar. Só faltava um morro, Catogne, mas a altimetria dele era tão ou mais dura que a de Bovine. Mas quando entrei no acampamento e vi aquele treco lotado de gente caindo aos pedaços, uma disputa enorme pra conseguir qualquer comida ou bebida, desisti. Com dor no coração, perguntei onde abandonava. Andei ainda mais uns 200m até o posto de abandono, quase desisti de abandonar, mas quando dei meu número pro cara registrar, senti um alívio monstro.

No busão pra Chamonix fiquei imóvel. Qualquer movimento doía. E quando desci, comecei a tremer incontrolavelmente, já que sair do quentinho do ônibus pro ar gelado da cidade, sob chuva e com as roupas molhadas, foi um choque. A caminhada de 500m até o hotel foi longa, até porque errei o caminho. E também porque às 3h00 da manhã tinha gente na rua, esperando os corredores chegarem e fazer festa. E isso embaixo de chuva!


Banheira com água quente, relax, baixa a adrenalina...dormi tranquilo. Duro foi no dia seguinte, acordar e acompanhar a cidade inteira parada nas ruas, aplaudindo os finishers da Ultra Trail. Dor no coração. Até porque, depois da dormida, nem tava tão quebrado assim... aplaudi fervorosamente cada um daqueles caras que chegavam, em especial o Sidnei Togumi, a quem acompanhei nos dois últimos km. Eles mereciam muito o meu respeito. Afinal, onde desisti, eles continuaram até o final.

Sidnei Togumi

A chegada

domingo, 26 de agosto de 2012

Fechou

Se treinei pouco já era. Se treinei certo, vai doer mesmo assim. Se passei do ponto, vai ter que ser desse jeito. Não interessa. Agora acabou. CCC na próxima sexta-feira, 31 de agosto de 2012. Agora viajo e lá nas Europa só uns trotezinhos pra soltar as pernas e mantê-las em dia. 

Nesta semana tirei a musculação. Fiz quatro treinos de corrida e só. Terça um fartlekão com 3km rodadinhos e 1,5km mais forte, que fiz com o Mocotó. Lógico que ele tá voltando de lesão, mas o moleque é muito mais rápido que eu e consegui acompanhar, tá bom. Duas séries dessas, 09km, 4min55/km de pace (Mizuno LSD). Quarta rodei levezinho no bairro, subidinha aqui e ali, uns 5 km só pra mexer o corpo. Fiz sem usar o breguete da asma pra ver a reação do corpo. Falta de ar, mas administrável, no mesmo nível de sempre (Asics GT-2160). Quinta, um treino de subidinha em rampa e depois uma rodagem fartlekada também, 10min leves, próximos 10min intercalando fraco-forte a cada minuto e repete isso. 11km rodando o minuto forte a 3min30/km, pra sentir a velocidade (Nike Free).

Por fim, sabadão o último treino mais longo, que nem foi tão longo assim, 2h00. Como era curto, fiz correndo o plano, com a mochila nas costas, acompanhando a galera. 5min20 de pace suados, 5kg fazem uma diferença do cão. Aí depois umas 5 biologias no esquema anda na subida (11min/km de pace), corre na descida (4min/km de pace), bastões acionados. No total deu uns 15km, nem senti direito, treino levezinho. Por fim, torcida pro Frotinha ir pra Amsterdã no Mizuno Challenge, a prova que ia decidir a vaga dele foi justamente na biologia. Coisa de louco, até camiseta com a cara dele tive que vestir. Mas deu certo, levou! 

Feito.

domingo, 19 de agosto de 2012

A reta final

Nessa reta final de treinos pro CCC, algumas constatações: a) minha unha do dedão, ferrada desde os treinos pra Golden Four-BH em março, finalmente parece estar prestes a cair. Lógico que tinha que ser perto da prova; b) é esquisito terminar longões de 4, 5 horas inteiro, exceto as dores nas articulações; c) mais esquisito é perceber que a dor muscular mais profunda depois desses longões é nos ombros; d) castanhas em geral me caem bem nesses treinos em que o ritmo cardíaco é baixo; e) não posso esquecer de carregar papel higiênico.

Essas duas últimas semanas de agosto foram de treinos na média do que vinha fazendo. Na terça 07 de agosto esqueci os tênis e acabei rodando meio tranquilo (tava vindo da meia Golden Four) uns 07km nas ruas do bairro, com todo o sobe-e-desce possível (Asics GT-2160). Quarta 08/08 teve o de sempre, corrida, escada na academia, musculação... mais 06km na conta (Nike Structure Triax), já que na corrida foram uns 3km rodando nas ruas perto da academia e mais 03km botando a esteira no máximo de inclinação. Na quinta 09, 3 voltas de 3,3km, em fartlek, alternando médio, médio-forte e forte. 10km com o Mizuno LSD. Sexta foi de musculação e no sábado 11 de agosto, dia do advogado, abri o Bosque do Morumbi às 06 da manhã e fiz umas dez séries de rampas em trilha, com os bastões, seguidas de uma volta na Circular do Bosque. Fui correndo até a USP, fui direto pra Rua do Matão, fiz 06 biologias e depois voltei pro Bosque do Morumbi: 30km carregando a mochila e os bastões, calçando o Patagonia

Semana vem e recomeça tudo de novo. Terça veio com mais um fartlekão dividido por ritmo progressivo em 3 níveis. 09km pras contas (Nike Free). Na quarta fiz uma série mais simples de esteira em subida com mochila + musculação, sem a escada. 05km, de Nike Structure. A quinta veio com outro tipo de fartlek, desta vez com a variação fraco-médio-forte por tempo (4min/4min/2min). Em 50 minutos deu quase 11km, de Mizuno LSD.

E neste sábadão, fui fazer um longo técnico no Jaraguá, conhecendo a trilha do Pai Zé. É uma trilha razoavelmente pesada, 300m de desnível em menos de 2km, com alguns bons trechos de pedras grandes e escadarias feitas na terra, nada muito técnico, mas com uma inclinação que dá pra brincar. Subi o Pico 3 vezes em 3 horas, sempre mantendo um ritmo que vai do leve ao médio, sempre usando as subidas para caminhar e diminuir o estresse muscular. Correr só no plano e nas descidas leves. 16km com o Patagonia, que machucou um pouco o pé nas descidas mais exigentes. É um tênis duro, pesado, mas que achava confortável apesar disso. Mudei um pouco a opinião.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Golden Four SP 2012

Soube que estavam precisando de um marcador de ritmo pra 6min/km na etapa da Golden Four de São Paulo e me candidatei. Um rimo bem leve pra mim, facilmente suportável considerando os treinos malucos que ando fazendo e ainda a oportunidade de ajudar a galera. 

Na Expo, que por sinal estava sensacional, melhor do que todas as feiras de corrida que já fui na minha vida de corredor aqui e lá fora, fiquei sabendo pelo Danilo Balu que houve um problema na confecção dos coletes e que não rolar a marcação de ritmo oficial. Pena, mas ao mesmo tempo estava liberado pra correr do jeito que quisesse. E com a inscrição ganha para uma prova que não era o meu alvo, resolvi ajudar o Frotinha a levar o Ruy pro 1h45 que ele queria. 

Tinha rodado 20k no sábado, então a minha expectativa era de aguentar esse ritmo por uns 6, 7km, quem sabe 10km. 5min/km não é nenhum absurdo, mas eu estaria cansado de sábado e faz teeempo que não faço um longão corrido e ritmado. Como não ia correr pela prova, pelo menos pude calçar meus Nike Free, bem mais rápidos do que o tênis da Asics que estou acostumado a usar (o GT-2160). Estreei ainda a minha camiseta Operação Laranja, que o pessoal fez pra correr a Maratona do RJ.

Largamos e no 1º km já acertamos o ritmo de cara, 4min59/km. Frotinha e eu vínhamos na frente, conversando (eu tava fazendo um pouco de força), cortando o vento pro Ruy atrás. Logo na frente apareceu o Alex, que também vinha com esse mesmo objetivo e fizemos nosso bondinho do Cincão.

Correndo com a galera, o tempo tava passando rápido. Comecei a soltar as pernas e o peso do começo da prova passou, tava fácil correr naquele ritmo. Passamos pela USP e chegamos na Politécnica sossegados. Quando voltamos pra USP e começamos a subir o cavalo, ficou meio claro que eu tava sobrando e que o Alex também tava tranquilo, e puxei um pouquinho o ritmo. O Frotinha ficou mais atrás pra puxar o Ruy e eu comecei a puxar o Alex, abrindo uns 3 a 5 segundos por km, nada absurdo.


O circuito inventado pra prova era meio chato, travado, cheio de hairpins, mas era legal pra acompanhar os colegas do outro lado da pista. A gente começou a abrir um tempinho de gordura em cima da meta de 1h45. Saímos da USP e no túnel de acesso ao Jockey, já no km 18, percebi que a meta do Alex tava garantida. E senti que estava sobrando naquele ritmo. Se conseguisse apertar, contra todas as expectativas, ia baixar meu próprio de meia, então puxei. Só aí comecei a fazer força, mas também passei a rodar a 4min40/km, 4min30... até a chegada: 1h43m28s. 


Mais do que surpreendente, um recorde pessoal numa meia onde ia rodar pra 2h06 e depois de rodar 20k no sábado. Como assim?

Pois é: como estou mantendo os treinos de qualidade durante a semana, forçando velocidade e estímulo anaeróbico, não perdi velocidade, mesmo fazendo os longos bem lentamente. E como os longos têm sido feitos com sobrepeso, assim como os treinos de quarta, estou bem fortalecido e resistente. Ou seja, apesar de não focar especificamente pra meias, o supertreinamento me deixou ao mesmo tempo resistente sem perder a velocidade, e com um bom preparo aeróbico. Corrida de montanha realmente faz bem pro asfalto, né? 

Valeu. Valeu muito pela companhia dos amigos também, pelo café da manhã pós-prova.

Da esquerda pra direita: Ruy, Marcel, Flávia, Rivânia e mestre Marcelo Assunção.
Abaixo: Frotinha e eu.
Sobre a prova em si: o trajeto é meio chato e cheio de hairpins, bem travado e talvez não fosse o ideal pra baixar tempo, embora muita gente tenha conseguido isso. O tempo gostoso pra correr ajudou, mas a opção de começar bem cedo, às 07h00 também. De resto, só elogios, tudo é muito bem feitinho, baias de largada, hidratação, só faltaram alguns marcadores de ritmo, mas isso certamente não me prejudicou na prova! Os elementos extra corrida (feira, fotos, palestras, estruturação, medalha, camiseta) são muito bons mesmo, de chamar a atenção até de quem não liga muito pra isso como eu. A proposta da prova e a forma como é organizada, havendo só a meia e ponto final, e com objetivo de performance para os amadores, com a premiação com medalha diferenciada para os 100 primeiros, fazem com que essa seja uma das provas mais interessantes do calendário. Tem muita prova onde se paga caro e não se tem a contrapartida pelo preço. Nessa a inscrição é cara, mas o retorno existe e é justo.

p.s. Uma coisa para a qual não havia atentado. Essa foi minha 100ª competição. Nada mal fazer isso com recorde pessoal, não?

domingo, 5 de agosto de 2012

Agosto a gosto

Nesta semana, dois treinos em agosto. Matei o treino da escada (não dormi de terça pra quarta, fica difícil, né?) O da quinta, uma rodagem tranquila, 2 séries de 3,5km com 4 Bienais cada, total de 8,5km com o Nike Free. No sábado, ao invés do longão especìfico, um treininho leve no Ibira, já que ia pra Golden Four marcar ritmo pro pessoal dos 6min/km. Fui até o Ibira, corri 10km e voltei pra casa, num total de 20km leves (Mizuno LSD), conversando com Paulinho Bueno, parando em lojas pra comprar coisas, correndo com sacola na mão... sossegado.

Resumo do mês - julho/2012

238,5km em 16 treinos de corrida
3 séries de escada
3 treinos de musculação

O final de julho

Confesso meu deszelo. Deixei fechar julho sem terminar o mês. Olimpíadas+treinos+trabalho+cachorro+rinite estão me deixando meio perdido, mas o registro vem a tempo.

Depois da semana de treinos bons, vem uma semana meio miserável. Cansado, pregado, a rodagem de terça-feira foi difícil. Fizemos algumas séries de educativos e estímulos em subida e descida, na rampinha de trás do banheiro, entremeadas com rodagens de 2,5k. Não sei se se quis fazer muito forte os estímulos, mas morri. Completava cada uma das 3 voltas de 2,5k morrendo e em ritmo de tartaruga. 09km esquecíveis (Nike Free). Na quarta mais treino de rodagem (8km) +escada+musculação (Asics GT-2160), que foi beeem dolorido. E na quinta, 2 séries de 2km + 1,5km com duas rampinhas da Bienal, entremeadas de educativos, que fiz me arrasando. Mais 7km esquecíveis (Mizuno LSD).

Já o longão de domingo (sábado foi casamento de minha prima...) foi bacana. Fui pro Parque Estadual da Cantareira munido de mochilão e bastões e fiquei subindo e descendo, em ritmo lento, durante 5hs. Conheci umas saídas novas, cheguei até o Núcleo Águas Claras, foi uma caminhada (subindo)+corrida (plano e descida) bem aproveitada. Foi interessante até porque antigamente eu achava a subida à Pedra Grande uma ladeira meio pesada de ser feita, mesmo só pra visitar. E dessa vez, quando acabou eu falei pra mim mesmo "já?". 30km, com o Nike Alvord.

Segunda foi off e na terça, 31/07, tudo parece ter voltado ao normal. Apesar de estar com a rinite e a sinusite atacadas, As 4 séries de 10min rodando e 5min acelerando foram boas. Saí com um cara novo de Trilopez que puxava firme, e deu uma hora com 12km e aquela sensação gostosa de ter treinado forte e o corpo respondido!!

domingo, 22 de julho de 2012

Pacote completo

Acho que finalmente fechei todos os itens obrigatórios para o CCC-Mont Blanc. É luva impermeável, jaqueta impermeável com capuz, calça impermeável, canivete, 2 headlamps, faixa, camiseta manga longa reserva, mochila nova (porque na outra não cabia tudo)e sei lá mais o que... acho que falta só um copinho, mas esse é o tipo de coisa que não preciso testar antes.

Os treinos com mochila estão chegando no peso aproximado que vou carregar nos Alpes. Acredito que será algo entre 4,5kg e 5,5kg, fora os bastões, considerando a capacidade máxima da bolsa de água (2 litros=2kg). E neste final de semana já comecei a carregar essa tralha toda nos longos.

Agora percebe-se nitidamente como é "fácil" correr sem peso. Nos treinos de qualidade da semana, uma bela sensação de leveza. Na terça, de Nike Free, numa chuva pesada e um frio congelante, só eu apareci no treino das 19h30. Resultado: coach Gabriel Portuga resolveu correr comigo. Achei que estava fudido, mas nosso fartlekão acabou sendo mais pesado pra ele do que pra mim. 12km em 01h00 cravados. Na quinta, com o Mizuno LSD, três tiros de 3km intercalados com uma série curta de exercícios (afundos, educativos). A rodagem na corrida, que deveria ser média, ia se intensificando durante a volta, já que o pessoal do pelotãozinho que fizemos realmente não sabe brincar. Pro Du tava fácil, já eu, a Edith e a Grazi íamos acelerando um pouquinho aqui, ali... e no final do tiro a gente estava no ritmo "normal" do Du, na casa dos 04 min/km. Considerando que acompanhar a Edith ultimamente é pra poucos, tenho que comemorar ter até conseguido puxar a chilena papa-léguas e terminar os tiros um pouquinho na frente dela. 9km pro odômetro

Na quarta, mais um treino testa-joelhos, rodagem+escada+musculação, já com a mochilona pesada. Rodei menos, uns 5km, com a esteira na academia nos 15º de inclinação. A escada foi a do aparelho da academia, onde não tem descanso e sobe-se o tempo inteiro: 140 andares. E a musculação com o que restava dos músculos... (Asics GT-2160).

Sábado teve treino no Reflorestamento Melhoramentos. Eu, com a minha mochilona e bastões, me arrastei atrás do pessoal. O meu estado entérico tampouco me ajudou muito, já que a pizza da sexta não caiu bem. Foram 20km em 2h50, mas essa contagem considera as paradas técnicas do "pra onde vamos?" do Gabriel, e também a tentativa de interação com o Bob, um pitbullzinho que apareceu no meio do caminho tentando fazer amizade. Meu treino previa 05 horas, mas não dava pra ficar sozinho por lá, e quando todo mundo começou a voltar, voltei junto. Calçando os tênis de trail Patagonia.

No domingo, de novo com a mochilona, mas sem os bastões, rodei mais 20km subindo e descendo pelas ruas paulistanas (Asics GT-2160) Saí de casa, fui até o Ibira, voltei, fui até a Cursino e voltei de novo. Mesmo seguindo a mesma lógica do longão na trilha, correndo só no plano e na descida, e caminhando nas subidas, o tempo foi bem menor, 2h20. O asfalto e o piso regular fazem muita diferença. Além disso, na cidade dificilmente encontro ladeiras como as do Melhoramentos... 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nos descontos

Por causa do meu Corinthians, meus treinos ficaram prejudicados na primeira semana de julho. Não deu, na quarta da final não conseguia pensar ou fazer mais nada. E na quinta, a ressaca. Na sexta, aniversário da Alessandra. Então ficou meio de semana de regeneração. Vamos aos registros:

Terça, 03 de julho, 13 km com 6 rampas da Bienal e o resto do tempo num ritmo de 5min/km (Mizuno LSD). No sábado, 07 de julho, longão USP-Bosque do Morumbi-USP, sempre com a mochila. Foram 4 voltas na Circular do Bosque, 5 voltas internas, retorno num sobe-e-desce no Butantã e 2 biologias, pra 3h32 e 30km (Nike Alvord). Na segunda, tudo volta ao normal, fazendo a série de 1 hora (8,5km) + 30 minutos de escada e musculação (Nike Alvord), com a mochila. Terça, 10 de julho, foi o dia das rampas da Bienal: 30 rampas, intercaladas em séries de 05 rampas e uma corrida curta na volta de 1,5km, além do circuito de abdominal e lombar. No total 12km (Nike Free). Quinta foi dia de intervalados com volta no Ibira e séries de afundos, totalizando 10km estreando o North Face Double Track. E no sabadão, longão na Aldeia da Serra, 4h30 com mochila e bastões, subindo e descendo por 33km com o Doubel Track.

Vai Corinthians!!!

Ninguém parou meu time. Ninguém. Ninguém era capaz de fazê-lo. E sempre que eu fraquejo, sempre que penso no difícil, no impossível, lembro do meu time. Um time que treinou muito. Que trabalhou. Que chegou no fundo do poço e saiu de lá, da forma mais espetacular possível. Que soube que nada se decide num único momento, mas que sabe que são os vários momentos únicos que forjam um campeão. 

Se eu penso em desistir, lembro que o Cássio não desistiu quando ficou sozinho cara-a-cara com o Diego Souza. Que o Julio Cesar não é de desistir e até já jogou com o dedo fora do lugar. Que o Alessandro chegou a ir pra reserva, mas foi o capitão que levantou a taça da Libertadores. Que o Edenílson não desistiu de tentar um lugar no time, e foi até de lateral. Que o Weldinho não esmoreceu quando perdeu a vaga de lateral para um volante improvisado. Que o Chicão chegou a abandonar a concentração, mas mesmo assim foi homem pra voltar. Que o Castán nunca desistiu de nenhuma bola. Que o Marquinhos não ficou com medo de jogar Libertadores com 17 anos. Que o Paulo André nunca desistiu da idéia de que é possível ser boleiro e ser culto. Que o Wallace não desistiu nem quando se estourou e foi jogar de centroavante com uma perna só. Que o Fábio Santos não teve medo de vir pra ser reserva do Roberto Carlos. Que o Ramon não desistiu de vir pra ser reserva do Fábio Santos, que em tese seria o reserva. Que o Ralf não desistiu quando foi pra área marcar o gol contra o Táchira. Que o Paulinho não desistiu quando fez o gol contra o Vasco nos acréscimos. Que o Cachito Ramires nao desistiu quando fez merda contra o Tolima no ano passado e se manteve no grupo. Que o William Arão não desistiu mesmo sabendo que dificilmente iria entrar em um jogo. Que o Danilo não desistiu quando falaram que ele era lento e não combinava com o Timão. Que o Alex não desistiu de vir para um clube mesmo já sendo um campeão consagrado. Que  o Douglas não desistiu de voltar para um clube de onde saiu no melhor momento do time. Que o Jorge Henrique não desiste de nenhuma bola, seja na defesa ou no ataque. Que o Emerson Sheik não esmoreceu quando teve que sair do Flu pela portas dos fundos. Que o Liédson não desistiu mesmo depois de fazer uma cirurgia no joelho e não conseguir mais correr direito. Que o William não desistiu de tentar brilhar mesmo sendo o mais novo dos atacantes. Que o Elton não desistiu quando veio pra ser reserva do reserva do Adriano.E o Romarinho, que no primeiro toque na bola, na primeira partida da Libertadores, uma final na casa do adversário, fez um gol de Romário? Esse nem pensou em ter medo.

Porque eu iria desistir de tentar correr depois do que o meu time fez?

sábado, 30 de junho de 2012

Resumo do mês - junho/2012

232km em 17 treinos + 15km em uma prova = 247km (maior rodagem mensal desde que comecei a registrar isso neste blog)

08 treinos de musculação
1h30 de escada.

Shot in the dark

O melhor comentário feito foi o da minha amiga Bia: "e além de tudo o cabelo do Romarinho é muito mais legal que o do Neymar". Cabelo, bola, o moleque é iluminado. Ninguém que não tenha estrela estréia no time titular num clássico contra os porcos e faz dois golaços, um de letra e outro tirando o zagueiro pra dançar. Mais ainda é entrar no final do jogo, estreando em final de Libertadores e na primeira bola que pega, sai na cara do gol, espera o goleiro cair e dá um toquinho por cima, estilo Romário, frio e matador.

Mas tem o segundo jogo ainda, calma. Nada de contar vitória antecipada. É que nem os treinos pra corrida. Depois de ter corrido surpreendentemente bem no domingo, mesmo após um longão de 3 horas, na terça tinha tudo de novo. 4 séries de tiros de 1.500m e 900m. Pra ajudar, a parte de baixo do circuito do tiro tava escura, sem luz. Mas duro mesmo era destravar as pernas... os de 1,5km, em ritmo controlado, saíram a 7m24, 7m04, 7m15 e 7m03. Os de 900m, mais fortes, a 3m56, 3m57, 3m53 e 3m36 (o último é aquele onde gasto o que resta). Bom? Bom, muita gente que fez São Roque ainda não conseguia correr na terça. Mas cansou. 11km, considerando o aquecimento, com Nike Free.

Quarta, teve o treino das escadas, pré-jogo do Timão. Dessa vez fui pra academia, rodei 1 hora nas ruas do bairro, encarei 30 minutos na escada rolante (ou seja, só pra cima) e fiz o treino de força do jeito que dava, tirando um pouco a carga, especialmente nos exercícios de perna. Só o Corinthians mesmo pra me manter acordado depois de um treino desses. 8,5km usando o Patagonia, pesadaço, e a mochila com 4kg.

Quinta, um tormento. Dois treinos seguidos fortes e o cansaço do final de semana bateram. Foram 3 voltas de 3km, fartlek. Primeira volta em ritmo médio, em 15min35s. Segunda volta mais forte, a 14min20s (e foi beeem difícil). Terceira em progressão, saindo lento e fechando mais forte, a 15min20s. 10km, com o aquecimento, de Mizuno LSD. Os tempos não forma extremamente ruins, mas a canseira que deu...

E por fim, um longo de 3h45m no sábado, pra acabar de quebrar... basicamente saí de casa, fui até a USP, fiz umas biologias e fui voltando, optando por subir a Bela Cintra e ficar na Paulista, já que pelo tempo não daria pra chegar em casa de volta. Parei na estação Brigadeiro, com 3h45 em cima (32km) e peguei o metrozão, meio zureta... foi muito, mas muito difícil, tudo travado, tudo duro, doía as costas, as pernas... nem dá pra comparar com o do sábado anterior, mais corrido, mais plano e mais descansado. Mas fiz, usando o Nike Alvord. E assim o mês acabou. E eu também acabei.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Corrida de Montanha São Roque 2012 - Ski Mountain Park

Amanheceu e tava frio. Mas até dava pra aguentar. O duro era olhar pro relógio e saber que não eram 5 da manhã do domingo e eu já acordando. Não sou o cara mais dorminhoco do mundo, mas normalmente eu dormia nesse horario no sábado. 

Mas carona combinada é carona dada. Fui buscar a Lenise no Morumbi e aproveitei pra conhecer Paraisópolis na madrugada. Pelo menos não fui quem ficou esperando um japonês perdido na rua, passando frio. A Ana também passou um pouco de frio na rua me esperando, mas tudo bem, o carro tava quentinho e saí vivo de lá. Chegamos rápido, 7 da manhã e a viagem foi tranquila. Só que se em SP dava pra aguentar o frio, em São Roque, depois de uma hora com o aquecedor do carro ligado, era quase impossível abrir a porta...

Desafio do carro vencido, subimos até a largada (e já cansou, os 28km do sábado pesaaaavam!!) e encontramos todo mundo. Grazi, Navarro, Du e Isa Brunetti, Bia, Guedes e Bruno à paisana, Gabriel, Edith, Erica e Fred. A Day e a Rosi, arregonas, não foram, mas tiveram alguma serventia: a Ana esqueceu o número e o chip e a Rosi, sem saber, correu pregada no peito e no tênis dela. 

Foi uma prova muito mais fácil, em termos de terreno, do que Mairiporã e Paranapiacaba, ou mesmo de outras provas do Circuito, pelo que me falaram. Na verdade, a dificuldade foi mínima nesse sentido, correndo quase o tempo inteiro em estradas de terra batida. Foram poucos os trechos de single track e acabaram sendo curtos. As únicas dificuldades foram uma pinguela curta no meio da prova e, no final, uma trilha com bosta de cavalo.


A altimetria foi o que mais pegou na prova. Ela começa lá em cima, no próprio Ski Mountain Park e desce por cerca de 5km. Uma descida longa e quase ininterrupta, bem veloz porque o terreno era bom pra correr, bastante estável, e a inclinação na maior parte do tempo não era extrema. O problema é que a volta era pelo mesmo caminho. Assim, a segunda metade da prova foi um subir eterno, cansativo, de queimar as panturrilhas. Quase no final, ao invés de seguirmos direto pra chegada, viramos à esquerda numa trilha e passamos pelo trecho mais técnico da prova. Uma das subidas mais íngremes tinha uma corda pra auxiliar, mas como o terreno não estava molhado, deu pra subir sem grandes dificuldades (exceto a inclinação). Nisso tudo somamos praticamente 15km de prova, e não fosse o campinho com bosta de cavalo bem no finalzinho, o tênis sairia limpinho, limpinho. Quando exigido, o Nike Alvord se saiu bem, mas a prova realmente não pediu muito dele.

Fiz a prova com a mochila, continuando a minha "aclimatação" ao peso extra nas costas. Isso evidentemente não ajudou na performance. Os 28k do longo de sábado muito menos, mas do meio da prova pro final estava até mais disposto do que no começo, quando ainda tava meio dolorido e com as pernas pesadas. Fiz 1h45m, um tempo até bom, se considerar esses senões.


Foi interessante correr cansado, pesado e ainda ter alguma performance. Com o terreno bom eu realmente percebi que tenho boa desenvoltura pra descer. A dificuldade é mesmo descer em terreno instável. E minha caminhada em subida tem melhorado. Quanto mais íngreme, melhor é o meu desempenho no trekking em subida. Acho que ficar subindo escadas deve estar fazendo alguma diferença...

domingo, 24 de junho de 2012

Finalmente na final

É nóis! Timão na final da Libertadores!! Quarta-feira foi o dia da redenção, time consistente, sólido, frio e experiente, 1 a 1 com gol de Zidanilo e mostrando que não basta um craque pra vencer um TIME! Duro foi assistir o jogo todo dolorido, quarta foi dia do treino da corrida + escada: 1 hora correndo com a mochila pesada (8,5 km) e depois mais 30 minutos de escada, com o Asics GT-2150. Na chuva, pra ajudar um pouco. 

Chuva que também travou um pouco o treino de terça: o Paulinho pediu pra gente rodar 1 hora, sendo que  25 minutos desse tempo seria de rampa da Bienal. Normalmente seria tranquilo, mas na chuva pouca gente apareceu e me vi na condição de fazer o treino com a Andréia, uma morenona que tem uns 3 metros de perna e maratona pra 3h15... rodando a 4min40/km, ela contava as coisas, conversava, e eu tentava responder  monossilabicamente entre uma respirada e outra. Afff... Nos 35 minutos, rodamos uns 7,5km e com as rampas, essa hora passou de 10km. Dia de Nike Free

Mas se a chuva travou o treino de terça, inviabilizou o de quinta, o trânsito tava monstruoso e não fui. Aliás fiz um off involuntário, mas bem vindo, tava cansadão. Na sexta repeti a musculação da segunda (série nova, boa pra ficar dolorido) e no sabadão rodei 3 horas, 28km num ritmo mais leve, com a mochila pesando nas costas e o Nike Structure pesadão nos pés.. Uma semana bem aproveitável, porque no domingo teve Corrida de Montanha em São Roque, mas isso é um outro post.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

11 semanas e meia de "amor"

Amor aos treinos, amor ao cansaço, amor à dor. Começou o ciclo específico de treinos para o CCC e acho que vou ter algum trabalho. Mas não creio que vá ser pior do que outros ciclos de treinos que já fiz.

Segunda foi off. Uma boa forma de começar o ciclo de treinos... na terça, tiros, 9 tiros de 900m, 1 minuto de intervalor sem estourar, sem chegar no limite. 4min17, 4min12, 4min10, 4min07, 4min05, 4min03, 4min05, 3min55 e 3min32. Foi um treino interessante, puxei o ritmo do pelotão o tempo inteiro e só nos dois últimos o Geter tentou puxar, mas consegui acompanhar e chegar junto. Com o aquecimento, deu 10km, de Nike Free

Quarta foi o dia de um treino intermediário específico. Rodagem de 1 hora, que fiz com a mochila cheia e tênis de trilha da Nike (Nike Alvord), dando voltas nos quarteirões perto de casa, um belo sobe-e-desce constante. Deve ter dado uns 8,5km. Depois, 30 minutos subindo e descendo os 29 andares do meu prédio. Por fim, já bem cansado, o treino de musculação. O resultado é que assisti o jogo do Timão bem menos empolgado do que o normal, mesmo com a exibição de gala!!

Na quinta achei que fosse treinar meio mal, mas não imaginava que ia ser tão ruim. Não porque estava cansado (embora estivesse), mas porque a asma me travou total. Fiquei limitado em alguns momentos a 6min/km sofridos. Depois de uns 40 minutos, como sempre, começou a liberar, mas aí o treino já era. De qualquer modo, 11km, de Mizuno LSD

Na sexta, mais um treino de musculação. E no sábado, o longão de 2h45 (que deu 2h40...) do lado do Brunetti, conversando, falando sobre a possível campanha eleitoral dele (porque vai conhecer gente assim lá na USP, toda hora era um "oi", "opa", "e aí!"... caminhamos nas subidas, foi um treino com desgaste baixo e rodagem por tempo, de mochila pesada, Nike Alvord... 21km, bem lento e tranquilo. 

domingo, 10 de junho de 2012

Acaba a moleza

Essa semana foi a última de moleza. A partir da semana que vem começam os treinos específicos da CCC e não espero mais do que um pouco de sofrimento... vamos aos registros: Musculação na segunda, musculação na sexta, com série nova, em circuito e de deixar com a língua de fora por causa do descanso curto entre as séries. Na terça, o blecaute total no Ibira me forçou a ir pra academia e lá inventei um mini-específico: 10 minutos de bike só pra aquecer, 20 minutos subindo escada na máquina (112 andares) e os outros 30 minutos na esteira, na maior parte do tempo em 15º de inclinação e zerando de vez em quando, botando velocidade em tirinho curto, a 15, 16 km/h por 200, 300 metros. Em quilometragem deu muito pouco, uns 5km, mas foi um bom esforço tentando "alisar" ladeira (Nike Free). Quarta foi off, e quinta de feriado fui pro Ibira num horário não usual (16h00) e fiz os 6 tiros de 1,5km, com a aceleração somente nos 500m finais. Parciais de 7m08, 7m01, 6m53, 6m47, 6m52 e 6m46 (Nike Free de novo). Achei bom, segurei bastante nos 1000m ritmados e só fiz força mesmo no final e mesmo assim os tempos foram razoáveis. Com os 3km de aquecimento, deu 12km. No sábado, 12km rodados, com os primeiros 6km em ritmo lento e só acelerando nos 6km finais, fechando em 1h02 (Mizuno LSD). O sprint final foi bom, 1,5km em 6min20. E no domingo, rodei 16km devagar na ladeiragem aqui perto de casa, subindo, descendo, subindo, descendo... foi bem difícil até o 08ºkm, mas depois parece que acordei e corri melhor (Nike Structure).

domingo, 3 de junho de 2012

Pharmaton - 1º Cognitivo


Sabadão foi o dia do primeiro treino cognitivo Pharmaton. Dentro da esquematização da patrocinadora, treinos sem relógio, onde teríamos que alcançar um determinado resultado no feeling, e outros treinos de estímulo para verificação de cadência de passada e de impulsão. Aí deu pra ver que o Nishômetro tá descalibrado. Uma volta no CEPE (2,3km) deveria ter sido feita em 15 minutos, em um ritmo bem lento. Fiz em 15m15s, não tão ruim. Na outra, a 13m30, fechei em... 12m06. Bem distante, mas pelo menos parece que a distância tá passando mais rápido... Enfim , no total foram 10,5km de Mizuno LSD.


Por fim, domingão de sol, acordei cedo, limpei o xixi e o cocô da cachorrinha e saí pra rodar. Encarando os longos como duas peças de final de semana e fazendo subir a quilometragem com base na soma dos 2 treinos de fim de semana, fiz 16km em 1h28 (5min28/km), parei no hospital pra ver minha avó, e voltei trotando mais 2km até chegar em casa. 18km no total, de Nike Structure

Resumo do mês - maio/2012

08 treinos de musculação
158,4km em 14 treinos e uma prova (21,4km da Corrida da Ponte)

Voltando a ser gente

Tá começando a passar a ressaca pós-férias. Semana boa de treinos. Musculação na segunda, musculação na sexta e treinos bons na semana!!

Na terça foi uma rodagem com alguma variação altimétrica e de terreno no Ibira. Com Paulo Elias e Fred, saímos pra rodar na pista de cooper e nas poucas rampas que o Ibirapuera nos oferece (Bienal e a rampinha da Sabesp). Uma hora rodando, na maior parte do tempo conseguindo acompanhar o PEG (lógico que ele diminuiu um pouco o ritmo pra isso)!! Deu 11,5km e 4 rampas da Bienal. Somado ao aquecimento, 13 km de Nike Free. Na quinta, um fartlek piramidal: 1,8km forte (duas voltas de 900m), 6,4km mais rodados (aproximadamente) e outros 1,8km fortes de novo. 10km em 49 minutos, calçando o Asics GT-2160 e  conseguindo acompanhar a Edith, vejam só!! Dois treinos na semana feitos com parceiros mais fortes!

domingo, 27 de maio de 2012

Aqui ou ali

Semana recomeçou, pesadíssima no trabalho, duas pessoas saíram da nossa unidade e ficamos hipercarregados. Mas tenho que me virar pra treinar pra CCC. A fase específica de treino ainda não começou, mas eu não posso perder muito treino, tenho que fazer onde dá.

Dito isso, registro que na segunda... off forçado, perdi o treino. Fiquei sem carro, perdi muito tempo no trabalho e sem carro (na revisão) fiquei sem agilidade pra ir para um lugar ou outro. Como era pós-prova, relevei. Mas na terça, dei um jeito (peguei o carro!) e fui correr. Foi um fartlek de 2km médios e 900m lançados, em velocidade. 3 repetições, com intervalo de 2 minutos entre as séries. Nesse intervalo teve educativo, o que fez com que o intervalo fosse mezza parada total, mezzo recuperação ativa. Corri mal, pernas pesadas, cabeça cheia, mas dei tudo o que conseguia no treino. O resultado foi ruim, mas pelo menos me esforcei. Com aquecimento, uns 10km, de Nike Free.

Na quarta, mais enrosco no trabalho. Um dia terrível em SP, greve dos metroviários, acho que foi um dia em que passei umas 04 horas dentro do carro. Cheguei tarde em casa, mas consegui improvisar a musculação, usando uns pesos dentro de uma mochila para fazer os agachamentos, e subindo as escadas do prédio. Só faltou a bolona pra conseguir fazer um treino muito parecido com o que faria na academia.

Quinta e mais enrosco. Não fui correr no parque, acabei na academia. Subi uns 15 minutos de escada na máquina que tem lá, pedalei meia hora e corri na esteira, alternando muita inclinação e alguns tiros curtos. No máximo de inclinação, 15º, eu só conseguia andar a 5km/h, mas foi válido, sentia o coração na boca. Na esteira deu 7km, com o Asics GT-2160


Sexta foi um dia esquecível (esqueci o celular na Prefeitura, tive que voltar pra pegar, paguei todos os meus pecados), e no sabadão, um curtão. 14km em 1h14m, fazendo uma subida da biologia e dando 4 voltas no bosque da Física. Não foi nem um treino leve, nem um 100% de esforço. No domingo, corri ao léu aqui no bairro, tentando fazer o circuito com mais sobes-e-desces possível. Rodei 09km em 1 hora, mas foi uma variação altimétrica considerável, e usei um tênis trail bem pesado (Patagonia), pra sentir qual a dele. Interessante, mas não sei se vou usá-lo pra correr.

domingo, 20 de maio de 2012

Corrida da Ponte 2012

No ano passado participei da primeira edição da retomada Corrida da Ponte Rio-Niterói e foi um show de horrores pra mim, já que enfrentei uma comoção intestina. Faltou muito pouco pra eu não dar vexame e essa prova ficou marcada em minha memória por causa disso e também pelo calor que fez.

Resolvi ir este ano de novo. Eu me inscrevi no impulso e resultou que fui pra Ponte 2012 sem qualquer preparo, dias depois de voltar de férias, sem volume de treino nem nada. Aliás, na semana, depois de terça só consegui correr na sexta, um 7km de sobe-e-desce aqui no bairro, usando o Asics GT-2160.

Mais uma vez tava lá pra me divertir e diversão, pra mim, não tem cólicas e suores frios. Portanto, fui pro Rio pensando em fazer tudo certinho pra não enfrentar o perrengue do ano passado. E chegando lá fui almoçar... uma feijoada. Sei lá, né? A esposa tava a fim, eu também fui com a cara da feijuca do boteco onde a gente foi. Já o jantar foi bem escolhido, um bistrozinho charmoso onde eu comi omelete e salada. Ótimos, exceto pelo fato de não ter carboidrato no meu prato. Mas tudo bem, meu corpo tava cheio de carboidrato da feijoada do almoço. 

Antes de chegar na parte digestiva em si, registro que fui sozinho pro Rio, só com a esposa. Talvez encontrasse um ou outro conhecido, imaginei. Só não imaginei que isso ia começar já no aeroporto, com o Vicent Sobrinho trazendo a tiracolo o mito Edson Bergara, um dos maiores fundistas da história deste país. Sensacional, tive a chance de conversar com o homem, escutar suas histórias e descobrir que atrás de um grande atleta havia também um grande homem, simples, humilde e muito simpático.


Lá na retirada dos kits, outra lenda: Jorge Cerqueira e seus dez mil amigos! Logo depois chegaram o próprio Vicent com o Bergara e também o Iuri Totti, pra fazerem ali uma mini mesa redonda com craques das corridas.


No dia da prova, tô lá, sonolento e sozinho na Barca e de repente aparece um membro do Baleias me perguntando se eu era do Blog Correria. Era Sérgio Melo, outra figura mais do que assídua do blog da Runners, com um amigo. Esperamos a largada ali, na beleza do caminho Niemeyer, onde ainda encontrei o Paulinho Trota.


A largada em ondas foi uma excelente decisão. Mesmo assim, houve um pouquinho de tráfego na entrada da Ponte, onde havia um pequeno afunilamento. Mas, de longe, um probleminha pequeno, perto da zona que seria se todo mundo largasse junto!

Larguei sem muita convicção do que iria fazer. Só não queria correr com vontade de cagar. Por isso, saí levinho, querendo evitar maiores desvios da irrigação sanguínea do sistema digestivo para a musculatura, com conhecidos prejuízos à função entérica. Os primeiros quilômetros - onde ainda encontrei o Rodolfo Lucena e sua caracterizada camiseta "Eleonora eu te amo" - foram praticamente a 6min/km, um ritmo mais do que confortável. Cheguei no ponto mais alto do vão central e quase não percebi a subida. Na descida, um cuidado extremo para não correr rápido, vejam só! Cruzei a ponte toda e cheguei na perimetral bem inteiro, só com um medinho de quebrar por causa da falta de volume.

Mas tava tudo tão tranquilo, tão simples que passando o 15º, achei que dava pra ir sem medo de ter piriri. Aí fui subindo o ritmo aos poucos até chegar a bons 4min45/km no 18º km. Como saí devagar e assim fiquei um bom tempo, quando acelerei parecia que eu era o Usain Bolt. Afinal, o pessoal daquele bloco mantinha os originários quase 6min/km. Ziguezagueei pra lá e pra cá, feliz por não sentir vontade de ir ao banheiro e cheguei firme em 2 horas e uns quebrados.


No pós-prova ainda encontrei o Felipe Carino e a Deb Seefelder, que tinha feito o seu primeiro longão de 15km e estava feliz da vida. Já o Carino, se preparando pra Maratona do Rio, fez uma boa marca de 1h49. O Dr. tá no caminho certo!



A prova foi bem organizada. Além da largada em ondas, havia água bem geladinha a cada 3 quilômetros, dois postos de gatorade, a sinalização de quilometragem estava adequada e havia um chuveiro no meio da prova, um aspersor de vapor d´água já quase no final da prova e duchas e massagens na chegada (havia massagem também na retirada dos kits). Apesar do sol, não fez o calor saarico da prova anterior e isso aliado a uma preocupação ainda maior com a hidratação pela organização, fez com que o número de pessoas quebrando e desidratadas certamente tenha sido bem menor. Os amigos cariocas ainda me disseram que houve uma exaustiva campanha aos motoristas pra lembrar que a Ponte ia ter o tráfego comprometido pela prova e que a Perimetral e o Aterro estariam fechados. De fato, não haviam tantos na Ponte como da outra vez, e os que passavam aparentavam não estar com nenhum grau de irritação.

Enfim, é com prazer que digo que só fui ao banheiro, sem grandes sobressaltos, depois de chegar no hotel. Mas algumas coisas não mudam: sempre me dá vontade de ir logo depois de tomar banho. Nunca é antes, que saco!!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Desafio Pharmaton

Ano passado o Desafio Pharmaton tinha apenas a Run & Fun e a MPR, as duas maiores de São Paulo pelo número de atletas. Neste ano, a empresa resolveu ampliar o desafio e chamou mais 6 assessorias, e a Trilopez tá no meio: 35 atletas de cada assessoria vão fazer diversos treinos conjuntos e uma prova final, a Volta da USP, em outubro, além de sorteio para correr na Disney. Então temos Run & Fun, MPR, Trilopez, 5Ways, Z-Track, Race, Saude&Performance e DLB. A pedra fundamental foi lançada e lá fui eu, um dos 35 da Trilopez, no primeiro treino de apresentação no sábado, uma rodada de 06km na raia da USP (Mizuno LSD), onde fui um dos marcadores de ritmo a 5min30/km. Confesso que falhei na minha tarefa, impossível segurar o Ronaldo e a Grazi. Acabamos fechando com uma média de 5min20/km, sem suar muito, num sabadão nublado, quase chovendo.



Nos outros treinos da semana ainda sinto os efeitos das férias. Na quarta-feira fiz, de manhã, o ergoespirométrico necessário pra participar do CCC e à noite parti pra musculação e pra uma rodagenzinha rápida na esteira, com algumas subidas. No dia deu uns 08km, de Nike Free. Na quinta, treino no Ibira, chorado: fartlekão composto por uma saída em 1,8km forte (duas voltas de 900m), rodagem por todo parque, mais uma volta de 900m forte e uma volta de 3km rodada. No total, 11km, de Asics GT-2160. Na sexta, mais musculação, no sábado o citado treino da Pharmaton e no domingão, diante do pequeno volume do treino do sábado, saí pra mais 12km no Ibira, em duas voltas da cerca. Era pra ser mais, mas saí com o tênis da Timberland de trilha e me ferrei, deu bolha e a parte de cima dos dedos do pé direito ficaram em carne viva. O tênis é muito durão, meio plástico e depois de ter sido lavado após a lamaceira de Paranapiacaba, ficou pior. Já era...

Na segundona teve mais musculação, já que tenho que ficar forte pra esse tal de CCC. E hoje, terça, no Ibira, mais um treino de qualidade sofrido. Foram duas séries de 3,5km com 1 minuto de intervalo. 1ºkm forte, 2ºkm rodado, 500m forte, 500m rodado e fechando com 500m forte de novo. Fiquei pra trás, sofri pra cacete e senti muito a falta de ritmo, ainda mais treinando com um pessoal que tá no topo do treinamento. 9km (somado os 2km de aquecimento) de Asics GT-2160.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aos poucos

Fim de férias, volta aos treinos. E nos próximos 4 meses vou ter que treinar muito pro CCC. Mas a escalada dos treinos tem que ser gradual, aos poucos. Após o feriado, treino de musculação na quarta que me deixou todo dolorido. Mas o dolorido não impede que treine corrida, portanto na quinta voltei ao velho Ibira. Rodei 11km, sendo que durante esse treino tive duas acelerações de 900m. A primeira a 3m54 e a segunda a 3m49 (era pra baixar 5 segundos mesmo). Na sexta, problemas familiares pra resolver (idem no domingo), mas no sábado deu pra treinar e me senti até meio mirim, com o Diego me passando um treino longo de... 08km!! Acabei desobedecendo de leve, fiz 14km, mas em um ritmo beeem tranquilo com o Brunetti, a Rose e o Fred, mesmo tendo duas biologias. 1h31 pra 14km dá a dimensão da tranquilidade. E nessa segunda-feira, volta pro batente da academia: mais musculação e depois rodei ainda 5km na esteira, levezinho, mas botando alguma inclinação na esteira, com a intenção de correr devagar, mas com a musculatura cansada, situação que vou encontrar no CCC.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Resumo do mês - abril/2012

76 km em 8 treinos
21,1km em 1 meia-maratona
1h30 de bike

e uma pirâmide de 48 metros escalada

O pé e o sol

Férias na praia. Cancun. Eu tiraria férias em algum lugar onde pudesse fazer uma prova, mas desta vez foi a patroa quem escolheu. E tirando o IM de Cozumel, certamente não rolaria nenhuma prova lá. Então foi férias-férias mesmo, atividade física zero. Falar que eu tentei seria hipocrisia. Eu dei umas corridinhas por lá sim. Mas por sentir falta. Três, pra ser sincero, e que foram curtas, embora na areia fofíssima da praia. Em uma, de tênis (Nike Free), não deu 30 minutos, corri com a patroa e ela não aguentou 7 minutos correndo na areia fofa. O resto do tempo eu fui trotando em ziguezague do lado dela, até voltarmos pro hotel. 3,5km, no máximo. Depois teve uma no asfalto até o shopping. Mais 4km. E teve uma sozinho, que deu uns 7,5km, descalço. Só isso. 15 km em duas semanas. Mas não dá pra dizer que não fiquei dolorido nas férias, mas não teve nada que ver com corrida. Fiquei com a perna esquerda imprestável depois de descer de ladinho a íngreme pirâmide de Cobá, que tem 48m de altura e com o dedão esquerdo inchado depois de jogar bola com o pessoal do hotel na areia fofa. Prendi o dedo na areia numa dividida. Na hora nem senti, mas depois... tá escuro até agora. Só não sei se é por causa do trauma ou do sol...