Voltando a rodar um pouco mais:
3 míseras séries de musculação
155 km em treinos e 42,2km em uma maratona. Total: 197,2km
quinta-feira, 30 de junho de 2011
E eu odeio química...
Um dos problemas de fazer uma prova maluca, do nada, é que você não pode deixar a maluquice alterar muito o seu ciclo de treinamento. Fazer a maratona de SP e se estropiar todo significa que no próximo treino de tiro, você vai fazer tiro. E que no final de semana que vem, ao invés de rodar relaxando, você vai ter que arranjar um jeito de fazer o longão, mesmo cansado.
Longão no sábado de feriado, então... aiaiaiai, preguiça da porra! Mas fomos e encontramos uma USP dos anos 90: pouca gente, tranquila, sem disputa de espaço entre bikes, veículos e ônibus, sem balada terminando e garrafas de bebida espalhadas no chão, enfim, tava acolhedor. E o clima estava bom, sem frio nem calor. Mesmo o treino prometia cansaço, já que eram 3h15 de rodagem prevista, e a maior parte na região dos desníveis: biologia, química, física... me senti no colegial, me preparando pro vestibular. "Não saco nada de física, literatura ou gramática, só gosto de educação sexual, e eu odeio química, química..."
Eu até saí ousado, correndo com Edith, Grazi, as meninas superpoderosas da Trilopez. O Marcel, efetivamente regenerando, foi junto com a gente. Mas na primeira biologia já tava poupando o máximo que dava, deixando as meninas irem na frente... depois de algum tempo encontrei alguém à minha altura: o Brunetti. E com ele fiz o resto do treino, num ritmo muuuuito mais adequado para quem tinha feito uma maratona despreparado na semana anterior, contando 25km em 3h00 no meu Mizuno Nirvana Acho que tá bom, né?
Na segunda-feira, retorno à musculação e às inevitáveis dores musculares na terça. E no dia mais frio do ano, correr à noite no Ibirapuera só não foi pior do que correr de manhãzinha. Já corri em lugares frios, mas não sei porque, em SP, embora a temperatura absoluta nem seja tão absurda, a sensação de frio é monstruosa. Mesmo com o broncodilatador, treinei com uma asma desgraçada, uma dificuldade pra respirar infernal. O Gabriel ficou passando tiros sem velocidade, de ritmo, em percursos de 800m, intercalados com educativos. Foram uns 12 tiros, que somados ao aquecimento e desaquecimento, devem ter dado uns 12 km no total.
No final do treino senti uma dor no músculo sóleo, que fica abaixo da batata da perna, um dos músculos da panturrilha (o menos exposto). Achei que ia passar mas não passou. Na quarta o dia foi meio manquitoleante e hoje, quinta, não deu pra treinar. Fiz só o primeiro trecho de 3,5km (Nike Free) e abortei o treino. Tava fácil correr hoje, a dor não é incapacitante, e nem retira a possibilidade de correr, mas e o medo de piorar? Coincidentemente, a última vez que tive dor no sóleo foi justamente depois de um treino em que tive falta de ar pela asma. Será que falta de ar dá dor na perna?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Tem gente que treina...
... no feriado só pra poder comer depois!
Eu sou um desses casos... 09km em 1hora, mais ou menos, subindo e descendo o Bosque do Morumbi, usando o meu North Face trilheiro. E dá-lhe piquenique!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Papo rodado
Terça-feira pós maratona é regenerativo. Até botei meu Nike Free, levíssimo, porque sabia que ia rodar tão lento que nem ia sentir a falta de amortecimento. Só que hoje também tinha um treino fartlek pra quem já se prepara pra Bombinhas, que é o meu caso, com 3 séries de 3km em progressão. Bom, como o 1º km de todos era o mais leve, fui com o Cassiano. Depois eu continuaria com o meu regenerativo, e o papo tava indo mesmo, né? Começou a progressão. Doía bastante, mas dava pra seguir e o papo tava indo... Na subida pro ritmo mais forte, deixei o Cassiano pra lá, achei que ia ser temerário pra minha condição. Ele abriu uns 5 metros na minha frente, mas só. Ele mesmo não tava forçando tanto e... já que ele não tá forçando, acho que pelo menos essa primeira série eu termino junto, né? Enfim, fechamos, com o papo indo... e como uma nova série se iniciaria em ritmo leve, começou a ficar confortável de novo. Deu pra manter o papo, que tava indo...
Enfim, rodei os 09km, quebrado, moído mas... sabe que depois do treino tô até melhor? Saiu em 50min, ou seja, uma média de 5min33/km. Nada muito rápido. Mas forte pra quem só ia trotar, regenerando, né? Coisa pra se comentar depois do treino. Afinal, aí chegou a Edith, o Paulinho, a Ana, Fred... e o papo continuando...
domingo, 19 de junho de 2011
Maratona de São Paulo 2011 - correndo na experiência
A motivação para me inscrever na Maratona de São Paulo de 2011 foi puramente econômica: ganhei a inscrição. Mas é evidente que correr uma prova dessas tava completamente fora do calendário. Primeiro, um mês atrás, fiz uma prova duríssima em Salta, com quase 09 horas de duração. Depois, saí de férias e não fiz absolutamente nada. Por fim, teria 2 ou 3 semanas de treino, o que depois das férias é retorno e base, e nunca preparação pra maratona. Mas, como me inscrevi, fui na louca.
Sabia de antemão que meu ritmo teria que ser lento. Além de destreinado, estou pesado e, pior, com algumas dores decorrentes do retreinamento. Também sabia que mesmo assim ia sofrer na prova, então o ritmo lento serviria só pra amenizar isso. Diante das dores na lombar dos últimos dias eu nem sabia se ia conseguir correr...
Larguei com o Tersildo, que ia tentar manter um ritmo lento de 6min30/km. Na minha cabeça mesmo esse ritmo era rápido, já que tava sonhando com um 7min/km e quase 05 horas de prova. Isso serviria, de qualquer modo, como treino para longuíssimas durações, o que me faltou um pouco em Salta e certamente ocorrerá em Bombinhas. Mas, na real, o ritmo lento é mais necessidade do que planejamento mesmo.
Já no 3º km o Tersildo e seu amigo Marcio, tavam rodando em 6min15/km. Embora obviamente estivesse fácil pra acompanhar, isso fugia do plano. Fiquei pra trás. Não sei se eles perceberam, porque logo depois eles diminuíram também. Mas como abriram, e eu não mudei o ritmo, ficamos numa distância constante de uns 20, 30 metros. Isso se manteve até eu encontrar o Alexei no caminho. Papo aqui, papo ali, ele tentando fazer um sub-4, e sem perceber aumentei o ritmo e encostei nos dois de novo, ali no Jockey. Tá tava começando a fazer calor, mas eu nem suava, de tão leve o ritmo. E também porque o ar tava seco e o suor que eu produzia evaporava rápido.
No 14ºkm, o Tersildo ficou pra trás, pra ir no banheiro. Ficamos eu e o Marcio, que ia só pros 25km. Encontramos o Martinho estourado, com a panturrilha ruim (recomendei a ele que parasse, mas aparentemente não rolou...) e o Du França, acompanhando a prova de bike. Até lá, tudo bem. O ritmo começou a ficar mais forte e eu parei de me importar com isso. Nada de muito absurdo, mas já rodávamos a 6min/km. No 22ºkm encontrei a Cynthia, que havia me passado logo na largada. Ela ia pros 25km e tava quebrada também. Eu tava começando a cansar, mas o Marcio tava num ritmo bom e eu segui. Na raia da USP acelerei tentando puxar o cara e ele seguiu. Fomos assim, a 5min30/km até a chegada dele, na Politécnica.
Ali, depois de deixá-lo, diminuí o ritmo. Ao mesmo tempo, senti imediatamente a falta de alguém para me puxar ou motivar e comecei a me sentir cansado. Entre o 26 e 28, um muro desgraçado, foi difícil correr naquele deserto da Politécnica. Comecei a sentir um pouco de hipertermia, mas a ótima organização da prova providenciou água gelada em todos os postos, que eram fartos (inicialmente a cada 3km, depois a cada 2km) e eu consegui abaixar a temperatura do corpo jogando a água na cabeça.
A reentrada da USP foi um alívio, por causa das sombras. Mas ali, depois de uma parada rápida para ajeitar o meu tênis (pegava no peito do pé e estava incomodando muito), já mantinha um 7min/km bem conservador. De vez em quando sentia uma onda de energia e voltava pros 6min30. De vez em quando batia o desânimo e o cansaço e subia pra 7min/km. Comecei a caminhar nos postos de água e isotônico. Aliás, o do 30ºkm foi o melhor gatorade da História da Humanidade!
No 32ºkm, encontro o apoio do Gabriel que me deu coca-cola. Infelizmente a parada acabou fazendo com que eu perdesse o contato com duas corredoras gostosíssimas que me serviam de inspiração nos últimos metros. Mas a coca desceu bem e fui tocando. Na saída da USP começavam os temíveis túneis da volta. Corria nas descidas e caminhava nas subidas. No túnel da Juscelino encontro o Fred e o Diego que davam apoio de bike. O Fred veio comigo e me disse como estavam os colegas. Antoniazzi, Navarro, Gregório e Filipe foram bem, mas pra minha surpresa o Marcel, que tentava um sub 3h30, quebrou. O Alè também vinha devagar, mas no caso dele era compreensível, já que "só" carregava 2 ultras no último mês...
Com o Fred fiz os últimos quilômetros, me arrastando. Mas ainda corria. Já passe por perrengues piores, até que não tava tão ruim. Caminhei na República do Líbano, onde um leve aclive parecia uma escalada ao Everest. E depois, no Ibirapuera, fechei a prova, sem sprint sem nada. Não queria arriscar sentir cãimbras, algo, aliás, que não me vitimou na prova, pra minha surpresa. 4h41min e alguns segundos. Depois que sair o tempo oficial, confirmo. De qualquer modo, meu melhor tempo na Maratona de Sao Paulo (o que não quer dizer absolutamente nada, já que a outra eu fiz como treino, parei no 30ºkm e terminei caminhando, de propósito, sem estar quebrado) e minha 6ª melhor marca (ou a 3ª pior, dependendo do referencial). Enfim, oitava maratona feita, desempatando o placar com as ultras (tava 7 a 7). E de Mizuno Nirvana, que tá com um chulé...
Amanhã as escadas serão meu calvário. Mas hoje, no pós-prova, até que estou bem. Felicidade pela Alessandra ter me buscado no final da prova, já que ela nunca faz isso...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Pros boxes
Sabe quando você vê na F-1 aquele carro que já passou fazendo um barulho estranho na reta e logo depois o bicho vem recolhendo, lentamente, pros boxes? Meus treinos foram assim nesta semana. Me senti uma Osella, uma Forti-Corsi ou, para tempos atuais, uma Hispania. Na terça tava tudo esquisito. Cheguei meio aborrecido e atrasado no treino depois de enfrentar a porra de um trânsito que não tinha me tocado que haveria no Ibira: a São Paulo Fashion Week. Aqueci 3 km me sentido pesadíssimo. Fiz um treino técnico de tiros curtos (onde sou bom, explosão pura) em que todo mundo me deixou pra trás. E na série principal de 2 tiros de 3km, nem cheguei a conseguir correr perto do Gaspa e da Grazi, fiquei pra trás mesmo! Os tiros em fartlek, com progressão, nem foram tão ruins, um a 15min50s e outro a 15min30s, especialmente porquev descobri depois que fiz um caminho errado e maior... mas o pessoal tava bem mais rápido do que eu, senti-me bem travado, dores musculares, até a velha dor de corno do diafragma... de qualquer forma, 9km pra conta, de Saucony Glide.
Hoje, quinta-feira, então... um horror. Tava bem mais disposto, aquecemos 2km e saí pra série de 3km leve, 5km forte e mais 3km leves. Os 3km leves saíram a 16min10, ou seja 5min23/km. Não é tão leve assim, e o pessoal me deixou beeem pra trás. Nos 5km fortes, travei no 2ºkm. Dor na lombar, de novo. E desta vez do outro lado da lombar, e um pouquinho mais abaixo. Um incômodo muscular, mais do que dor mesmo. E aí me enchi e desencanei. Ou seja, só rodei 7km, de Nike Structure.
Quando a SPFW for embora do Ibira, tudo melhora. Eu preciso botar a culpa em algo, né? Agora, vamos nos concentrar no nosso trabalho nos boxes pra consertar a máquina.
Hoje, quinta-feira, então... um horror. Tava bem mais disposto, aquecemos 2km e saí pra série de 3km leve, 5km forte e mais 3km leves. Os 3km leves saíram a 16min10, ou seja 5min23/km. Não é tão leve assim, e o pessoal me deixou beeem pra trás. Nos 5km fortes, travei no 2ºkm. Dor na lombar, de novo. E desta vez do outro lado da lombar, e um pouquinho mais abaixo. Um incômodo muscular, mais do que dor mesmo. E aí me enchi e desencanei. Ou seja, só rodei 7km, de Nike Structure.
Quando a SPFW for embora do Ibira, tudo melhora. Eu preciso botar a culpa em algo, né? Agora, vamos nos concentrar no nosso trabalho nos boxes pra consertar a máquina.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O sentido das coisas (ou o teste)
Existem determinadas ações na nossa vida que não fazem nenhum sentido se não forem explicadas devidamente. Ok, ok, existem coisas que mesmo sendo explicadas continuarão a não fazer sentido, mas nesses casos já é meio claro que a falta de sentido faz até um pouco de sentido, uma vez que se trata de uma coisa que obviamente não faz sentido mesmo, né?
Mas não é sobre isso que falo. Eu estou falando de coisas que não fazem sentido, mas que podem fazer sentido se explicarmos o sentido que elas fazem. Até porque, essas coisas, quando passam a fazer sentido, obviamente saem da categoria de coisas que não fazem sentido. Arquimedes definiria isso como eureca! Eu não iria tão longe neste caso, porque a idéia aqui é apenas tornar um post absolutamente sem sentido em algo com sentido. Ainda que seja só um pouquinho.
A verdade é que o único sentido para um post tão sem sentido como este é a necessidade que tive de fazer um teste. Um teste desse breguete aí do lado, um sistema de notificações via e-mail dos novos posts do blog que a Corredora Zen me estimulou a adotar. Pra fazer o teste precisava de um post novo. Mas eu não tenho nada de novo pra contar, pelo menos até essa noite, onde posso esperar de tudo do treino de musculação que acho que vou fazer. Então, tive que inventar um post que era sem sentido. Mas que agora eu talvez possa falar que é só um post Zen sentido.
E.T.: Musculação feita. Aparentemente, tudo bem. Amanhã descubro se tá tudo bem mesmo ou não...
E.T.: Musculação feita. Aparentemente, tudo bem. Amanhã descubro se tá tudo bem mesmo ou não...
domingo, 12 de junho de 2011
Cafe na Fast Runner - Treinão Mizuno
Sabadão seria mais um dia de treino diferente, treino da equipe junto com a Fast Runner e Mizuno. Teríamos café da manhã na loja e descontos na loja nos produtos da Mizuno, patrocinadora da equipe. E seguiríamos todos da loja, que fica em Moema, para o Ibirapuera, onde o treino seria menos puxado (ou menos comprido).
Como a minha idéia é correr atrás do "volume perdido", mais uma vez saí de casa a pé até lá, rodando o odômetro e "gastando" a mochila de hidratação. Garmin no pulso, cheguei lá depois de 5km. Fizemos a nossa social, pegamos mais uma edição da camiseta marca-texto da equipe (um laranjão bem brilhoso) e fomos pro treino técnico, com direito a aquecimento e tudo. Eu marquei tudo no Garmin, inclusive esse deslocamento da loja até o parque. Lá no Ibira, o treino em si: me encaixei no grupo que iria rodar uma hora a 5min15/km, justamente o liderado pelo Diego. Por sorte, o grupo, além de homogêneo, também tinha um visual bom, cheio de mulheres...
Depois de uma horinha correndo nesse ritmo um pouco mais forte que o confortável, mas confortável o suficiente para não ser chamado de forte, e conversando sobre viagens, línguas e etc, fechamos quase 12 km (o pace médio foi um pouco mais forte que o previsto, na casa dos 5min10/km), e voltamos pra loja, onde enchemos a pança. E depois de mais um bom papo, volto pra casa, meio barrigudo, pra terminar o dia: 23,5km no total, registrando um pace médio de 5min50/km (Mizuno Nirvana, né, afinal era um treino Mizuno...). Lógico que os quilômetros corridos não foram contínuos, mas de qualquer modo foi um voluminho razoável, que não desgastou muito e, o melhor de tudo, feito sem dor na lombar, mesmo com o leve sobrepeso da mochila. Só que ao contrário do que esperava, a dor não sumiu sozinha não. Um cataflanzinho básico acabou tendo que ser usado para dar um empurrãozinho básico no sumiço dessa dorzinha. Nada muito drástico, dose única, pra diminuir inflamação mesmo.
Acho que dá pra fazer São Paulo, num ritmo bem lento, sem traumas.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Odeio lesões
Odeio quebras. É insuportável você saber que pode correr de um determinado jeito, mas não o faz por conta de uma lesão. Na segunda-feira voltei à musculação. Até foi leve, não puxei muito forte, mas o tempo distante pode ter me dado uma lombalgia que eu não senti na hora. Foi depois, em casa, que comecei a sentir um desconforto. O desconforto é leve, mas enche o saco. Na terça fz fisioterapia de manhã e ia correr assim mesmo à noite, mas a tempestade-vendaval quase não permitiu que eu chegasse em casa, quanto mais aparecer no Ibira... na quarta, ainda dolorido, fui ao massagista. Melhorou um bocado, mas o negócio continua me enchendo, especialmente quando passo muito tempo sentado. Hoje, quinta-feira, fui treinar e apesar do desconforto, até vinha razoavelmente bem. O treino era um fartlekão médio/médio-forte/fraco trocados a cada 3 minutos, durante 45 minutos. Arreguei no 23º minuto, as costas doeram bastante. Ainda trotei mais um pouco, mas no total devo ter rodado só uns 7km (Nike Structure Triax) no máximo.
Fiquei irritado. Uma semana praticamente zerada por causa disso. Mas ao mesmo tempo sei que por ter corrido as costas vão melhorar. É sempre assim, corrida é o melhor remédio.
sábado, 4 de junho de 2011
Em território inimigo
Inventaram um treino hoje no Estádio do Morumbi... ao mesmo tempo em que o reconheço como território inimigo, o Cícero Pompeu de Toledo também é palco de algumas das melhores coisas que eu já fiz na minha vida. Vi o primeiro título brasileiro do Timão lá. Vi os shows do Rusd e do Rolling Stones. Mas apesar disso, não dá pra se sentir confortável num lugar onde nem dá pra beber a água de lá... e como tudo que é são-paulino, ô lugarzinho fresco. Lá os vestiários parecem um lounge. Resultado: posso dizer que pela primeira vez na minha vida caguei num lounge.
De qualquer modo, diante da escassez de pistas de atletismo utilizáveis na nossa cidade (e em Toronto eu via várias pistas, em praças, parques, abertas para uso de todos, que inveja!!) não dava para perder a oportunidade, então fomos. No entanto, ao mesmo tempo em que tínhamos esse treino técnico, eu tinha também um longão a fazer. Como compatibilizar? Resolvi o negócio economizando combustível: fui correndo de casa até lá, fiz o treino técnico, e voltei correndo pra casa. Somando tudo, deu 30km (Mizuno Nirvana), até mais do que esperava. Mas exceção feita á parte técnica, o ritmo foi lento e tranquilo, com camelback nas costas, pra ganhar volume e tempo em atividade mesmo. Foi bom. Depois desse treino especial, tivemos diversos sorteios e café-da-manhã. O café foi ok, muito light pro meu gosto (não tinha bacon ou coxinha???), mas saudável. Já os sorteios... como sempre, saio de mãos abanando!
Cabe aqui registrar também o treino de quinta, fartlek de 10km (Nike Structure Triax) dividido em quatro variações de 2,5km. Acabei fazendo num ritmo um pouco mais leve que o normal para acompanhar o Gaspa e o Felipe, e não me arrependo, já que esta é a semana da volta e eu já tinha me arregaçado todo no treino de terça.
Em busca do volume perdido!!!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Resumo do mês - maio/2011
Mês de férias e prova braba
65 km em provas (Salta e Corpore Libbs) e 37km em treinos. Total: 102km.
65 km em provas (Salta e Corpore Libbs) e 37km em treinos. Total: 102km.
Mais um retorno
Mesma ladainha de sempre: retorno = perna pesada, dores... a gente sempre volta com a cabeça correndo no ritmo em que paramos, e o corpo correndo em outro. Ok, até deu pra fazer os 15k no final de semana num ritmo decente. Mas fiquei dolorido na segunda por causa de 15 km! O corpo desacostuma a correr muito fácil!!
O treino foi de estímulos de qualidade, tiros de 2km admininstrados com o 1º km mais leve e o 2º km puxando mais. A pausa era de 2minutos e após a pausa tínhamos ainda mais 30 segundos de estímulo no educativo. Os dois primeiros foram terríveis, parecia que eu tinha um anão pendurado em cada perna. O terceiro e quarto melhoraram, mas no quinto cansei e os anões voltaram com toda a família. No final das contas, com as 4 pausas intermediárias, deu 58 minutos pros 10km (Nike Structure Triax), ou seja, forte, já que as pausas em si consumiram 10 minutos. Treino passado, treino cumprido. E comprido, dadas as minhas condições físicas.
Daqui a 3 semanas tem Maratona de SP (inscrição de graça!) e começo a preparação para mais uma pedreira em trilhas, o K42 de Bombinhas!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Mundo pequeno
Tava eu passeando distraído em Estocolmo quando, no meio de uma ponte, escuto me chamarem. E nem foi como "Nishi", foi "Ricardo" mesmo. João e Luisa Ralha, portugueses que eu conheci nos Trilhos do Almourol!! estavam láááá (é menos "lááá" pra eles, mas ainda assim, longe!) na Suécia pra correr a Maratona de Estocolmo. Além da felicidade em encontrá-los, uma inveja enorme: a maratona seria no sábado e eu ia embora na sexta... e os dois foram bem, João com 3h44 e Luisa com 4h37.
Agora, fala sério: encontrar dois portugueses conhecido no meio de uma ponte em Estocolmo é coincidência demais, né? Caramba...
| João e Luisa Ralha, da Run4Fun de Portugal, em Gamla Stan, Estocolmo! |
domingo, 29 de maio de 2011
Corpore LIBBS 15k
Ah, ferias. Voltar da (relativa) organização da Italia e da (impressionante) Suecia, as "boas-vindas" de Cumbica e suas filas ridiculas da imigracao e receita federal... êh Brasil! Foram umas 20 horas de viagem e a recepção no aeroporto foi essa. Mais de duas horas pra sair no desembarque, e isso porque eu nao sou daqueles que fazem questao de passar em loja duty free...
Não deu pra descansar muito bem no sábado pra corrida deste domingo, mas tudo bem, a ideia era só desintoxicar da viagem, soltar o corpo, correr um pouquinho.
Pelo menos a adaptacao do fuso horario ajudou. Marcada para 7 horas de uma manha gelada, nem foi dificil acordar. Pro meu corpo, acordar as 5 hs da manha equivalia a 10 horas... a prova foi tranquila, pouca gente, sem tumulto pra estacionar. 1h19m37s, com ritmo de 5min18/km, de Mizuno Nirvana. E voltar pra casa cedinho, a tempo de ver o GP de Mônaco.
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domingo, 15 de maio de 2011
Vacanze
Depois de Salta, dois treininhos leves, regenerativos, apenas para não mudar abruptamente o ritmo. Na terça, 5km rodados em 30 minutos (Mizuno Nirvana) E neste domingo, depois de levar a irmã para o Aeroporto às 5 da manhã, rodagem de 10km em 58 minutos no Ibirapuera (Nike Structure Triax), vendo o sol nascer...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
The North Face Endurance Challenge 2011 - Salta 50k
Chegou. Salta, 50k, o objetivo do semestre. Uma montanhona pra subir e descer, 2.500m de altitude, fora o terreno variado e a distância de 50 km. A altimetria parecia um bilau. Estávamos ali mesmo para nos fod...
Chegada no Aeroporto e já deu pra sacar um monte de gente que tava lá para a prova. Chegamos na quinta à noite e foi legal. Salta, apesar de ser uma cidade relativamente pequena, é a capital da província e uma das maiores da região. E é onde se concentra uma parcela bem significativa do turismo local, para as excursões aos pontos turísticos próximos. As horas passavam e o movimento aumentava nas ruas do simpático centro da cidade, ao invés de diminuir. Graças à mega-siesta que eles adotaram e que resultou em um fuso horário próprio. As lojas abrem às 10h, fecham meio-dia, reabrem só às 17h00 e ficam abertas até as 22h00. Pra quem tava com medo de não encontrar nada aberto, o difícil foi escolher um lugar pra jantar, tantas as opções...
Sexta foi um dia de sossego, de se preparar para a prova, de passeios leves (no ônibus turístico da cidade), de retirar o kit e de... perder o congresso técnico! No site informava-se o congresso às 21h00. Chegamos às 20h30, puta muvuca (muita gente pros 80k, cujo congresso era às 19h00!) e quando deu uma acalmada, entramos no salão para esperar a charla técnica que... tinha acabado! Pois é, anteciparam o negócio e os marmitões aqui entraram na hora que acabou.
No dia seguinte, os ônibus sairiam de uma esquina movimentada para nos levar até a largada, no Batalhão de Engenharia do Exército. Largada às 08h30, chegamos com folga na tal da esquina, eram 07h50. Contudo, lá os caras nos informaram que a largada seria às 08h00! Desespero! Taxi, taxi! Chegamos lá esbaforidos e... tudo calmo. Mais um trote nos marmitões. A largada seria às 08h30 mesmo... bom, pelo menos deu tempo de curtir o pré-prova, tirar fotos, se aprontar com calma e até conhecer rapidamente o outro corredor brasileiro da prova (os estrangeiros poderiam estampar a bandeira do país na camiseta da prova, se quisessem), assim como a única brasileira inscrita, Claudia Fontenelle, que por sinal conhecia o Leal e o Brunetti (a Comunidade Cruce de Los Andes já não sabe o que é fronteira faz tempo)
De manhã tava uma friaca da porra, mas tudo indicava que ia esquentar. Pelo menos foi o que dera pra sentir no dia anterior. De fato, largamos e menos de 3km depois eu já tava arrancando os manguitos. Por enquanto era o único incômodo. Saímos devagar, 6min/km, estradinha de terra plana, ligando o Batalhão de Engenharia às encrencas. Depois de uns 5km mais ou menos, entramos numa trilhazinha e já saquei o bastão. Alarme falso, a subida até era puxadinha, mas curta e logo saiu num planalto. Estávamos correndo em direção às montanhas. Ao contrário do que esperava, não estávamos num clima desértico, parecia os pampas gaúchos, um mega pasto a perder de vista. Logo o terreno, embora pouco inclinado, deixou de ser amigável. O solo tava todo marcado por pegadas de cavalo, uma buraqueira só, um inferno pra correr ali. O tornozelo torcido em Paranapiacaba doía e o Alê e o Cassiano já estavam bem na minha frente, embora este ainda estivesse no visual.
Posto de parada do 10ºkm, uma descida íngreme e curta (onde perdi tempo por pura bobagem, fiquei atrás de um cara muuuito mais cagão que eu pra descer) e estrada de asfalto. Ela nos levaria até a entrada da subida do Cerro San Lorenzo propriamente dito. Foram uns 5km de asfalto plano onde passei muita gente e mais uns 3km de subida no asfalto, ora leve, ora inclinada. Fui conservador e deixei passar a oportunidade de passar mais gente. Errei, errei, afinal, ia ficar estourado no final mesmo! No 19, o último posto antes da montanha. Depois dali, só no 36. Hora de encher o camel back, comer uma coisinha mais sólida e preparar as perninhas.
Confesso que de início a subida não me impressionou. Menos técnica que em Portugal, ela só não acabava de jeito nenhum. Mas com ritmo eu ia passando um bocado de gente, embora tenha ficado muito tempo preso atrás de pessoas mais lentas em trechos de singletrack não ultrapassável. Deixei de lado muitos cotovelos pra subir reto no barranco, me desgastando mas deixando pra trás um trava-trilha qualquer. E foi indo. 1.700m. 1.800m. 1900m. O Garmin não parava de subir. Alguns quilômetros eu fiz ali em 22 minutos!! Especialmente no final, já tava cansando pra cacete e o negócio rodando. Eu me apoiava inteiro no bastão, em alguns momentos, e chegava a amaldiçoar o fato de não ter levado os dois. Mas na verdade, um bastão só foi muito melhor, muito mais leve.
No topo, começaram as encontas nos abismos. Nada que fosse muito ameaçador, mas local de boas paisagens. Dali se via todo o vale e o tanto que se subiu. Meus ouvidos taparam várias vezes com a mudança de pressão. O sol tava forte e nessas encostas, sem sombra, o bicho pegava. Eu nem percebi direito quando chegou no primeiro topo (eram dois), mas quando começou a descer forte percebi a pegadinha. Alguns metros adiante, uma outra subida curta e forte, pra finalmente chegar no segundo topo. 4h30 de prova, mais ou menos a metade (acho que um pouquinho mais, 26º, 27º km).Ali dividiam os corredores dos 50 e dos 80km. E começava o pau da descida. Minhas pernas tremiam que nem vara verde e eu comecei a descer sempre apoiando o bastão, de medo de cair por causa das pernas moles. Uma bobagem, porque mais pra frente deu pra perceber que só perdi tempo assim.
E desce, desce, desce. Em alguns pontos, uma subidinha pra quebrar o fôlego e um novo desce-desce-desce. Ao contrário do que dizem, pra baixo nem sempre todo santo ajuda. Meu joelho esquerdo doía, meu tornozelo esquerdo doía e já tinha bolha na mão de tanto segurar o stick. Eu não me sentia seguro descendo, cansado daquele jeito e todo mundo que eu passei na subida me passou na descida. Com juros e correção monetária. O cansaço era tanto que eu chegava a caminhar em trechos muito suaves de descida, onde é quase impossível deixar de correr.
O calor tava feio. De repente, um riachinho com água geladíssima. Ahhh... bebi, joguei no corpo, no rosto. Tinha água no camel, mas aquela tava uma delìcia de gelada! Revivi um pouco e recomecei a trotar. Tava todo dolorido, mas dava pra correr levemente, e fui assim até o posto do 36ºkm. Será que o endurox, a água gelada e a coca-cola me convenceriam a continuar. Tava quase desistindo. 7 horas de prova, tinha mais 03 horas para fazer míseros 14km e eu não sabia se conseguiria.
Mas fui. Perdi o menor tempo possível nesse posto justamente pra vontade de desistir não bater. A parada fez bem pra muita gente, mesmo trotando, muita gente me passava. Cãimbras nas coxas, caminhada, a estrada agora era de terra batida, o melhor terreno do mundo pra correr, mas eu não conseguia. Quando veio uma descidinha, finalmente voltei a correr leve. Então, um desvio e o rio de pedras. Um leito seco de rio com todas as pedras do mundo. Impossível correr ali. Impossível caminhar. Uma merda. Agora que eu tinha recomeçado?
Me distraí um pouco conversando com um argentino chamado Alejandro, que me ensinou vários palavrões dirigidos ao corno que inventou de fazer a corrida passar por ali. Chegamos numa ponte, contornamos, subimos uma encosta e encaramos a trilha final. Na altimetria seria a última subida. Fiz caminhando, mal pra burro. Era leve , bem corrível, mas as pernas não respondiam. Então, a salvação. Eu não me lembrava, mas tinha um posto no 44ºkm!! Ma-ra-vi-lha! Gatorade! Água gelada!! E dali em diante o negócio descia de novo, mas numa inclinação fácil. Se o terreno ajudasse, o negócio iria bem.
E foi. Por uns 3km eu consegui voltar a correr. Forte até, uns 5min30/km. Concentrei. Mas num estágio desses, qualquer porcaria te desconcentra. No meu caso foi a vontade de mijar e, logo depois, a travessia de um rio seco, com pedras. Parei de correr de novo, mas tava mais tranquilo, só esperando o final. Ninguém na minha frente, ninguém atrás até que... epa! Canções? Um grupo de uns 7 corredores vinham juntos, aparentemente todos amigos. Deixei-os passar e fui no embalo. Fiquei pra trás, mas arranjei motivação pra correr. No GPS eu devia estar próximo, mas cadê a porra da chegada? A gente não teria que chegar na cidade e ir até o Batalhão? Aí descobri: não! Entramos por trás do Batalhão, e só faltava uma reta de uns 500m. Putz, acabou!! Sprintei e fui. 8h57m42s, pelo menos abaixo das 09 horas.
Tive muito medo de ser um dos últimos, passei uma menina desse grupão no final. Cheguei exausto, os pés doíam, encontrei o Alê que fez uma prova excelente, 60º lugar no geral, 7h36m, e o Cassiano, numa prova fenomenal pra ele, 7h52m, muito próximo do Alê, 84º lugar! Nós temos um ritmo parecido no asfalto, mas na montanha o bicho botou uma hora em mim! Peguei o 158º lugar e acabou não sendo de longe tão ruim como esperava, já que teve gente que demorou mais de 12 horas pra chegar. 253 completantes. Uma medalha demoraaada!
No dia seguinte teve passeio no deserto, com direito a... escalada na montanha, né? O que corredor de montanha faz nas horas vagas? Sobe montanhas...
terça-feira, 3 de maio de 2011
O último antes de Salta
Terça-feira no Ibira, último treino antes de Salta. Não sei o que esperar da prova. Eu me sinto correndo bem, rápido e leve, mas um pouco inseguro em relação a resistência. O treino foi leve, mas teve uma "porrada" boa: 09 km rodando em ritmo tranquilo (variou de 18 a 16 min cada volta de 03km, longe de ser forte) e, logo a seguir, 3 tiros de 1km com longa pausa de 3 minutos. Os tiros foram fortes, inclusive porque o novo percurso é mais exigente, com subida mais íngreme, e tem uma metragem muito mais próxima dos 1.000m. O primeiro veio a 4min04, o segundo a 3min57 e o terceiro, em que eu quebrei, a 4min10, totalizando 12km. Não foi nada ruim, se fossem na volta antiga sairiam todos abaixo de 4 minutos. Tô rápido mesmo, até porque usei o pesado Saucony Glide. Mas velocidade em Salta isso não deve ser muito importante...
Resumo do mês - abril/2011
Mês de provas e sinusite braba.
183,4km rodados, dos quais 60,4 km em provas (39 do Almourol e 21,4 da Rio-Niterói) e 123 km em 08 treinos
3 treinos de musculação
E uma incontável quantidade de pastilhas, antialérgicos, analgésicos...
183,4km rodados, dos quais 60,4 km em provas (39 do Almourol e 21,4 da Rio-Niterói) e 123 km em 08 treinos
3 treinos de musculação
E uma incontável quantidade de pastilhas, antialérgicos, analgésicos...
Leptospirose e longuinho
Quinta-feira, noite, chuva, frio... e os malucos lá pra treinar. Uns num horário, outros no outro e eu premiado com um treininho leve com a Grazi e o Gabriel. 1 hora em fartlek com a seguinte divisão: 10 minutos rodando pra aquecer e outras 5 séries de 10 minutos com 08 minutos em progressão (a cada 2 minutos subindo o ritmo) e 02 minutos de trote. Com o Gabriel e com a Grazi, evidentemente não teve moleza. O trote até ia, mas quando começava a série, a progressão ia do forte ao violento. Mesmo com os 10 minutos de rodagem, fizemos praticamente 12 km. Logicamente o tempo que "perdemos" nesse aquecimento compensamos na rodagem. Apesar da chuva, tava fácil rodar, frio, parque vazio, o ritmo subia mesmo, sem dó. Pena que foi a primeira molhada no meu Mizuno Nirvana novo...
E depois do treino, naquela conversa em que tá todo mundo raciocinando menos, quase delirando, rolou um papo com fixação em ratos, gambás, quatis, capivaras e leptospirose... não dá muito pra entender, mas o fato é que de todas espécies animais que povoam o Ibirapuera à noite, a mais estranha é a humana mesmo...
Na sexta, mais um treino de musculação doloridoso...agacha, levanta, abaixa, sobe...
Para fechar o mês, longo de 2hs na USP no sábado. Longuinho, na verdade, perto dos outros... uma semana para Salta, o treino é mais descanso do que outra coisa. Foi um treino leve, de muita conversa com a Edith, o Alê, o Jacó e por um breve momento, o Chicão. Velha guarda da Trilopez, todo mundo de mochilinha de hidratação, indo e voltando da Biologia pro Bosque, do Bosque pra Biologia... pra mim foram 20 km (Saucony Glide). Mas os outros rodaram de 3 a 5hs... e sem direito ao churrascão no Mário de tarde. Mas isso é outra história.
Na sexta, mais um treino de musculação doloridoso...agacha, levanta, abaixa, sobe...
Para fechar o mês, longo de 2hs na USP no sábado. Longuinho, na verdade, perto dos outros... uma semana para Salta, o treino é mais descanso do que outra coisa. Foi um treino leve, de muita conversa com a Edith, o Alê, o Jacó e por um breve momento, o Chicão. Velha guarda da Trilopez, todo mundo de mochilinha de hidratação, indo e voltando da Biologia pro Bosque, do Bosque pra Biologia... pra mim foram 20 km (Saucony Glide). Mas os outros rodaram de 3 a 5hs... e sem direito ao churrascão no Mário de tarde. Mas isso é outra história.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Dolorido é melhor?
Após um feriadão fugindo do ovo de páscoa (continuo a fugir, mas confesso a ingestão de alguns bombons...), uma nova série de musculação que me quebrou totalmente na segunda. Nos últimos 2, 3 meses, o Gabriel me passara exercícios de força extrema, com pouquíssima repetição e carga máxima, desenvolvendo potência mas sem causar microlesões musculares. Assim, não tinha dor pós-treino. Também não tinha hipertrofia, mas essa não era o objetivo da musculação mesmo. O objetivo era o de buscar, com maior potência muscular , uma economia maior na rodagem de alta intensidade na corrida. Acho até que deu certo, me sinto mais rápido. Em compensação, a ausência de trabalho de resistência muscular me deixa um pouco inseguro sobre a manutenção de esforço em longos períodos, muito embora os treinos longos com muita subida tenham esse objetivo secundário, também.
O problema é que a musculção mudou, e passou a uma série de muita repetição com menos carga, o que causa... dor! Dói porque não estava acostumado a esse tipo de treino, dói porque é pra doer mesmo... o resultado é que na terça estava imprestável. Mas tinha treino de corrida e fomos assim mesmo!
E a série não era nada tranquila. 12k em fartlek, e ainda a ser feito junto com a Grazi e a Edith, duas maquininhas de correr. Elas não são rápidas o suficiente para me deixar comendo poeira nos metros iniciais, mas são mais rápidas que eu e em um nível onde o bobão aqui é capaz de seguir com elas um pouquinho acima do próprio limite, com previsível resultado de quebra no final do treino...
O ritmo? Médio no 1° km (meia-maratona), forte no 2°km (10k) e mais forte ainda no 3° km (5k), repetindo isso 4 vezes, sem pausa. Saí mancando, com a Edith disparando na frente e eu mal conseguindo acompanhar o ritmo da Grazi, já que o médio delas já estava em 5min/km. No entanto, após algum tempo, ainda que as dores se mantivessem, as pernas foram soltando, e eu logo estava puxando o ritmo das duas! Milagre!
Fechei a primeira volta de 3km em 14min30 e, basicamente, mantive esse ritmo com pequena variação para cima, fechando o treino todo em 58min21s. 4min51s/km de média, primeira vez na minha vida que corro 12k abaixo de 1 hora. E uma das poucas vezes que faço um treino de ritmo mais forte do que a Edith e a Grazi. Talvez tenha sido o tênis super leve Nike Free. Talvez tenha sido o clima frio, que ajuda na hora de correr e tira o "trânsito" do parque. Mas talvez tenha sido a vontade de acabar logo o sofrimento, porque as dores musculares continuaram lá. Ridículo saber que eu posso fazer um treino tão bom e, logo a seguir, mal conseguia entrar no carro pra ir pra casa...
domingo, 24 de abril de 2011
Correndo do ovo
Aparentemente finalmente comecei a perder uns quilinhos extras. Efeito das corridas e treinos longos e de uma leve moderação alimentar. Mas agora que tá começando a dar certo, vamos tentar segurar até as próximas férias. Correndo do ovo de páscoa! Agora, neste exato momento, domingo de páscoa à noite, não comi nenhuma lasquinha de ovo da páscoa! Nada!! Até quando aguentar...?
Vamos aos treinos. Que foram poucos. Só agora, neste domingo, depois de 3 semanas doente é que começo a me sentir melhor de verdade. Imediatamente após a Corrida da Ponte não senti nada, nem cansaço. Mas deu a famosa dor muscular tardia e na segunda tava meio dolorido. Idem na terça, quando tentei treinar. A série que nos foi passada era um progressivo de 3km, com 2 minutos de pausa, seguidos por um tiro de 1 km, mais uma pausa de 2 minutos, outro tiro de 1km, e nova pausa de 2 minutos, recomeçando essa série. A primeira saiu. Meio aos trancos e barrancos, mas fechei os 3km em 14min50. Os tiros de 1 km saíram na casa de 4min30. O segundo progressivo de 3km saiu pra 14min27, mas tava difícil respirar, tossia muito. E aí, na hora dos tiros, minha perna direita simplesmente travou. E eu resolvi parar, porque tava difícil mesmo fazer. Treino abortado no final, 09km feitos, dos 10 km previstos, sendo o último bem lento a 5min20s. De Nike Structure Triax.
Na quarta retorno à musculação e um presente do Jonas: uma das camisetas que ele mandou fazer pro solo da Bertioga-Maresias. O cara vai pra segunda, e de novo vai tentar um top 10.
Aí veio o feriado. E uma viagem a São Roque com a família, com muita comida mineira, muita besteirinha e eu me segurando, comendo moderadamente e tossindo nos intervalos... mas consegui fazer algumas caminhadas e o treino longo do final de semana, com 3hs e 24km percorridos nas estradas de terra de São Roque, experimentando bastões de caminhada e uma nova mochila de hidratação. Tava um sol... sobe, desce, sobe, desce, sobe, desce, tudo em estrada de terra, terreno bom pra correr, mas com muita rampa curta. Eu caminhei nas subidas e corri nos planos e nas descidas. Daí a quilometragem baixa para o tempo. Mas foi interessante, deu pra sentir os prós e contras dos bastões, o peso, e também a adaptação ao novo tênis da North Face. É um pouco pesado e rígido, mas não deu bolha e nem foi desconfortável, exceto se correr muito rápido em descidas, situação em que o pé escorrega um pouco dentro dele. Preciso "fechar" mais os cadarços.
Enfim, uma semana meia boca, mas com a importante notícia de que eu estou, finalmente, me livrando dessa maldita sinusite!! E sem apelar pro ovo de páscoa.
domingo, 17 de abril de 2011
Corrida da Ponte 2011
Pois é. Uma semana de molho. Depois de uma boa semana que foi a semana passada, quedei-me com uma sinusite braba, feia mesmo. Para não dizer que não fiz nada, tentei um treino na quinta, mas foi triste: 3km em 18 minutos e o resto do treino abortado por completa falta de condições. Na sexta á noite, ao menos, senti que começava a melhorar, mas mesmo assim ainda longe do ideal. No sábado viajei para o Rio sem saber se ia dar ou não, mas apesar da inflamação nos sinos continuar pegando e apesar de acordar com uns acessos de tosse no meio da madrugada, já me senti fisicamente melhor. Não estava bem, mas estava melhor.
Na retirada do kit, uma dose de ânimo, ao encontrar tanta gente conhecida. Marcelo Jacoto, Baleias de BH, Jorge Cerqueira... também consegui combinar com o Capitão Rodrigo Frotinha e fomos juntos até a largada, pegando as barcas pra Niterói onde supostamente encontraríamos o Felipe Carino e o Ruy. Supostamente porque eu não encontrei, mas ao menos achamos a Yeda e o Zizi. Mas numa saidinha pra ir ao banheiro antes da largada, já me perdi de todo mundo de novo. Por um golpe de sorte achei o Zizi e largamos juntos, num sol de doer já às 08h00...
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| Frotinha sorrindo antes da largada. Não sei se o sorriso era o mesmo depois do final da prova... |
Acompanhei o Renato (Zizi) por 1,5km e aí deixei ele ir. Para mim estava meio forte, não tinha a menor convicção sobre minhas reais condições físicas então segui num conservadoríssimo ritmo de 5min35/km. Fui bem assim durante toda a subida até o vão central. O Garmin marcou 80m de elevação, mas sei que essa a maior imprecisão do GPS. De qualquer modo, foi uma subida constante, sem muita inclinação, mas que dava um certo medinho porque você a via de longe, uma linha retona subindo no horizonte, sem fim... e uma montoeira de gente tostando embaixo do sol. Perto do final da subida eu voltei a alcançar o Zizi e já percebi que a prova ia ser dura pra ele, tava sofrendo o coitado. Ele e muita gente sentiam o sol ardido.
Naquele ritmo eu andava bem. E assim foi durante toda a ponte. A descida do vão central foi ótima, inclusive. Quando a ponte propriamente dita terminou e virou o elevado da Perimetral, contornando o cais é que começaram os problemas para mim. Eu não estava exatamente sentindo o calor, mas comecei a sofrer de cólicas intestinais. Acelerava bpm, apareciam as cólicas. Depois de um certo tempo, desapareciam, mas aquilo foi me minando e tirando as forças, psicológicas inclusive, por conta da minha sinusite. Será que era o meu corpo dizendo pare? Será que eu vou terminar? Mas tirando as cólicas, me sentia muito bem, com um pouco de limitação orgânica mesmo, fraqueze por causa da sinusite. Administraria com facilidade esse ritmo até o final, mas as cólicas vinham e iam. E eu acelerava e freava, de acordo com as dores e a vontade de abaixar a bermuda ali na frente de todo mundo mesmo e me aliviar... acho que muita gente gostou que eu não tenha feito isso.
Após uma trégua boa desde o 17º km, as cólicas vieram forte no 19º km. Ouso dizer que ali eu estava quase cagando e andando. Trotei, mais impulsionado pela vontade de chegar a um banheiro do que outra coisa. Depois do viaduto do Santos Dumont elas diminuíram, faltavam menos de 500 metros, mas eu nem arrisquei sprintar pra elas voltarem. Fui no trote, sem provocar o meu intestino. Cheguei com 2h08, um tempo ruim, mas interessante porque eu simplesmente não estava cansado.
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| O grande momento da prova, após a chegada!!! |
Durante a prova, talvez concentrado em meus problemas intestinos, não percebi algumas coisas da prova. Muita gente reclamou de falta de água no 12ºkm, onde só tinha isotônico, ou seja, não dava pra jogar na cabeça, e no 15º km, onde foi feita a distribuição de gel. Pelo que me lembre, tinha água logo depois, mas o pessoal reclamou... sei lá. Só sei que não senti falta de nada. E a chegada, outro problema: os ônibus guarda-volumes simplesmente não chegavam. Só chegaram 2h30 depois da largada, acho que por causa do óbvio e previsível tráfego na ponte.
Bom, o sol e o calor eu já esperava, sabia que iriam ser duros. E foram mesmo, mas lidei bem com isso, até porque corri num ritmo abaixo do limite, então o radiador não ferveu, não deu overheating. Mas acho que muita gente superaqueceu, tava quente mesmo. O que eu sei é que se não fossem as malditas cólicas, terminaria tranquilo abaixo de 02h00. Não seria prova pra baixar tempo de meia-maratona (até porque não é meia), mas se eu estivesse inteiro, talvez até desse pra brincar bem perto de 1h50. Só que de "se" a vida está cheia. O que eu sei é que fechei com 2h08 2h06m55s (tempo líquido oficial, 5min55s/km), inteiro, e depois de visitar o caminhãozinho da foto acima, diria que nem parece que eu corri hoje...
Portanto, mais 21,4km pra contabilidade. De Mizuno Nirvana, que só teve o problema de ser preto (esquentou bem...)
domingo, 10 de abril de 2011
Retorno de Portugal
Voltei na terça e gostaria de ter treinado na terça-feira mesmo, pra tirar um pouco das toxinas, mas preferi ir para a minha casa, mostrar as fotos e contar histórias da viagem para minha esposa. Cheguei em casa e... cadê ela? Tinha curso... devia ter ido treinar, saco!!
Acabei treinando só na quinta mesmo. E foi um treco meio maluco. Tiro na rampa da Bienal. Mas tiro mesmo, velocidade pura em subida. O treino inventado pelo Diego foi o seguinte: 1km de aquecimento, 2,5km de rodagem leve, e primeira série de 5 tiros na rampa da Bienal, na qual a gente teria 3 minutos para fazer cada tiro: se terminarmos em 1 minuto, descansaríamos os outros 2 minutos, se terminarmos em 2min30, descansaríamos apenas 30 segundos. Foi um treco absolutamente maluco, dada a largada a cavalaria saía subindo as rampas da Bienal que nem uns malucos. Sempre o Hugo na frente, seguidos de uma disputa pessoal entre Fred e Neto, acompanhados de perto por mim, pelo Cassiano, pela Priscila, etc... treino bom pra quem tem explosão pura. Depois dessa primeira série, uma outra rodada de 1,5 km e mais 5 tiros. Quebrei fragorosamente no último, quando tentava chegar em primeiro lá em cima pela primeira vez, tentei acompanhar o ritmo da Priscila e quase infartei... depois disso, uma rodagem final de 2,5km. No total, uns 09km somando tudo, estreando o Minuzo Nirvana novo.
No sábado, um longo que prometia ser duro, com o cansaço acumulado da viagem. Mas surpreendentemente fui bem. Era um treino de 03 horas, com camel back, e diversas subidas da Biologia. Tive que sair mais cedo, então comecei o treino mais cedo. Quando os colegas de treino iniciaram (Jacó, Edith, Fred, Alê e Cassiano) já estava com 48 minutos rodados, mas consegui fazer 3 das 4 biologias com eles. No final da 3ª biologia eles continuaram em direção à Física e eu emendei uma 4ª biologia pra ir embora. Foram 27 km em 2h53, e saí bem inteiro do treino. Saucony Glide nos pés
No domingo, um curtinho rodado de 1 hora. Aproveitei para estrear o novo tênis trilheiro, North Face Prophecy II. Um tênis confortável, solado Vibram que parece ter muito grip, mas que também é bastante rígido e um pouco pesado. No limite entre um tênis de corrida em trilha e um tênis da caminhada. Mas rodei tranquilo com ele, 10km em 56min.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Trilhos do Almourol - 39k
Trilhos do Almourol. 39km. Achei que seria uma leve prova rural, com alguns percalços mas sem um grande nível de dificuldade Enganei-me profundamente, foi das provas mais complexas que eu já fiz, até mesmo porque meu nível de preparação física atual não é o ideal. Além disso, os dois dias em que me pus a fazer turismo no Porto não foram exatamente o que se recomenda como prévia de uma prova longa.
Após o turismo portense, peguei um trem ou comboio, como eles dizem em Portugal e fui até a cidade de Entroncamento, a 2 horas de lá. Uma cidade que é o que é por conta das ferrovias, aparentemente. Pequena, cerca de 20 mil habitantes, sem grandes atrativos na cidade em si, mas que é um importante hub ferroviário no centro de Portugal. É lá que se sedia o CLAC, que organiza a prova, e é lá onde peguei o meu kit no sábado, no Pavilhão Municipal de Desportos, um bom ginásio. A prova, apesar de muito simples e pequena, contou com patrocínio da Asics e algumas outras empresas da região e teve até uma feirinha. Com o ginásio, a infraestrutura da organização foi bastante facilitada, apesar de um clima de festa entre amigos, distante dos megaeventos esportivos que por aí grassam.
Às 08h30 da manhã do domingo partiriam os ônibus (ou autocarros como eles dizem em Portugal) para a largada em Aldeia do Mato, uma vilazinha pequenina. Para a prova maior, dos trilhos, constavam 242 inscritos, mas não sei quantos efetivamente largaram. Sei que fomos em 5 ônibus. Ao mesmo tempo, o pessoal dos Mini-Trilhos (21 km) ia para outro lugar, já no meio do caminho de nossa prova de 39 km, o mesmo acontecendo com os caminhantes.
Era um clima diferente, de camaradagem, parecia que todos ali se conheciam. Eu encontrei alguns laranjas no caminho, da equipe Run 4 Fun de Lisboa (que nada tem que ver com qualquer equipe homônima aqui do Brasil!) que estavam lá como eu, para participar, ver qual a encrenca nos esperava e tirar algumas fotos da paisagem. Todos maratonistas já experimentados, à busca de outras emoções na corrida.
| Esquerda pra direita: João Ralha, Teodoro Trindade, Luisa Ralha e Miguel San-Payo, os Run4Fun. |
No Porto, nos dias de passeio, estava um clima até quente para correr, com muito sol e céu azul. Mas na hora da prova estava bastante frio, especialmente de manhã. Uns 08 graus, melhor para correr. Como não choveu, menos problemas com poças de barro e lama. Meu tornozelo torcido agradecia.
Um contratempo antes da largada foi meu Garmin que simplesmente se recusou a se ligar no hotel, quando me vestia para a prova. O mais intrigante é que chegando em casa, no Brasil, ligou de primeira... mas esse não foi o único. O outro problema foi mais grave e me ocorreu logo no começo de prova. O cordão do meu tênis direito se rompeu. Os tênis da Salomon usam um sistema de amarração muito prático, onde você precisa apenas puxar o cordão e prendê-lo na posição, com uma presilha. O problema é que quando ele se rompe, já era. Foi o que aconteceu comigo com uns 2, 3 quilômetros de prova. Sem o cadarço, o tênis ficou totalmente solto no pé e sem nenhuma estabilidade. Torcia para que o terreno não fosse muito ruim, senão estaria fodido.
Pois então, rapidamente percebi que estava fodido. O começo da prova foi bastante duro, mas ali, ao menos, tínhamos energia de sobra. Mesmo assim, passei no primeiro posto de abastecimento, no 5º km, com quase 40 minutos. Um sobe e desce danado, em trilhas de single track, mato baixo, mato alto, pedras. Só não tinha lama, mas o piso era sempre irregular. O meu tornozelo esquerdo torcido não gostava muito. Ele está num estágio em que não dói para nada quando corro, exceto se piso numa superfície torta lateralmente. E para tristeza do meu tornozelo, acho que durante a corrida toda não tivemos mais do que uns 3 trechos de piso liso lateralmente...
As paisagens, no entanto, eram lindas. E a corrida foi muito variada, dentro dessa nossa vida "no meio do mato". Teve até trecho no asfalto!!
| Abastecimento no km 14, num raro trecho asfaltado |
| Aqui, a ponte estava ótima, mas haviam outras bem mais precárias no caminho... |
Apesar de boa sinalização, o negócio de correr o tempo inteiro olhando para onde pisa, ainda mais com um tênis frouxo num pé e um outro torcido, me fizeram perder o caminho algumas vezes. A pior foi um pouco antes desse abastecimento, quando segui reto numa trilha e levei dois coitados comigo... parei para beber água e eles foram. Como vínhamos num grupo razoável, esperei os outros que simplesmente não vieram. Aí percebi que há muito não via as fitinhas identificadoras e voltei. E achei o caminho à esquerda, numa saidinha em descida logo depois de uma pinguelinha de madeira... quase 2 km a mais entre idas e vindas!
Não tinha passado nem metade da prova e eu já estava exausto. As subidas eram íngremes, e me doíam as panturrilhas, mas as descidas eram piores, também porque sempre fui cagão em descidas, ainda mais com um tênis solto. Mas o que fazer? A prova teve momentos como um mini-rapel, numa descida de barranco onde havia uma corda para que descêssemos na horizontal, ou um belo trecho de lama em que para nos poupar da sujeira, os organizadores colocaram umas plataformas de step... duro era ficar de pé naquele treco liso cheio de lama!
Quando já duvidava da minha capacidade de terminar a prova no tempo-limite, eis que surge o glorioso Castelo do Almourol, belíssimo, em uma ilhota no meio do Tejo, com alguns visitantes de caiaque, outros em trajes civis, não entendendo direito de onde vinham aqueles seres sujos saídos do meio do mato.
Mas eu me arrastava, morto... o pessoal que ali montara um posto de abastecimento, assegurava que eram só mais 13 km a percorrer. E que o pior, o trecho mais técnico, já tinha passado. Era verdade. O problema é que eu não tinha mais pernas nem para correr no plano. E apesar do pior já ter passado, de vez em quando havia alguma "diversão" no caminho.
| Tá vendo os pontinhos pretos lá em cima? O de azul, tranquilo, é da organização da prova. |
Fora os outros momentos em que me perdi na prova... pelo menos foi rápido e num deles, no meio de uma cidade (acho que Constància), os próprios organizadores me viram e chamaram a minha atenção para o meu erro. Mas o momento mais complicado foi logo depois do último abastecimento, quando finalmente o corredor vassoura da organização trouxe o último colocado, Mario Lima. Parti rápido do posto tentando ganhar alguma coisinha mínima de tempo, mas quando errei mais um caminho, desconcentrado tentando correr com algum ritmo, me vi em último lugar na prova! Nunca fui lá um grande corredor, mas em último?
Já estava conformado, pensando no tempo que tinha "perdido" tirando fotos, quando o Mario errou um caminho na descida (talvez pelo mesmo motivo que eu). Percebi e avisei o Vassoura, que o chamou e ficou a esperá-lo. Ganhei um último fôlego e corri, manquitolei, fui de algum jeito tentando me arrastar o mais rápido... até alcancei o antepenúltimo, Antonio Franco, mas como já não via o Mario atrás de mim, fui seguindo-o sem muita pressa (ele também parecia estar sem pressa naquele momento...) até chegarmos, fi-nal-men-te! 6h17m59s no tempo oficial.
Penúltimo... puxa... conformei-me um pouco quando soube que o Antonio Franco, era um maratonista muito melhor do que eu, na faixa de 3h35m, assim como seu colega, ante-antepenultimo, Carlos Maia, ambos do Porto.
| Da esquerda pra direita: Mario Lima, o "Vassoura" da organização, Antonio Franco, Carlos Maia e eu. |
Mas essa é a segunda prova na Europa onde não ganho uma medalha. Aqui o prêmio pela participação era uma... cumbuca! Simpático e diferente. Parabéns para o CLAC, para o Brito e pra todos da organização. Uma prova dura, mas longe de ser impossível. E bela, recomendo-a para quem gosta de corridas longas, mas não-extenuantes (apesar de eu ter ficado extenuado!)
terça-feira, 29 de março de 2011
Resumo do mês - março/2011
214 km rodados em 13 treinos e 3 provas (39km).
1.000m de natação recreativa.
4 treinos de musculação.
1 circuito
A quilometragem quase dobrou, mas diminuí os outros treinos...
1.000m de natação recreativa.
4 treinos de musculação.
1 circuito
A quilometragem quase dobrou, mas diminuí os outros treinos...
Corri do lado do Hugo o tempo inteiro!!
Sim, é verdade! No treino de hoje corri do lado do Hugo o tempo inteiro e em alguns raros momentos até puxei o ritmo! É mole? Quem conhece o Hugo Amano sabe do que eu tô falando, um cara que roda fácil a 4min/km... mas tinha prometido hoje pra minha fisioterapeuta, a Tati, que ia fazer isso. E fiz!
Bom, o treino de hoje, pra quem fez Paranapiacaba, era de 50 minutos rodando leve... não só eu, como o Fred e o Fernando fizemos isso... último treino antes do embarque pra Portugal, deu uns 08k. Trilhos do Almourol, aí vou eu!!
domingo, 27 de março de 2011
Longo, suado e queimado
2 horas de longo depois de Paranapiacaba? Cacete... pelo menos era para intercalar corrida e caminhada. Mas era pra fazer muita subida também. Bom, como o dia tava muito, muito quente, nadei 1.000m. Resfriei pra tentar correr. Lógico que não saiu grande coisa. Subi, desci, subi desci, foi punk, se marcasse altimetria ia dar uns 300m de plano e só. No final 1h40 e 14km até chegar na casa da mamãe para o almoção de domingo... mais Saucony Glide.
12 km de Paranapiacaba
Fog. Neblina em que não se vê um palmo além do nariz. Isso é Paranapiacaba, alto da Serra do Mar, ponto onde as nuvens encontram as montanhas, se acumulam e ficam lá paradas, decidindo se chovem ou sobem até o Planalto. Paranapiacaba também deve ser o lugar mais úmido do Brasil, uns 200% de umidade relativa.
Lá rolou a primeira etapa do Circuito de Corridas de Montanha. As informações eram desencontradas. Alguns diziam que essa é a etapa mais difícil, outros, que é a mais fácil. Talvez não exista resposta. Mesmo assim, a prova estava lotada, 600 pessoas loucas para um programa de índio. E diante do matagal onde a gente se meteu, isso não era uma mera expressão. Na largada, até mesmo o internacional Roberto Shigueo, diretamente dos EUA só para fazer a prova!
A equipe tava presente com muita gente. Tanta que eu nem me arrisco a citar todos. Mas Brunetti, Edith, Cassiano, Ana Miriam, Márcia, Pastor, Ricardinho, Laura, Isabel, Priscila, Jeane, Guedes, Bia, Alê, Giglio, Fred, Hugo, Fernando, Dalva, Wilsinho e o técnico Paulinho estavam lá, laranjando a prova.
A largada foi nesse clima de "não vejo porra nenhuma". Mas a gente saiu da Vila e pegou uma estrada de terra em subida que tava tranquila. Errou quem achou que a prova seria assim. Depois de 1,5km mais ou menos, um desvio direto pro meio do mato. Trilha fechada, single track mesmo, cheia de troncos em cima e em baixo. E o piso que ora era escorregadio, ora era liso. Só não dava para deslizar nos poços de lama, onde o pé ia lá dentro na lama, às vezes levando perna, joelho e coxa juntos. Ainda bem que para limpar a lama tinha uns riozinhos no caminho, uns 4. Desce barranco, entra no rio de água barrenta, sobe barranco e single track de novo. Rotina só quebrada na hora em que a corrida não atravessava o rio, mas era no próprio rio. Água que chegou à altura da cintura, um trecho curto de uns 60, 80 metros, perfeito para um mergulho barrento. Sobe barranco, mais single track e um paredão para escalar. Uma cachoeira que teríamos que escalar pra chegar na trilha do motocross. Aí o problema era a estrada de barro vermelho, também liso, molhado, e cheio de vossorocas e valões.
E lógico, em subida, subida, subida... mas a subida era menos perigosa que a descida, onde o risco de escorregar era uma desgraça. No final da prova, um estradão de terra e pedras, prontas pra te fazer torcer o tornozelo. Como aconteceu comigo, auaiaiauaiaui! Mas deu pra chegar correndo, sprintando. E sujo, muito sujo...
1h39m39s. Para efeito de comparação, a outra corrida de montanha que eu fiz, também de 12k, terminou em 1h23m. Acho que essa era a etapa mais dura mesmo...
sexta-feira, 25 de março de 2011
São Paulo Restaurant (and lost) Week
Ah, esses nomes em inglês num país que fala português... bom, ao menos o conteúdo é legal. Comi no Bassi (Templo da Carne), comi no Carlini... mnham, mnham! E cercado de restaurantes em um dos bairros onde trabalho, só não fui mais por falta de tempo e porque mesmo sendo mais barato, ainda é mais caro do que o almoço comercialzão do dia-a-dia!
Com um post assim, evidentemente fica claro que os treinos ficaram prejudicados nesta semana. Ficaram mesmo, eu tava meio mole, meio sem garra... na terça eu ainda fui pro Ibira e puxei forte o treino de 08k, fartlek que fiz em 39 minutos. Como esses 08k tinham mais do que 08k, posso dizer que o ritmo foi forte. Variação progressiva-regressiva por quilômetros, corri firme, de Nike Free. Acho que tava adivinhando que era treino de velocidade.O problema é que na quinta eu até tentei chegar no Ibira, mas confesso que desanimei com tanto trânsito. Como tinha Risadaria na Bienal, ficou pior ainda. Acabei puxando só a musculação nessa sexta.
Bom, de qualquer forma acho que foi a minha primeira falta no treino no ano. Até que não tá mal, né? E amanhã, Paranapiacaba, pra virar Indiana Jones...
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