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domingo, 9 de dezembro de 2012

Circuito dos Shoppings - Mooca Plaza Shopping 2012

Alguns de nós ganharam inscrição para fazer a corrida de inauguração do Circuito dos Shoppings BRMalls, que rolaria no Mooca Plaza Shopping. Sinceramente eu nem sabia que existia um shopping ali... ainda mais daquele tamanho. E aparentemente um belo shopping, moderno, bonito, com boas lojas e uma unidade do KFC, o frango mais calórico da humanidade. Gostava tanto do KFC que o meu campeonato de kart tinha esse nome...
 
Enfim, o fato é que iríamos correr 10 km por lá. Com direito a tenda VIP. Vários prêmios sorteados. E numa prova tranquila, sem ser lotada, mas sem ser vazia, o que tiraria a graça de uma provinha de 10km. Espero sucesso para os organizadores.
 
 
Como foi uma prova meio extra-calendário, não planejada, tava todo mundo meio correndo pra fazer número. Em plena forma, ali, só a Dalvinha e a Tereza. Fê Caiafa e Edith, de ressaca, eram o contraponto. Paulinho Elias eCarol tranquilos. Renato e Du Troise correndo "em casa". Nélson naquela empolgação de iniciante. E a Manu se coçando toda por ter pisado num formigueiro no dia anterior, na Integração Trilopez...
 
Eu? Bom, além de ter mandado um X-Bacon e um bauru especial, acompanhados de uma mega porção de Onion rings com maionese no Osnir, faz tempo que eu tô só na manutenção depois do desgaste de Buenos Aires. Pelo menos não tava quente, ensolarado. Só meio abafado, por causa da umidade excessiva.
 
Saí forte. Tão forte que a Edith reclamou que eu a quebrei. Mas o meu "forte" resultou, no primeiro quilômetro, num pace de... 5min/km! Oras... aquele esforço todo pra isso? No 2º km, a "quebrada" Edith me passou, mas realmente não abriu muito. No 5º km quem me passou foi a Dalva que quase pegou a Edith no final. A corrida era meio bizarra, a gente corria mais de um quilômetro num circuito intestino delgado dentro do estacionamento do shopping. Depois saía para as ruas da região, um lugar de velhas fàbricas e galpões, muitos desativados, e testemunhas da história do desenvolvimento paulistano do final do século XIX e início do século XX. Por fim, voltávamos ao vai-e-vem do estacionamento, num percurso plano e até rápido, embora com alguns cotovelos.
 
Como o número de corredores era pequeno, não rolava tumulto nos cotovelos e nem nos postos de água. Encontrei a Estelinha entre os líderes da prova, nos retornos, mas no km 07 uma pequena decepção. Ela tinha desistido, do lado da ambulância. Depois me contou que sentiu uma dorzinha num gânglio inflamado. Uma pena, premiação e pódio eram fáceis para ela, especialmente depois que vimos os tempos dos campeões. Encontrei também o Vicent Sobrinho, cobrindo a prova, correndo 5km de recuperação de suas lesões em sequência, e que teve a sorte de encontrar um pessoal correndo com a camiseta do Édson Bergara, como se fossem um Bergara team. Vamos ver o que rola na próxima matéria dele.
 
Enfim, fechei com 50 minutos cravados, acho (Mizuno LSD). Como o meu chip estourou no 3ºkm, tive que correr com ele na mão e passar abaixando nos postos de medição e controle (aliás, vários durante a prova, muito bom o controle). Algumas pessoas reclamaram que a prova tinha mais que 10km no GPS, mas com tanto cotovelo dentro do estacionamento, acho natural que tenha dado um pouco mais na distância medida. Além disso, era uma prova aferida pela Federação, como fizeram questão de frisar.
 
Ano fechado, última prova antes do fim do mundo!

Integração Trilopez 2012

Mais uma corridinha de final de ano, mais um 4,6km ao redor da raia, mais shows do ICC (vai criançada!!) e, como sempre, calor, muito calor. Micagens do MC Diego Lopez. Conversinhas com os amigos. E o percurso feito em 25min20s. Sem forçar, forcei pra caramba por causa do calor, acompanhando o Fred e o Alê e, no final, a Duma puxando o Gaspa. Ser pacer de cachorro não rola todo dia.
 
E neste ano nem cheguei perto do pódio do Volta ao Mundo Trilopez. Afinal foi só uma maratona, duas meias oficiais e duas provas com distância próxima da meia (Ponte Rio-Niterói e Green Race). Os 100km não completados da Mont Blanc fizeram falta.

O início do fim

Inicia-se o fim do ano. O fim da era. E o aclamado fim do mundo. A poucos dias desse evento que promete ser inesquecível - se é que vai existir alguém para não esquecer - a gente continua treinando pra chegar nesse fim com alguma forma.
 
No primeiro dia de dezembro, o sabadão de longo teve uns 16k (Mizuno LSD). Rodei leve os 10 primeiros km com o Brunetti, conversando sobre a vida, e depois parti para uma voltinha de 6k um pouquinho mais forte. No final da volta encontro o Chemmer e o Gregory, para me acelerarem ainda mais o ritmo e me fazer terminar meio morto. Mesmo assim, o tempo final de 1h40 não foi nada marcante. Nem precisava.
 
Na semana, umas rodagens tranquilas. Na terça um 09km fartlekado com bastante variação de ritmo acompanhado do Ronaldo e do Neto (Asics GT 2160), em 50min. Na quinta, um dia extremamente quente, um rodadão de 50 minutos com rampa da Bienal, sofrendo tentando acompanhar o Orlandini nos mais ou menos 09km que durou essa suadeira (Nike Free).
 
Vai ser o fim do mundo se eu chegar nele em forma...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Resumo do mês - Novembro/2012

101,5 km em 11 treinos e 19km em uma prova (Green Race)
Total: 120,5km
1 série de musculação

Green Race. Red Card

A Green Race é uma prova legal, feita nas estradas de terra da Serra do Japi, com uma boa variação altimétrica, terreno estável, e bem corrível. Não tem trechos muito técnicos e mesmo tendo chovido no dia anterior, os pontos de lama eram mínimos e facilmente superáveis. Além disso, por ser em estradas de terra e não em trilhas single track, não há muita dificuldade com trânsito, filas etc. Uma prova interessante, que ainda contava com distâncias de 5k, 10k, 46k (vendido como 50k) e os revezamentos em dupla e quarteto. Por tais características, tinha tudo pra dar certo. Pena que foi organizada por uma desorganizadora.

No ano passado, organizada só pela Brasil Wild-Sul Brasilis quando fiz os 10k, achei meio fraco o transporte entre a chegada dos 10k e a base. Também achei ruim o fato de ter uma ambulância se deslocando para essa chegada (que também é o PC1 para a troca do revezamento) no meio dos corredores, especialmente pelo fato de eu ter ficado atrás dela o tempo inteiro, já que a desgraça seguia no meu ritmo de 6min/km. Respirei mais óleo diesel queimado do que num congestionamento da Avenida do Estado.

Neste ano a organização da prova foi passada para a Iguana Sports. Isso, em tese, poderia significar uma melhora. Na prática foi um show de horrores. Na retirada dos kits, a primeira bizarrice. Fui retirar os kits para a dupla e eles interpretaram como se o Fê fosse uma dupla e eu outra dupla. Duas duplas de um. Kits duplicados, números idem. Deu trabalho, mas consegui explicar que mesmo estando gordinho eu não era uma dupla. 


Lá, tudo tranquilo no começo. Bastante gente da Trilopez, amigos como o Herivelto, Frotinha, Marcel, Estelinha, Douglas, Antonio Colucci... ao mesmo tempo não tinha tanta gente para a fazer a prova. Um clima bastante gostoso. Aliás, o clima estava mesmo gostoso pra correr, sem sol, sem chuva, nublado, sem calor... largada dada, as várias duplas da Trilopez rumaram para o PC2, que ficava mais ou menos  no km 19 (e também km 27, já que ali o pessoal passaria na ida e na volta), ainda que as placas ali não indicasse a quilometragem correta (20º e 30ºkm). Nesse PC2 o pessoal do revezamento em quarteto faria uma troca e o pessoal das duplas pegaria uma van para nos levar até o PC-Antena, lá no alto do morro, onde seria feita a troca no km 23,5.




Chegamos lá e não tinha transporte. Tinha apenas um caminhão do exército. Fomos nele mesmo, no melhor estilo pau-de-arara. Vrum pra lá, vrum pra cá, sobe, para, desce, sobe, vrum e, depois de algum tempo chegamos... no mesmo PC2! O caminhão não conseguiu subir com todo mundo para o PC-Antena e este deixou de existir. E como fazer com as duplas?

Debate aqui, debate ali, as duas primeira duplas já tinham chegado e adotado soluções diferentes quando decidiram que ficaria a critério da dupla a forma de troca. O corredor 1 poderia revezar ali na "ida" (hipótese em que faria só 19km), ou seguiria, subiria o morro, desceria dando a volta e trocaria ali só na "volta (hipótese em que faria 27 km). O problema era explicar a estratégia pra esse corredor 1, que vinha na pegada e nada sabia sobre o perrengue. 

O Gabriel foi o primeiro da Trilopez a chegar e continuou. Se ferrou, quebrou, perdeu a grande vantagem que tinha aberto em relação aos outros, mas era a opção certa, já que é mais rápido e forte que a Dalva. O Diego não quis saber: chegou e já entregou pro Paulinho Lacerda. Paulo Elias chegou e continuou, deixando pro Greif a tarefa de voar na volta. Quando o Fê Caiafa chegou eu até tentei explicar pra ele, mas ele não entendeu porra nenhuma e continuou, pra azar dele (e sorte minha). O Luiz Giovani chegou e trocou com o Orlandini, que é mais forte mesmo. E, por fim, a Rosi chegou e continuou, deixando pra Paty a volta mais curta e rápida, e quase morrendo na antena...

Apesar dos pesares, o PC tava divertido. Encontrei lá a Sibila Antoniazzi, com quem fiz a Mont Blanc (ambos desistimos no meio), Vera Saporito, etc. O PC foi organizado pelos corredores, já que estava uma zona, sem nenhum staff exceto o exército, naquela altura mais preocupado em dar apoio aos dois quartetos que corriam a prova. Ali vimos também a Edith voando, em 1º lugar no solo feminino e numa performance monstro, na frente do Togumi, por exemplo!! Pena que depois ela quebraria... (como o próprio Togumi, mostrando que o morro da antena realmente não era fácil!!)

A estratégia da dupla Diego e Paulinho Lacerda foi boa. Eles passaram todo mundo e chegaram em 3º no geral e em 1º nas duplas. O Fê chegou praticamente morto, se jogou no chão e passou a bola pra mim, que fui fazer uma graça na primeira subida após o PC, sprintei à vista de todo mundo e quebrei pro resto da prova... mesmo assim, correndo forte nas descidas e administrando as subidas, passei um bocado de gente e cheguei com 1h54 para os meus 19km e 4h59 para a dupla, na 11ª posição.

Pros Xabirongos, quarteto do Frotinha, Marcel, Estelinha e uma outra garota, também deu pódio. 3º lugar, atrás dos quartetos do Exército. Sem questionar a perfomance atlética deles, mas esses dois quartetos atuaram com o batalhão inteiro de staff, inclusive para passar pelos PCs com apoio dos colegas. Estranho, exagerado e quase ultrapassando a barreira do que pode e do que não pode. 


Quando chamaram as duplas para premiação, cadê Diego e Paulo Lacerda? No bar bebendo? Jogando sinuca? Troca-troca no banheiro? Sumiram. E eu e o Paulinho Elias subimos no lugar mais alto do pódio, representando a Trilopez...


Reparem que estamos segurando um único troféu. Era para ser um para cada membro da dupla, mas houve um "probleminha"... pior foi para outras categorias. O quarteto feminino (em 2º) não teve troféus lá!  Idem para o solo feminino (Edith em 3º). E a dupla Rosi e Paty, que nem medalhas de participação receberam!! Tudo pelo Correio depois, mas lógico que não é a mesma coisa.

Mais tarde soube ainda de outra merda que rolou. O Douglas e a mulher, se preparando para a BR 135, se inscreveram na Green Race com o objetivo de rodar no limite do tempo estipulado no regulamento, 09 horas de prova. Isso significou que ficaram para trás, foram os últimos. Até aí, nenhum problema. O problema foi que apesar de estarem no tempo do regulamento, o que sobrou para eles nos PCs, nos postos de apoio, hidratação era... nada!! À medida que o tempo ia passando, eles passavam pelos locais onde deveria haver algum apoio, alguma coisa e tudo já tinha sido desmontado. E na chegada, com 08h55 eles encontraram um pórtico desmontado, uns poucos caras terminando de desmontar a estrutura... encerraram tudo antes do tempo previsto e ainda com eles na prova!! A vontade de ir embora era maior do que a vontade de respeitar o regulamento e as pessoas que ainda estavam na estrada!

Cartão Vermelho pra Green Race!!

Começando a terminar

O ano começa a terminar. Novembro é o último mês antes do último mês e esse é um fenômeno que ocorre ano após ano, sem falhas. Mas mais importante, novembro promete ser o último mês completo da história, já que todos nós sabemos que o fim do mundo ocorrerá em 21 de dezembro de 2012. 

Mesmo assim, estranhamente continuo treinando pro ano que vem, pensando na busca dos pontos que me qualificarão novamente para correr a UTMB, na categoria CCC. Nesse espírito e um pouco também pensando na Green Race, prova em que em um momento de insanidade resolvi fazer em dupla com o Psor. Fê Caiafa, me ativei um pouco. Lá vai o relatório:

Sabadão de mega feriadão, 20 km na USP, rodando em ritmo normal, sem fazer muita força, iniciando um pouco mais leve com o Brunetti e depois dando uma aceleradinha. Foram 3 bosques das Física, 3 subidas da Física e 3 Biologias pra tentar pegar algum treino pros morros da Serra do Japi, em 1h55, com o Mizuno LSD. Terça de mega feriado da consciência negra e da quase inconsciência amarela, já que quase apaguei de tanta força que fiz. Tiros, tiros curtíssimos em subida e descida na rampa do banheiro do Ibira e, depois, tiros de 650m entremeados de educativos. Foi de doer mesmo. Estimo uma quilometragem baixa, de no máximo 5k, com o Nike Free. Mas foi tão complicado que fiquei dolorido o resto da semana e só voltei a correr na Green Race, no domingo.

Pós Green Race tive uma terça de rodagem com a Paty (8,5km, Mizuno LSD) e uma quinta de rodagem com a Edith (9km, Nike Free), ambas de 50 minutos, ambas muito bem acompanhado, mas ambas meio torto por causa da prova. E assim se finda novembro!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

November pain

E novembro começa com uma baita dor de garganta. Daquelas que não passam em um dia ou dois dias com um cataflanzinho básico. Foi laringite mesmo, inflamação virótica (segundo o médico) com febre e uma infernal tosse seca que não me deixou dormir. Praticamente duas semanas de molho, de 24 de outubro até 03 de novembro, sabadão em que arrisquei voltar de leve. Foram 12k constantes e tranquilos no Ibira, rodando a uns 5min40s/km de pace com o Nike Free. Fiquei com uma dorzinha no joelho e na tentativa de rodar bem levinho no domingo, acabei fazendo só 40min (uns 6k) na pracinha atrás do Carrefour Imigrantes (Mizuno LSD) até resolver que não valia a pena correr com dor. 

Na segunda-feira voltei à musculação, o que não deve ter sido muito bom pro joelho, já que na terça sofri pra fazer os 6 tiros de 1,5km com "descanso" na forma de exercícios. Variei muito meus ritmos, tinha volta que fazia a 6min30s (4min20s/km), teve volta que fiz a 7min45s (5min10s/km)... 9k pra conta, de Mizuno LSD, mas meio travado. Passei a quarta pra tentar recuperar a carcaça e na quinta fiz uma rodagem mais leve, 9k em fartlek (Asics GT-2160) na chuva. 

No curtão de sábado, rodei mais ou menos 13k em 1h35, subindo e descendo a Física e a Biologia 3 vezes, num ritmo tranquilo, com o Nike Free. Passei o final de semana meio estragado por outros motivos, mas na terça voltei pro ritmo normal, num fartlek de 9k com variações a cada 2 minutos, calçando o Mizuno LSD. Na quarta voltei à musculação (e às dores musculares, por óbvio). E nesta quinta rodei aqui perto de casa mesmo, 1h10 que devem ter resultado em mais ou menos 10k, subindo e descendo a Ribeiro Lacerda 4 vezes, com o pesado Asics GT-2160. As duas semanas parado fizeram um certo estrago, sinto na hora de correr...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Resumo do mês - Oktober 2012

55km em 07 treinos
1 Maratona
1 prova de 10km
2 séries de musculação
Total: 107km 

Volta da USP e fim do Desafio Pharmaton

O fim do Desafio Pharmaton foi marcado para a Volta da USP, prova que poderia marcar um turning point na vida do pessoal iniciante, que mal corria no começo e que estaria apto pra terminar um prova de 10km. 

Já pra gente mais experiente, serviria pra medir o nível atual de condicionamento. O trajeto da prova era mais do que conhecido, a tradicional volta de 10km da USP que já fiz em tantos treinos, com a temida subida da Biologia. Em treinos a gente costuma segurar o ritmo ali, mas numa prova o negócio é tentar subir o mais forte que dá e sobreviver.

O dia tava bem quente e eu ainda estava um pouco balançado do esforço de Buenos Aires. Mas como não tava perdendo nada ali, resolvi que ia sair forte e ver o que acontecia. E o que aconteceu foi que eu cheguei muito mais quebrado do que numa maratona. Fazia tempo que não passava mal numa prova como nesta. Lógico que o calor ajudou. Lógico que o trajeto e a subida da Biologia não perdoam. Mas sair que nem um cavalo louco a 4min15/km também não contribuiu em nada...


Fechei em 50min22s. (Mizuno LSD) Morto. Esturricado. O que consola é saber que todo mundo da equipe também correu meio mal. Não sei se foi a pizza comemorativa no dia anterior (quando rolou o sorteio que definiu quem iria para a Maratona da Disney - deu Edu!). Não sei se realmente pesou o cansaço de Buenos Aires Só sei que sofri pra fazer um tempo que seria relativamente simples em condições normais. Praticamente o mesmo pace da maratona, só em 10km.

De qualquer forma, foi mais uma prova pro currículo, se eu não me engano a minha terceira Volta da USP, uma prova tradicionalíssima e que eu nunca tive coragem de enfrentar como aluno. 

Por fim, e para registro de treino... na terça-feira, primeiro treino após a Volta da USP, tava eu lá no Ibira. Era pra rodar 50 minutos, sem muito compromisso com tempo. Tava chovendo e eu corri fácil (Nike Free), deu 11km no plano do Ibira, sem cansar muito... nada como um dia após o outro!!

sábado, 20 de outubro de 2012

Treinos da volta 2

Agora sim! Depois de Buenos Aires, parada de verdade. Duas semanas enrolando, rodando pouco e sem velocidade. Terça pós-prova teve caminhada plus corrida com muito esforço e dor no joelho. 7k nessa lama (Asics GT 2160). Quinta nem quis correr, só fiz uma musculaçãozinha leve. No sábado, o "longão" teve 10k no trajeto da Volta da USP, e subir a Biologia daquele jeito foi uma experiência inenarrável (Mizuno LSD). Nesta última terça corri de casa até o Hospital Santa Cruz, cumpri minha sina visitatória familiar, e voltei. 6k de Nike Structure. Na quinta, mais lama por causa do trabalho e do tempo limitado, foram 7k de esteira fazendo algumas acelerações de 1.5km só pra ver como estava (Mizuno LSD). Mas acho que agora a preguiça e recuperação acabam. Só preciso arranjar uma razão pra isso.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Maratona de Buenos Aires, o recorde improvável

25 de setembro. Treino bem feito, forte, muito rápido pro meu nível, mesmo em fase de recuperação da Mont Blanc. Comecei a ficar com esperança de fazer uma outra boa meia até o final do ano, quem sabe não sairia mais um recordezinho pessoal? Então, Coach Diego Lopez vem e solta a pergunta: Nishi, tá correndo leve, acha que dá pra ir pra Buenos Aires? 

Eeeepa!! Pra quem pensava numa meia até o final do ano, correr uma maratona no próximo dia 07? Loucura total. André e Sérgio tinham me convidado, mas eu recusara, achava absurdo. Só que o coach falou e eu... bom, onde compro as passagens??

Cheguei no sábado pré-prova, à tarde, kit retirado pelo Diego, visitei a feira só pra ver como era.  Melhor do que qualquer feira brasileira, bons expositores, variedade, espaço legal, obviamente não dá pra comparar com uma feira de major, mas tava legal, de dar inveja. Aí você começa a pensar: por que as provas brasileiras, com uma economia tão mais forte, não conseguem isso que a prova portenha, num país em crise, consegue?


A largada era em Belgrano, bairro da zona oeste de Buenos Aires, já próximo ao estádio do River Plate. Cruzaríamos a cidade inteira até a Boca e retornaríamos, em um trajeto bem plano, com algumas poucas e leves subidinhas.


Chegamos lá e nos encontramos na barraca da equipe parceira portenha da Sporstream, do Sergio. Éramos nove trilopenses: Diego, eu, Ogro, Orlandini, Luis Giovani, Édson, Alê, Daldin e seu Edélcio. Quase o mesmo número de atletas da equipe local. Aliás, não faltou brasileiro na prova. Dos 6.200 concluintes, 600 brasileiros!


Largamos razoavelmente na frente, em 2 minutos passamos o pórtico e o primeiro quilômetro, mesmo com todo o tumulto de largada e o corpo frio, já saiu a 5min20/km, que era o pace que eu tinha programado pra mim. Só que tava fácil correr e em poucos quilômetros a média já era de 5min/km. Mesmo assim, segurava e deixei o Orlandini e o Ogro abrirem um pouco. Nessa toada fui seguindo, tranquilo, com sobras, até ver de novo os dois ali na minha frente, já lá na Boca, onde rolou um bom "Vai Corinthians". Encostei nos dois e passamos juntos pela marca da meia maratona a 1h46 e pouco. Muito mais forte do que eu tinha programado, mas tava realmente fácil. 

A temperatura amena ajudava muito. E a chuva que prometeu vir não veio de verdade. Veio uns pinguinhos aqui, outros ali, mas não só não atrapalhou como ajudou a manter a temperatura baixa. Excelente! 

A segunda metade certamente seria pior, mas eu não tava sentindo. Eu e o Ogro seguíamos juntos a 5min/km. Uma cena absolutamente improvável quando eu comecei a correr: passei o Chicão, ex-trilopense, um cara que já fez Boston!! Outra cena, mais divertida por volta do 26º km. Depois de pegar uma garrafa de água e beber metade, fiquei com ela na mão. Aí vi, de longe, um lixo na borda da pista. Arremessei de três e chuá!! Me chamaram de Ginóbili, mas foi Oscar Mão-Santa mesmo!! Mais interessante ainda foi descobrir o segredo do Ogro pra não ter cãimbra: shoyu. Um sachezinho daqueles deve ter mais sal do que o Mar Morto. E tem proteína de soja também!!


Por volta do 36ºkm, quando o recorde pessoal parecia garantido comecei a quebrar. O Ogro quebrou um pouquinho mais do que eu, porque não me alcançou, mas a coisa não tava boa pra mim não. Um quilômetro depois me sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão, foi uma quebra rápida e direta. Senti náuseas, as pernas pesaram, mas me forcei a correr até o 39º km. Aos trancos e barrancos cheguei no 39ºkm e comecei a fazer as contas e a tentar enganar o corpo: só mais um quilômetro correndo, no próximo ando. E assim foi o 40º, 41º, 42º, pórtico de chegada!!!! Últimos 1.195m em 6min10/km, mas pareceu que foi a 3min/km!! 



3h37m48s!! 



Todo mundo deu show. Diego treinou e fez 3h29. O Ogro, 3h39. Orlandini fez finalmente um tempo digno de sua preparação, 3h42. Seu Edélcio, 3h53. Luis Giovani, 3h57, Édson, 3h59. Daldin, 4h01 (por causa do maldito xixi...) e Alê 4h04. Um dos maiores índices de recorde pessoal da história!!

A prova foi muito bem organizada, hidratação farta, Gatorade de tudo quanto é tipo, banana e gel em pontos estratégicos e até tinha uma participação popular bem razoável, para um início de domingo frio e úmido. Pra completar, uma santa manta plástica distribuída na chegada para manter a temperatura do corpo, porque tava gostoso pra correr, mas bem friozinho pra ficar parado, ainda mais com roupa molhada de suor!

Devo dizer que foi difícil andar da chegada até a tenda. Apesar da felicidade, difícil pegar táxi depois da prova. E foi difícil tomar banho. Mas pelo menos não foi nada difícil comer um asado de tira depois da corrida. Afinal, esse foi o argumento que convenceu a ir pra lá!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prepara pra Buenos Aires!!

E agora? Uma semana para uma maratona absolutamente imprevista? Como o corpo ia reagir a um longo de 30km saído do nada? A resposta foi: mal. No treino de terça, muito parecido com o da terça passada, a performance não foi nem próxima da das outras semanas. Tiros de 2km com exercícios e rampas, só mudou o tipo de exercício. E a minha velocidade. Saí pro tiro e já fiquei pra trás. Pensei em pegar todo mundo no progressivo e no primeiro tiro até deu mais ou menos. Mas nos outros... ave-Maria! 8km, Nike Free, 4min46/km de média e um sofrimento atroz, as pernas fracas... ai, minha confiança!!

Pior é que por problemas familiares e laborais, nem deu pra treinar na quarta e quinta, e restou uma meia horinha na sexta. Polimento, fiz uma série curta de velocidade tirada da minha cabeça, só pra mexer o corpo. 300X300, 250X250 e 200X200m, fortíssimo e fraco. Nike Free de novo. Deu uns 06km no total, pelo menos chacoalhei o esqueleto. Mas como ia ser a maratona?  

Resumo do mês - setembro/2012

101km em 8 treinos (considerando o Treinão da Pharmaton como treino mesmo).
14,1 km em uma prova (Türlerseelauf em Affotern am Albis)
2 séries de musculação

Primavera chegou. Buenos Aires também.

Rapidamente, os treinos da última semana de setembro: na terça uns tiros de 2km progressivos entremeados com exercícios de equilíbrio/pliometria e rampas da Bienal, sob comando do Diego. Um treco de doido, mas corri forte pra caramba, junto do Fê e do Mocotó, que são caras muito mais velozes que eu. Tô rápido e o Diego achando que eu tô bem solta a pérola: que tal Buenos Aires daqui a uma semana e meia. Depois de um "cê tá maluco", a resposta sem nenhum juízo: topo. Fim do treino, 09km de Nike Free, uma média abaixo de 4min30/km.

Quarta: musculação doída, mas necessária. E na quinta um treino mais rodadão com o Gabriel, 11km de intervalados, de Asics GT-2160. Por causa da maluquice de BsAs, no sábado um longão experimental de 30km, pra ver se aguento. Até por ser teste, fui leve com o Zizi e, ocasionalmente com o Harry, a 5min55/km. No 25ºkm o Zizi deixou o grupo e aí acelerei os últimos 5km pra 5min/km, fechando com 2h50 e 5min46/km de média. E bem, BsAs ia rolar (Mizuno LSD)


domingo, 23 de setembro de 2012

Treinos da volta

Ainda sem rumo depois da Mont Blanc, os treinos da volta serviram apenas para me manter em atividade. Sem foco, sem esse negócio de treinar pra algo, e ainda sentindo o cansaço, os treinos saíram meio irregulares, ora bons, ora nem tanto.

Na quinta-feira depois do retorno, rodei uns 09km, de Asics GT com o também retornante de férias Mocotó, rodando e conversando. Na terça-feira 18/09, um dos dias mais quentes do ano, resolvi me testar um pouco e fiz os treinos de tiro com a galera. Eram 5 tiros de 1.000m seguidos de educativos, um trote em descida e um sprint na subida da rampinha atrás do banheiro. Eu fui rápido nos três primeiros tiros. Puxei todo o pelotão no tiro, a uns 4min/km e no sprint me senti um Usain Bolt. Mas nos dois últimos tiros senti. Consegui manter o ritmo, mas fiz muita força no final (uns 09k, de Nike Free, com o aquecimento mais longo). Na quarta retornei à musculação e me arrependi amargamente disso na quinta, de tanta dor muscular. Nessa quinta o treino foi uma rodagem de 50min, em que, calçado com o Mizuno LSD, fiz 09k, ou seja uns 5min35/km, leve.

Por fim, no sabadão, como o pessoal programou um teste de 05km, uma coisa que eu absolutamente não queria fazer de jeito nenhum, e como tinha um compromisso familiar já começando cedo, saí pra dar uma rodadinha leve, sem compromisso. Saí de casa, calçando o Asics GT, fui até o Ibira, dei uma volta lá e voltei, sem me importar com ritmo nem nada, trotando. Acho que deu uns 14km e 1h40, mas nem marquei direito, nem era essa a intenção.

Vamos começar a pensar o que faço até o final do ano e o que programo para o ano que vem... só sei que não dá pra voltar pra Mont Blanc pelo critério técnico: para correr em 2013 eles passaram a exigir 02 pontos em provas qualificatórias de 20111 e 2012 e eu só tenho o pontinho de Salta. E conseguir o segundo ponto até o final desse ano é perrengue demais. Para ter um singelo ponto a prova já tem que ser muuuito dura (pra ter idéia, o duríssimo K42 de Villa Angostura, com os 2100m de desnível, não vale nada) e além disso teria que viajar de novo pra fora. Complicado.

sábado, 22 de setembro de 2012

Desafio Pharmaton - Treinão cronometrado 10K

E não é que esse é o terceiro final de semana seguido com alguma prova pra fazer? A Mont Blanc foi aquele negócio, prova alvo e coisa e tal. A Türllerseelauf foi uma prova simples, pequena, mais para me manter em atividade, mas onde acabei fazendo uma forcinha no final. E agora teve o treinão do Desafio Pharmaton, que foi um pouco mais do que um treinão, já que teve linha de largada e chegada e chip pra marcar tempo. Mais ainda, com o nosso cadastramento prévio no facebook, seriam encaminhados pelos nossos perfis mensagens nos momentos exatos em que partíssemos pro treino e na chegada.


O legal é que no banner convocando pro treino quem aparece lá? Eu, hehehe. Eu e minha bela barriguinha. O bom é que ninguém reparou nisso, já que a Grazi aparece em primeiro plano e a Luana do meu lado. Quem vai reparar na barriga do japonês baixinho, oras?? 

Essa foto foi tirada no primeiro treinão, onde eu estava marcando o ritmo do nosso bonde trilopense dos 5min45/km. Como todos ali correm fácil mais forte do que isso, a foto saiu com sorrisos, tranquilidade...

Esse treinão foi realizado também na USP, mas na tradicional volta de 10k, por sinal o mesmo percurso da Volta da USP, prova que marcará o fecho do Desafio Pharmaton. Bacana para que aqueles que não conheciam o percurso (caso do André Savazoni, que treina em Jundiaí) pudessem ter ideia de como ele é, da subida da Biologia e da descida do Matão, entre outras particularidades. 

Eu ia de novo marcar um ritmo tranquilo no bonde dos 5m45/km, de novo calçado o Mizuno LSD. No entanto, do povo marcado, só estávamos lá eu e Grazi. Assim, quando largamos, embora tenhamos saído devagar, acabamos naturalmente forçando levemente um pouco o ritmo. Na subida do cavalo encontramos o povo dos 5min/km, mas eu tive que dar uma saída pro banheiro do Bosque da Física. Fiquei um pouco pra trás, mas alcancei o pessoal na descida da biologia, quando encontrei um cara que me perguntou da Mont Blanc.

E fomos nesse papo até o final. Papeamos tanto que até erramos a chegada, chegando com 50 min pros 10k, ou seja, 5min/km. Até rápido pra quem tava simplesmente querendo rodar e está meio quebrado da Mont Blanc. 


No pós-prova, não ganhei nada do que foi sorteado. Mas acho bom, já que sigo firme, sem "gastar" a sorte, para o sorteio da viagem para a Maratona da Disney. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Resumo do mês - agosto/2012

Registro aqui o meu último treino antes do CCC, um 10k rodado em Turim, num ritmo tranquilo de 5min15/km, conhecendo o parque às margens do Rio Pó e administrando o calor que tava.

171,5km em 14 treinos
21,1km em 1 Meia Maratona
60km no CCC - Mont Blanc incompleto
Total: 252,6km em treinos e provas (maior rodagem mensal)

3 séries de musculação
2 séries de escada

domingo, 16 de setembro de 2012

Türlerseelauf 2012 - Affortern am Albis - 14,1km

Depois da frustração de não completar a Mont Blanc, descolei mais uma corridinha nessas férias na Europa. Uma tal de Türlerseelauf, corrida na cidadezinha de Alfortern am Albis, nos subúrbios de Zurique, facilmente alcançável pelo incrível sistema de transportes públicos suíço. Como o site e o regulamento estavam todos em alemão, mandei um e-mail pro organizador em inglês perguntando qual o esquema, se dá para um brasileiro em férias participar. Não sabia se era um evento meio fechado porque, pelo que entendi, essa prova é também uma etapa de um campeonato regional de Zurique. Mas o organizador, Hans Peter, foi muito solícito e simpático, e me deu não só o aval como todas as instruções necessárias.

Chegar lá foi fácil. O trem da CPTM de lá é bem parecido com o daqui, exceto o fato de ser limpo, moderno, ter banheiro, dois andares, ter lugar pra todo mundo ir sentado... a corrida era às 15h30 e o trem estava cheio de atletas indo pra prova. Bom, pelo menos, não ia me perder na cidade pra chegar na largada, só seguir a boiada. E a base da prova era num centro esportivo simples, com pista de atletismo, campos de futebol, ginásio, parecia o Centro Olímpico do Ibira, só que melhor e mais bem equipado. Como a gente estava numa cidade de uns 5.000 habitantes como é São Paulo, essas pequenas diferenças são plenamente justificáveis...



Achei esquisito que em tanta organização, não tivessem achado meu número. Inscrição tava lá, mas o número não. Mas aí tudo se resolveu de forma simples, um outro número foi designado. A prova não tinha chip, era pouca gente. Eu me arrumei e fui pra largada. Tava um sol brasileiro, calor, e se eu tava sentindo, imagina os brancões de lá!

Türlerseelauf, basicamente, é uma volta no Türlersee, um laguinho que tem ali perto. A corrida basicamente era uma subida de 3km até o lago, onde a gente o contornaria e voltaria em descida até a chegada, no próprio centro esportivo.



Saí bem devagar, a uns 6min/km. Até porque a subidinha do começo, embora não fosse muito íngreme, era extensa, 3km em desnível. Depois era plano, ao redor do lago, onde tinha um pessoal curtindo o sabadão de sol, fazendo picnic, ou mesmo indo ver a prova. Divertido o jeito deles de incentivar: "hop-hop-hop!!"




Gradativamente fui me soltando e acelerando. E fui passando o povo, passando, sem fazer muita força, administrando o calorão. Na descida de volta dos 3 últimos quilômetros, dei uma aceleradinha e fechei  os 14,1km em 1h12min35s9, 5min08/km Muita precisão para uma prova sem chip. Mas bateu com o meu relógio. Prova sem chip e sem medalha também. E sem camiseta. Só alguns brindezinhos, como uma geléia caseira e uns cereais. Tudo muito simples, mas certinho. O preço pago, também, era bem baixo para padrões suíços, praticamente um combo do McDonald´s.

No final fui abordado por um senhor. Era o Hans Peter, organizador da prova. Sei lá como ele me reconheceu como brasileiro. Será que era pelo meu gingado? Será que era porque eu era o único ser de um grupo étnico diferente na região? Será que era pela camiseta laranja com dizeres em português? Enfim, conversamos um pouquinho, agradeci pela prova e voltei pro hotel com a missão de mais uma prova cumprida. Sai nhaca da Mont Blanc! Lógico que dessa vez o desafio era bem menor, mas pelo menos não volto pro Brasil com um gostinho tão ruim. Pena que não teve medalha.


Obs: anteontem, sexta-feira, chegou em casa um envelope da prova. Quando abri... era o número da prova que eles não tinham achado lá. Organizados demais, mandaram para o endereço dos atletas os números de peito, mas não previram a possibilidade de, em uma prova tão pequena, existir um cara lááá, do Brasil!





quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CCC Mont Blanc: O primeiro abandono a gente nunca esquece


As previsões meteorológicas nos dias que antecediam a prova não eram nada boas. Uma semana antes já se falava em frio e chuva. Mas chegando na Europa 5 dias antes, num calor de mais de 30 graus em Turim (que fica pertinho de Chamonix, no maximo 200 km), tinha esperança que eles fossem tão ruins nessa arte de adivinhar o tempo como são os brasileiros.

Mas não são. E previsão do tempo é quase uma obsessão pra quem vive nos Alpes, percebi. Em Chamonix a previsão do período fica afixada na vitrine das farmácias, nas recepções dos hotéis e no meu celular, bombardeado por SMS da organização da prova, cada vez mais sombrios "TDS, CCC, UTMB Attention! Weather forecast: rain, snow at 2000m, wind, cold. Temperatures dropping below -5 C. Have winter clothing"

Cheguei na quarta e visitando o salão de expositores já tomei minha primeira lição. Sim, se eles falaram que ia chover à tarde, acredite! Cheguei no hotel todo ensopado. Pelo menos serviu de aquecimento pro que vinha em sequência. No dia seguinte fui pegar o kit e mais chuva. A retirada foi bem demorada, com filas grandes por um bom motivo: o check-list dos equipamentos obrigatórios. No final das contas acabaram não sendo tão rigorosos. Ainda bem porque ficar tomando chuva na fila tava complicado. Fora essa complicação meteorológica tudo me pareceu extremamente organizado. Impressionante, por exemplo, o sistema Live Trail, que twitava e facebookeava automaticamente a cada posto de passagem vencido durante a prova. Depois pude perceber que o negócio funcionou direitinho.



Eu fui designado pro busão das 7:15, que nos levaria a Courmayeur, na Itália, onde largaríamos. Aliás, impressionante também o esquema de ônibus, ligando não só a largada e a chegada, como tambén outros postos chave da corrida, como La Fouly, Champex, Trient, Vallorcines, e isso sem contar os outros postos que faziam parte da UTMB classica, como Les Contamines, St. Gervais... e os ônibus ficaram circulando o tempo inteiro, do começo do TDS, na quinta, até o final da UTMB, no domingo! Cobrindo três países!! O negócio é gigantesco! Ah, o mais impressionante é que não estava restrito aos atletas. Ao contrário, os atletas, em princípio, só os usariam para deslocamentos pré e pós prova e, eventualmente, no abandono. A utilização maciça foi pros acompanhantes, que ganhavam um passe para o livre deslocamento.


Choveu forte a noite inteira em Chamonix, mas amanheceu sem chuva, embora com o céu carregadíssimo. Em Courmayeur, no entanto, o clima parecia maus aberto. Durou meia hora minha alegria. Logo começou a chover. Uma chuvinha fraca, mas que parecia ser duradoura. Mas a coisa tava pior nas montanhas. Tão pior que cortaram duas montanhas do percurso. A primeira, Tete de la tronche, era um desnível assustador, 1400m de subida em uns 7km. Com o corte, iríamos direto ao Refugio Bertoni e a primeira subida era só de 900m em 6km. Não melhorou tanto assim...

Courmayeur com sol
Courmayeur e eu cobertos...
Gilberto e Sibilla Antoniazzi. Infelizmente também não deu pra eles.
Como convém a toda boa prova com grande número de participantes (1800 inscritos), largada em ondas. Com meus resultados modestos, saí na última, 20 minutos depois do início oficial. O problema é que os cortes durante a prova eram por tempo bruto, então já saí 20 minutos mais perto de espirrar fora.

Eu nem consigo imaginar como seria subir o Tete de la Tronche. Subir até o Bertone já foi um absurdo. A subida,  além de forte, não acaba nunca! Tava com 3 camadas de roupa por causa da previsão do tempo e passei calor no começo. E não fui o único, tava engraçado ver, já no primeiro quilômetro, um monte de gente parando e desvestindo calça e jaqueta. Na subida ao Bertoni, quase todo o percurso foi no mato, então só tivemos noção do frio quando efetivamente chegamos lá, um descampado onde ventava mais forte, sem a proteção das árvores.


Apesar das ondas de largada, teve muita fila nas trilhas. Senti mais isso na travessia do Bertoni pro Bonatti. Toda no alto, não tinha grandes desníveis e aproveitei pra correr. Mas toda hora aparecia um tranca-trilha na frente. Pior, ali começou a nevar. E não dava pra ficar muito bonzinho porque com as mudanças, o primeiro corte em Arnuva, próxima parada, ficou apertado.

Do Bonatti a Arnuva, uma descida de uns 250m de desnível. Quando deu, corri. E cheguei a 20 minutos do corte. Uffs. De Arnuva iríamos subir ao Grande Col Ferret. Essa foi a maior montanha mantida e prometia ser dura: 800m de subida em 5km.


O negócio foi feio. Não liguei pros tranca-trilhas até porque não tava muito melhor. E ir num ritmi ligeiramente inferior ao possível me preservaria. A partir de 2000m de altitude nevava. E a neve apertava, tudo branco, exceto a trilha. Perto do topo, uma neblina pesada. Mas o pior foi lá em cima. Sem a proteção da própria montanha - afinal estávamos no topo - a nevasca tava forte. Eu não enxergava nada, não sabia pra onde ir, um vento forte, a neve despencando, neblina, frio... saí desesperado de lá, instinto de sobrevivência puro!


Desci uns 2 quilômetros até conseguir pensar novamente. A neve ainda caía forte e o vento continuava, mas a situação deixara de ser desesperadora. A trilha tava boa pra correr, era larga e não escorregava. Mas quando baixamos o suficiente pra deixar de nevar e passar a cair chuva, as condições do terreno se deterioraram. Tomei dois tombos sensacionais, um deles daqueles em você vê suas próprias pernas passando pela cabeça.

Descendo...

... e caindo.
Já bem perto de La Fouly, uma parada rápida num bar fechado, com uma fonte onde reabasteci de água. A surpresa foi encontrar umas cervejas na água gelada. O português com quem conversava não teve dúvida. Simplesmente pegou uma, abriu e bebeu... se estava lá, era pra isso, ó pá!

Eu já não lembrava dos novos tempos de corte e temia estar fora. Cheguei em La Fouly por volta de 17h30 e achava que tinha ficado no corte das 16h45. No entanto, meu francês é que merecia ser cortado, entendera errado quando anunciaram os novos cortes e ainda estava bem na prova: o corte era 18h45, tinha aberto uma boa gordura. E falando em gordura, fiz uma parada mais longa pra comer decentemente. Tinha muita fome. Comi salame, pão, sopa, bolacha e parti pra mais uma subida. A de Champex era, teoricamente, a mais fácil.

Na prática, no entanto, me detonei lá. Me senti muito cansado na subida, não tão íngreme como as outras (Lembrava a Trilha do Pai Zé, do Jaraguá, só que bem mais longa), mas com a chuva castigando. Comecei a ser eu o próprio tranca-trilha dos outros, mas deixava rapidinho o pessoal passar. A cada recolhida era uma descansada. Mesmo assum cheguei morto em Champex. 20h30, tinha 3 horas pra chegar em Bovine e tava a ponto de desistir.

Resolvi comer antes, pra ver se clareava as idéias. E lá encontrei o Décio da D-Run de Campinas, fazendo apoio para alguns atletas dele, depois de ter ele próprio feito a TDS. Quando os outros brasileiros partiram, ele me deu uma bela ajuda com as luvas, pegou isotônico e me deu apoio moral. Isso, mais o macarrão que comi, renovaram-me. Ia tentar chegar a Bovine!

Mnham...
A noite já tinha caído e a chuva apertara lá fora. Liguei a headlamp, saí e quase voltei ali mesmo. Friiio. Estava com as roupas todas molhadas e o que tava seco deixou de estar. Com a parada o corpo tava frio e eu mal conseguia coordenar os movimentos de andar. Pra piorar, como troquei o boné pela touca (não dava pra usar o headlamp com o boné porque a aba bloqueava o facho de luz), tinha perdido a única proteção contra a chuva para os óculos. Ainda bem que a saída pra Bovine foi cruzando a cidade e tinha uns malucos torcendo, acabei continuando e com o movimento o corpo deu uma esquentada e parou de congelar.

Posso dizer até que durante uns 4 km a corrida foi ótina pra mim. Não sentia frio, chuva não incomodava, tava num estado alfa. Mesmo quando começou a subida, tava bem. O problema é que subimos muito e a chuva virou neve lá em cima. Pior, com o córregos e lamaçal que encontramos no caminho, os meus pés, até então secos, ficaram completamente enxarcados. Paramos de subir e agora estávamos numa trilha a 2000m com neve, lama e um vento doído. Mas achava que estava perto porque escutava um sino, que o pessoal ficava tocando pra incentivar.

O problema é que eu não via nenhuma base naquela escuridão. E o sino lá, blem-blem... até que passamos o sino. Olhei pro lado e a lanterna iluminou... a vaca! Era uma porcaria de uma vaca! Era Bovine, mas não a bovine que queria...

Não é a "minha" vaca, mas vale a lmbrança...
 Demorou mais meia hora e mais vacas até chegar de fato a Bovine. Basicamente um barracão no meio do nada, gelado, lotado de corredores, vários bem mal. Comi uma barra de Honey Stinger, não dava pra ficar disputando um prato de sopinha. Caí fora de lá, antes que congelasse ficando parado.

Na saída do barracão, um susto. Quase bati de frente com uma vaca, que já estava enfiando a cara dentro do refúgio, pela porta de saída. A descida foi cruel. Não parava de nevar, tava sozinho naquela trilha escura e o chão mais liso que quiabo. Quando não era isso era lamaçal, com o pé até o tornozelo naquele barro gelado. Mas quando começou a descida propriamente dita piorou pra mim. A aderência era melhor nas pedras (embora um eventual escorregão fosse muito mais danoso), mas os quadríceps doíam demais a cada degrau de pedea descido. Percebi que estava lento, os outros competidores me ultrapassavam e abriam. Bateu o cansaço mental e comecei a ficar preocupado comigo mesmo, porque não tava enxergando nada, mas demorei uns 20 minutos pra perceber o ridículo da situação: tava difícil de enxergar porque a pilha da lanterna tava acabando... nada errado com meus olhos, portanto. Mas a cabeça...

Cheguei a Trient absolutamente morto, caminhando com dificuldade. E torcendo pra não encontrar o Décio, porque sabia que ele ia me convencer a continuar. Só faltava um morro, Catogne, mas a altimetria dele era tão ou mais dura que a de Bovine. Mas quando entrei no acampamento e vi aquele treco lotado de gente caindo aos pedaços, uma disputa enorme pra conseguir qualquer comida ou bebida, desisti. Com dor no coração, perguntei onde abandonava. Andei ainda mais uns 200m até o posto de abandono, quase desisti de abandonar, mas quando dei meu número pro cara registrar, senti um alívio monstro.

No busão pra Chamonix fiquei imóvel. Qualquer movimento doía. E quando desci, comecei a tremer incontrolavelmente, já que sair do quentinho do ônibus pro ar gelado da cidade, sob chuva e com as roupas molhadas, foi um choque. A caminhada de 500m até o hotel foi longa, até porque errei o caminho. E também porque às 3h00 da manhã tinha gente na rua, esperando os corredores chegarem e fazer festa. E isso embaixo de chuva!


Banheira com água quente, relax, baixa a adrenalina...dormi tranquilo. Duro foi no dia seguinte, acordar e acompanhar a cidade inteira parada nas ruas, aplaudindo os finishers da Ultra Trail. Dor no coração. Até porque, depois da dormida, nem tava tão quebrado assim... aplaudi fervorosamente cada um daqueles caras que chegavam, em especial o Sidnei Togumi, a quem acompanhei nos dois últimos km. Eles mereciam muito o meu respeito. Afinal, onde desisti, eles continuaram até o final.

Sidnei Togumi

A chegada

domingo, 26 de agosto de 2012

Fechou

Se treinei pouco já era. Se treinei certo, vai doer mesmo assim. Se passei do ponto, vai ter que ser desse jeito. Não interessa. Agora acabou. CCC na próxima sexta-feira, 31 de agosto de 2012. Agora viajo e lá nas Europa só uns trotezinhos pra soltar as pernas e mantê-las em dia. 

Nesta semana tirei a musculação. Fiz quatro treinos de corrida e só. Terça um fartlekão com 3km rodadinhos e 1,5km mais forte, que fiz com o Mocotó. Lógico que ele tá voltando de lesão, mas o moleque é muito mais rápido que eu e consegui acompanhar, tá bom. Duas séries dessas, 09km, 4min55/km de pace (Mizuno LSD). Quarta rodei levezinho no bairro, subidinha aqui e ali, uns 5 km só pra mexer o corpo. Fiz sem usar o breguete da asma pra ver a reação do corpo. Falta de ar, mas administrável, no mesmo nível de sempre (Asics GT-2160). Quinta, um treino de subidinha em rampa e depois uma rodagem fartlekada também, 10min leves, próximos 10min intercalando fraco-forte a cada minuto e repete isso. 11km rodando o minuto forte a 3min30/km, pra sentir a velocidade (Nike Free).

Por fim, sabadão o último treino mais longo, que nem foi tão longo assim, 2h00. Como era curto, fiz correndo o plano, com a mochila nas costas, acompanhando a galera. 5min20 de pace suados, 5kg fazem uma diferença do cão. Aí depois umas 5 biologias no esquema anda na subida (11min/km de pace), corre na descida (4min/km de pace), bastões acionados. No total deu uns 15km, nem senti direito, treino levezinho. Por fim, torcida pro Frotinha ir pra Amsterdã no Mizuno Challenge, a prova que ia decidir a vaga dele foi justamente na biologia. Coisa de louco, até camiseta com a cara dele tive que vestir. Mas deu certo, levou! 

Feito.

domingo, 19 de agosto de 2012

A reta final

Nessa reta final de treinos pro CCC, algumas constatações: a) minha unha do dedão, ferrada desde os treinos pra Golden Four-BH em março, finalmente parece estar prestes a cair. Lógico que tinha que ser perto da prova; b) é esquisito terminar longões de 4, 5 horas inteiro, exceto as dores nas articulações; c) mais esquisito é perceber que a dor muscular mais profunda depois desses longões é nos ombros; d) castanhas em geral me caem bem nesses treinos em que o ritmo cardíaco é baixo; e) não posso esquecer de carregar papel higiênico.

Essas duas últimas semanas de agosto foram de treinos na média do que vinha fazendo. Na terça 07 de agosto esqueci os tênis e acabei rodando meio tranquilo (tava vindo da meia Golden Four) uns 07km nas ruas do bairro, com todo o sobe-e-desce possível (Asics GT-2160). Quarta 08/08 teve o de sempre, corrida, escada na academia, musculação... mais 06km na conta (Nike Structure Triax), já que na corrida foram uns 3km rodando nas ruas perto da academia e mais 03km botando a esteira no máximo de inclinação. Na quinta 09, 3 voltas de 3,3km, em fartlek, alternando médio, médio-forte e forte. 10km com o Mizuno LSD. Sexta foi de musculação e no sábado 11 de agosto, dia do advogado, abri o Bosque do Morumbi às 06 da manhã e fiz umas dez séries de rampas em trilha, com os bastões, seguidas de uma volta na Circular do Bosque. Fui correndo até a USP, fui direto pra Rua do Matão, fiz 06 biologias e depois voltei pro Bosque do Morumbi: 30km carregando a mochila e os bastões, calçando o Patagonia

Semana vem e recomeça tudo de novo. Terça veio com mais um fartlekão dividido por ritmo progressivo em 3 níveis. 09km pras contas (Nike Free). Na quarta fiz uma série mais simples de esteira em subida com mochila + musculação, sem a escada. 05km, de Nike Structure. A quinta veio com outro tipo de fartlek, desta vez com a variação fraco-médio-forte por tempo (4min/4min/2min). Em 50 minutos deu quase 11km, de Mizuno LSD.

E neste sábadão, fui fazer um longo técnico no Jaraguá, conhecendo a trilha do Pai Zé. É uma trilha razoavelmente pesada, 300m de desnível em menos de 2km, com alguns bons trechos de pedras grandes e escadarias feitas na terra, nada muito técnico, mas com uma inclinação que dá pra brincar. Subi o Pico 3 vezes em 3 horas, sempre mantendo um ritmo que vai do leve ao médio, sempre usando as subidas para caminhar e diminuir o estresse muscular. Correr só no plano e nas descidas leves. 16km com o Patagonia, que machucou um pouco o pé nas descidas mais exigentes. É um tênis duro, pesado, mas que achava confortável apesar disso. Mudei um pouco a opinião.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Golden Four SP 2012

Soube que estavam precisando de um marcador de ritmo pra 6min/km na etapa da Golden Four de São Paulo e me candidatei. Um rimo bem leve pra mim, facilmente suportável considerando os treinos malucos que ando fazendo e ainda a oportunidade de ajudar a galera. 

Na Expo, que por sinal estava sensacional, melhor do que todas as feiras de corrida que já fui na minha vida de corredor aqui e lá fora, fiquei sabendo pelo Danilo Balu que houve um problema na confecção dos coletes e que não rolar a marcação de ritmo oficial. Pena, mas ao mesmo tempo estava liberado pra correr do jeito que quisesse. E com a inscrição ganha para uma prova que não era o meu alvo, resolvi ajudar o Frotinha a levar o Ruy pro 1h45 que ele queria. 

Tinha rodado 20k no sábado, então a minha expectativa era de aguentar esse ritmo por uns 6, 7km, quem sabe 10km. 5min/km não é nenhum absurdo, mas eu estaria cansado de sábado e faz teeempo que não faço um longão corrido e ritmado. Como não ia correr pela prova, pelo menos pude calçar meus Nike Free, bem mais rápidos do que o tênis da Asics que estou acostumado a usar (o GT-2160). Estreei ainda a minha camiseta Operação Laranja, que o pessoal fez pra correr a Maratona do RJ.

Largamos e no 1º km já acertamos o ritmo de cara, 4min59/km. Frotinha e eu vínhamos na frente, conversando (eu tava fazendo um pouco de força), cortando o vento pro Ruy atrás. Logo na frente apareceu o Alex, que também vinha com esse mesmo objetivo e fizemos nosso bondinho do Cincão.

Correndo com a galera, o tempo tava passando rápido. Comecei a soltar as pernas e o peso do começo da prova passou, tava fácil correr naquele ritmo. Passamos pela USP e chegamos na Politécnica sossegados. Quando voltamos pra USP e começamos a subir o cavalo, ficou meio claro que eu tava sobrando e que o Alex também tava tranquilo, e puxei um pouquinho o ritmo. O Frotinha ficou mais atrás pra puxar o Ruy e eu comecei a puxar o Alex, abrindo uns 3 a 5 segundos por km, nada absurdo.


O circuito inventado pra prova era meio chato, travado, cheio de hairpins, mas era legal pra acompanhar os colegas do outro lado da pista. A gente começou a abrir um tempinho de gordura em cima da meta de 1h45. Saímos da USP e no túnel de acesso ao Jockey, já no km 18, percebi que a meta do Alex tava garantida. E senti que estava sobrando naquele ritmo. Se conseguisse apertar, contra todas as expectativas, ia baixar meu próprio de meia, então puxei. Só aí comecei a fazer força, mas também passei a rodar a 4min40/km, 4min30... até a chegada: 1h43m28s. 


Mais do que surpreendente, um recorde pessoal numa meia onde ia rodar pra 2h06 e depois de rodar 20k no sábado. Como assim?

Pois é: como estou mantendo os treinos de qualidade durante a semana, forçando velocidade e estímulo anaeróbico, não perdi velocidade, mesmo fazendo os longos bem lentamente. E como os longos têm sido feitos com sobrepeso, assim como os treinos de quarta, estou bem fortalecido e resistente. Ou seja, apesar de não focar especificamente pra meias, o supertreinamento me deixou ao mesmo tempo resistente sem perder a velocidade, e com um bom preparo aeróbico. Corrida de montanha realmente faz bem pro asfalto, né? 

Valeu. Valeu muito pela companhia dos amigos também, pelo café da manhã pós-prova.

Da esquerda pra direita: Ruy, Marcel, Flávia, Rivânia e mestre Marcelo Assunção.
Abaixo: Frotinha e eu.
Sobre a prova em si: o trajeto é meio chato e cheio de hairpins, bem travado e talvez não fosse o ideal pra baixar tempo, embora muita gente tenha conseguido isso. O tempo gostoso pra correr ajudou, mas a opção de começar bem cedo, às 07h00 também. De resto, só elogios, tudo é muito bem feitinho, baias de largada, hidratação, só faltaram alguns marcadores de ritmo, mas isso certamente não me prejudicou na prova! Os elementos extra corrida (feira, fotos, palestras, estruturação, medalha, camiseta) são muito bons mesmo, de chamar a atenção até de quem não liga muito pra isso como eu. A proposta da prova e a forma como é organizada, havendo só a meia e ponto final, e com objetivo de performance para os amadores, com a premiação com medalha diferenciada para os 100 primeiros, fazem com que essa seja uma das provas mais interessantes do calendário. Tem muita prova onde se paga caro e não se tem a contrapartida pelo preço. Nessa a inscrição é cara, mas o retorno existe e é justo.

p.s. Uma coisa para a qual não havia atentado. Essa foi minha 100ª competição. Nada mal fazer isso com recorde pessoal, não?

domingo, 5 de agosto de 2012

Agosto a gosto

Nesta semana, dois treinos em agosto. Matei o treino da escada (não dormi de terça pra quarta, fica difícil, né?) O da quinta, uma rodagem tranquila, 2 séries de 3,5km com 4 Bienais cada, total de 8,5km com o Nike Free. No sábado, ao invés do longão especìfico, um treininho leve no Ibira, já que ia pra Golden Four marcar ritmo pro pessoal dos 6min/km. Fui até o Ibira, corri 10km e voltei pra casa, num total de 20km leves (Mizuno LSD), conversando com Paulinho Bueno, parando em lojas pra comprar coisas, correndo com sacola na mão... sossegado.

Resumo do mês - julho/2012

238,5km em 16 treinos de corrida
3 séries de escada
3 treinos de musculação

O final de julho

Confesso meu deszelo. Deixei fechar julho sem terminar o mês. Olimpíadas+treinos+trabalho+cachorro+rinite estão me deixando meio perdido, mas o registro vem a tempo.

Depois da semana de treinos bons, vem uma semana meio miserável. Cansado, pregado, a rodagem de terça-feira foi difícil. Fizemos algumas séries de educativos e estímulos em subida e descida, na rampinha de trás do banheiro, entremeadas com rodagens de 2,5k. Não sei se se quis fazer muito forte os estímulos, mas morri. Completava cada uma das 3 voltas de 2,5k morrendo e em ritmo de tartaruga. 09km esquecíveis (Nike Free). Na quarta mais treino de rodagem (8km) +escada+musculação (Asics GT-2160), que foi beeem dolorido. E na quinta, 2 séries de 2km + 1,5km com duas rampinhas da Bienal, entremeadas de educativos, que fiz me arrasando. Mais 7km esquecíveis (Mizuno LSD).

Já o longão de domingo (sábado foi casamento de minha prima...) foi bacana. Fui pro Parque Estadual da Cantareira munido de mochilão e bastões e fiquei subindo e descendo, em ritmo lento, durante 5hs. Conheci umas saídas novas, cheguei até o Núcleo Águas Claras, foi uma caminhada (subindo)+corrida (plano e descida) bem aproveitada. Foi interessante até porque antigamente eu achava a subida à Pedra Grande uma ladeira meio pesada de ser feita, mesmo só pra visitar. E dessa vez, quando acabou eu falei pra mim mesmo "já?". 30km, com o Nike Alvord.

Segunda foi off e na terça, 31/07, tudo parece ter voltado ao normal. Apesar de estar com a rinite e a sinusite atacadas, As 4 séries de 10min rodando e 5min acelerando foram boas. Saí com um cara novo de Trilopez que puxava firme, e deu uma hora com 12km e aquela sensação gostosa de ter treinado forte e o corpo respondido!!