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terça-feira, 29 de junho de 2010

As "ite" e as "ina"

Rinite. Sinusite. Narizite. Espirrite. Um inferno, dez, doze espirros seguidos, nariz escorrendo que nem cachoeira e uma fraqueza depois de espirrar esse tanto. Horrorível! É o dia inteiro num funga-funga, num atchim-atchim insuportável! Nem dormir direita tá dando. Nunca vi isso, eu acordo para espirrar e depois volto a dormir. Mas com isso o sono fica picado. Fora a falta de educação da minha esposa que não acorda para falar "saúde".

O fato é que esse é um cenário perfeito para ir pra casa e tentar sobreviver até o dia seguinte. Ir treinar, tomar friagem? Sem noção! Mas fui. Fui, sabendo que o treino não ia ser lá essas coisas porque tava com uma moleza monstro por causa dos espirros seguidos. Mas a 23 de maio tava sem trânsito, tudo indicava que eu tinha que ir e fui.

Endorfina. Serotonina. Hormonina. Não-sei-o-que-ina. Uma maravilha. Realmente não consegui treinar tããão bem assim, mas os espirros pararam. A garganta abriu. O nariz secou um pouco, mas a meleca que escorria logo secava e eu não conto isso para nenhuma das meninas que me cumprimentaram com beijinho no rosto. Essas "ina" fizeram muito mais por mim do que o Cloridrato de fexofenadina (vulgo Allegra D 180 mg) que eu tomei. Salve, salve corrida!!

O treino, ah, o treino. Nada memorável, mas deve ser registrado. 4 séries com um tiro de 1,5km em ritmo confortável, pausa de 1 minuto e outro tiro de 1km em ritmo forte. Pausa de 2 minutos e recomeça. Primeira série a 7min40 e 4min30. Segunda a 7min35 e 4min20. Terceira em 7min20 e 4min16. Quarta a 7min15 e 4min13. Nada mal. 11km pra caixa, contando com o aquecimento. E hoje me despeço do Nike Equalon 2+, que me levou por tantos lugares (Ultra 24hs, Campos...). Um bom tênis, mas que já era, tava meio molengoso. Agora eu vou usar para ir á academia...

sábado, 26 de junho de 2010

Bike Fit

Hoje era longuinho de 16km hoje, que viraram 18km porque... sei lá, o maluco do Alê resolveu fazer 18km e eu e o Jacó fomos atrás. Também foi dia do bike fit, pra acertar posição em cima da bike que eu comprei do Marcus. Basicamente o Daniel mediu tudo, braço, perna, tronco, dedo, ombro, só faltou medir o bilau. Pegou essas medidas, fez uns cálculos malucos, ajustou minha bike, ajustou minha sapatilha e pronto. Feito o bike fit, agora não tem mais desculpa pra não pedalar. Quer dizer, tenho, porque descobri que o guidão é um pouquinho mais largo do que deveria e que eu poderia comprar uma pedivela mais curta. Descobri também que o meu quadro ideal é o 46, algo meio raro de se encontrar. Já foi difícil achar um 49... de qualquer modo, tá uma boa bike pra começar, bastam esses ajustes. E na pedaladinha rápida que eu dei na USP, só pra testar a bichinha, já deu pra sentir a enorme diferença de peso, o ganho de velocidade quase instantâneo. Pra chegar a 35km/h na MTB era um sofrimento só, pedalava, pedalava, pegava embalo, pedalava. Nessa speed, basta sair do volantinho que em poucos giros já tô a 35km/h, fácil, com pouco esforço.

Tênis Mizuno Wave Nirvana.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sofro menos...

...puxando um treino de musculação doído, com aqueles recuos e agachamentos, do que vendo jogo do Brasil na Copa!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O poder da leveza

Mais um treinão no Ibira, quinta-feira de temperatura amena, boa pra treinar. Treininho básico de fartlek, com volta de 3,5km em ritmo de meia-maratona, volta de 3k em ritmo mais forte e outra volta de 3,5km voltando ao ritmo de meia. A primeira volta saiu em 17min40, 5min02/km, conversando com o Ironman Betão. Achei meio forte, mas tava indo. Quando abriu a segunda, que seria mais forte, o Betão disparou. E eu comecei a sentir alguma coisa aqui dentro de mim, querendo sair. Fui ao banheiro e saiu, como saiu!! Saiu tanta coisa que eu nem sabia que cabia aqui dentro!! Com essa quebra de ritmo, a segunda volta, mais curta, não saiu mais forte. Ao contrário, com 15min40, o ritmo subiu para 5min13/km.

Mas aí veio a terceira. E a leveza recém-adquirida se revelou. Eu também me cobrei pelo fato de ter feito uma segunda volta no ritmo errado. E puxei o 3,5km para 16min38, a 4min45/km. Ou seja, a leveza que adquiri no banheiro me fez ganhar um minuto no mesmo percurso.

10km em 49min58s. Tava leve, com o Nike Free 3.0. Foi um treino bom.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Recorde pessoal

Constatei mais um recorde pessoal na academia, hoje. Mais precisamente na balança: 73 kg. Nunca tinha alcançado um peso tão alto, desde que comecei a praticar alguma atividade física, dez anos atrás. Junta a velhice chegando, o relaxamento das férias e a dieta baseada em junk food e dá nisso. Como meu peso bom é 68kg, basicamente estou correndo carregando um saco de gohan (arroz em japonês, para os íntimos) na barriga. 

Por isso é que tenho que pegar pesado de novo, voltar a treinar firme, nada de nhenhenhém. O joelho não dói mais, tô puxando ferro justamente pra isso, então não dá pra correr devagarzinho só por medo de joelhar a dor. A única ressalva que eu faço neste mês é a Copa do Mundo, afinal só rola de 4 em 4 anos, né? Mas, enfim, o fato é que tenho treinar, sofrer mesmo, pra largar a mão de ser bobo. E os novos treinos de musculação do Gabriel tão fazendo bem esse papel. Como muda a cada duas semanas, quando eu tô começando a acostumar, troca tudo. Tô sempre longe da zona de conforto. Aquela porcaria de recuo com a barra pesada nas costas, seguido de agachamento com essa mesma barra me faz ter vontade de entrar em trabalho de parto, pra ver se dói menos.

Mas, enfim, hecho!! Mais uma série de musculação.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O prejuízo na recuperação

Uma das minhas características como corredor é a de ter uma boa recuperação após o esforço. É o que me faz ser resistente, já que consigo me recuperar muito bem, por exemplo, correndo, apenas diminuindo o ritmo. Mas é óbvio que existe uma relação de causalidade entre essa minha recuperação e o meu estado físico.

E hoje eu vi. Eu vi como o meu estado físico tá uma merda. Ô lasqueira! O treino era simples: 2 séries de 4,5km, sendo que os primeiros 3km seriam feitos em um ritmo médio a médio-forte (o "super" da terminologia da Trilopez) e os derradeiros 1,5km em velocidade (ou "VO2", na mesma terminologia), baixando o cacete. 

Fiz o primeiro. 3km em 15min15s (5min05/km) e emendando logo para o 1,5km em 7min15 (4min49/km). Eu não tinha forçado o máximo nessa primeira série pensando justamente na segunda. E aí vem o pulo do gato (ou a falta do). Uma pausa de 2 minutos e a série novamente. Normalmente esses 2 minutos são mais do que suficientes para o meu batimento cardíaco baixar a um nível tranquilo. Desta vez não foi bem assim. Deu 2 minutos e não tinha descansado direito. Continuava com uma batedeira no peito. Saí para a segunda série cansado. E aí, ao contrário do que eu costumo conseguir fazer nos treinos, não baixei meu tempo. Os 3km subiram para 15min30 (5min10/km) com um belo esforço e o 1,5km em profundo esforço e vontade de chamar o Ugo, em 7min20 (4min53/km). Tudo falta de condicionamento. Tudo culpa da recuperação que não me recuperou.

Que a velocidade não tava a ideal tudo bem. Mas não conseguir descansar foi mais uma prova de que vou ter que cavar muita mandioca nas próximas semanas...

No total, com o aquecimento de 1,5km, foram 10,5km. Com o Mizuno Nirvana, que já tá começando a ficar velhinho. E sem dores no joelho.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Laconicuzinho

Hoje. Treino. Spin bike. Cansado de novo. Ufa. Ufa.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lacônico

Hoje. Treino. Musculação. Cansado. Ufa. Ufa.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Boneco da Michelin

Foi assim que o coach Diego definiu a minha atual forma física... tá feio o negócio, né? Bom, em época de Copa tá difícil, porque faço questão de assistir todos os jogos possíveis. Não, não fico só nos jogos do Brasil, pra mim Copa tem graça num jogão perdido de Grécia x Coréia do Sul. Em 2002 o melhor jogo da Copa, disparado, e um dos grandes jogos que eu vi na minha vida, foi Senegal e Suécia, por exemplo. E Copa dura só um mês e só tem a cada quatro anos. Portanto, não é isso que vai me matar ou acabar com as minhas corridinhas.

Falando em corridinhas, hoje o treininho foi um interessante "medidor" do meu atual estágio físico. 10km divididos em uma volta de 3km leve, uma volta de 3k + 1k mais fortes, e a última volta de 3k leve. Saí em tartarúguicos 17min10 para os primeiros 3k. O segundo 3k foi a 14min40, com muito esforço e ainda seguido de uma volta de 1km a 4min40 quase enfartando. A terceira volta de 3k foi leve, mas não tão leve quanto a primeira, em 16min30, completando os 10k em 53min cravados. Somado ao aquecimento, 11k no total. De tênis Nike Free 3.0. E foi bem legal reencontrar um pessoal que não via há tempos, como a Day, a Déia e a Edith, além de trocar impressões do Reino Unido com a Mari. Show de treino.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tô na mídia?

Uia, numa tacada só falaram de mim em dois blogs que eu sigo... o do Harry e o da Runner's World, do Sérgio Xavier. Tô chique.

Musculation-tion!

Que estranho, tinha um DJ na academia hoje... por causa disso fiquei até meio constrangido de ligar o meu Ipod pra treinar, sei lá, achei que fosse ser uma desfeita com o cara, mas depois de escutar o nível das músicas, estilo eletronico tipo "house-remix-italiano", mas não aqueles dos anos 80 que pelo menos valem como nostalgia, e sim algo mais atual, liguei o iPod sem dó e fazia questão de tocar um "air guitar" na frente dele. Ok, não foi assim, mas deu vontade.

Aliás, vi lá hoje dois quarentões zoando um com o outro falando que fulano fazia "troca-troca" com ciclano quando eram moleques. A molecada de hoje ainda usa esse tipo de gíria? Uma pessoa na casa dos vinte e poucos anos sabe o que significa "troca-troca"? Putz, eu entender esse tipo de piada me fez me sentir muito velho, saí da academia me sentindo um Tio Sukita só pelo fato de ter entendido.

Bom, registro: musculação, série nova do Gabriel, alguns exercícios bem tranquilos, mas aquela porra de agachamento com recuo e peso nas costas é um inferno. As pernas tremem até agora. E tive cãimbra em um músculo do abdomen. Ô velhice!

sábado, 12 de junho de 2010

O dia dos namorados

Uma das grandes vantagens de se conhecer pessoas correndo e poder trocar boas idéias sobre a corrida. E isso não é só treinamento ou tratamento de lesões, etc. No blog Correria, da Runner´s World Brasil, um dos comentadores que ficou famoso foi o Daniel "Je t'aime", que teve a excelente idéia de escrever essa frase por meio do seu Garmin, em um treino nas Perdizes.

Idéia boa é pra copiar, né? Como eu não sou das Perdizes, mas da Saúde, fiz minha versão para a Alessandra, de dia dos Namorados:


E esse foi o meu treino de Sábado: uns 7km corridos em ritmo lento, uns 6m50/km. O trecho corrido nas letras deu 5,5km, mas teve a transição entre as letras e a volta ao carro... valeu Daniel!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SPFW 2

Agora eu quero mandar a São Paulo Fashion Week à merda. Ô canseira pra chegar no Ibirapuera nessa quinta!!! Acabei treinando meio frio, meio irritado, mas depois de correr, como sempre, tudo ficou melhor. 

Treino ainda readaptativo, 10km intercalando quilômetro fraco, quilômetro um pouco mais forte. Sem exageros, mas com uma sensação meio chatinha de cansaço (sei lá, acho que não dormi direito de quarta pra quinta, também tive que fazer um bate-volta chato e inútil até São Vicente), fiz os 10km em 53min. Cravadinhos. No Nike Equalon 3 que, mais uma vez, tava arranhando o pé. Acho que esse aí não vai dar mesmo para adotar como tênis de corrida... uma pena, mas pelo menos é bonito e paguei baratinho nele, numa promoção do Outlet (ou seja, promoção ao quadrado!).


terça-feira, 8 de junho de 2010

SPFW

Toda vez que rola São Paulo Fashion Week na Bienal o Ibirapuera fica um inferno. O estacionamento, especificamente, fica um horror, não só porque fica lotado, mas também porque é inundado por um mundo de pessoas que não sabem se locomover direito nas vias de acesso ao Ibirapuera e andam de carro bem devagar, perdidas, pedindo informações sobre o lado para o qual devem ir.

Além disso é estranho ver um pessoal te olhando como se você fosse um ET só porque está correndo no parque... para essas pessoas, o Ibirapuera é uma entidade onde de vez em quando rola "o" seu evento de moda e os frequentadores habituais do parque são intrusos sem nenhum charme e de péssimo gosto para roupas, cafonérrimos... e que ainda ficam suados, que nojo!

O interessante é que nem era para eu falando sobre isso, já que achei na pura sorte uma vaga fácil. Além disso, por causa do frio, o Parque estava substancialmente mais vazio e não vi nenhum desses ETs fashion (se eles me acham um ET eu também acho isso deles) me medindo de cima pra baixo, como vive acontecendo em outras SPFW. Mas é que só de lembrar... 

Bão, o que interessa é que rodei tranquilinho uns 9km hoje. 10min leve pra começar, depois 4 séries de 6 minutos progressivos e 4 minutos leves, totalizando 50 minutos. Tirando a lembrança constante da carne ensopada do meu almoço, foi sossegado. Tênis Mizuno Nirvana.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Perdi o rumo

Um mês longe da academia onde puxo ferro e tava todo perdido. Cadê a cadeira abdutora? Porra, tiraram o peck deck desse canto? Caramba, onde botaram a remada? Nem a bolona do abdominal eu tava achando...

Pior é chegar no meio treino já quebrado. Quem disse que eu conseguia fazer a isometria do lombar? Mas, enfim, musculação voltando e tenho que pegar sério, pra fortalecer bem as pernas e proteger o joelhinho.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

GP Runners 2010

A GP Runners é uma prova que a revista Runner´s World resolveu organizar juntamente com o Quatro Rodas Experience, aproveitando a disponibilidade do autódromo de Interlagos. Algumas questões da prova havia sido apresentadas e discutidas pelo editor Sérgio Xavier no blog da revista e bem recebidas pelos corredores que gostam de passar por lá. 

Eu não iria fazer essa prova, apesar de ter dado o meu pitaco, por conta da distância da prova (5 e 10k) e porque estaria voltando de férias, fora de forma... pra não falar no joelho baleado. E ainda iria ser no feriado! No entanto, participando de uma promoção por lá acabei ganhando a inscrição. E como tudo conspirava a favor, nesta semana consegui treinar sem sentir dores e não viajei no feriadão. E eu sempre tive vontade de corrr em Interlagos, mas nunca tinha casado a oportunidade com a vontade. Agora deu.

Basicamente, como o circuito tem 4,3km, para as duas voltas de prova darem 10km seria necessária uma "extensão" do circuito, o que foi feito com os corredores fazendo a antiga curva do sol, entrando na antiga reta oposta, e então voltando para cair no "S" do Senna. Com essa adição e mantido o resto do circuito, tínhamos um percurso exato de 5km. 

Bom, correr em Interlagos é uma coisa. Laranjinha, descida do lago, Curva do Sol, Junção, Bico de pato, tudo isso faz parte do imaginário de quem sempre gostou do circuito. E fazendo-o a pé dá para entender como a pista pode ser considerada tão seletiva. É sobe, desce, curva aberta, curva fechada, curva em "s", freada forte, duas retas longas, é realmente um dos melhores circuitos do mundo, mesmo sendo tão antigo. E pelo menos na segunda volta eu fiz todas as tangências...

No entanto, é um circuito para carros. Nas curvas, portanto, há inclinação para dentro. E para fazer aquilo a pé, nem sempre estamos na melhor postura. Na curva do sol, a inclinação lateral chegava a incomodar bastante. 


E nas subidas, dá pra imaginar também o que as Minardi sofriam pra subir a Junção... eu, como Minardi entre os corredores, senti bastante a inclinação:


De qualquer maneira, embora o tempo de 55min07s para os 10km não tenha sido grande coisa (não só porque eu perdi muito tempo tirando foto, mas também porque a forma física não tá lá essas coisas, em especial para uma corrida como essa, mais exigente), foi legal, além de ter tido a oportunidade de conhecer algumas das pessoas que tão sempre por lá no Blog Correria da Runner´s World.


O evento foi muito bem organizado. Hidratação à beça, muito posto de água e gatorade para uma prova curta. Ajuda o fato de ser em circuito, mas água já no 1º km?? Sò tinha visto no Desafio Tribuna Mata Atlântica, aquela corrida que sobe a Estrada Velha de Santos. Lá são 7,5 e 7 postos, mas só com água! Aqui era diferente, a cada volta tinha uns 4 postos, dois com gatorade, dois com água, se eu não perdi as contas... ou seja, acho que eram 08 postos para 10 km! Camiseta legal, medalha legal, e acesso ao QRX ainda vazio, sem muvuca... show para uma sexta que prometia ser modorrenta!

Em tempo: tem que registrar também ter encontrado (sem foto) o Marcelo Jacoto, "velho" companheiro da Maratona de Amsterdã, e que tava "relaxando" nos 05 km, depois de ter feito o K42 em Bombinhas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Saudades do Ibira

Poxa... fazia tempo que não ia no Ibira. Um mês e parece que abandonei há séculos o meu local de treinos mais comum! Hoje apareci lá, cantando "O portão" do Roberto Carlos ("eu voltei, voltei para ficar...")

Como volto de férias e meu joelho ainda é uma incógnita, apesar de ter feito alguns treinos sem dor, retorno à base de rodagem livre, em 50 minutos. E não é que me animei? Sai correndo confortavelmente a 5min20/km e fui baixando, baixando... fechei os 50min com inexatos (com base nas voltas inexatas do Ibira) 10km. Não foi nada mal. Joelho não doeu, apenas senti os músculos meio travados, especialmente o quadríceps e vasto medial da perna esquerda (a do joelho lesionado). Duro foi o frio...

11k rodados, somando com o km de aquecimento. E usando o Nike Free 3.0, que é levíssimo e super confortável, mas que não me deu segurança para treinos um pouco mais longos. Bom para tiros, intervalados fortes...

Resumo do mês - Maio/2010

Com as férias e a contusão no joelho, foi um mês fraco em números...

37 km corridos em treino.
2 séries de musculação
1 corrida de aventura.

domingo, 30 de maio de 2010

Dois desafios no final de semana

Duas provas marcantes neste final de semana: a Comrades e o Ironman Brasil. Torço pelos colegas e amigos de Trilopez no IM, a Claudete, Jeane, Lenise (de novo??), a Lu, o Batalha, Godoy, Carlão Aveline, seu Edélcio, Brunetti (mesmo com o ombro baleado), Gregory, Fernando, Betão, o super Jorge Cammarata, Paulinho Lacerda, Paulinho Navarro, Ricardinho, Ygor, Alberto Hemni, Alexandre Terzis, André del Negro e os coachs Daniel e Dieguito, este finalmente estreando no IM. Torço também pelos colegas de academia, Baca e Fabinho. Neste exato momento, só os resultados dos mais rápidos e já sei que o Cammarata fez um belo 9h39m38s, que o Colucci abandonou e que quem ganhou foi o Luke Mckenzie, com o Santiago Ascenço fazendo um belo segundo lugar (melhor tempo de um brasileiro, salvo engano).

Na Comrades, apesar de mais uma participação maciça de brasileiros, pelo que me lembre só o pernambucano arretado Julio Cordeiro. O cabra da peste teve problemas na preparação, conviveu com uma suspeita de fratura por stress no pé, parou de treinar, conseguiu voltar, correu a Maratona de São Paulo, correu a Maratona de Porto Alegre (ambas na casa das 3h40min), foi lá pra África do Sul e meteu um sub-10: 9h31min17s!!

O único problema disso tudo, pra mim, é não estar nem em Floripa, nem em Durban (ou Pietermaritzburg). Mas um dia o meu dia chega. Nas duas!

sábado, 29 de maio de 2010

Acabou-se o que era doce

Acabaram-se as férias... depois da temporada no Reino Unido e de uma semaninha na Bahia, acabou. Treinos? Bom, alem do Drambuie Pursuit eu corri apenas um dia, no Hyde Park e em Kensington Gardens. Nada pesado, muito cauteloso com o joelho, foi um 8k em mais ou menos uns 50 minutos, usando o Salomon Wings. Fora isso, andei pra caralho, a ponto de emagrecer 2kg, mesmo comendo junkie food. Na Bahia, Arraial da Ajuda, com nada pra fazer, treinei mais, ainda que mantendo a leveza nos treinos. 3 séries de musculaҫão e 3 treinos de corrida, de 7km cada, variando entre 40 e 45 minutos, 21km no total da semana com o Nike Free 3.0, tênis novo para ser testado.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Drambuie Pursuit 2010

No final de 2009 participei de uma promoção (ou concurso cultural, como eles chamam) da Go Outside que consistia em mandar uma frase sobre "O que você levaria para Escócia para participar de uma corrida de aventura", patrocinada pela Drambuie, um excelente e tradicionalíssimo licor de whisky. Não é que ganhei? Pois então, chegou a hora, 08 e 09 de maio, rumo à Escócia!!

A corrida é feita em equipes do mundo todo, convidadas pela Drambuie através de promoções locais e ao Team Brazil se juntaram o Danilo e o Rocha premiados como barmen profissionais por terem criado o melhor drinque Drambuie cada um. E o Ruly foi selecionado entre os parceiros-distribuidores da Drambuie, já que ele um dos donos de uma casa noturna, a Fly and Kiss. Todos nós ganhamos uma viagem, com estadia e alimentação paga, inclusive os passeios que conseguimos fazer (Mdm Tussaud, London Eye, Buckingham Palace), conduzidos pelo manager Nélson. Demais!

  Da esquerda pra direita: Rocha, Ruly, Danilo, Nélson e eu

Na sexta-feira fomos chegamos à Escócia, fomos apresentados ao Matt, o motorista de nossa van (e um legítimo sucessor do Jackie Stewart) e fomos levados a um almoço em um museu-castelo, inclusive com a presença de um ator que nos apresentava um pouco da história da Escócia, vestido a caráter. Após, fomos levados a uma mega casa de campo de algum lorde que foi transformada em restaurante (Achnagairn) e onde, pelo espaço que tinha, foi realizado o primeiro briefing-apresentação da prova e o primeiro estágio: arco-e-flecha. Essa foi a prova que obviamente menos exigiu fisicamente do "Team Brazil" e dos participantes. Somente dois atletas de cada time participariam e do nosso foram escolhidos o Danilo e o Ruly. Critério chute total. Após uma primeira rodada bem razoável, caímos na 2ª rodada e ficamos na 13ª posição entre os 15 participantes. Mal sabíamos que seria a melhor posição que ocuparíamos...
Ruly e Danilo. Não começaram mal.

No dia seguinte seriam realizadas todas as outras etapas, começando na Ilha de Skye, no extremo noroeste da Escócia e deslocando-nos até Inverness, no nordeste da Escócia, e maior cidade da região. Mas como a prova já havia começado, não haveria (muita) moleza. Após o arco-e-flecha fomos levados a um acampamento, onde barracas haviam sido montadas para os 15 times. Dormimos lá, à beira-mar, 4 negos enfurnados em sacos de dormir numa barraca. Mas havia algum conforto, já que à noite rolou um barbecue, a barraca eles deixaram armadinha e havia cerveja à temperatura ambiente (a mesma da geladeira de casa...).
Team Brazil á beira do Lago Ness
 
Acampamento congelante: Kyle of Lochalsh 

Rocha, Danilo, eu e Matt, o escocês voador.


Mesmo assim foi um frio do cacete, acordei às 4 da manhã com o pé gelado e a barraca toda coberta de gelo. Saímos, e apos um café da manhã coletivo, competição!! A primeira seria uma corrida da equipe toda até um lugar onde se pegaria uma caixa de madeira, contendo uma garrafa de Drambuie, a simbolizar a fuga com a receita do elixir. E voltaríamos pelo mesmo percurso, de mais ou menos 2,5km, com subidas e trilha em pedra. Curto e intenso. Antes do 1º km, o Rocha e o Ruly começaram a andar, totalmente fora de forma.

Como só valia com o time inteiro passando no portal, acabamos sendo os últimos. Havia uma visível diferença de preparação física e psicológica entre o pessoal do Team Brazil. Eu e o Danilo, com razoável preparo físico e prontos pra tudo. O Rocha com garra pra caramba mas longe das melhores condições físicas, pesado e com a perna machucada. E o Ruly, também sem  treinamento e sem grande vontade de encarar qualquer coisa que aparecesse, com medo de altitude. Eu, que também até tenho algum medo de altura (por ser meio cagão é que corro mal em descida, por exemplo), mas gosto da adrenalina, passei a ver a prova como oportunidade para fazer coisas que eu nunca tinha feito na vida, como rapel e rafting, já que na competição em si parecia que não teríamos muita chance.
 
Logo após fui pro Zapcat, um barco a motor dirigido por um profissional, onde o meu papel seria o de fazer o balanço do barco para ele ir mais rápido em 3 voltas em um circuitinho sinuoso. A gente teria que correr até o barco vestidos com roupa, capacete e salva-vidas. Me deram um roupa XXG e eu não conseguia correr com aquela merda. Já larguei em último e ainda não consegui montar rápido no barco!  Mas  ma vez esquematizado, o barco até foi, legal, rápido, embora eu não tenha entendido muito bem o esquema do contrapeso para o barco ir mais ou menos rápido. Revezei com o próximo colega após dar uma outra vacilada pra sair do barco e, com eles, o motor do barco do Team Brazil quebrou... último lugar!


Dali fomos para a MTB e corrida de montanha. Um dos atletas faria um uphill íngreme de MTB de uns 4km, chegaria no sopé de uma montanha e trocaria com os outros 3 atletas, que deveriam fazer uma corrida na montanha, subindo até o cume, onde fariam rapel numa parede no topo e voltariam descendo correndo pelo mesmo caminho. Nosso motorista deixou o atleta da MTB (que acabou sendo o Danilo, depois de o Ruly desistir de pedalar) e rumamos para a montanha. Acabei fazendo sozinho, porque o Rocha sentiu a perna e o Ruly não faria de jeito nenhum o rapel, pelo já citado medo de altura. O Danilo, mal-adaptado na bike regulada pro Ruly, foi o penúltimo a chegar, e me deixou com a tarefa de tentar tirar a diferença dos outros, que era monstruosa. Na subida, consegui alcançar os irlandeses e tirar os quase 10 minutos de vantagem que eles tinham, mas como fomos penalizados por estar só com um atleta, acabei sendo o último a fazer o rapel e descer. E na descida eu sou ruim e não consegui tirar a diferença. Mas pelo menos fiz rapel, foi um cagaço total e bem legal. Chacoalhei que nem um saco pendurado por uma corda, mas quando perdi o medo, peguei o jeito e foi!

 Uma montanhinha pra subir...
  
 
 Outra montanhinha pra descer...

A gente foi então para o rafting, onde pelo menos o Rocha conseguiria fazer, embora o Ruly  estivesse fora. Fizemos o rapel em 3, completando o time com um membro do staff só para o barco não ficar desequilibrado e fomos bem, dentro do possível. Aliás, foi o que eu mais gostei de fazer, sensacional, adrenalina pura! O difícil foi puxar o time, já que o Rocha e o Danilo não falam inglês e não entendiam as instruções do instrutor que vinha no bote conosco. Rafting com tecla SAP minha!! Foi bizarro e legal pra caralho, e chegamos em 11º no tempo, embora tenhamos sofrido desconto de pontos por termos raftado sem um membro do time.

O pior não era o rafting em si, mas a água mais do que gelada

E então fomos para a MTB. Um trecho de 7km, com 2km de uphill leve e, depois, downhill em single track. O Rocha não tinha condições de fazer a prova, então fomos o Ruly, Danilo e eu. Largamos e não deu 500m de subida, o Ruly travou. Desceu da bike e teve que empurrar, querendo desistir enquanto eu acompanhava tentando incentivar. Quando começou a descida, aí a situação se inverteu. Por não precisar fazer força, o Ruly se soltou e foi bem num downhill técnico. Bem "em termos", já que eu o julgo pela minha performance, tendo sido ele capaz de me acompanhar. De qualquer jeito, o percurso na descida não era exatamente fácil com muitas pedras, lama, raízes e obstáculos criados pela organização. Já o Danilo veio mais na segurança e ficou pra trás. Pagamos o preço da lerdeza no início e chegamos, pra variar, em último, e ainda penalizados por pedalarmos com um atleta a menos.

Isso acabou fazendo com que não conseguísssmos chegar dentro do cut-off da corrida de carrinho-gaiola, mesmo com esforço do Matt, pilotando a van como se fosse um carro de F-1. Juntamente com outros 3 times, não só não marcamos pontos como ainda fomos penalizados, mais uma vez! Por fim, os times todos se alinharam para uma canoagem no River Ness, descendo até o centro de Inverness, onde desembarcaríamos com a caixa que carregamos durante esse tempo todo e correríamos uns 800m até o castelo onde terminaria a prova. Os times largariam com uma diferença de tempo proporcional ao número de pontos que cada um marcou (depois descobri que o vencedor Team Salomon tinha 90 e poucos pontos e o nosso tinha incríveis -3 pontos!). Era algo do tipo, a cada ponto haveria uma vantagem de 5 segundos na largada, ou algo do tipo. E quem chegasse na frente, levava. Lógico que fomos os últimos. Eram 2 canoas com dois remadores em cada. A do Rocha e do Danilo, apesar da distância, quase pegou os russos na água. Mas a minha e do Ruly... faltou entrosamento, eu sentia que remava mais forte do que ele e a canoa ia virando, tínhamos que corrigir o rumo toda hora. Além disso, a gente não conseguia manter um compasso conjunto nas remadas.

Só conseguimos estabilizar depois que eu passei a remar com menos intensidade e aprendermos a fazer curva. Lógico que na hora de sair pra corrida, o Ruly e o Rocha travaram, e fomos andando até chegarmos aplaudidíssimos...  finalmente os atrasadíssimos brasileiros chegaram! A gente viajou até na hora de tirar foto, nós fomos a única equipe que não alinhou devidamente para as fotos... o que tivemos de entrosamento fora da competição, fomos desentrosados nela, minha nossa!! À noite fomos, ao menos, agraciados com o Troféu Colher... uma colher de pau pela última colocação e pelo incrível recorde negativo! Pelo menos me cumprimentaram pelo fair play, gostaram do fato de eu ter encarado a montanha sozinho (poderia ter desistido, que o resultado em pontos seria o mesmo), e ter feito todas as provas (como o Danilo), além de ter feito umas graças pras câmeras, terminar corrida dando cambalhota, pra não falar nos óculos ridículos que eu usava (um de jogador de basquete, com grau, tipo Abdul-Jabbar). Apesar do meu esforço para aparecer, a estrela no filme do Team Brazil foi o Danilo, com um capote espetacular saindo do Zapcat e a chegada, carregando a caixa e ajoelhando, uma bela cena.

Acaboooooouuuu...

Nós deveríamos estar fazendo pose pra foto?

Atletica e competitivamente não foi grande coisa, mas pelo conjunto e pela aventura foi muito, mas muito bom ter feito a prova. Só a vista do alto da montanha onde fiz o rapel valeu toda a viagem. E por uma mega exceção da natureza, apesar do frio, fez sol nos 3 dias que passamos na Escócia. Ok, tive que aguentar muita piadinha, ainda mais porque os brasileiros eram os últimos até na hora de ir para os lugares (nisso competimos e "ganhamos" dos russos, outro time que estava lá para se divertir e nos "compreendiam"), atrasando todo mundo e fodendo com a organização britânica... mas foi muito divertido, me despedi dos  outros integrantes do Team Brazil carregando muita risada, muita história boa, adorei conviver esses 4 dias com os caras. Talvez não fossem os mais recomendados para uma competição esportiva, (exceto o Danilo, que é formado em educação física), mas pra tomar umas num bar e relaxar... fácil!!

Team Brazil e sua van maravilhosa

 
Os drambuiers do mundo todo

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Maratona de SP no sofá.

Bem ruim a cobertura da Maratona de São Paulo pela TV. Muito embora não seja sensacional, prefiro a cobertura que a Globo faz pela Sportv, mais profissional, sem ficar perdendo tempo com micagens de ex-jogadores, intervalos inapropriados comerciais ou mesmo para cortar pro pessoal do estúdio do Esporte Espetacular. O que eu acho interessante é que às vezes, em grandes maratonas do exterior, de vez em quando o pessoal da TV reclama da cobertura das TVs locais. Mas eu fiquei imaginando o que pessoas de outros países achariam da cobertura da nossa TV, perdendo momentos capitais da prova. Eu só descobri quem foram o 4º e 5º colocados da prova bem depois, já que não tiveram paciência de esperar o coitado do Marcos Alexandre Elias, 5 minutos atrás do terceiro.

Sobre a prova, ficou clara a diferença técnica entre os quenianos e os demais atletas. Dos brasileiros, o único que tinha um tempo que poderia chegar perto do tempo deles era o Zé Telles, que fez o seu 2h12 em uma prova muito menos pesada que SP. Aliás, o Zé Telles é um cabra que não desiste, né? Terminou em 10º, com 2h25, mas ele não abandona a prova, vai na dele mesmo!!!

Já nas mulheres foi interessante ver a vitória da Marisete Moreira. Havia só uma queniana com marcas significativas, a conhecida Margareth Okayo, que já ganhou Nova York e tudo. De resto, a etíope tinha uma marca melhor que a das brasileiras, mas nada absurdo (2h30) e uma outra queniana com o mesmo nível técnico, na cada das 2h30 alto. Entre os homens a gente teve ao menos um passado recente com o Vanderlei Cordeiro e o Marilson atualmente, como atletas de elite-elite, capazes de ganhar maratonas fortes no exterior. Já entre as mulheres, o tempo delas está muito aquém dos melhores tempos das asiáticas orientais, das africanas e das européias. Entre o recorde da Paula Radcliffe (2h15) e o nível atual das nossas melhores brasileiras, há um caminhão de diferença. Entre os homens, o Marilson tem 2h08, mais próximo das 2h03m59 do Haile e um tempo apto a ganhar provas.

Mas o que importa é que a Marily quebrou porque se empolgou. Quebrou feio, coitada. Aliás, ela tem um histórico de problemas com camisetas, hein? Nas olimpíadas teve que correr com uma emprestada do Franck Caldeira, enorme pra ela. E ontem, passou a prova inteira incomodada com a camiseta. A cena dela cruzando a linha, cruzando as pernas e quase desabando (fiquei assustado quando a vi chegando, porque percebi que não tinha nenhum médico por perto pela TV e tinha certeza que ela ia desabar) foi impactante, assim como impactante a rateada que ela deu para quase andar na saída de um dos túneis. Lembrou a Sirlene Pinho na Meia do Rio alguns anos atrás.

Mas muito disso foi perdido com a cobertura do Ronaldão trotando, ou do Djalminha tendo que dar entrevista e correr ao mesmo tempo... aiaiaiaiai. E o horário, não precisa falar nada, né? Ontem, mais uma vez, fez diferença. Se a prova tivesse começado às 07h00, muita gente teria sofrido bem menos...
E parabéns a quem completou a prova e aos colegas da Trilopez que fizeram a prova! Parabéns aos estreantes Marcel e Paulinho Bueno! Parabéns ao Alê Fonseca, que mais uma vez fez um sub-04 em SP, nada fácil. Parabéns ao Alê Oliveira, que inventa de fazer uma maratona atrás da outra (acabou de fazer Santiago e me vem com SP...). Parabéns ao Rogério, que terminou a prova dentro do esperado, assim como ao Eduardo Arnoni. Parabéns ao Ronny, que tem uma constância impressionante para a idade. Parabéns à Grazi, que fez um belo 4h06, numa prova difícil. E parabéns ao Fábio, com as suas 3h40, tem-po-ral e uma marca que faz jus à capacidade dele (aquela marca do Rio não contava)!

E parabéns a quem começa o Desafio das 06 maratonas.  Por fim, parabéns ao Julio Cordeiro, que me para duas semanas achando que tava com fratura por stress no pé, consegue voltar, e me soca um 3h41!! Que é isso, o pernambucano vai voar lá na África do Sul...

08km!!!

Oba, consegui correr 08 km sem dores no joelho!! Ok, foi num lentíssimo 6min30/km, conversando com outros colegas baleados, mas fiz. O joelho não tá inchado nem nada, mas é engraçado, parece que há uma limitação no movimento, como se eu estivesse correndo de joelheira. Tá esquisito, mas não doeu. U-hu! De Nike Equalon.

domingo, 2 de maio de 2010

Resumo do mês Abril 2010

3 séries de musculação
112 km corridos
1 maratona

e só. Um mês de altos (maratona) e baixos (joelho). Nada de bike, nada de nadar, pouca musculação e muita enrolação. E maio será mais parado ainda, já que estarei de férias...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um a menos?

O Timão sentiu menos que o Flamengo o campo encharcado. Daquele jeito, tudo era meio loteria e a velocidade ia pro saco. Quando o campo secou, a bola começou a rolar e os jogadores a se movimentar, ficou claro mais uma vez que jogávamos com um a menos, já que Fenômeno era um fenômeno de inatividade. Na verdade, nem isso. O Fenômeno jogava contra. A bola batia na canela, roubavam a bola dele de forma infantil, ele se esparramava no chão a cada encostão, parecia o tiozão do jogo de final de ano da firma.

Tá triste. Que a forma física não esteja grande coisa, vá lá. Mas ver o Ronaldo apanhar da bola... o que consola foi ver a justa vitória do Galo sobre os peixes e o naufrágio dos bambis contra um dos piores times da Libertadores, o tal Universitario.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Musculação melhora!

Passei a tarde com o joelho doendo. De leve, mas doía. Levantar da cadeira para ir até a impressora, ou até o banheiro... um saco. 

À noite, resolvi fazer musculação. Nada de muito pesado, tudo controlado, uma sériezinha bem leve, só para estimular tudo. Resultado: o joelho parou de doer. Por completo. Agora, umas 03 ou 04 horas depois da musculação, ele voltou a doer levemente, e isso se eu fico muito tempo sentado. Neste exato momento tô digitando em pé, por sinal. A musculação-autofisioterapia parece que vai ser a saída para essa crise patelar.

domingo, 25 de abril de 2010

Joelhando ainda

O joelho continua do mesmíssimo jeito. Rodei exatamente 05 km no sábado (Mizuno Nirvana), em um ritmo bem lento (um pouco acima dos 06km/min). Dói, do mesmo jeito, Não dói muito, não impede de correr, mas atrapalha bastante e dá medo. Medo de doer mais forte, medo de inchar, medo de comprometer algo. Por isso continuo levezinho. Se fico muito tempo sentado dirigindo, o joelho dói quando vou andar. Se fico muito tempo sentado trabalhando, idem. Em compensação, se já estou andando, não dói nada. Quando acordo, não dói nada. Continuo com o tratamento conservador de gelo, antinflamatório oral leve e alongamento. Hoje, pra descer uma escada depois de sair do carro foi um inferno. Dez minutos depois, desci a mesma escada sem dor...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Recorde mundial de toque de bola

De um lado, um time brasileiro experiente, com jogadores habilidosos, que já ganhava o jogo e que já estava classificado. De outro, um time colombiano que tem como característica básica o toque de bola. Nenhum dos times queria adiantar muito a marcação ou apertar a saída de bola. O time colombiano, que estava perdendo o jogo, teria mais interesse de acelerar o jogo, mas aparentemente não sabia fazê-lo. O brasileiro não tinha motivo para acelerar o jogo ou se expor. Resultado: recorde mundial de toque de bola!

Caramba, quantos passes teve o jogo do Timão hoje? E como o Roberto Carlos joga bola, impressionante a forma física dele aos 36 anos. Dá pique, avança, recua, volta na marcação, fecha no meio, dá a cobertura no s meias, dá opção na saída de bola, avança, faz a passagem pela lateral, corta na diagonal, chuta a gol, mete bola na trave, cobra lateral lá na pequena área (e sai gol assim!)...

Classificamos em primeiro. Agora é mata-mata. Agora é Flamengo. Agora começa a encrenca!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Musculaçãozinha

Só pra parte de cima do corpo e alguns movimentos nas pernas. Musculação com bastante abdominal e lombar. Se eu fico muito tempo parado sentado, quando me mexo dói um pouco. Mas aquecido (deu pra fazer bike bem levinho), não doeu nada. Vou seguindo nessa toada, calminho...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tendinite patelar

O treino de sábado teve uns educativos puxados em subida e depois, na rodagem, no sobe-e-desce da praça, senti lá no fundo, bem fraquinho, uma dorzinha minúscula no joelho esquerdo. Normal, porque quando a gente corre, diversas dorezinhas passam pelo nosso corpo e depois desaparecem como se fossem mágica. Achei que fosse uma dessas.

Não era.

Após uma musculação sem problemas na segunda, o treino de terça previa nove tiros fortes de 1km, puxados com uma pausa de 1min30 entre eles. Saí correndo leve, gostoso, forte a ponto de deixar a Marlizinha para trás (a Marli é uma das corredores  sócioeconomicamente carente que treinam com a Trilopez, e que, como os outros corredores assim adotados, corre pra cacete!). O primeiro foi até devagar e fácil, a 4min30. Depois veio um 4min25 acompanhado daquela dorzinha... fiz mais só dois. O terceiro veio a 4min21 e a dor aumentando. E no quarto, a 4min35, decidi parar. Não porque estivesse doendo demais, mas porque estava doendo de forma constante. Aquela dor típica de tendão patelar inflamado, que apita na hora em que você traciona e dobra o joelho na continuação da passada. Ou que dói quando você faz a elevação do joelho para a próxima passada. 

Se eu continuo pode inflamar mais. O joelho pode inchar. E aí dói de verdade. Parei, fiquei fazendo minha social por lá, alonguei, cheguei em casa e gelo no joelho. Quando esfriou, passou a doer mais.  Dormi e acordei com dor quase zero. Mas ela tá lá, me esperando... 

Autodiagnóstico: uma semana de molho, sem treinar forte. Vou ver se dá pra treinar bike sem dor, e tentar voltar a acertar o condicionamento muscular dos estabilizadores do tronco, lombar e abdominais. 

Enfim, coisas que acontecem na vida de qualquer praticante de corrida. Para registro, 5km (1 de aquecimento e 4 tiros). Nike Structure Triax.