Powered By Blogger

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

F...

Carnaval na avenida! Segunda de manhã, desfile das escolas de samba terminando, desfile dos corredores malucos de laranja começando!! Treininho marcado para o Bosque do Morumbi, onde nada é simples e, já que tava f... mesmo, resolvi ir a pé, pra me f... de vez. E me f... Me f... tão f... como poderia me f... enfim, a palavra certa é que o treino foi verdadeiramente f...!!

Porque a gente deu volta por dentro do bosque e deu volta por fora. E eu, de mochila e perna cansada, tentando seguir aquela patotaiada toda. E ainda tive que ir correndo pra casa. Enfim: 29,5 k calçando os Nike Alvord.

E se na terça tentei juntar os caquinhos que restavam de dois longos tão próximos, na quarta de cinzas fui eu e as cinzar pra rodar de manhã no Ibira. Rodando com o pessoal que gosta de correr mais forte, rodando pra fazer Bienal... 13k de Mizuno LSD. Finalmente na quinta um treino mais comportado. Basicamente porque caiu uma tempestade em SP e o Gabriel ficou preso no trânsito. Sem ninguém pra inventar coisa, rodei 09k ritmado, 4min54/km, de Nike Free. 

Na sexta, musculação. No sábado, saí pra subir a Pedra Grande na Cantareira, mas uma surpresa desagradável: por causa das chuvas, tava fechado, o pessoal tava tirando as árvores que caíram, e tive que me contentar em rodar no Horto. O contratempo me deixou meio bolado e acabei, depois de 11km, parando, sem pique mental (Nike Alvord).

Aí no domingo resolvi inventar um longo com menores chances de chateação por parque fechado. Resolvi fazer 06 parques e quase deu certo. Mochila nas costas, saí de casa pro Pq. da Independência, fui pra Aclimação subindo e descendo a Cel. Diogo, subi pra Paulista pra passar no Trianon, segui pela Heitor Penteado e Cerro Corá até a Diógenes, descendo pro Villa-Lobos, segui pela Fonseca Rodrigues, Pedroso e Faria Lima até a Cidade Jardim onde virei pro Parque do Povo, voltei pra Faria Lima e Hélio Pellegrino até o Ibira e só no Ibira não consegui dar volta alguma porque tava lotadaço e eu cansadaço. 40km em 5 horas, calçando o Nike Alvord azul. Semaninha f...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Agora pegou!!

Foi um bom janeiro, mas nenhum treino tinha sido exatamente exaustivo. Mas foi só virar fevereiro que o negócio começou. Ainda meio balançado por causa da sinusite, fomos à Aldeia da Serra para um longo bão no final de semana. Cheguei mais cedo, saí antes que todo mundo chegasse, e fui encontrando o pessoal no final do treino, na volta do percurso, já morto. Comecei com a volta do vago e depois fui pra fora do condomínio, sempre em um ritmo leve, exceto quando atacado por cachorros, até chegar em Santana do Parnaíba. Aí voltei. Mas nesse início do ano frio e chuvoso, peguei um dos poucos dias de calor e o radiador esquentou. Foi duro, difícil, 3h35, 30km e cerca de 650 metros de subida acumulada (Nike Alvord) terminando com hipertermia. Pegou mais a sensação orgânica de calor do que a musculatura. Tanto que zerei no domingo. 

Segunda e quarta fiz minha velha e boa musculação. Na terça, circuito e um treino intervalado de 4 minutos em progressão + 4 minutos trotados + 4 minutos em ritmo + 4 minutos de trote de novo. No total rodamos uns 9km, de Nike Free. Na quinta, o treino passou a ser séries de 1.500m com subidas nas duas rampas, Bienal e banheiro, além de circuito de afundo e elástico no meio das voltas, durante 1h05 minutos. Acabamos terminando antes por ordem do técnico, com 56 minutos (era pra lamentar?), e 10 km rodados, de Skechers Go Run.

A progressão continuou no longo do sábado de carnaval. Em 4 horas de rodagem com muita subida da biologia, física e rodagem no Bosque da Física, deu 35,5km, igualmente em um ritmo confortável, mas dolorido no final, calçando mais uma vez o Nike Alvord. Desta vez me mantive bem organicamente, até porque não estava calor, mas a musculatura sentiu bastante. Agora pegou!!!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resumo do mês - janeiro/2013

208km em 16 treinos
7 séries de musculação
8 circuitos de fortalecimento

A primeira do ano

Esse talvez seja o janeiro mais forte que já fiz. Parte porque vim de dezembro um pouco melhor fisicamente, parte porque ao mesmo tempo estava um pouco gordito, parte porque sabia que viria para uma prova pesada já em março.

Por causa do feriado de 25 de janeiro na sexta, antecipei os treinos de qualidade. No domingo, rodei 14km em 2 horas, um ritmo bem lento pra dar volume (Nike Alvord). Já na segunda tava lá rodando de novo, circuito + 8,5km intervalando fraco e forte e coisa e tal (Mizuno LSD), sentindo um pouco o volume. Na terça, musculação. Na quarta, outro treino de qualidade, com mais circuito e 9km de rodagem com rampinha do banheiro e sentindo mais ainda o volume. Mas foi um treino forte, corri bem (Sketchers). Quinta teve mais musculação e na sexta parti para o longo antecipado, saindo de casa, entrando sem querer no meio da Corrida de Aniversário de SP, saindo para acompanhar o Ricardinho até a casa dele, voltando pela Dr. Arnaldo e Paulista até em casa. Foram 25km de mochila nas costas e 2h35min, sem pensar tanto no ritmo (Nike Alvord)

Sábado e domingo foram de off, finalmente. Na verdade era pra ser só o sábado, mas no domingo comecei a sentir a primeira crise de rinite/sinusite do ano. E isso me travou na segunda e na terça, sem conseguir dormir direito, sem respirar direito, enfim, sem viver.

Na quarta consegui voltar a correr. Tava com fome de corrida, mas não tinha lá muita convicção sobre minhas condições. Rodei 4km sozinho pra ver se dava. E deu, mas segurando o ritmo. Nessa semana, os treinos de qualidade mudaram, passamos a fazer tiros com exercícios no meio. E na quarta foram voltas de 1,5km entremeadas de circuito de afundo, pliometria + exercícios de costas e ombro no elástico até dar o tempo. No total, 12km. (Skechers) E na quinta voltei a correr, à busca do volume perdido. Enquanto o pessoa fazia a mesma série que eu já tinha feito, rodei 11km em 1h00, com o pesadão Asics Neo, fechando janeiro

sábado, 19 de janeiro de 2013

Carregando o japa

Sabadão de longo sem planilha é assim: na base da surpresa. E essa de ir da USP até a Vinícius de Moraes pegou muita gente desprevenida. A ida e volta foram tranquilas, com direito a parada no banheiro do Bosque do Morumbi para rearranjos técnicos, mas lá na Praça o treino técnico principal foi puxado, fiz as 4 voltas fazendo força. Mas teve recompensa no final:

Treino assim vale a pena
19,5km e dever mais que cumprido, calçando o Skechers. Somando isso com os 16,5km que fiz no domingo (Nike Alvord), dessa bem levinho (2h00!) e de mochila de hidratação, o volume já começou a ficar razoável.

O problema do volume é que com ele vem também a canseira... os treinos da semana não foram, nem de longe, tão bons quanto os da semana passada, naquela já conhecida variação "semana boa-semana ruim". Na terça, circuito + 45 minutos no trajeto da volta de 1.500m e duas rampas da Bienal. Deu 3,5  voltas pra mim, já que na última volta pulei a rampa para não estourar o tempo. No total, uns 8,5km sofridos, com o Nike Free. Na quinta, também circuito + 45 minutos, desta vez intercalando 5 minutos fortes/5minutos fracos. Fui com o Orlandini e os últimos 5 minutos fortes não rolaram propriamente, mas deu de novo 8,5km (Skechers). E na segunda e sexta, musculação, com o off na quarta.

Neste sabadão, o treino "deslocamento" foi da USP direto pro Bosque do Morumbi. Lá fizemos 6 voltas internas mais leves (ou seja, sem a ladeira do portão, no circuito convencional) e 2 voltas externas. Pra completar, quando voltamos pra USP ainda fiz 2 voltas do CEPE com o Ricardinho, pra quebrar de vez: 23,5km, com o Nike Alvord Azul. Extenuado, já que puxei forte as voltas no Bosque e depois tive que lidar com isso... mas é bom, correr cansado também é treino e a volta final do CEPE, mesmo absolutamente esgotado, foi a mais ou menos 4min40/km, naquela tática "quero terminar logo essa merda".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Começo do ano: fechando calendário

Acho que comecei a definir finalmente o calendário 2013: 50 milhas de Campinas, XTerra Ilhabela, North Face Charlevoix, 6hs da Praia Grande e Bertioga-Maresias solo em outubro. 5 4 ultras pensando na pontuação da Mont Blanc e no treinamento específico de sofrimento mental e físico. Remanescem como alternativas a Ultra Trail de Barcelona ou a The Trail de Sens. E algumas provas menores do Circuito de Corridas de Montanha, as provinhas da Trilopez etc.

Começando o ano com uma rodagem leve na quinta, 03 de janeiro: 09km em uns 50 minutos, com direito a uma social no Ibira com o Gus Fiedler, Edith, Rosi, Grazi e Paulinho Elias (Nike Free). Sábado, 5, foram mais uns 10km com algumas subidas em rampa, forçando mais no ritmo do que na distância, porque acompanhar o Jacó magrinho e cheio de energia não é fácil... (Mizuno LSD). No domingão, rodei uns 15km leves, papeando no final com a Cinthia e o Osvaldo, que estavam na "base" do Branca, rodando meros 30k! (Skechers Go Pro)

Na terça começou a famosa aporrinhação necessária da base no meio da semana: circuito + 40 min correndo em rodagem, embaixo de uma chuva torrencial com a Edith, uns 7km pelo menos, 8km com o aquecimento (Nike Free). Na quinta, 10/01 idem: circuito + 45 min, em que puxei bem, até porque subi 16 vezes a rampinha do banheiro: 09km, 10km no total, com o aquecimento. (Mizuno LSD)

E dentro de tudo isso, o fortalecimento: 3 séries de musculação feitas, com todo o sofrimento que é peculiar a um bom começo de ano. Welcome, dores musculares!!!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resumo do ano

Rodagem total de 1896,7km, dos quais 1620,2km em treinos.
43 séries de musculação
4 horas de escada
1 Corrida Vertical
1h30 de bike
276,5 km em provas assim divididos:
60km em 1 Ultramaratona não completada
42,2 km em 1 Maratona
42,2 km em 2 meias-maratonas
21,4 km na Corrida da Ponte
e os 110,7 km restantes em 09 provas (14km em Mairiporã, 12km em Paranapiacaba, 12km em São Roque, 14,1km em Affotern am Albis, 10km da Volta da USP, 19km na Green Race, 4,6km na Integração Trilopez, 10km na Mooca e 15km na SS Joseense)

Pior mês em termos de quilometragem: abril, pós-férias, 97,1km
Melhor mês em termos de quilometragem: agosto, com 252,6km

Competi menos, treinei mais (a quilometragem total subiu em relação ao ano passado, mesmo com menos provas), bati recordes pessoas na meia e na maratona, mas não completei a Mont-Blanc, principal objetivo do ano. Em compensação, com os treinos para a Mont-Blanc atingi a melhor forma da minha vida (tanto que vieram os recordes pessoais) e não tive nenhuma lesão série. Uma dorzinha aqui, outra ali, nenhuma que tenha durado muito ou que tenha me impedido de treinar. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Resumo do mês - dezembro/2012

125 km em 12 treinos
2 sessões de musculação
29,6km em três provas (Integração Trilopez, Mooca e São Silvestre Joseense)

Total: 154,6km

A Sáo Silvest... a Corrida da Virada Joseense 2012

No almoço de final de ano veio a ideia. Correr a São Silvestre eu não iria mesmo, não iria pagar para ser mal-tratado e seria até incoerente reclamar tanto da organização da prova e depois simplesmente me inscrever e correr a prova deles, bovinamente. Adoro a São Silvestre, ela representa muito para mim, foi, inclusive, um dos motivos que me levaram a correr, mas desse jeito não dá. Se um dia melhorar, volto, sem dúvida alguma. Gostaria até de completar meus 10 anos de corrida em 2014 na SS. Mas pelo andar da carruagem...

Enfim, a ideia era correr a Corrida da Virada Joseense. Era, na verdade, a São Silvestre de São José dos Campos, mas a Fundação Cásper Líbero, numa atitude absolutamente antipática (pode até estar amparada juridicamente, mas é antipática e chata) notificou a organização da prova de São José e eles tiveram que trocar tudo o que fosse possível às pressas. A medalha e a camiseta já estavam prontas e ficaram com o nome do santo. Mas a corrida não poderia ser oficialmente chamada de São Silvestre. Então que fique Corrida da Virada. Contudo, para mim, "Corrida da Virada" era a própria São Silvestre desde que começaram a desvirtuar por completo a prova. Além disso, vale lembrar que o preço da inscrição de São José era de R$ 45,00, quase três vezes menos do que os R$ 120,00 da corrida famosa.

Lógico que não era para ser nada competitivo, até porque não foi nada planejado e os treinos vem sendo feitos bem nas coxas. Aliás, registro do treino de chuva da quinta, com 12km rodados, boa parte em trote na companhia da Day e suas histórias malucas (Asics Neo), e o treino de sábado de manhã, rodando de casa até o Ibira e voltando, mais uns 12 km (Mizuno LSD) também lentos, sofridos por causa do calor.

Enfim, dia 31 de dezembro, 4h20 da manhã e eu acordando, pra pegar o Alex e ir pra São José. A viagem foi tranquila e o bom papo deixou o sono pra trás, embora eu sentisse estar meio pregado. Chegar lá foi muito simples, tanto pelas boas informações prestadas pelo Fábio Namiuti, como tambem por ser um local de simples acesso. O estacionamento no local da largada, o clube Luso-Brasileiro, era de R$ 10,00, mas não foi cobrado. Chegamos cedo, retiramos o kit em mais ou menos 46 segundos (os dois, uma pequena diferença em relação à São Silvestre, não?) e encontramos o Fábio por lá. A corrida teve mais ou menos 1.000 participantes e parecia estar redondinha. Banheiros químicos em número mais do que suficiente para os corredores e acompanhantes e tudo bem informado. Além disso, apesar de ser uma prova muito menor que a SS, a simpatia e o clima de festa imperava.



Primeiro saiu o pessoal dos 5km. Com espaço de tempo suficiente e no horário, soltaram depois as handbikes e, por fim, o pessoal dos 15km. Apesar da festa, o pessoal não parecia estar pra brincadeira. Saí no fundão a 5min50/km e em menos de 500m estava entre os últimos. Epa! Deixa eu dar uma soltadinha aqui!! Comecei a acelerar aos poucos e acertar o meu ritmo para algo um pouco abaixo dos 5min/km, depois desse começo lento. O Alex já saiu forte, mas lá pelo 5ºkm eu o alcancei e  ele reclamou um pouco do calor. De fato, também achei que ia dar chuva, mas ao menos a hidratação estava mais do que adequada, a cada 3km.


Até o 10ºkm consegui manter os 5min/km. Aí, no retorno, quebrei. E os últimos 5 km foram meio complicados, bastante calor e a falta de preparo para esse ritmo, que já foi fácil pra mim... Fechei com 1h19min34s e logo a seguir a mensagem de SMS no meu celular confirmando o meu tempo. Que beleza, isso eu só tinha visto no exterior e na Golden Four! Premiado com uma bonita medalha de participação, esperei o Alex cruzar a linha, fomos para a hidratação pós-prova e... espumante para o final de ano! Ok, não era uma Veuve Cliquot, mas o organizador quis fazer esse agrado e conseguiu agradar!! Para uma hidratação mais adequada tinha também água de coco (e o coco verde sendo aberto na hora, o que justificava a fila de quase 5 minutos, onde a gente poderia se reabastecer de frutas). Também tinha piscina com água gelada para crioterapia, massagem, os resultados sendo divulgados rapidamente, um bom locutor... olha, se for pra reclamar de algo, talvez só do sistema de afixação do chip, o mesmo da Golden Four BH e que resultou em alguns chips soltos pelo caminho.



Saí de lá extremamente satisfeito. Ao contrário de outras provas, não me senti como se estivesse fazendo um favor por corrê-la. Ali eu era um verdadeiro e desejado participante, num lugar simpático onde todo mundo sabia que dava para festejar e correr forte (cada um no seu limite) ao mesmo tempo. Ao contrário da nossa SS, quase não existiam "aventureiros". Quem estava ali, queria correr forte e terminar o ano forte. E com esse espírito que 2012 terminou pra mim, um ano com bons e maus resultados, recordes pessoais na meia e na maratona, mas também a desistência da Mont-Blanc. Mas inteiro, sem lesões graves e pronto pra outro ano correndo!!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Os treinos do fim do mundo

É o fim do mundo treinar desse jeito. Gordo, suarento, cansado, embuchado. Mas fui, até porque imagino que pra subir pro Paraíso tem uma escadona enorme e neste ano eu não treinei pra Corrida Vertical.
No 11 e 13 de dezembro, treinos rodados, de 50 minutos, invariavelmente com 09 km cada um. Na terça fui de Asics GT-2160 e pesou pra cacete. Na quinta fui de Nike Free e tudo melhorou, exceto a sujeira no tênis por causa da chuvona que deu. Não fiz longo algum no sábado por causa da concentração pelo Corinthians (apesar de ter pintado uma sala na casa da prima) e no domingão, já com o Timão BiMundial, rodei uns 7km na pracinha perto de casa, treino interrompido bruscamente por necessidades fisiológicas. Oras, encheu a cara de manhã assistindo o jogo e ainda quer ficar inteirinho pra treinar à tarde. Tenha dó...
Na terça 18, tive o prazer de treinar finalmente com a Pati animal e com o Borges, dois ex-atletas da são franciscos e etíopes por afinidade. Apesar de estar há mais de meia década sem correr, a Pati deu trabalho e nos acompanhou firme no intervalado 1 por 1. Já o Borges, mesmo em recuperação de uma cirurgia, me detonou. Não dá pra acompanhar na velocidade um cara que tem 37 nos 10k e que sempre foi atleta de 1.500m. Ainda mais estreando tênis novo (o Asics Neo 33). Não sobrou nem o pó da rabiola, sofri como um condenado. Mas foi bacana correr com as estrelas. No final, uns 09km. No começo estranhei muito o tênis, ele não é tão leve como o Mizuno LSD ou Nike Free, mas no final ele começou a ficar mais confortável no pé.
Na quinta pós-hambúrguer de 450g, o treino foi rolando... nem sei como tive coragem de correr daquele jeito. Foram 7km sofridíssimos em uns 40 minutos, de Nike Free.

O problema é que o mundo não acabou na sexta (parece que adiaram pro dia 09 de janeiro, algum problema no orçamento ou coisa do tipo) e tive que ir na USP treinar no sábado. E lá, ao invés de treino, teve gincana, que o Diego resolveu chamar, de forma chique, de "urban challenge". Ok, vá lá, vários quartetos de 5 pessoas e o nosso foi o 4º colocado, o que não significou absolutamente nada, exceto a zoação de fazer parte de uma equipe com o Brunetti, Navarro e a Lenise. Mas pode por 10km na conta aí, com o meu Asics Neo33.
E no domingão teve o treino de Natal organizado pelo Antonio Collucci, no antigo percurso da corrida do dia 31 de dezembro cujo nome a gente não pode falar sob risco de ser processado. Segundo o Garmin do Marcel e da Yeda, com quem corri o percurso inteiro, deu 16km, já que saímos do prédio da Gazeta e chegamos no MASP, correndo um pouco mais na Paulista. Foi legal, reuniu bastante gente e indo num ritmozinho tranquilo não cansou quase nada (Nike Free)



domingo, 9 de dezembro de 2012

Circuito dos Shoppings - Mooca Plaza Shopping 2012

Alguns de nós ganharam inscrição para fazer a corrida de inauguração do Circuito dos Shoppings BRMalls, que rolaria no Mooca Plaza Shopping. Sinceramente eu nem sabia que existia um shopping ali... ainda mais daquele tamanho. E aparentemente um belo shopping, moderno, bonito, com boas lojas e uma unidade do KFC, o frango mais calórico da humanidade. Gostava tanto do KFC que o meu campeonato de kart tinha esse nome...
 
Enfim, o fato é que iríamos correr 10 km por lá. Com direito a tenda VIP. Vários prêmios sorteados. E numa prova tranquila, sem ser lotada, mas sem ser vazia, o que tiraria a graça de uma provinha de 10km. Espero sucesso para os organizadores.
 
 
Como foi uma prova meio extra-calendário, não planejada, tava todo mundo meio correndo pra fazer número. Em plena forma, ali, só a Dalvinha e a Tereza. Fê Caiafa e Edith, de ressaca, eram o contraponto. Paulinho Elias eCarol tranquilos. Renato e Du Troise correndo "em casa". Nélson naquela empolgação de iniciante. E a Manu se coçando toda por ter pisado num formigueiro no dia anterior, na Integração Trilopez...
 
Eu? Bom, além de ter mandado um X-Bacon e um bauru especial, acompanhados de uma mega porção de Onion rings com maionese no Osnir, faz tempo que eu tô só na manutenção depois do desgaste de Buenos Aires. Pelo menos não tava quente, ensolarado. Só meio abafado, por causa da umidade excessiva.
 
Saí forte. Tão forte que a Edith reclamou que eu a quebrei. Mas o meu "forte" resultou, no primeiro quilômetro, num pace de... 5min/km! Oras... aquele esforço todo pra isso? No 2º km, a "quebrada" Edith me passou, mas realmente não abriu muito. No 5º km quem me passou foi a Dalva que quase pegou a Edith no final. A corrida era meio bizarra, a gente corria mais de um quilômetro num circuito intestino delgado dentro do estacionamento do shopping. Depois saía para as ruas da região, um lugar de velhas fàbricas e galpões, muitos desativados, e testemunhas da história do desenvolvimento paulistano do final do século XIX e início do século XX. Por fim, voltávamos ao vai-e-vem do estacionamento, num percurso plano e até rápido, embora com alguns cotovelos.
 
Como o número de corredores era pequeno, não rolava tumulto nos cotovelos e nem nos postos de água. Encontrei a Estelinha entre os líderes da prova, nos retornos, mas no km 07 uma pequena decepção. Ela tinha desistido, do lado da ambulância. Depois me contou que sentiu uma dorzinha num gânglio inflamado. Uma pena, premiação e pódio eram fáceis para ela, especialmente depois que vimos os tempos dos campeões. Encontrei também o Vicent Sobrinho, cobrindo a prova, correndo 5km de recuperação de suas lesões em sequência, e que teve a sorte de encontrar um pessoal correndo com a camiseta do Édson Bergara, como se fossem um Bergara team. Vamos ver o que rola na próxima matéria dele.
 
Enfim, fechei com 50 minutos cravados, acho (Mizuno LSD). Como o meu chip estourou no 3ºkm, tive que correr com ele na mão e passar abaixando nos postos de medição e controle (aliás, vários durante a prova, muito bom o controle). Algumas pessoas reclamaram que a prova tinha mais que 10km no GPS, mas com tanto cotovelo dentro do estacionamento, acho natural que tenha dado um pouco mais na distância medida. Além disso, era uma prova aferida pela Federação, como fizeram questão de frisar.
 
Ano fechado, última prova antes do fim do mundo!

Integração Trilopez 2012

Mais uma corridinha de final de ano, mais um 4,6km ao redor da raia, mais shows do ICC (vai criançada!!) e, como sempre, calor, muito calor. Micagens do MC Diego Lopez. Conversinhas com os amigos. E o percurso feito em 25min20s. Sem forçar, forcei pra caramba por causa do calor, acompanhando o Fred e o Alê e, no final, a Duma puxando o Gaspa. Ser pacer de cachorro não rola todo dia.
 
E neste ano nem cheguei perto do pódio do Volta ao Mundo Trilopez. Afinal foi só uma maratona, duas meias oficiais e duas provas com distância próxima da meia (Ponte Rio-Niterói e Green Race). Os 100km não completados da Mont Blanc fizeram falta.

O início do fim

Inicia-se o fim do ano. O fim da era. E o aclamado fim do mundo. A poucos dias desse evento que promete ser inesquecível - se é que vai existir alguém para não esquecer - a gente continua treinando pra chegar nesse fim com alguma forma.
 
No primeiro dia de dezembro, o sabadão de longo teve uns 16k (Mizuno LSD). Rodei leve os 10 primeiros km com o Brunetti, conversando sobre a vida, e depois parti para uma voltinha de 6k um pouquinho mais forte. No final da volta encontro o Chemmer e o Gregory, para me acelerarem ainda mais o ritmo e me fazer terminar meio morto. Mesmo assim, o tempo final de 1h40 não foi nada marcante. Nem precisava.
 
Na semana, umas rodagens tranquilas. Na terça um 09km fartlekado com bastante variação de ritmo acompanhado do Ronaldo e do Neto (Asics GT 2160), em 50min. Na quinta, um dia extremamente quente, um rodadão de 50 minutos com rampa da Bienal, sofrendo tentando acompanhar o Orlandini nos mais ou menos 09km que durou essa suadeira (Nike Free).
 
Vai ser o fim do mundo se eu chegar nele em forma...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Resumo do mês - Novembro/2012

101,5 km em 11 treinos e 19km em uma prova (Green Race)
Total: 120,5km
1 série de musculação

Green Race. Red Card

A Green Race é uma prova legal, feita nas estradas de terra da Serra do Japi, com uma boa variação altimétrica, terreno estável, e bem corrível. Não tem trechos muito técnicos e mesmo tendo chovido no dia anterior, os pontos de lama eram mínimos e facilmente superáveis. Além disso, por ser em estradas de terra e não em trilhas single track, não há muita dificuldade com trânsito, filas etc. Uma prova interessante, que ainda contava com distâncias de 5k, 10k, 46k (vendido como 50k) e os revezamentos em dupla e quarteto. Por tais características, tinha tudo pra dar certo. Pena que foi organizada por uma desorganizadora.

No ano passado, organizada só pela Brasil Wild-Sul Brasilis quando fiz os 10k, achei meio fraco o transporte entre a chegada dos 10k e a base. Também achei ruim o fato de ter uma ambulância se deslocando para essa chegada (que também é o PC1 para a troca do revezamento) no meio dos corredores, especialmente pelo fato de eu ter ficado atrás dela o tempo inteiro, já que a desgraça seguia no meu ritmo de 6min/km. Respirei mais óleo diesel queimado do que num congestionamento da Avenida do Estado.

Neste ano a organização da prova foi passada para a Iguana Sports. Isso, em tese, poderia significar uma melhora. Na prática foi um show de horrores. Na retirada dos kits, a primeira bizarrice. Fui retirar os kits para a dupla e eles interpretaram como se o Fê fosse uma dupla e eu outra dupla. Duas duplas de um. Kits duplicados, números idem. Deu trabalho, mas consegui explicar que mesmo estando gordinho eu não era uma dupla. 


Lá, tudo tranquilo no começo. Bastante gente da Trilopez, amigos como o Herivelto, Frotinha, Marcel, Estelinha, Douglas, Antonio Colucci... ao mesmo tempo não tinha tanta gente para a fazer a prova. Um clima bastante gostoso. Aliás, o clima estava mesmo gostoso pra correr, sem sol, sem chuva, nublado, sem calor... largada dada, as várias duplas da Trilopez rumaram para o PC2, que ficava mais ou menos  no km 19 (e também km 27, já que ali o pessoal passaria na ida e na volta), ainda que as placas ali não indicasse a quilometragem correta (20º e 30ºkm). Nesse PC2 o pessoal do revezamento em quarteto faria uma troca e o pessoal das duplas pegaria uma van para nos levar até o PC-Antena, lá no alto do morro, onde seria feita a troca no km 23,5.




Chegamos lá e não tinha transporte. Tinha apenas um caminhão do exército. Fomos nele mesmo, no melhor estilo pau-de-arara. Vrum pra lá, vrum pra cá, sobe, para, desce, sobe, vrum e, depois de algum tempo chegamos... no mesmo PC2! O caminhão não conseguiu subir com todo mundo para o PC-Antena e este deixou de existir. E como fazer com as duplas?

Debate aqui, debate ali, as duas primeira duplas já tinham chegado e adotado soluções diferentes quando decidiram que ficaria a critério da dupla a forma de troca. O corredor 1 poderia revezar ali na "ida" (hipótese em que faria só 19km), ou seguiria, subiria o morro, desceria dando a volta e trocaria ali só na "volta (hipótese em que faria 27 km). O problema era explicar a estratégia pra esse corredor 1, que vinha na pegada e nada sabia sobre o perrengue. 

O Gabriel foi o primeiro da Trilopez a chegar e continuou. Se ferrou, quebrou, perdeu a grande vantagem que tinha aberto em relação aos outros, mas era a opção certa, já que é mais rápido e forte que a Dalva. O Diego não quis saber: chegou e já entregou pro Paulinho Lacerda. Paulo Elias chegou e continuou, deixando pro Greif a tarefa de voar na volta. Quando o Fê Caiafa chegou eu até tentei explicar pra ele, mas ele não entendeu porra nenhuma e continuou, pra azar dele (e sorte minha). O Luiz Giovani chegou e trocou com o Orlandini, que é mais forte mesmo. E, por fim, a Rosi chegou e continuou, deixando pra Paty a volta mais curta e rápida, e quase morrendo na antena...

Apesar dos pesares, o PC tava divertido. Encontrei lá a Sibila Antoniazzi, com quem fiz a Mont Blanc (ambos desistimos no meio), Vera Saporito, etc. O PC foi organizado pelos corredores, já que estava uma zona, sem nenhum staff exceto o exército, naquela altura mais preocupado em dar apoio aos dois quartetos que corriam a prova. Ali vimos também a Edith voando, em 1º lugar no solo feminino e numa performance monstro, na frente do Togumi, por exemplo!! Pena que depois ela quebraria... (como o próprio Togumi, mostrando que o morro da antena realmente não era fácil!!)

A estratégia da dupla Diego e Paulinho Lacerda foi boa. Eles passaram todo mundo e chegaram em 3º no geral e em 1º nas duplas. O Fê chegou praticamente morto, se jogou no chão e passou a bola pra mim, que fui fazer uma graça na primeira subida após o PC, sprintei à vista de todo mundo e quebrei pro resto da prova... mesmo assim, correndo forte nas descidas e administrando as subidas, passei um bocado de gente e cheguei com 1h54 para os meus 19km e 4h59 para a dupla, na 11ª posição.

Pros Xabirongos, quarteto do Frotinha, Marcel, Estelinha e uma outra garota, também deu pódio. 3º lugar, atrás dos quartetos do Exército. Sem questionar a perfomance atlética deles, mas esses dois quartetos atuaram com o batalhão inteiro de staff, inclusive para passar pelos PCs com apoio dos colegas. Estranho, exagerado e quase ultrapassando a barreira do que pode e do que não pode. 


Quando chamaram as duplas para premiação, cadê Diego e Paulo Lacerda? No bar bebendo? Jogando sinuca? Troca-troca no banheiro? Sumiram. E eu e o Paulinho Elias subimos no lugar mais alto do pódio, representando a Trilopez...


Reparem que estamos segurando um único troféu. Era para ser um para cada membro da dupla, mas houve um "probleminha"... pior foi para outras categorias. O quarteto feminino (em 2º) não teve troféus lá!  Idem para o solo feminino (Edith em 3º). E a dupla Rosi e Paty, que nem medalhas de participação receberam!! Tudo pelo Correio depois, mas lógico que não é a mesma coisa.

Mais tarde soube ainda de outra merda que rolou. O Douglas e a mulher, se preparando para a BR 135, se inscreveram na Green Race com o objetivo de rodar no limite do tempo estipulado no regulamento, 09 horas de prova. Isso significou que ficaram para trás, foram os últimos. Até aí, nenhum problema. O problema foi que apesar de estarem no tempo do regulamento, o que sobrou para eles nos PCs, nos postos de apoio, hidratação era... nada!! À medida que o tempo ia passando, eles passavam pelos locais onde deveria haver algum apoio, alguma coisa e tudo já tinha sido desmontado. E na chegada, com 08h55 eles encontraram um pórtico desmontado, uns poucos caras terminando de desmontar a estrutura... encerraram tudo antes do tempo previsto e ainda com eles na prova!! A vontade de ir embora era maior do que a vontade de respeitar o regulamento e as pessoas que ainda estavam na estrada!

Cartão Vermelho pra Green Race!!

Começando a terminar

O ano começa a terminar. Novembro é o último mês antes do último mês e esse é um fenômeno que ocorre ano após ano, sem falhas. Mas mais importante, novembro promete ser o último mês completo da história, já que todos nós sabemos que o fim do mundo ocorrerá em 21 de dezembro de 2012. 

Mesmo assim, estranhamente continuo treinando pro ano que vem, pensando na busca dos pontos que me qualificarão novamente para correr a UTMB, na categoria CCC. Nesse espírito e um pouco também pensando na Green Race, prova em que em um momento de insanidade resolvi fazer em dupla com o Psor. Fê Caiafa, me ativei um pouco. Lá vai o relatório:

Sabadão de mega feriadão, 20 km na USP, rodando em ritmo normal, sem fazer muita força, iniciando um pouco mais leve com o Brunetti e depois dando uma aceleradinha. Foram 3 bosques das Física, 3 subidas da Física e 3 Biologias pra tentar pegar algum treino pros morros da Serra do Japi, em 1h55, com o Mizuno LSD. Terça de mega feriado da consciência negra e da quase inconsciência amarela, já que quase apaguei de tanta força que fiz. Tiros, tiros curtíssimos em subida e descida na rampa do banheiro do Ibira e, depois, tiros de 650m entremeados de educativos. Foi de doer mesmo. Estimo uma quilometragem baixa, de no máximo 5k, com o Nike Free. Mas foi tão complicado que fiquei dolorido o resto da semana e só voltei a correr na Green Race, no domingo.

Pós Green Race tive uma terça de rodagem com a Paty (8,5km, Mizuno LSD) e uma quinta de rodagem com a Edith (9km, Nike Free), ambas de 50 minutos, ambas muito bem acompanhado, mas ambas meio torto por causa da prova. E assim se finda novembro!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

November pain

E novembro começa com uma baita dor de garganta. Daquelas que não passam em um dia ou dois dias com um cataflanzinho básico. Foi laringite mesmo, inflamação virótica (segundo o médico) com febre e uma infernal tosse seca que não me deixou dormir. Praticamente duas semanas de molho, de 24 de outubro até 03 de novembro, sabadão em que arrisquei voltar de leve. Foram 12k constantes e tranquilos no Ibira, rodando a uns 5min40s/km de pace com o Nike Free. Fiquei com uma dorzinha no joelho e na tentativa de rodar bem levinho no domingo, acabei fazendo só 40min (uns 6k) na pracinha atrás do Carrefour Imigrantes (Mizuno LSD) até resolver que não valia a pena correr com dor. 

Na segunda-feira voltei à musculação, o que não deve ter sido muito bom pro joelho, já que na terça sofri pra fazer os 6 tiros de 1,5km com "descanso" na forma de exercícios. Variei muito meus ritmos, tinha volta que fazia a 6min30s (4min20s/km), teve volta que fiz a 7min45s (5min10s/km)... 9k pra conta, de Mizuno LSD, mas meio travado. Passei a quarta pra tentar recuperar a carcaça e na quinta fiz uma rodagem mais leve, 9k em fartlek (Asics GT-2160) na chuva. 

No curtão de sábado, rodei mais ou menos 13k em 1h35, subindo e descendo a Física e a Biologia 3 vezes, num ritmo tranquilo, com o Nike Free. Passei o final de semana meio estragado por outros motivos, mas na terça voltei pro ritmo normal, num fartlek de 9k com variações a cada 2 minutos, calçando o Mizuno LSD. Na quarta voltei à musculação (e às dores musculares, por óbvio). E nesta quinta rodei aqui perto de casa mesmo, 1h10 que devem ter resultado em mais ou menos 10k, subindo e descendo a Ribeiro Lacerda 4 vezes, com o pesado Asics GT-2160. As duas semanas parado fizeram um certo estrago, sinto na hora de correr...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Resumo do mês - Oktober 2012

55km em 07 treinos
1 Maratona
1 prova de 10km
2 séries de musculação
Total: 107km 

Volta da USP e fim do Desafio Pharmaton

O fim do Desafio Pharmaton foi marcado para a Volta da USP, prova que poderia marcar um turning point na vida do pessoal iniciante, que mal corria no começo e que estaria apto pra terminar um prova de 10km. 

Já pra gente mais experiente, serviria pra medir o nível atual de condicionamento. O trajeto da prova era mais do que conhecido, a tradicional volta de 10km da USP que já fiz em tantos treinos, com a temida subida da Biologia. Em treinos a gente costuma segurar o ritmo ali, mas numa prova o negócio é tentar subir o mais forte que dá e sobreviver.

O dia tava bem quente e eu ainda estava um pouco balançado do esforço de Buenos Aires. Mas como não tava perdendo nada ali, resolvi que ia sair forte e ver o que acontecia. E o que aconteceu foi que eu cheguei muito mais quebrado do que numa maratona. Fazia tempo que não passava mal numa prova como nesta. Lógico que o calor ajudou. Lógico que o trajeto e a subida da Biologia não perdoam. Mas sair que nem um cavalo louco a 4min15/km também não contribuiu em nada...


Fechei em 50min22s. (Mizuno LSD) Morto. Esturricado. O que consola é saber que todo mundo da equipe também correu meio mal. Não sei se foi a pizza comemorativa no dia anterior (quando rolou o sorteio que definiu quem iria para a Maratona da Disney - deu Edu!). Não sei se realmente pesou o cansaço de Buenos Aires Só sei que sofri pra fazer um tempo que seria relativamente simples em condições normais. Praticamente o mesmo pace da maratona, só em 10km.

De qualquer forma, foi mais uma prova pro currículo, se eu não me engano a minha terceira Volta da USP, uma prova tradicionalíssima e que eu nunca tive coragem de enfrentar como aluno. 

Por fim, e para registro de treino... na terça-feira, primeiro treino após a Volta da USP, tava eu lá no Ibira. Era pra rodar 50 minutos, sem muito compromisso com tempo. Tava chovendo e eu corri fácil (Nike Free), deu 11km no plano do Ibira, sem cansar muito... nada como um dia após o outro!!

sábado, 20 de outubro de 2012

Treinos da volta 2

Agora sim! Depois de Buenos Aires, parada de verdade. Duas semanas enrolando, rodando pouco e sem velocidade. Terça pós-prova teve caminhada plus corrida com muito esforço e dor no joelho. 7k nessa lama (Asics GT 2160). Quinta nem quis correr, só fiz uma musculaçãozinha leve. No sábado, o "longão" teve 10k no trajeto da Volta da USP, e subir a Biologia daquele jeito foi uma experiência inenarrável (Mizuno LSD). Nesta última terça corri de casa até o Hospital Santa Cruz, cumpri minha sina visitatória familiar, e voltei. 6k de Nike Structure. Na quinta, mais lama por causa do trabalho e do tempo limitado, foram 7k de esteira fazendo algumas acelerações de 1.5km só pra ver como estava (Mizuno LSD). Mas acho que agora a preguiça e recuperação acabam. Só preciso arranjar uma razão pra isso.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Maratona de Buenos Aires, o recorde improvável

25 de setembro. Treino bem feito, forte, muito rápido pro meu nível, mesmo em fase de recuperação da Mont Blanc. Comecei a ficar com esperança de fazer uma outra boa meia até o final do ano, quem sabe não sairia mais um recordezinho pessoal? Então, Coach Diego Lopez vem e solta a pergunta: Nishi, tá correndo leve, acha que dá pra ir pra Buenos Aires? 

Eeeepa!! Pra quem pensava numa meia até o final do ano, correr uma maratona no próximo dia 07? Loucura total. André e Sérgio tinham me convidado, mas eu recusara, achava absurdo. Só que o coach falou e eu... bom, onde compro as passagens??

Cheguei no sábado pré-prova, à tarde, kit retirado pelo Diego, visitei a feira só pra ver como era.  Melhor do que qualquer feira brasileira, bons expositores, variedade, espaço legal, obviamente não dá pra comparar com uma feira de major, mas tava legal, de dar inveja. Aí você começa a pensar: por que as provas brasileiras, com uma economia tão mais forte, não conseguem isso que a prova portenha, num país em crise, consegue?


A largada era em Belgrano, bairro da zona oeste de Buenos Aires, já próximo ao estádio do River Plate. Cruzaríamos a cidade inteira até a Boca e retornaríamos, em um trajeto bem plano, com algumas poucas e leves subidinhas.


Chegamos lá e nos encontramos na barraca da equipe parceira portenha da Sporstream, do Sergio. Éramos nove trilopenses: Diego, eu, Ogro, Orlandini, Luis Giovani, Édson, Alê, Daldin e seu Edélcio. Quase o mesmo número de atletas da equipe local. Aliás, não faltou brasileiro na prova. Dos 6.200 concluintes, 600 brasileiros!


Largamos razoavelmente na frente, em 2 minutos passamos o pórtico e o primeiro quilômetro, mesmo com todo o tumulto de largada e o corpo frio, já saiu a 5min20/km, que era o pace que eu tinha programado pra mim. Só que tava fácil correr e em poucos quilômetros a média já era de 5min/km. Mesmo assim, segurava e deixei o Orlandini e o Ogro abrirem um pouco. Nessa toada fui seguindo, tranquilo, com sobras, até ver de novo os dois ali na minha frente, já lá na Boca, onde rolou um bom "Vai Corinthians". Encostei nos dois e passamos juntos pela marca da meia maratona a 1h46 e pouco. Muito mais forte do que eu tinha programado, mas tava realmente fácil. 

A temperatura amena ajudava muito. E a chuva que prometeu vir não veio de verdade. Veio uns pinguinhos aqui, outros ali, mas não só não atrapalhou como ajudou a manter a temperatura baixa. Excelente! 

A segunda metade certamente seria pior, mas eu não tava sentindo. Eu e o Ogro seguíamos juntos a 5min/km. Uma cena absolutamente improvável quando eu comecei a correr: passei o Chicão, ex-trilopense, um cara que já fez Boston!! Outra cena, mais divertida por volta do 26º km. Depois de pegar uma garrafa de água e beber metade, fiquei com ela na mão. Aí vi, de longe, um lixo na borda da pista. Arremessei de três e chuá!! Me chamaram de Ginóbili, mas foi Oscar Mão-Santa mesmo!! Mais interessante ainda foi descobrir o segredo do Ogro pra não ter cãimbra: shoyu. Um sachezinho daqueles deve ter mais sal do que o Mar Morto. E tem proteína de soja também!!


Por volta do 36ºkm, quando o recorde pessoal parecia garantido comecei a quebrar. O Ogro quebrou um pouquinho mais do que eu, porque não me alcançou, mas a coisa não tava boa pra mim não. Um quilômetro depois me sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão, foi uma quebra rápida e direta. Senti náuseas, as pernas pesaram, mas me forcei a correr até o 39º km. Aos trancos e barrancos cheguei no 39ºkm e comecei a fazer as contas e a tentar enganar o corpo: só mais um quilômetro correndo, no próximo ando. E assim foi o 40º, 41º, 42º, pórtico de chegada!!!! Últimos 1.195m em 6min10/km, mas pareceu que foi a 3min/km!! 



3h37m48s!! 



Todo mundo deu show. Diego treinou e fez 3h29. O Ogro, 3h39. Orlandini fez finalmente um tempo digno de sua preparação, 3h42. Seu Edélcio, 3h53. Luis Giovani, 3h57, Édson, 3h59. Daldin, 4h01 (por causa do maldito xixi...) e Alê 4h04. Um dos maiores índices de recorde pessoal da história!!

A prova foi muito bem organizada, hidratação farta, Gatorade de tudo quanto é tipo, banana e gel em pontos estratégicos e até tinha uma participação popular bem razoável, para um início de domingo frio e úmido. Pra completar, uma santa manta plástica distribuída na chegada para manter a temperatura do corpo, porque tava gostoso pra correr, mas bem friozinho pra ficar parado, ainda mais com roupa molhada de suor!

Devo dizer que foi difícil andar da chegada até a tenda. Apesar da felicidade, difícil pegar táxi depois da prova. E foi difícil tomar banho. Mas pelo menos não foi nada difícil comer um asado de tira depois da corrida. Afinal, esse foi o argumento que convenceu a ir pra lá!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prepara pra Buenos Aires!!

E agora? Uma semana para uma maratona absolutamente imprevista? Como o corpo ia reagir a um longo de 30km saído do nada? A resposta foi: mal. No treino de terça, muito parecido com o da terça passada, a performance não foi nem próxima da das outras semanas. Tiros de 2km com exercícios e rampas, só mudou o tipo de exercício. E a minha velocidade. Saí pro tiro e já fiquei pra trás. Pensei em pegar todo mundo no progressivo e no primeiro tiro até deu mais ou menos. Mas nos outros... ave-Maria! 8km, Nike Free, 4min46/km de média e um sofrimento atroz, as pernas fracas... ai, minha confiança!!

Pior é que por problemas familiares e laborais, nem deu pra treinar na quarta e quinta, e restou uma meia horinha na sexta. Polimento, fiz uma série curta de velocidade tirada da minha cabeça, só pra mexer o corpo. 300X300, 250X250 e 200X200m, fortíssimo e fraco. Nike Free de novo. Deu uns 06km no total, pelo menos chacoalhei o esqueleto. Mas como ia ser a maratona?  

Resumo do mês - setembro/2012

101km em 8 treinos (considerando o Treinão da Pharmaton como treino mesmo).
14,1 km em uma prova (Türlerseelauf em Affotern am Albis)
2 séries de musculação

Primavera chegou. Buenos Aires também.

Rapidamente, os treinos da última semana de setembro: na terça uns tiros de 2km progressivos entremeados com exercícios de equilíbrio/pliometria e rampas da Bienal, sob comando do Diego. Um treco de doido, mas corri forte pra caramba, junto do Fê e do Mocotó, que são caras muito mais velozes que eu. Tô rápido e o Diego achando que eu tô bem solta a pérola: que tal Buenos Aires daqui a uma semana e meia. Depois de um "cê tá maluco", a resposta sem nenhum juízo: topo. Fim do treino, 09km de Nike Free, uma média abaixo de 4min30/km.

Quarta: musculação doída, mas necessária. E na quinta um treino mais rodadão com o Gabriel, 11km de intervalados, de Asics GT-2160. Por causa da maluquice de BsAs, no sábado um longão experimental de 30km, pra ver se aguento. Até por ser teste, fui leve com o Zizi e, ocasionalmente com o Harry, a 5min55/km. No 25ºkm o Zizi deixou o grupo e aí acelerei os últimos 5km pra 5min/km, fechando com 2h50 e 5min46/km de média. E bem, BsAs ia rolar (Mizuno LSD)


domingo, 23 de setembro de 2012

Treinos da volta

Ainda sem rumo depois da Mont Blanc, os treinos da volta serviram apenas para me manter em atividade. Sem foco, sem esse negócio de treinar pra algo, e ainda sentindo o cansaço, os treinos saíram meio irregulares, ora bons, ora nem tanto.

Na quinta-feira depois do retorno, rodei uns 09km, de Asics GT com o também retornante de férias Mocotó, rodando e conversando. Na terça-feira 18/09, um dos dias mais quentes do ano, resolvi me testar um pouco e fiz os treinos de tiro com a galera. Eram 5 tiros de 1.000m seguidos de educativos, um trote em descida e um sprint na subida da rampinha atrás do banheiro. Eu fui rápido nos três primeiros tiros. Puxei todo o pelotão no tiro, a uns 4min/km e no sprint me senti um Usain Bolt. Mas nos dois últimos tiros senti. Consegui manter o ritmo, mas fiz muita força no final (uns 09k, de Nike Free, com o aquecimento mais longo). Na quarta retornei à musculação e me arrependi amargamente disso na quinta, de tanta dor muscular. Nessa quinta o treino foi uma rodagem de 50min, em que, calçado com o Mizuno LSD, fiz 09k, ou seja uns 5min35/km, leve.

Por fim, no sabadão, como o pessoal programou um teste de 05km, uma coisa que eu absolutamente não queria fazer de jeito nenhum, e como tinha um compromisso familiar já começando cedo, saí pra dar uma rodadinha leve, sem compromisso. Saí de casa, calçando o Asics GT, fui até o Ibira, dei uma volta lá e voltei, sem me importar com ritmo nem nada, trotando. Acho que deu uns 14km e 1h40, mas nem marquei direito, nem era essa a intenção.

Vamos começar a pensar o que faço até o final do ano e o que programo para o ano que vem... só sei que não dá pra voltar pra Mont Blanc pelo critério técnico: para correr em 2013 eles passaram a exigir 02 pontos em provas qualificatórias de 20111 e 2012 e eu só tenho o pontinho de Salta. E conseguir o segundo ponto até o final desse ano é perrengue demais. Para ter um singelo ponto a prova já tem que ser muuuito dura (pra ter idéia, o duríssimo K42 de Villa Angostura, com os 2100m de desnível, não vale nada) e além disso teria que viajar de novo pra fora. Complicado.

sábado, 22 de setembro de 2012

Desafio Pharmaton - Treinão cronometrado 10K

E não é que esse é o terceiro final de semana seguido com alguma prova pra fazer? A Mont Blanc foi aquele negócio, prova alvo e coisa e tal. A Türllerseelauf foi uma prova simples, pequena, mais para me manter em atividade, mas onde acabei fazendo uma forcinha no final. E agora teve o treinão do Desafio Pharmaton, que foi um pouco mais do que um treinão, já que teve linha de largada e chegada e chip pra marcar tempo. Mais ainda, com o nosso cadastramento prévio no facebook, seriam encaminhados pelos nossos perfis mensagens nos momentos exatos em que partíssemos pro treino e na chegada.


O legal é que no banner convocando pro treino quem aparece lá? Eu, hehehe. Eu e minha bela barriguinha. O bom é que ninguém reparou nisso, já que a Grazi aparece em primeiro plano e a Luana do meu lado. Quem vai reparar na barriga do japonês baixinho, oras?? 

Essa foto foi tirada no primeiro treinão, onde eu estava marcando o ritmo do nosso bonde trilopense dos 5min45/km. Como todos ali correm fácil mais forte do que isso, a foto saiu com sorrisos, tranquilidade...

Esse treinão foi realizado também na USP, mas na tradicional volta de 10k, por sinal o mesmo percurso da Volta da USP, prova que marcará o fecho do Desafio Pharmaton. Bacana para que aqueles que não conheciam o percurso (caso do André Savazoni, que treina em Jundiaí) pudessem ter ideia de como ele é, da subida da Biologia e da descida do Matão, entre outras particularidades. 

Eu ia de novo marcar um ritmo tranquilo no bonde dos 5m45/km, de novo calçado o Mizuno LSD. No entanto, do povo marcado, só estávamos lá eu e Grazi. Assim, quando largamos, embora tenhamos saído devagar, acabamos naturalmente forçando levemente um pouco o ritmo. Na subida do cavalo encontramos o povo dos 5min/km, mas eu tive que dar uma saída pro banheiro do Bosque da Física. Fiquei um pouco pra trás, mas alcancei o pessoal na descida da biologia, quando encontrei um cara que me perguntou da Mont Blanc.

E fomos nesse papo até o final. Papeamos tanto que até erramos a chegada, chegando com 50 min pros 10k, ou seja, 5min/km. Até rápido pra quem tava simplesmente querendo rodar e está meio quebrado da Mont Blanc. 


No pós-prova, não ganhei nada do que foi sorteado. Mas acho bom, já que sigo firme, sem "gastar" a sorte, para o sorteio da viagem para a Maratona da Disney. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Resumo do mês - agosto/2012

Registro aqui o meu último treino antes do CCC, um 10k rodado em Turim, num ritmo tranquilo de 5min15/km, conhecendo o parque às margens do Rio Pó e administrando o calor que tava.

171,5km em 14 treinos
21,1km em 1 Meia Maratona
60km no CCC - Mont Blanc incompleto
Total: 252,6km em treinos e provas (maior rodagem mensal)

3 séries de musculação
2 séries de escada

domingo, 16 de setembro de 2012

Türlerseelauf 2012 - Affortern am Albis - 14,1km

Depois da frustração de não completar a Mont Blanc, descolei mais uma corridinha nessas férias na Europa. Uma tal de Türlerseelauf, corrida na cidadezinha de Alfortern am Albis, nos subúrbios de Zurique, facilmente alcançável pelo incrível sistema de transportes públicos suíço. Como o site e o regulamento estavam todos em alemão, mandei um e-mail pro organizador em inglês perguntando qual o esquema, se dá para um brasileiro em férias participar. Não sabia se era um evento meio fechado porque, pelo que entendi, essa prova é também uma etapa de um campeonato regional de Zurique. Mas o organizador, Hans Peter, foi muito solícito e simpático, e me deu não só o aval como todas as instruções necessárias.

Chegar lá foi fácil. O trem da CPTM de lá é bem parecido com o daqui, exceto o fato de ser limpo, moderno, ter banheiro, dois andares, ter lugar pra todo mundo ir sentado... a corrida era às 15h30 e o trem estava cheio de atletas indo pra prova. Bom, pelo menos, não ia me perder na cidade pra chegar na largada, só seguir a boiada. E a base da prova era num centro esportivo simples, com pista de atletismo, campos de futebol, ginásio, parecia o Centro Olímpico do Ibira, só que melhor e mais bem equipado. Como a gente estava numa cidade de uns 5.000 habitantes como é São Paulo, essas pequenas diferenças são plenamente justificáveis...



Achei esquisito que em tanta organização, não tivessem achado meu número. Inscrição tava lá, mas o número não. Mas aí tudo se resolveu de forma simples, um outro número foi designado. A prova não tinha chip, era pouca gente. Eu me arrumei e fui pra largada. Tava um sol brasileiro, calor, e se eu tava sentindo, imagina os brancões de lá!

Türlerseelauf, basicamente, é uma volta no Türlersee, um laguinho que tem ali perto. A corrida basicamente era uma subida de 3km até o lago, onde a gente o contornaria e voltaria em descida até a chegada, no próprio centro esportivo.



Saí bem devagar, a uns 6min/km. Até porque a subidinha do começo, embora não fosse muito íngreme, era extensa, 3km em desnível. Depois era plano, ao redor do lago, onde tinha um pessoal curtindo o sabadão de sol, fazendo picnic, ou mesmo indo ver a prova. Divertido o jeito deles de incentivar: "hop-hop-hop!!"




Gradativamente fui me soltando e acelerando. E fui passando o povo, passando, sem fazer muita força, administrando o calorão. Na descida de volta dos 3 últimos quilômetros, dei uma aceleradinha e fechei  os 14,1km em 1h12min35s9, 5min08/km Muita precisão para uma prova sem chip. Mas bateu com o meu relógio. Prova sem chip e sem medalha também. E sem camiseta. Só alguns brindezinhos, como uma geléia caseira e uns cereais. Tudo muito simples, mas certinho. O preço pago, também, era bem baixo para padrões suíços, praticamente um combo do McDonald´s.

No final fui abordado por um senhor. Era o Hans Peter, organizador da prova. Sei lá como ele me reconheceu como brasileiro. Será que era pelo meu gingado? Será que era porque eu era o único ser de um grupo étnico diferente na região? Será que era pela camiseta laranja com dizeres em português? Enfim, conversamos um pouquinho, agradeci pela prova e voltei pro hotel com a missão de mais uma prova cumprida. Sai nhaca da Mont Blanc! Lógico que dessa vez o desafio era bem menor, mas pelo menos não volto pro Brasil com um gostinho tão ruim. Pena que não teve medalha.


Obs: anteontem, sexta-feira, chegou em casa um envelope da prova. Quando abri... era o número da prova que eles não tinham achado lá. Organizados demais, mandaram para o endereço dos atletas os números de peito, mas não previram a possibilidade de, em uma prova tão pequena, existir um cara lááá, do Brasil!





quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CCC Mont Blanc: O primeiro abandono a gente nunca esquece


As previsões meteorológicas nos dias que antecediam a prova não eram nada boas. Uma semana antes já se falava em frio e chuva. Mas chegando na Europa 5 dias antes, num calor de mais de 30 graus em Turim (que fica pertinho de Chamonix, no maximo 200 km), tinha esperança que eles fossem tão ruins nessa arte de adivinhar o tempo como são os brasileiros.

Mas não são. E previsão do tempo é quase uma obsessão pra quem vive nos Alpes, percebi. Em Chamonix a previsão do período fica afixada na vitrine das farmácias, nas recepções dos hotéis e no meu celular, bombardeado por SMS da organização da prova, cada vez mais sombrios "TDS, CCC, UTMB Attention! Weather forecast: rain, snow at 2000m, wind, cold. Temperatures dropping below -5 C. Have winter clothing"

Cheguei na quarta e visitando o salão de expositores já tomei minha primeira lição. Sim, se eles falaram que ia chover à tarde, acredite! Cheguei no hotel todo ensopado. Pelo menos serviu de aquecimento pro que vinha em sequência. No dia seguinte fui pegar o kit e mais chuva. A retirada foi bem demorada, com filas grandes por um bom motivo: o check-list dos equipamentos obrigatórios. No final das contas acabaram não sendo tão rigorosos. Ainda bem porque ficar tomando chuva na fila tava complicado. Fora essa complicação meteorológica tudo me pareceu extremamente organizado. Impressionante, por exemplo, o sistema Live Trail, que twitava e facebookeava automaticamente a cada posto de passagem vencido durante a prova. Depois pude perceber que o negócio funcionou direitinho.



Eu fui designado pro busão das 7:15, que nos levaria a Courmayeur, na Itália, onde largaríamos. Aliás, impressionante também o esquema de ônibus, ligando não só a largada e a chegada, como tambén outros postos chave da corrida, como La Fouly, Champex, Trient, Vallorcines, e isso sem contar os outros postos que faziam parte da UTMB classica, como Les Contamines, St. Gervais... e os ônibus ficaram circulando o tempo inteiro, do começo do TDS, na quinta, até o final da UTMB, no domingo! Cobrindo três países!! O negócio é gigantesco! Ah, o mais impressionante é que não estava restrito aos atletas. Ao contrário, os atletas, em princípio, só os usariam para deslocamentos pré e pós prova e, eventualmente, no abandono. A utilização maciça foi pros acompanhantes, que ganhavam um passe para o livre deslocamento.


Choveu forte a noite inteira em Chamonix, mas amanheceu sem chuva, embora com o céu carregadíssimo. Em Courmayeur, no entanto, o clima parecia maus aberto. Durou meia hora minha alegria. Logo começou a chover. Uma chuvinha fraca, mas que parecia ser duradoura. Mas a coisa tava pior nas montanhas. Tão pior que cortaram duas montanhas do percurso. A primeira, Tete de la tronche, era um desnível assustador, 1400m de subida em uns 7km. Com o corte, iríamos direto ao Refugio Bertoni e a primeira subida era só de 900m em 6km. Não melhorou tanto assim...

Courmayeur com sol
Courmayeur e eu cobertos...
Gilberto e Sibilla Antoniazzi. Infelizmente também não deu pra eles.
Como convém a toda boa prova com grande número de participantes (1800 inscritos), largada em ondas. Com meus resultados modestos, saí na última, 20 minutos depois do início oficial. O problema é que os cortes durante a prova eram por tempo bruto, então já saí 20 minutos mais perto de espirrar fora.

Eu nem consigo imaginar como seria subir o Tete de la Tronche. Subir até o Bertone já foi um absurdo. A subida,  além de forte, não acaba nunca! Tava com 3 camadas de roupa por causa da previsão do tempo e passei calor no começo. E não fui o único, tava engraçado ver, já no primeiro quilômetro, um monte de gente parando e desvestindo calça e jaqueta. Na subida ao Bertoni, quase todo o percurso foi no mato, então só tivemos noção do frio quando efetivamente chegamos lá, um descampado onde ventava mais forte, sem a proteção das árvores.


Apesar das ondas de largada, teve muita fila nas trilhas. Senti mais isso na travessia do Bertoni pro Bonatti. Toda no alto, não tinha grandes desníveis e aproveitei pra correr. Mas toda hora aparecia um tranca-trilha na frente. Pior, ali começou a nevar. E não dava pra ficar muito bonzinho porque com as mudanças, o primeiro corte em Arnuva, próxima parada, ficou apertado.

Do Bonatti a Arnuva, uma descida de uns 250m de desnível. Quando deu, corri. E cheguei a 20 minutos do corte. Uffs. De Arnuva iríamos subir ao Grande Col Ferret. Essa foi a maior montanha mantida e prometia ser dura: 800m de subida em 5km.


O negócio foi feio. Não liguei pros tranca-trilhas até porque não tava muito melhor. E ir num ritmi ligeiramente inferior ao possível me preservaria. A partir de 2000m de altitude nevava. E a neve apertava, tudo branco, exceto a trilha. Perto do topo, uma neblina pesada. Mas o pior foi lá em cima. Sem a proteção da própria montanha - afinal estávamos no topo - a nevasca tava forte. Eu não enxergava nada, não sabia pra onde ir, um vento forte, a neve despencando, neblina, frio... saí desesperado de lá, instinto de sobrevivência puro!


Desci uns 2 quilômetros até conseguir pensar novamente. A neve ainda caía forte e o vento continuava, mas a situação deixara de ser desesperadora. A trilha tava boa pra correr, era larga e não escorregava. Mas quando baixamos o suficiente pra deixar de nevar e passar a cair chuva, as condições do terreno se deterioraram. Tomei dois tombos sensacionais, um deles daqueles em você vê suas próprias pernas passando pela cabeça.

Descendo...

... e caindo.
Já bem perto de La Fouly, uma parada rápida num bar fechado, com uma fonte onde reabasteci de água. A surpresa foi encontrar umas cervejas na água gelada. O português com quem conversava não teve dúvida. Simplesmente pegou uma, abriu e bebeu... se estava lá, era pra isso, ó pá!

Eu já não lembrava dos novos tempos de corte e temia estar fora. Cheguei em La Fouly por volta de 17h30 e achava que tinha ficado no corte das 16h45. No entanto, meu francês é que merecia ser cortado, entendera errado quando anunciaram os novos cortes e ainda estava bem na prova: o corte era 18h45, tinha aberto uma boa gordura. E falando em gordura, fiz uma parada mais longa pra comer decentemente. Tinha muita fome. Comi salame, pão, sopa, bolacha e parti pra mais uma subida. A de Champex era, teoricamente, a mais fácil.

Na prática, no entanto, me detonei lá. Me senti muito cansado na subida, não tão íngreme como as outras (Lembrava a Trilha do Pai Zé, do Jaraguá, só que bem mais longa), mas com a chuva castigando. Comecei a ser eu o próprio tranca-trilha dos outros, mas deixava rapidinho o pessoal passar. A cada recolhida era uma descansada. Mesmo assum cheguei morto em Champex. 20h30, tinha 3 horas pra chegar em Bovine e tava a ponto de desistir.

Resolvi comer antes, pra ver se clareava as idéias. E lá encontrei o Décio da D-Run de Campinas, fazendo apoio para alguns atletas dele, depois de ter ele próprio feito a TDS. Quando os outros brasileiros partiram, ele me deu uma bela ajuda com as luvas, pegou isotônico e me deu apoio moral. Isso, mais o macarrão que comi, renovaram-me. Ia tentar chegar a Bovine!

Mnham...
A noite já tinha caído e a chuva apertara lá fora. Liguei a headlamp, saí e quase voltei ali mesmo. Friiio. Estava com as roupas todas molhadas e o que tava seco deixou de estar. Com a parada o corpo tava frio e eu mal conseguia coordenar os movimentos de andar. Pra piorar, como troquei o boné pela touca (não dava pra usar o headlamp com o boné porque a aba bloqueava o facho de luz), tinha perdido a única proteção contra a chuva para os óculos. Ainda bem que a saída pra Bovine foi cruzando a cidade e tinha uns malucos torcendo, acabei continuando e com o movimento o corpo deu uma esquentada e parou de congelar.

Posso dizer até que durante uns 4 km a corrida foi ótina pra mim. Não sentia frio, chuva não incomodava, tava num estado alfa. Mesmo quando começou a subida, tava bem. O problema é que subimos muito e a chuva virou neve lá em cima. Pior, com o córregos e lamaçal que encontramos no caminho, os meus pés, até então secos, ficaram completamente enxarcados. Paramos de subir e agora estávamos numa trilha a 2000m com neve, lama e um vento doído. Mas achava que estava perto porque escutava um sino, que o pessoal ficava tocando pra incentivar.

O problema é que eu não via nenhuma base naquela escuridão. E o sino lá, blem-blem... até que passamos o sino. Olhei pro lado e a lanterna iluminou... a vaca! Era uma porcaria de uma vaca! Era Bovine, mas não a bovine que queria...

Não é a "minha" vaca, mas vale a lmbrança...
 Demorou mais meia hora e mais vacas até chegar de fato a Bovine. Basicamente um barracão no meio do nada, gelado, lotado de corredores, vários bem mal. Comi uma barra de Honey Stinger, não dava pra ficar disputando um prato de sopinha. Caí fora de lá, antes que congelasse ficando parado.

Na saída do barracão, um susto. Quase bati de frente com uma vaca, que já estava enfiando a cara dentro do refúgio, pela porta de saída. A descida foi cruel. Não parava de nevar, tava sozinho naquela trilha escura e o chão mais liso que quiabo. Quando não era isso era lamaçal, com o pé até o tornozelo naquele barro gelado. Mas quando começou a descida propriamente dita piorou pra mim. A aderência era melhor nas pedras (embora um eventual escorregão fosse muito mais danoso), mas os quadríceps doíam demais a cada degrau de pedea descido. Percebi que estava lento, os outros competidores me ultrapassavam e abriam. Bateu o cansaço mental e comecei a ficar preocupado comigo mesmo, porque não tava enxergando nada, mas demorei uns 20 minutos pra perceber o ridículo da situação: tava difícil de enxergar porque a pilha da lanterna tava acabando... nada errado com meus olhos, portanto. Mas a cabeça...

Cheguei a Trient absolutamente morto, caminhando com dificuldade. E torcendo pra não encontrar o Décio, porque sabia que ele ia me convencer a continuar. Só faltava um morro, Catogne, mas a altimetria dele era tão ou mais dura que a de Bovine. Mas quando entrei no acampamento e vi aquele treco lotado de gente caindo aos pedaços, uma disputa enorme pra conseguir qualquer comida ou bebida, desisti. Com dor no coração, perguntei onde abandonava. Andei ainda mais uns 200m até o posto de abandono, quase desisti de abandonar, mas quando dei meu número pro cara registrar, senti um alívio monstro.

No busão pra Chamonix fiquei imóvel. Qualquer movimento doía. E quando desci, comecei a tremer incontrolavelmente, já que sair do quentinho do ônibus pro ar gelado da cidade, sob chuva e com as roupas molhadas, foi um choque. A caminhada de 500m até o hotel foi longa, até porque errei o caminho. E também porque às 3h00 da manhã tinha gente na rua, esperando os corredores chegarem e fazer festa. E isso embaixo de chuva!


Banheira com água quente, relax, baixa a adrenalina...dormi tranquilo. Duro foi no dia seguinte, acordar e acompanhar a cidade inteira parada nas ruas, aplaudindo os finishers da Ultra Trail. Dor no coração. Até porque, depois da dormida, nem tava tão quebrado assim... aplaudi fervorosamente cada um daqueles caras que chegavam, em especial o Sidnei Togumi, a quem acompanhei nos dois últimos km. Eles mereciam muito o meu respeito. Afinal, onde desisti, eles continuaram até o final.

Sidnei Togumi

A chegada