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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O bom e o mau

14km no sábado, de longão, a 5min09/km, com tempo de 1h14. Deu preguiça de ir até a USP e rodei no Ibirapuera mesmo. E a intenção era rodar a 5min30/km, administrando os bpm, mas saí mais leve do que eu esperava e mantive a limitação de 160bpm até os últimos 3km, quando desencanei e soltei a bota. Até esse momento consegui me segurar num o pace médio pra 5min15, mas depois disso baixei para chegar nessa média de 5min09, o que significa que rodei no finalzinho pra baixo de 4min50. Foi cansativo, mas não exaustivo. O que mais atrapalhou mesmo foram as bolhas no pé direito, tá difícil adaptar ao Asics.

Movido pelo treino bom de sábado, parti na segunda para um treino no Ibira com um intervalado meio complexo. Tiro de 2km, sendo o primeiro km em um ritmo bom e o segundo puxando mais; pausa de 1 minuto e então um treino técnico em rampa de pequena inclinação (a rampa atrás do banheiro, que ia até o lago, antes das reformas), subindo forte e descendo trotando; pausa de 2 minutos, descansando bem e repete tudo, 4 vezes. O ritmo, mais uma vez, foi mais forte do que esperava, rodando os 2km em pace médio de 4min50/km, mesmo sentindo uma dorzinha meio profunda no sóleo esquerdo. Com as rampas, e o aquecimento, estimo uns 10km de treino, desta vez com o velho e confortável Nike.

Marquei ergoespirométrico na quarta de manhã e de um VO2 de 53, mais de 10% mais forte do que o último exame. E realmente rodei bem, levinho, dentro do possível com aquela máscara horrorosa. Também marquei 71,5kg, ou seja, 1,5kg a menos em 10 dias de contenção de calorias.

Tudo ia tão bem até o treino dessa quarta à noite... minha nossa senhora, como pode ser tão diferente?? Eu sei que o ergoespirométrico desgasta um pouco, é prova de esforço máximo, mas à noite eu simplesmente não conseguia correr!! Saí pro treino, consistente em 3 voltas de 3km em fartlek e consegui fazer, com muito esforço, a primeira no ritmo planejado. Na segunda fiz num ritmo de tartaruga e resolvi parar. O Gabriel ainda me convenceu a tentar fechar a terceira, mas durei 1km... pernas pesadas, do joelho pra baixo tudo dolorido, dores nas coxas, dores nos quadris, terrível!! Contabilizando 7km sofridos (Asics) e um dos piores treinos de toda a minha vida. Aparentemente minhas pernas não estão acompanhando meus pulmões. Mas, enfim, depois de 5 treinos bons, uma hora ia aparecer o treino ruim na minha frente. Tô acostumado, é a velhice...


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Três de doze

É, voltei. Depressão pós-férias que precisa ser tratada de forma leve com corrida, porque ficar quase um mês sem correr não é mole não. E os três primeiros treinos da volta tiveram 12 km, motivação do título do post. No sábado de dilúvio eu não me animei em ir até a USP para dar uma rodadinha leve, então me mandei pro Ibirapuera. Achei que ia estar bom por causa da chuva e não me enganei: pouca gente, pista livre... e eu era o único da Trilopez por lá, pra tirar o Gabriel do sono. O problema é que pretendia rodar uns 30 minutos a 7min/km, mas o coach resolver correr comigo. E aí é aquela história, você acaba indo no ritmo dele. E mesmo ele segurando pra cacete e contando sobre a bike nova dele e etc, 5min30/km pra quem tava todo fora foi um pouquinho diferente dos 7min/km... hehehe. Mas foi, tranquilo, 12km na boa. E nem deu dor nas pernas no domingo, apesar da expectativa. Asics GT molhadaço

Terça foi um treino que eu usei como base. Aquecemos 1km e depois partimos para 3 voltas no parque, com 3 rampas da Bienal a cada volta, o que resultou em uma volta de 3.8km mais ou menos. O ritmo foi leve, acompanhando o Fred que estava no polimento de Bertioga-Maresias, a Edith, polindo pra Nike-600k, o Gaspa voltando e o Ronaldo sendo seguro por todo mundo pra não disparar... média de 5min20/km. Um pouco puxado, mas aguentei bem. O Asics secou e eu usei de novo.

E hoje, quinta, foram 12k em fartlek. 4 voltas de 3km, 1ª e 3ª com ritmo leve, e 2ª e 4ª baixando pelo menos 30 segundos no pace por km. Achei que seria difícil, tô todo dolorido por causa da musculação de quarta, mas na hora de correr, desenvolveu. Fiz um pouquinho melhor do que o previsto: paces por km/volta de 3k: 5min29, 4min52, 5min26, 4min47. Foi bom, rodei mais rápido do que esperava, embora bem mais lento em comparação com os "bons tempos". O mais importante é que embora estivesse fazendo força, não fiz as voltas rápidas com o coração na boca, foi controlado sem atingir o estímulo máximo. Desta vez de Mizuno.

sábado, 15 de outubro de 2011

O que corredor de montanha faz nas férias??? Sobe montanha...

Este blog, embora se proponha a ser um mero registro pessoal das minhas provas e treinos, também serve como registro de outras coisas que eu queira guardar como interessantes. E resolvi escrever, pra não esquecer, da subida ao Vulcão Láscar durante as minhas férias.

Basicamente esse é o vulcão mais ativo da região do norte do Chile. Se eu não me engano, sua última erupção foi em 2006 e sobre ele paira uma constante fumacinha, indício de que está vivo, respirando. Não é, de longe, o vulcão mais alto da região (5.550m). Mas é bastante acessível para quem não é escalador ou alpinista como eu, já que a subida ao seu topo pode ser feita por uma caminhada.

Em 2009 eu já havia subido outro vulcão, o Toco, com seus 5.600m e considerado um dos mais "fáceis" da região, porque a caminhada até o seu topo é pouco íngreme. De fato, a única dificuldade que enfrentei foi mesmo a natural dificuldade em respirar com a altitude, mas a subida em si durou entre 1 hora e meia e 02 horas, e o ápice da dificuldade foi quando tive que mijar no caminho e... hiperventilei com o esforço de baixar duas camadas de calças...

Achei que o Láscar seria algo parecido. Como no caso do Toco, partiríamos já de uma base bem alta (5.000m no Toco, 4.800 no Láscar). E como eu já tinha tido uma experiência, esperava uma certa tranquilidade.Não foi exatamente isso. A caminhada até o topo é mais dura e íngreme, o terreno é um pouco pior e desta vez o grupo estava um pouco heterogêneo, já que minha irmã também tentou a subida, embora ela não tenha a mesma performance física que nós, todos ultramaratonistas (eu, Cassiano e Ana Míriam), exceto o guia, que embora não seja corredor, obviamente estava muito mais aclimatado que a gente (até porque ele, o Pedro, nasceu na montanha...).
Pausa a 5.200m
Eu fiquei pra trás como "seguro" da minha irmã, enquanto o pessoal seguia na frente. Acabei fazendo um ritmo mais lento do que seria o meu natural e isso me cansou muito. Quando ela desistiu e desceu junto com o guia, a 5.400m, a gente seguiu pro topo porque o caminho já era relativamente fácil e havia uma quase-trilha a nos guiar. Mas eu estava bem cansado. Mais do que a Ana e principalmente o Cassiano, que se beneficia por ser naturalmente mais adaptável à altitude, além de já estar mais aclimatado, com mais tempo em altitude por ter ido a San Pedro de Atacama de moto, enfrentando "pasos" de mais de 4.500m de altitude.

O guia ia se comunicando conosco por rádio, monitorando nossa velocidade e nossas condições. Depois de mais de 3 horas de caminhada e com quase 14h00 no relógio, o vento começava a soprar mais forte e havia mais formações de gelo ainda remanescentes do inverno. Mas quando chegamos a um platozinho menos íngreme, sabíamos que estávamos bem perto e as energias se renovaram. Estive a ponto de desistir no meio do trecho mais íngreme, e só não o fiz porque dava trabalho virar o corpo e voltar a descer... 

Chegamos em uma pedrona que era o nosso indicador de direção. Mas o cheiro cada vez mais forte de enxofre também servia como indicação. Dali tava muito perto. Só não sabia que era tão perto. Uma mera subidinha de 200m e pronto: a cratera do Láscar!!! Um buracão enorme, com umas fumacinhas saindo do nada, lá do fundo!! Um cheiro infernal de inferno, de enxofre. E um vento do cão, embora o dia estivesse absolutamente aberto e ensolarado!!



Pausa pra fotos e filminhos, 15 minutos lá em cima, no máximo, e toca a descer, porque o guia já estava nos chamando. E a descida foi punk. As pernas estavam tremendo, o terreno que era ruim pra subir, era pior pra descer, muita pedra solta conjugada com falta de firmeza nas pernas significaram uns 4 tombos pra mim. Nada de mais, mas escorrega daqui, escorrega dali, fui indo, meio joão-bobo, quase correndo. Quando o carro ficou visível, não tinha mais trilha. Descíamos pelo caminho mais curto, mais íngreme e mais capotável. Não ligaria muito se fosse rolando, mas achava que se ficasse de pé ainda assim seria mais rápido. Cheguei muito mais cansado do que em qualquer maratona que já tivesse feito. Respirava, mas o ar não vinha a 4.800m. Mas mesmo assm vinha mais do que a 5.550m... 


Descendo de volta a San Pedro, em uma viagem de 3 horas, tudo começou a voltar ao normal aos poucos. Mas é impressionante o que a altitude e a consequente falta de pressão atmosférica fazem. Mesmo para nós, em boa forma física, foi bastante penoso. Dor de cabeça constante no vulcão, falta de ar intensa, qualquer movimento diferente causava tontura. Parar cansava, voltar a andar cansava, se baixasse a cabeça, ao levantá-la parecia que alguém estava espremendo o meu crânio. Mas a sensação se conseguir o topo é muito similar à de completar uma maratona. 

Ou seja, no final das contas acho que sim, subir esse vulcão teve muito mais relação com corridas do que imaginava. E fica a observação do título: o que corredor de montanha faz nas férias??? Sobe montanha...

Resumo do mês - setembro/2011

59 km em 06 treinos e 96km em 05 provas (12 na Corrida das Torres, 10 no GP Runners, 11 na Maratona PA de revezamento, 45 nas 24hs da Virada e 18 no Night Run de Ilhabela) = 155km. Mais competi do que treinei...

2 míseras séries de musculação.
E férias...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

X-Terra Ilhabela Night Run - 18k

O final de semana puxado passou, mas ficou  no meu corpo. O treino de terça foi de tal forma miserável que eu preferi parar, depois de fazer a segunda Bienal e perceber que o Everest seria mais fácil. 5km, só pra dizer que tentei ir treinar (Mizuno Nirvana)

Mas tudo bem, férias chegando e um bota-fora interessante: o X-Terra de Ilhabela. Vários eventos, várias categorias e eu ia competir usando a inscrição do Fred nos 18k noturnos. Ele trocou a prova por uns treinos mais punks direcionados a Bertioga-Maresias e acabou ficando com a inscrição na mão. Não sou lá muito favorável a esse negócio de correr com a inscrição dos outros, mas como é uma prova que não premia categoria e como eu nunca sou premiado mesmo, fui pro Fred não perder a grana dele. 

Desci com o Nilton no carro, o único herói da equipe a tentar os 50k noturnos. Mas também, um cara que tá treinando pro La Mision, só pode fazer esse tipo de pedreira mesmo. Nós, mais tranquilos, íamos todos pros 18k, exceção à Isabel Brunetti, que ia pros 09km. E os 18k, na trilha à noite, já parecia bom demais!!


Os 50k fariam, na minha cabeça, um circuito já conhecido. Sai do Perequê, vai até Castelhanos e voltam, e os 18k deveriam pegar a estrada de Castelhanos só no começo, só a subida ao topo. De dia, era uma boa puxada, mas à noite, só de headlamp, prometia ser um festival de tropeços. Mas errei. Primeiro porque os 50k, embora fossem até Castelhanos, ainda percorreriam umas trilhas por lá, inclusive com trechos em que só se sobe de corda. O Nilton me contou isso com o olhar mais extenuado do mundo... E os meus 18k, por sua vez, não iriam até o topo da estrada de Castelhanos e nem foram um festival de tropeços... 

Na verdade, a prova não foi só na estrada, passando por algumas trilhas de single track, inclusive a Trilha da Cachoeira da Água Branca que se inicia no Portão do Parque Estadual e que é bem sinalizada e simples de se fazer andando de dia. Mas meio complicada para se fazer correndo à noite por causa da quantidade da raízes. Eu larguei meio meia-boca, como sempre, e só depois comecei a acelerar, achando que a gente ia ficar só em estrada de terra. O problema é que quando fiz isso, apareceu a primeira trilha - e o primeiro transitão. Saímos, voltamos pra estrada, em subida, onde passei um bocado de gente, mas logo depois veio a trilha da Água Branca e mais uma vez fiquei preso no trânsito. Sendo realista, não sei se passaria tão mais rápido se estivesse sozinho, mas sinto que perdi um pouquinho de tempo.

Quando a trilha caiu na estrada de Castelhanos, já em descida, tinha certeza que era só despencar pra baixo e terminar. Seriam uns 7 ou 8 km de descida e plano, e tentei tirar a diferença. E foi nessa que eu percebi que talvez tivesse perdido tempo na trilha, pela demora em encontrar outros corredores e pelo fato de tê-los encontrado, quase todos, bem mais lentos do que eu.

De qualquer modo, fechei, ou melhor, o Frederico Bem fechou em 1h53m53s (tempo líquido). Márcia e Pastor terminaram com 2h00m56s. Brunetti veio com 2h07m02 e o Giglio com 2h07m39s. E a Isabel fechou com 1h07m00, nos 09k. Já nos 50k, o Niltão terminou (e terminou-se) com 5h35m33s, um belo tempo, 24º colocado no geral e 3º pela idade.
Somados mais 18k pro meu North Face que já apresenta sinais de cansaço (biqueira, sola...), vamos pras férias!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

24hs da Virada Esportiva e Maratona PA de revezamento

Duas provas em um único relato porque posso dizer, graças às características particulares dessa duas provas, que eu corri ambas ao mesmo tempo. Nishi agora é corredor ubíquo...

Antes de tudo, registro de treino para fins estatísticos. Tive problemas na segunda, quinta e sexta e não consegui treinar. Musculação foi na quarta e na terça tive um aquecimento de 3km seguido por 08 tiros de 1km, com pausa equivalente à baixa dos bpms. Baixou 20, 25 bpms, a gente partia pro próximo tiro. Eu passei o tempo inteiro na rabeira do grupo, rodando entre 4min35s e 5min/km (o tempo do tiro não equivalia porque o percurso feito tinha, na realidade, 1.06km). Pesado, lento, realmente não conseguia desenvolver a mesma velocidade num pace não tão forte como era desejado (eu tentei sempre rodar um pouco abaixo do máximo). Mas a recuperação era mais rápida que a dos colegas de treino, sempre entre 20 a 25s, o que me faz pensar em um bom preparo aeróbico, prejudicado pelo excesso de peso. No final, 11km pra conta (Asisc GT 2160)

E agora, as provas. A 24hs da Virada Esportiva começava às 14hs do sábado e terminava no domingo, obviamente no mesmo horário. Eu me inscrevi mais para participar, pra incentivar, pra ver como era a organização. Não estou minimamente treinado pra isso, mas prometi pro Diego pegar leve. Até mesmo porque também tava inscrito na Maratona PA de revezamento, pra abrir um dos quartetos que conseguimos formar com os Amigos do Blog Correria e amigos dos Amigos do Blog Correria. A prova seria no domingo de manhã, quando supostamente deveria estar nas 24hs da Virada Esportiva. Mas como é uma prova curta, a prioridade era correr bem o suficiente para ajudar o meu time a ficar na frente do time do Marcel...



Fui pras 24hs da Virada, lá no CERET do Tatuapé. Gostei do que vi em princípio. Pista de atletismo simples, de terra batida, mas com medição real de 400m, chip, estrutura singela mas decente, com água e gatorade. Para uma corrida gratuita, tava ótimo. Tinha uma cacetada de envelopes com chip para serem distribuídos, mas não tinha muita gente. Como não era obrigatório estar na largada pra valer, certamente muita gente pegaria o chip mais tarde e correria só um pouco, e em um horário diferente. Além disso, havia o revezamento. Cheguei lá e encontrei o Gustavo Abade e a Elis, os dois malucos pensando em pódio. A Elis, aliás, tinha vencido no ano passado, na raça pura. E o Gustavo, em fase de treinamento pra BR-135, ia morder que vinha na frente.


Larguei com o Gustavo, num ritmo tranquilíssimo pra ele e tranquilo pra mim. Tinha que ser assim, já que ele tinha mais 24hs de corrida e eu queria fazer umas 2 horinhas sem esforço pra me preservar pra Maratona PA. Nessa toada, fechei 2km com 17,6km (44 voltas - Mizuno Nirvana) e fui pra casa, pros compromissos familiares. Aliás, se não os tivesse, talvez ainda me arriscasse na São Silvestre vintage, organizada pelo Colucci. Imagina só, 3 provas num mesmo final de semana??? Mas não dava...

Maratona PA de revezamento! Cheguei cedinho, dormi pouco à noite, foi um sono meio esquisito, curto, mas estava bem. Na expectativa da largada ainda deu tempo de dar umas facebookeadas e encontrei o Vinícius, colega de faculdade. Larguei lentinho, como em toda prova hiperlotada, mas deu vontade e resolvi incrementar o ritmo. Batendo 4min50/km fora os ziguezagues pra escapar dos corredores obstáculos fui indo até a primeira subida. Ali dei uma relaxada, encontrei o Neto e o Nilton, tentei acompanhar este último mais um pouco mas acabei tirando um pouco o pé. Fechei, pelo Garmin, 11.77km em 1h, com 5min08/km de pace (Nike Structure Triax). Terminei, confraternizei, e voltei pras 24hs.

Lá nas 24hs da Virada o couro tava comendo no Revezamento. Como tinha equipe de trocentos corredores, o pessoal passava num ritmo monstro, inclusive porque tava rolando disputa forte entre 3 equipes pela liderança. Gustavo já tinha ido do céu ao inferno, subindo na classificação de forma espetacular e depois tentando sobreviver na prova depois de chamar o Hugo, o irmão do Hugo, o filho do Hugo... enfim, a família inteira. Já a Elis tava firme na liderança do feminino e, melhor, firme, andando por causa do desgaste, mas caminhando com firmeza e sem parecer ter sentido a prova.

Entrei na pista faltando 04 hs pro final da prova e pensei que se fizesse correndo na miúda, poderia ficar um bom tempo rodando e, quem sabe até fazer uma quilometragem maior do que os 42,2km de uma maratona. Ou seja, daria pra qualificar a prova como ultra. Tava um calor dos infernos, a terra seca levantava um pó infernal, mas dava pra rodar super tranquilo a uns 6min30/km, com bpm na casa dos 145. Fiz uns 20km assim e me dei o luxo de então descansar e caminhar só pra registrar as 106 voltas (42,4km) que significariam uma ultra. E sem graaaande desgaste, exceto pro sistema respiratório, porque o que eu respirei de material particulado não tá no gibi...


Além disso, quando mais perto do final da prova, mais perigoso ficava. A briga do revezamento tava séria. Os caras tavam revezando a cada 400m! Assim, era uma volta no pau, abaixo de 1min e trocava o corredor nas equipes. Os caras tava atropelando mesmo e o Gustavo chegou a tomar uma porrada nas costas. Por causa disso ficou meio chato pra quem tava só rodando, porque o pessoal da organização jogava a gente lá pra última raia. Tudo bem que as raias internas tinham que ficar livres pra cavalaria, mas precisava jogar a gente lá na última raia externa? Eu fazia questão de ficar na minha rainha do meio, onde não atrapalhava ninguém e quando tentava me jogar pra fora eu sprintava e saía correndo. Passou essa "fiscalização" voltava pra caminhada. E assim fiquei nesse fartlek bizarro nas últimas horas de prova...

No final das contas nem sei quanto rodei. No GPS deu mais de 28km (precisão relativa, considerando as curvas de uma pista de atletismo e o fato de não rodar na tangente), o que somado com os 17km garantiriam uns 45km. Deu ultra de lambuja. Elis foi mesmo campeã e o Gustavo ficou em 4º. Mauro Rosa ganhou de novo. E eu não tenho a menor idéia da minha classificação. Mas ganhei o fim de semana, de uns 56km sem quebradeira.

Atualização: sim, meu time foi o melhor dos três formados pelo Amigos do Blog Correria, hohoho.

domingo, 11 de setembro de 2011

Trocados na conta

Depois do GP Runners, alguns trocados para a conta: 10km na quinta, rodando a 5min30/km (Nike Structure Triax), e 14km no sábado, a 6min30/km. A rodagem lenta no sábado era proposital, porque eu IA correr a Volta da Penha no domingo (estreando Asics GT 2160), por isso rodei com bom abaixo de 140. E era para ser um 18k. Só que estreando tênis novo aconteceu: bolhas. Bolhas desde o 4º, 5ºkm!! Dava pra ir pra Penha? Se fosse uma corrida daquelas, planejadas, sonhadas, iria. Mas como era uma prova só pra conhecer e somar... desencanei geral, até porque a bolha foi grande e tá bem dolorida. A volta da Penha foi substituída por um passeio de uns 5km (não contabilizados na conta, é claro!) com a esposa, mancando, no Ibirapuera lotado...

A parte boa? As dores na canela e na panturrilha que me travaram a semana passada inteira, incluindo o GP Runners, parecem ter diminuído. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

GP Runners 2011

Fazer essa prova foi, na verdade, uma grande social. Daqui até minhas férias, todas as corridas tem por objetivo a mera diversão, sem compromisso com tempo, performance ou treinamento específico. O fazer uma corrida me serve de motivação para manutenção de treinos, mas sem o peso excessivo do foco da prova. Peso excessivo basta o meu!
Por causa da prova de quarta, antecipei o treino de terça para segunda, já que ainda teria um jantar com a galera. E na segunda foram 2 intervalados de 4,5km em progressão, saindo de um ritmo leve (6min/km) e fechando o último km em VO2. Ambos sairam na casa dos 23 minutos. Portanto, 9km na conta, em 46 minuto (Nike Free)

O problema é que mesmo sendo esse treino relativamente leve, eu senti. Senti um cansaço nas pernas, umas dores de panturrilha travada, sei lá. E partir pro GP Runners desse jeito, meio esquisito. Correr no Autódromo de Interlagos náo é fácil, muitas vezes a pista é inclinada demais lateralmente e tem um sobe-e-desce constante, bem sacrificador, bem quebrador de ritmo, bem ruim pra quem tá com a caçamba lotada.

Ok, a intenção não é a de fazer tempo. E não fiz. Nem consegui acompanhar o Bonde do Cincão, criado pelo Serginho pra todo mundo correr na casa dos 5min/km. Se eu não tô fazendo isso nem no plano à noite, o que se dirá de dia, de manhã, com um baita sono e ainda tentando filmar e fotografar a prova??? Fechei a prova em 53min04s (Nike Structure Triax), ao menos um tempo melhor do que no ano passado. Mas o que valeu a pena foi encontrar amigos já conhecidos e outros que ainda não conhecia. Marcel, Morgado, Iberê, Serginho Xavier, Pat Julianelli, Alessandro, Ruy, Débora, Felipe Carino e família, Gerrit, Rodrigo Frotinha, Bruno, Luciano, Elio, Terraza, Daniel Sarti...





domingo, 4 de setembro de 2011

Tosse, tosse

Registrando também a primeira semana de setembro, com musculação na quarta-feira e o treino de quinta, movido a catarro. Tosse, pigarro e uma sinusite chata, pra encarar 10 km, em 5 tiros de 2km, com intervalo de 1 minuto. Mais uma vez, Fred e Cassiano foram meus companheiros, desta vez por conta do atraso mesmo, já que a 23 de maio me fez demorar mais de uma hora entre o Centro e o Ibirapuera... ao menos não fui o único.

Só que nessas condições tava difícil. Mesmo assim consegui acompanhar os dois numa sequência de tiros progressiva: se a memória não falha, 10min15, 10min10, 10min07, 9min55 e 9min35 (Nike Structure Triax). E só nessa última os dois abriram de mim, fechando em torno de 9min15. Só que eu cheguei me afogando em catarro... mas fiz, foi bom, limpou a alma. Só não limpou os pulmões.

Corrida das Torres - 2011

Em 2008 eu fiz a Corrida das Torres e tenho boas lembranças dessa corrida, que foi uma das primeiras provas fora do asfalto que fiz. Foi meio que uma prova de fogo, porque ou eu amava aquilo, ou eu odiava. Tava um dia bem chuvoso e as trilhas e lamaçais estava beeem dificeis. Mas foi muito bacana até porque conheci dois caras que me influenciam e me inspiram até hoje, o Alexei e o Éber. 

Duas feras: o Alexei é um mestre no aikidô, pratica montanhismo e corre megaultramaratonas, algumas que nem são competições, sendo diabético do tipo 1. Mostra que a vontade e o bom planejamento vencem muito facilmente alguns limites impostos por uma busca por um improfìcuo conforto. O Éber, por sua vez, é um monstro correndo. O cara é responsável direto por eu estar correndo ultramaratonas hoje. Numa época em que entrava no Orkut para discutir minhas fraturas por stress e tentar novamente fazer singelos 10km, o cara me dizia que dava para fazer ultras, sim!! Ele já foi 5º colocado na BR-135, mas teria sido 4º, se fosse antiético, porque sem perceber cortou caminho no final. No entanto, quando cruzou a linha de chegada em 4º, estranhou a situação, porque sabia que não havia ultrapassado o corredor que chegara em 5º. Buscou, investigou e quando descobriu o próprio erro, se autodenunciou, numa postura ética e digna de um verdadeiro Ultramaratonista. Só pra lembrar, o Éber correu essa BR em que foi pódio meio que sem querer: ele era apenas pacer da Monica Otero, mas ela não pode correr. Como havia a vaga e ele tinha condições de participar, e já estava lá, foi pra prova. E subiu ao pódio!!

Fecha parênteses e voltamos à prova: a edição de 2011 não foi planejada. Foi só uma prova a mais para fazer no meu calendário maluco, sem foco até as minhas férias. Correr para se divertir. E quanto mais experiência, melhor, não? Especialmente nas trilhas e em descida, onde ainda sofro muito. 

O bairro do Caruara, onde se daria a largada, tava meio confuso: obras da Prefeitura bloqueando o caminho, necessidade de chegar por vias alternativas... e ao contrário da prova de 2008, a chegada seria lá no mesmo lugar onde largamos. Mas o percurso seria muito similar à prova de 2008, imaginava eu, com a evidente vantagem de estar sol e bem mais seco. Estava parcialmente certo. 

Larguei tentando usar uma tática diferente: correr bem forte no plano e nas trilhas simplesmente ver o que acontece. Geralmente nessas provas eu seguro um pouco no plano pra guardar energia para os trechos difíceis, mas isso nem sempre tem sido produtivo. O largar que nem um maluco foi bacana. Pena que eu estou fora de forma e de peso, pena que eu estou com sinusite e asma e não consegui render tudo o que dava no plano, mas correr mais ou menos a 5min/km era bem mais rápido do que o tipo de estratégia anterior.  Lógico que o North Face também atrapalha um pouquinho pra correr rápido, mas era bom pra esse tipo de prova. O percurso segue meio plano até o 3ºkm (com alguns obstáculos - por exemplo, a gente desce e sobe escada para passar por debaixo da BR-101), onde começa uma discreta subida e do 4ºkm em diante a gente entra no mato. Trilha bem fechada, bastante íngreme em alguns pontos, e em outros o matagal alto (mais alto que eu) quase não te deixa ver onde está pisando. Várias vezes derrapei pisando em pedras escondidas no meio dessa trilha semifechada. Mas não caí nenhuma vez, por incrível que pareça. Essa trilha fechada acompanha as torres de transmissão de energia, daí o nome da corrida. São trilhas "de serviço", contornando os morros, num sobe-e-desce infernal. "O que eu estou fazendo aqui" é o pensamento mais comum.

O ritmo mais forte na largada rendeu algum resultado. Em 2008 eu peguei muito trânsito nas trilhas nas subidas e gerei trânsito nas descidas. Se eu sou lento hoje, imagine naquela época e em um dia chuvoso! Desta vez, no entanto, cheguei nas trilhas com pouca gente, passei um ou outro nas subidas e só uns 4 me passaram nas descidas. Corri bastante tempo sozinho por lá e até cheguei a errar o caminho, justamente onde a trilha fechada acaba e começa a descida.

É díficil lembrar por inteiro a prova de 2008, mas acho que é no final onde se deu a maior mudança. Neste ano a gente desce uma trilha até chegar numas ruas de terras (lá pelo 9º km) e volta pelo caminho da ida. Em 2008, a gente descia mais rápido, através de um matagal plano em um terreno bom pra correr, embora com algumas poças profundas de lama (onde cheguei a perder o tênis). Essa deve ter sido a maior diferença e a razão para a prova de 2008 ser um pouco mais rápida que esta, mesmo em condições climáticas melhores. Isso porque mesmo voltando a correr forte (dentro das minhas limitações) nos últimos 3km, passando alguns daqueles que me passaram nas descidas, fechei em 1h27, 4 minutos mais lento do que a prova em 2008. Só que comparativamente eu acredito que fui muito melhor nessa prova. Na chegada, inclusive, tinha pouca gente, ao contrário da prova de 2008, onde eu senti que cheguei entre a metade final dos corredores.

Ainda não saiu o resultado. Pode ser que tudo o que falei seja uma impressão errada e eu tenha corrido bem lento em relação aos outros. Pode ser também que a prova de 2008 tenha tudo um nível técnico mais elevado. O que sei é que me diverti mais uma vez. E voltei sujo pra casa, mas bem menos do que no dilúvio de 2008...


http://connect.garmin.com/splits/111631689

Atualização: Saiu o resultado oficial e confirmada a impressão errada: fui mal pra cacete... não entendi nada, mas 1h27m54s015 me garantiu só o 97° lugar entre 150 homens! Eu não vi tanta gente assim na chegada, sei lá onde foi parar esse povo!! O que impressiona é que o tempo foi dado em milésimos, mesmo não tendo chip!

Resumo do mês - Agosto/2011

114,2 km em treinos e 2 provas: uma de 42k (Bombinhas) e outra de 10km (Green Race). Total=166,2km
3 treinos de musculação

Choque térmico

Nossa senhora, como essa semana em São Paulo foi gelada!!! As temperaturas voltaram a bater em um dígito. Mas o pior dia foi a terça, sabe por que? Por que depois de uma semana gelada, tivemos uma segunda-feira com mais de 30º e a terça seguia assim até o meio da tarde, quando, no meio da tarde, o sol foi embora, ficou tudo escuro e nublado (mas sem chuva) e a temperatura despencou mais de 10º em menos de uma hora. Na verdade, ao meio-dia da terça feira eu sentia o calor de 30º e na hora do treino tava uns 13º no Ibirapuera. E eu que tava meio que me recuperando de uma semana meio esquisita com alguma rinite e asma, tive o rebote. 

O último treino do mês foi rodado. 3 voltas de 3,5km, contando uma subida na rampa da Bienal nessa quilometragem: 10,5km (Nike Free) que fiz acompanhando o Fred e o Cassiano, em 1h01 (20min45s/20m00/20m15s). Foi ritmado, foi tranquilo, eu não me sentia bem e não quis forçar o ritmo com a Edith, o Ronaldo, a Grazi e o Paulão, que seguiram um pouco na nossa frente. Acho que fiz bem, porque depois do treino me deu uma sinusite...

domingo, 28 de agosto de 2011

Green Race - 10k - 2011

Primeiramente, registrando para fins estatísticos: musculação na sexta e um 13,5k no sábado (de Mizuno) em 1h15, ritmo mais rápido do que deveria, mas mais lento que o normal.

Mais rápido do que deveria porque senti na Green Race de hoje. Não sei se juntou com o fato de ter dormido pouco (pô, tinha Anderson Silva no UFC...), se foi o jantar movido a comida baiana, mas o negócio é que eu cheguei lá em Jundiaí meio baqueado. Foi legal ter encontrado o Jacoto, o Gentil e o Paulinho Lacerda, todos indo pro 50k. Deu uma vontade de fazer... mas passou logo que comecei a correr. Os primeiros 3k são de uma subida que vai progressivamente se acentuando, com alguns trechinhos de plano. As pernas doíam e a asma atacou. Tive que caminhar e sentia uma certa fraqueza vendo um pessoal nitidamente mais lento me passando. 

Quando acabou essa subida dos 3k começou a descida, longa, também entremeada de planinhos e menos íngreme. Estava com incríveis 23 minutos para 3k!!! Com a redução dos bpm, consegui voltar a correr em um ritmo minimamente aceitável, mas longe do que considero bom. As pernas continuavam a doer, dor muscular típica de cansaço, mas fui descendo e passando o pessoal. No entanto, aí começou um outro problema. Um gênio da logística de corridas determinou que alguns carros de apoio e ambulâncias partissem em comboio no meio dos atletas. Ok, se empacotasse ali seria atendimento imediato. O problema é que aumentaram e muito as chances de empacotar por causa da porra da fumaça que os carros soltavam e da poeira que eles levantavam, além de espremer a gente pros cantos da pista. O pior é que eles vinha exatamente na mesma velocidade que eu!! Saco!! Eram quatro carros e eu acelerava para ultrapassá-los, só que aí abria um espaço e eles me passavam de volta. E tome poeira!! Passava alguns de novo, só que a poeira me fazia mal ou chegava uma subidinha, diminuía um pouco e o comboio se formava na minha frente. Parecia perseguição, em um determinado momento eu resolvi até diminuir pra deixar eles irem lá pra frente. Foda-se a minha prova, já tava com um tempo ruim mesmo. Não é que os carros diminuíram também???

Nessa história toda acabei encontrando a mãe da Patrícia, minha colega de trabalho. A mulher ia fazer os 50k e tava me dando um caldo no ritmo... no final das contas compartilhamos muita poeira, muito monóxido de carbono mas deixei-as partir no finalzinho da minha prova de 10k. Depois quero ver como ela foi, porque naquele ritmo fecharia os 50km em 5 horas baixo, o que seria uma façanha e tanto naquele terreno.

Eu fechei os meus 10k em 1h06m e uns quebrados. Resultado horroroso. É uma corrida toda em estrada de terra, sem dificuldades de terreno, que não demanda tênis específico de trilha (e eu com o North Face pesadão, duro...) tendo como fatores de redução de ritmo apenas as inclinações. Não são desprezíveis, mas já peguei coisa bem pior pela frente. Só que hoje realmente...cheguei com as pernas doendo, mas inteiro, no final a asma tinha ido embora. Peguei minha medalha e, impaciente, resolvi voltar pra largada a pé mesmo, sem ficar lá morgando e esperando o ônibus da organização nos levar. Trotei os 10k de volta e vou registrar 20k no odômetro, pois. A medalha é a mesma pra quem faz 10 ou 50k, o que eu achei uma bela sacanagem com os ultras. Não sei qual seria a medalha do revezamento, mas desconfio que era a mesma. Só a dos 5k era diferente e bem, bem-ser vergonha. Mas a camiseta é ótima, a prova dos 10k tem excelente hidratação (a cada 2,5k) e tava até bem organizadinha. Tinha que estar mesmo, pelo preço de inscrição...

E. t.: parabéns pro capitão Rodrigo, que faturou o caneco na categoria revezamento mista. Apesar das ausências da Estelinha e do Sérginho, eles mandaram ver!!
E. t.2: Paulinho Lacerda foi 5º no geral. Resultado espetacular, ele sozinho foi mais rápido que o revezamento do Rodrigo!! E a mãe da Patrícia foi 3ª colocada entre todas as mulheres. Não foi em 5hs baixo, mas foi em 6hs baixo, a 1 minuto da 2ª colocada e mais de meia hora na frente do Jacoto, por exemplo (um cara que tem praticamente o meu ritmo de maratona).  É mole???

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Invernico de rebote!

Hoje, quinta, finalmente esquentou de novo. Mas pra quem achava que o inverno tinha passado, a semana foi braba! Desde a chuvarada do final de semana, tudo ficou frio e nublado, bem londrino. Ótimo, mas meu nariz não gostou nada e eu passei a semana com dor na musculatura abdominal de tanto espirrar. Mas mesmo assim saíram os treinos.

Na segunda, a musculação mais pesada, voltando a fazer força. Na terça, apesar de ser o dia mais caótico do meu nariz, com espirros, nariz que ora ficava todo tapado, ora vazava que nem obra da SABESP e um pouco de dor de cabeça e febre, saiu um fartlekão que fiz, prudentemente, num ritmo um pouco mais leve do que estou acostumado. Acompanhando o Gaspa, foram 12km, com os seguintes tempos para cada volta de 3km (17m30, 16m30, 15m50, 17m00 - Nike Free). Nada excepcional, mas a endorfina liberada ajudou e terminei o treino muito mais inteiro do que quando comecei e na quarta, uma sessão de massagem que eu estava me devendo desde Bombinhas.

Hoje, infelizmente uma feira de produtos bregas (sei lá o que era, mas pelas vidraças tudo parecia muito kitsch) na Bienal simplesmente tornou impossível qualquer tentativa de estacionar perto do Ibirapuera. Além disso, já fazia 50 minutos que estava no trânsito (pra andar 5km!!) e simplesmente desencanei e fui pra academia. Não sei qual seria o meu treino, mas baseado no esforço só moderado do fartlek de terça, inventei um intervalado com tiros curtos, adaptado pra esteira: 5 tiros de 400m, com intervalo ativo trotando 400m entre eles. Depois, 5 tiros de 200m e descanso ativo de 200m. Por fim, 5 tiros de 150m, seguindo a mesma fórmula. Tudo progressivo. O primeiro tiro de 400m saiu a leves 4min30/km. O último de 150m foi a 3min30/km. Não foi um baita treino, mas eu também não me senti à vontade para sprintar na esteira. Sei lá, balançava tudo, fazia barulho e a academia inteira olhava pra mim... mas foi legal. Contando com aquecimento e desaquecimento, 10km com estímulos de intensidade, divertido (Nike Structure Triax).Prefiro fazer isso no chãozão mesmo, mas na esteira pude, pelo menos, controlar melhor a distância.

sábado, 20 de agosto de 2011

R. I. P. Garmin Forerunner 305

Meu velho Garmin 305, companheiro de tantos longões, tantas ultras e tantas maratonas acaba de falecer. Por volta das 18hs do dia 19 de agosto de 2011, quando eu o preparava para mais uma carga de bateria para o treino do sabadão, percebi que ele simplesmente não respondia. Aquela confortável mensagem de "Baterias a carregar" não aparecia no visor. Nenhum barulhinho. Tentei ligá-lo e nada. Consegui ainda, em um último suspiro, baixar os últimos registros, que foram justamente de Bombinhas, e depois disso, nada! Nem conectar no computador eu consigo. Procurei dicas na internet e a única que eu não usei ainda foi tentar secá-lo, mas acho isso apenas uma tentativa desesperada, já que eu não o molhei lá em Bombinhas, pelo que me lembre.

Adeus, Garmim. Meu pulso esquerdo branco sempre lembrará de você, já que contrasta com o resto do braço, bronzeado do sol dos longões. E meu braço esquerdo também, já que ele é muito mais forte que o direito graças ao sobrepeso carregado por ti, megarelogiãoGPS!

Treinos, treinos de regeneração na semana: terça com 7,5km feitos com Edith, Grazi e Fred. Não dá pra dizer que foi leve, especialmente a segunda volta, mas foi curto, 40 minutos (Nike Free). Quarta de musculação, série nova mescalada com uma ausência de duas semanas, o que resultou numa quebradeira total, tudo dolorido. Na quinta, um treino de fartlek que também deveria ser em ritmo leve: 1h10 rodados com 08 rampas da Bienal. O problema é que não rodamos leve, e as rampas da Bienal ficaram bem pesadas... 12km, com Mizuno Nirvana. E neste sabadão, finalmente algo tranquilo: 1 hora rodando na garoa, conversando com a Dalva, na volta de 10 km com Biologia, usando, pela última vez, o Saucony Glide. R.I.P. também Sauconyzinho, você foi um bom tênis!! E fim da sessão despedidas!!

domingo, 14 de agosto de 2011

Regenera, moleque!!!

Uma semana regenerando. Sem fazer muito esforço, foram mais ou menos 08km (46minutos) na terça, 40 minutos de rolo na bike na quarta, mais 06km com educativos na quinta, com o pessoal da academia, e outros 44 minutos no domingo(6.7km). Treino de terça de Mizuno Nirvana e os dois últimos de Structure Triax. E embora ainda continue regenerando, agora começo a fazer um pouquinho mais de força. Como tenho férias em outubro e nessas férias não vou correr, não dá pra se preparar para nenhuma prova longa no período. O negócio agora é fazer algumas provas mais curtas, por diversão, e uma ou outra meia-maratona que aparecer. Mas continuo sem pretensão de performance. De certo, até agora, inscrições na Corrida das Torres, no GP Runner´s e na Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, a primeira que eu farei de verdade, apesar de ser esta a prova de entrada de muuita gente no mundo das corridas. Aproveitando a fase "é a primeira vez que faço", vou pensar em outras provas tradicionais e que eu ainda não fiz.

Ele terminou

Ele chegou: Carlos Dias alcança o seu objetivo e completou, no dia 13 de agosto, durante a Brasil Sports Show, o seu desafio de rodar o Brasil inteiro correndo, arrecadando fundos para o GRAACC.  Ignoro quanto ele arrecadou, mas certamente foi menos do que o esperado. Por isso, para quem quiser e quem puder, ainda há tempo de ajudar. Como? É só visitar o link "compre km pelo GRAACC".

terça-feira, 9 de agosto de 2011

K42 - Bombinhas 2011

Bon bini a Bombinhas!!!

O K42 era um sonho antigo. Desde quando ouvi falar de uma maratona em trilha em Villa La Angostura, na minha viagem de lua-de-mel, sonhava com uma prova dessas. Em 2009, esse mesmo K42 aportou no Brasil, em Bombinhas e eu não pude ir. E não pude ir também no ano passado. Mas neste ano deu pra planejar direitinho e, para ajudar, a Trilopez formou um grupo grande para viajar pra Santa Catarina, pra deixar as coisas ainda mais divertidas não só na prova como nos treinos.


O que atrapalhou um pouco, no entanto, foi a sensação de falta de rendimento nos treinos. Não perdi peso, não ganhei performance e ainda tive vários treinos complicados, com algumas lesõezinhas e a asma pegando no inverno rigoroso deste ano. Aliás, registrando aqui, 8km na terça-feira, quase morrendo de hipoxia asmática!! Fui sexta-feira para Bombinhas, inclusive, com a rinite em crise e com dificuldades para manter meus brônquios abertos. O negócio era tentar só terminar. O lado bom é que em uma prova dessas a premissa é realmente essa, a de “só” terminar, sendo impossível pensar em um determinado resultado ou mesmo em um pace constante. Subir as trilhas do jeito que dá, descer do jeito que pode, e correr onde dá pra correr (quando se consegue).


Na semana pré-prova o clima dava medo. Teve enchente no sul do país e chegou a nevar na Serra Catarinense. Agosto é um mês frio, mas isso é exagerado até para os catarinenses. Por sorte a previsão era de uma prova com céu aberto, embora com expectativa de vento e frio. E por mais sorte ainda, largamos realmente com o céu aberto, mas sem tanto frio. Tanto que já deixei os manguitos de lado no 1° quilômetro. E logo depois o sol daria as caras num dia perfeito, ensolarado sem estar quente.


Essa corrida prometia em termos de história pra contar. Assim que chegamos à largada, vimos o Paulinho Navarro dando uma longa entrevista para a ESPN Brasil. Logo depois o cara tá vestindo um capacete com uma câmera na cabeça... formiga atômica, correspondente de guerra! Ele entregaria o equipamento pro repórter no 4° km, mas eu cheguei a achar que iria fazer a prova inteira daquele jeito...



Saí bem devagar, tirando foto, num ritmo bem mais lento que o normal. Tanto que alcancei o grupinho da Ana Miriam, Marcia, Cassiano e Day só lá pelo km 04. A Edith ainda seguia um pouquinho à frente, mas o resto da turma já estava espalhado. Paulinho Lacerda brigando pela ponta. Navarro, Alê, Bia, Dalva e Grazi também bem à frente da gente. E atrás a Rose, o Giglio e o Brunetti. Na primeira subidona pesada, o Cassiano desgarra, e o Brunetti com suas pernonas compridas nos alcança, só na caminhada. Eu, a Marcia, a Ana Miriam e a Day tentávamos manter o ritmo do gigante.

 


Alcançar o Brunetti só mesmo na trilha, na descida. Aí quem começou a voar, despencando ladeira abaixo era a Márcia. E eu tentando acompanhar. A preocupação da Márcia era não perder a Ana atrás dela, mas na trilha, pra baixo, nem se ela segurasse o ritmo a Ana Miriam chegava. A mulher voa!


Aos pouco, nesse ritmo feroz, eu e a Marcia alcançamos a Bia. Coitada, sofria com bolha já no 10ºkm, mas foi guerreira e continuou. A Dalvinha a gente alcançou numa prainha bonita. Logo depois, um pouco mais de trilha e a praiona de Zimbros, de 5km de extensão. Ali, no plano, passei muita gente e trouxe a Márcia na cola até bem perto do 21ºkm, quando a Ana Miriam revezaria com o Du Pastor e a Márcia seguiria com o bofe dela. Bem pertinho desse posto da meia encontrei a Cynthia, mas ela logo foi embora, enquanto eu fiz um mega pit-stop de 5 minutos. Me enchi de melancia, suquinho e o escambau, até porque ali começava a parte difícil da prova. E olha que até então não tava nada fácil... 2h40 minuto para 21km!




De cara a gente sai da praia e enfrenta um escadão. Depois, uma trilha fechada, um sobe-e-desce infernal. Umas vistas bonitas, uns escorregões dos infernos numas pedras... deixei a Márcia e o Pastor pra trás e fui na minha prova. A gente subiu pra caramba e de repente, um ladeirão pra baixo, em piso bom, onde dava pra correr. Eu sou ruim pra cacete pra descer em terreno irregular, mas no plano eu soltei o corpo e fui embora. Alcancei a Cynthia de novo, passei pelo fotógrafo Pinguim e por mais um carrilhão de gente.



Chegamos numa outra praiona e aí já não tava tão firme, mas continuava correndo. Tanto que surpreendentemente encontrei o Oswaldo ali. Ele, justo ele, cabrito montês, tinha quebrado. A Cynthia tava logo atrás e iria alcançá-lo. E ele ainda me diz que o pessoal tava logo à minha frente. Me enchi de vontade, olhei no relógio e achei que dava pra terminar em 5h30 e quem sabe alcançar alguém. Passei muita gente que só caminhava por ali. No final dessa praiona, encontro o Harry e começamos uma das piores subidas da prova, muito íngreme, parecida com a primeira de todas, mas bem mais doída com o corpo cansado. E o Harry ainda fazia questão de lembrar que o pior ainda vinha. Já tinha esquecido essa história de alcançar Cassiano, Edith ou Grazi.




Mais uma praia, um retornão e asfalto. Mas não era bom não, uma estrada em subida que desanimava só de ver. Sim, a segunda metade era muito pior que a primeira MESMO! Sobe aqui, desce ali e chegamos em na praia de 04 ilhas, onde a gente teria que ir para a direita, nos enfiar numa trilha na península, sofrer pra diabo mas curtir uma das melhores vistas da prova, xingar o cara do retorno que ficava controlando o nosso número e voltar para a mesma praia no sentido oposto. Ok, terminar em 5h30 não dava, mas acho que 5h45 eu garantia.




E pra que? Pra chegarmos numa outra trilha fechada, complicada até alcançarmos o temido costão de pedras. Que nem era tão ruim assim, já que o clima tava bom e seco. As pedronas, secas, estavam fáceis de serem transpostas. O difícil é que pra sair dali tinha uma trilha que... pelamordeDeus, impossível. Uma subida infernal, o pior trecho da prova e no km 39!! Precisava daquilo?? Tinha que parar pra descansar segundando nas árvores pra não escorregar lá pra baixo. Nem se eu estivesse novo e inteiro conseguiria fazer aquilo sem parar. Imagina naquela altura do campeonato! Ia fechar em 06h00 mesmo, ok, tava conformado...



Pior é que os requintes de crueldade não acabaram ali. Ainda tivemos um retorninho na Praia da Sepultura que só serviu pra cansar a gente. Ia, voltava, pra que? Ahhh... bom, esquece esse negócio de terminar a prova em 06h00! Cruzando a linha de chegada tava bom...

Mas isso ninguém mais tirava de mim: umas prainhas aqui e ali, tudo plano e fim! Ver aquela escultura de sol da Vila do Farol de volta à Praia de Bombinhas foi uma das coisas mais lindas do mundo. Chegar correndo era questão de honra! 06H05minutos e uma vontade louca de... chegar logo e beber um treco gelado, porque a água do camelback parecia chá!!



Quem já tinha chegado, tava lá, feliz da vida, descansando e comemorando. Nosso coach Paulinho Santana que foi o 2º colocado entre todos no K12, a Isabel que também foi superbem nessa distância e a Ana Miriam, que fizera a primeira perna do revezamento. O Paulinho Lacerda foi o 9º no geral e 1º colocado na categoria. O Navarro, o Alê e a Grazi, como sempre, super bem. A Edith, pra variar, pódio na categoria. O Cassiano uns 20 minutos na minha frente. Logo depois que eu cheguei vieram a Márcia e o Pastor, pertinhos, uns 3 minutos atrás, junto com a Cynthia e o Oswaldo, recuperado. Aí relaxei, comi mais melancia (devo ter comido uma inteira, durante a prova toda) e fui esperar o pessoal que veio chegando aos poucos. Dalva inteirona, Bia, guerreira chorando de dor e desabando na chegada, Day e Rose com um sorriso de orelha a orelha, Giglio pegando pódio na categoria e logo depois o Brunetti, feliz, mas com uma cara de quem queria descer a porrada no argentino que inventou aquela subida depois do costão de pedras...


Ufa! Que prova! Certamente a mais bonita do Brasil. Difícil vai ser achar uma outra tão bonita no mundo. Só no comecinho a gente passa por uma regiãozinha meio feia, um bairro mais carente de casinhas feias.*** De resto, é só natureza, praias lindas, trilhas maravilhosas, um desbunde.

*** trecho censurado pelo comentador "Ice".

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Correr é um compromisso social

O que mais você pode esperar de um sujeito que se mete na Maratona de Recife, na chuva, com um sapato social??

 
Só pra registrar, o cabra fez a Maratona do Rio de Vibram Five Fingers (3h49), de Brasilia com tênis normal  (3h43) e agora a de Recife, com sapato social... e para 4h11...

domingo, 31 de julho de 2011

Resumo do mês - julho/2011

189 km corridos em 14 treinos
30km rodados de forma beeem leve na bike.
6 séries de musculação

Recreatreino

Na reta final para Bombinhas, já não dá mais para ignorar que a preparação ficou aquém do desejado. Não conseguir emagrecer, tô irregular nos treinos e longe do meu melhor estado físico. Isso não me preocupa muito porque o objetivo deste anos era o de justamente relaxar um pouco, correr, fazer provas, mas sem a preocupação de performance. Só tinha uma prova que eu realmente queria fazer bem, que era a Comrades, mas como não deu pra ir, acabei relaxando de vez.

Assim, faltando poucos dias, o negócio agora é tentar descansar um pouco, já que um dos principais problemas que tenho enfrentado é a sensação de cansaço. E isso foi bastante significativo na quinta, onde a gente tinha uma rodagem simples, com o pequeno detalhe de fazer 6 rampas da Bienal seguida. Em outros tempos, faria todas com força total e desceria forte. Na quinta foi um sufoco terminar as rampas. A rodagem foi um pouco mais tranquila, mas mesmo assim tava sentindo cansaço. 10,5km em 1h, de Mizuno. 

Trabalho pegando, abortei a musculação na sexta e resolvi fazê-la no sábado, já que não ia treinar mesmo porque o treino previsto era um teste de 05km. Além de odiar esse teste quando feito no Villa-Lobos (odeio aquele zerinho feito de concreto), no meu atual estágio físico e de treino é algo que não significaria muita coisa. A importância principal de um teste desses é possibilitar ao treinador a mensurar o estado físico de seu atleta. Ora, o meu eu sei que é meia-boca. E pra Bombinhas, a utilidade de fazer 5km no pau uma semana antes é bem próxima a zero. Assim, fui no sabadão de manhã encarar a academia vazia, sossegada, puxei meu ferro e fiz minha rodagem na esteira mesmo. Recreativo puro, inventei um treino pra mim. Saí correndo de casa até a academia (2km de subida), e depois da musculação fiquei fazendo séries na esteira com inclinação progressiva, sem forçar em nada a velocidade, apenas tentando me manter correndo sem cansar muito. Fiz umas 06 séries de 1km, inclinando a esteira até 15º (nos últimos 300m) e deu pra suar bastante. Por fim, rodei 30min na ergométrica, só pra relaxar e voltei correndo pra casa (2km de descida). 10km no sabadão, com o velho Saucony Glide.

E no domingo, tinha pensado em pedalar, mas minha esposa quis conhecer a ciclofaixa... resultado, pedalando com ela, devemos ter feito 30km em 3horas, numa média fabulosa de 10km/h (6min/km)... mais lento do que eu faço correndo numa maratona, mas, enfim, era a esposa, né? E de qualquer forma, foram 3 horas em cima da bike, ainda que o esforço tenha sido mínimo...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O insustentável peso do ser

Milan Kundera certamente não pensou nas circunferências abdominais alheias quando escreveu "A insustentável leveza do ser". Também não deve ter passado pela sua cabeça que um intervalado poderia ser mote para sua obra. Mas acho que ele também não corria e não sabia o que ter que contrapor endorfina na veia com excesso de peso. 

Tô no auge do peso. 73kg. E esses 6, 7 kg a mais aparentemente me tornam mais lento. Eu tento argumentar pra mim mesmo que isso é músculo, já que levantar mais de 100kg no agachamento não é pra qualquer um. Mas ultimamente eu sempre me recordo do Ronaldo Fenômeno toda vez que eu me vejo numa foto.

A consequência lógica é não conseguir correr com a desenvoltura de antes. Talvez esteja até mais lento do que Kundera, se esse corresse. Senti isso na pele, mais uma vez, hoje. 4 intervalados de 2,6km (a volta do lago do Ibira sem nenhum cotovelo), em que o Paulão e a Grazi foram e eu fiquei... tempos: 14m56 (5min36/km), 12m39 (4min44/km), 14m00 (5min14/km) e 12m24 (4m40/km). Obviamente era fraco-forte, mas o forte não foi tão forte quanto gostaria. 11km, com o desaquecimento, de Nike Structure. 

Para Bombinhas não preciso estar rápido. Mas um pouco de leveza ia ser bom. Porque em terreno escorregadio, off-road. cada tombo dói mais quando se está pesado. Até Milan Kundera concordaria com isso.

domingo, 24 de julho de 2011

Double Long

Fazia tempo que eu não fazia um longão duplo no final de semana... mas, enfim, Bombinhas se aproxima, e por incrível que pareça a idéia desse longo duplo no final de semana era o de evitar desgaste. Sim, porque embora tenha sido um treino de volume, não envolveu um desgaste muito pesado nas duas sessões e, entre elas, houve um descanso.

Mas o registro cronológico deste post começa antes, na quinta, com um 2-6-2. Não, isso não é esquema tático de time de várzea, mas um treino que começou com uma rodagem de 2km, seguida de um trecho de 06km mais forte e, por fim, outra rodagem de 2km. O que interessa, que foram os 06km, saíram em 31 minutos, contando um pit stop que fiz no banheiro. Média de 5min10s/km, mas que foi efetivamente mais rápido, já que teve o pit stop. Não foi um treino exaustivo, não fiz força total, mas foi fortinho. Meu ritmo atual de velocidade está meio ruim mesmo, mas embora tenha corrido com a barriga bem estufada por conta do feijãozinho do almoço, corri bem melhor do que na terça. Com o aquecimento, deu 11km, de Nike Structure.

Na sexta, musculação e no sábado, enfim, o primeiro longão. Talvez por causa da musculação, tava meio travado, não sei, o pé doía dentro do tênis, como se não estivesse adaptado a ele. E fiz do treino uma diversão, corri com o Giglio, a Rose, a Day, o Brunetti e a Bia, em um ritmo levemente mais lento do que normalmente eu faço, mas que mesmo assim tava meio difícil, já que estava em um daqueles momentos em que "não é o dia". Mas as risadas valeram o treino. E de qualquer modo, rodamos 16,5km, com Mizunão Nirvana, e camel back nas costas.

A segunda perna do longão do final de semana foi melhor. Rodamos no sítio do Giglio, em São Roque, e saí me sentindo mais leve, mesmo estando mais quente, com sol e tempo aberto. Deu 19 km, em um treino que é mais difícil pelo terreno, pela variação de inclinação e pelo próprio tênis de trilha, mais pesado, e eu cheguei sobrando. Deve ter sido vontade de chegar logo pro churrasco, mas é incrível o poder da mente nessas horas, não?


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Com melhoramentos no treino

Se na semana passada não deu pra ir no reflorestamento, nessa semana rolou. E foi bão pra cacete. Turmona boa, tempo legal, Cassiano experimentando novas trilhas (algumas que voltavam pro mesmo lugar de onde saímos), Fabinho se perdendo... e um treinão pesadão, puxado, difícil, muita subida, muita descida, variação de terreno, em alguns locais simplesmente não tinha trilha. Pra ter idéia da dificuldade, foram 22,5km em 3h10. Gastei meu North Face, mas no final foi bem divertido.

Na segunda rolou uma musculação com série nova, cheia de exercícios bizarros funcionais do Gabriel, um monte de coisa pra ser feita em uma perna só, a famosa série saci. Vou contabilizar os 3,5 km que eu fiz correndo de casa até a Academia e voltando, porque a subidinha dói...

E, por fim, treininho hoje no Ibira, consistente em um fartlekão com todo mundo na série. Boa parte dela foi levezinha, rodando. Mas com dois momentos de pico: o primeiro na pista de cooper, onde fazíamos um tiro de 100m com recuperação de 200m. Foram duas voltas nessa toada por lá e no final eu comecei a sentir dor de estômago. Que só piorou no segundo pico, na subidinha da Sabesp, 10 minutos rodando com subida mais forte e descida e planos mais leves. No total a brincadeira deu 10km em 1 hora, com o bom Mizuno Nirvana. Acho que eu tô numa fase onde não consigo mais melhorar meu condicionamento, aquele "vale" do macrociclo. Só que não dá pra parar por causa de Bombinhas. Mas vai ser punk...

E abaixo, o vídeo do treino de sábado. Apesar de tudo, fiz bem esse treino aí.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sem melhoramentos no treino

Mais uma contusão superada. Só que ao contrário do que previa, não consegui, por problemas particulares, ir no treinão do Reflorestamento da Melhoramentos no sábado. Uma pena, porque parece que foi bom, o pessoal rodou pra caramba e sofreu pra dedéu. Acabei fazendo meu longo sozinho, no domingo, saindo de casa, indo até o Bosque do Morumbi, fazendo rampa que nem um retardado por lá e voltando pra casa. Foi legal ter aproveitado que várias ruas estavam interditadas por causa da prova da Corpore, que ainda não tinha começado quando eu passei. Interessante correr sozinho dentro do túnel da Juscelino. No final das contas, foram 28km em 3 horas e 10 minutos, algo em torno de 6min45s/km, um ritmo lento, mas aceitável, dada a minha jabulani abdominal e o fato de ter feito muita rampa lenta no Bosque. Além disso, esse tempo inclui todos os semáforos da volta e eu consegui pegar todos no vermelho!! Por fim, corri com o North Face, tênis de trilha, que é ruim de asfalto que dá dó!!
Off na segunda, terça foi dia de mais treino de corrida. Um rodadão de 3km, seguindo de um tiro de 2km. (10min04s) Depois um rodadão de 2,5km e um tiro de 1km (4min08s). Tudo isso com educativos nos intervalos. Foi... esfalfante. 8,5km não é muito, mas a intensidade me quebrou, até porque o rodadão foi mais forte do que deveria. Queimando o Nike Structure Triax

Quarta de musculação, começando a me sentir melhor com os exercícios e quinta com mais corrida. Desta vez rolou um circuitão seguido de 50 minutos rodados, dos quais 10 minutos na rampa da Bienal. Uns 8,5 km de novo, de novo também de Nike. A menção honrosa foi a quantidade de polichinelos que o Diego passou nesse circuito... Professor Sérgio Basílio, fica esperto!!!

Terei coragem?

Começou num post despretensioso, meio besta até... no começo desse blog, mais de um ano atrás. Passou despercebido até que, na terça-feira, o comentário! Não é que o recordista mundial de polichinelos em um minuto, que bateu o recorde ao vivo, no Esporte Espetacular, viu meu post engraçadinho e me desafiou????


Tá aqui: http://nishirun.blogspot.com/2010/04/recorde-mundial-de-polichinelos.html. Professor Sérgio Basílio, de Xerém!! Será que eu vou ter coragem????

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mais uma

Vida pessoal conturbada, problemas pessoais de outras pessoas que acabam respingando e afetando a minha própria vida. Mas a vida continua. E as lesõezinhas também.

A dor que me pegou no sóleo resolveu ficar um tempo comigo. No treino de sábado, na Aldeia, fui sabendo que tinha que me poupar. Até porque na primeira corridinha, senti. Pouco, mas ela tava lá, repuxando a perna. Como o treino seria longo e num ritmo leve fui. A idéia era simples: corre-se numa direção durante 1h15 e depois volta-se pelo mesmo caminho. Corremos bastante, quase chegamos na Estrada dos Romeiros, mesmo com um ritmo leve. 12km mais ou menos. Nessa ida fui bem, segurando o ritmo e com uma dorzinha leve e constante, mas que não atrapalhava muito. Na volta, no entanto, começou a doer mais. A volta na Aldeia é mais pesada que a ida, porque tem mais subida. No final eu só andava, mas mais porque queria me poupar do que por incapacidade. Deu 2h45, ou seja, 1h30 na volta. 24km pra conta.

Depois do sábado fui pra musculação na segunda e quarta, pulando o treino de terça por um bom motivo. E na quinta, fui correr de levezinho. Mandei 6km em 35min, sem forçar e sem querer exigir demais do sóleo. Aparentemente tudo bem, algo muito discreto, praticamente imperceptível. Vamos ver se o próximo longão sai legal.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Resumo do mês - Junho/2011

Voltando a rodar um pouco mais:

3 míseras séries de musculação
155 km em treinos e 42,2km em uma maratona. Total: 197,2km

E eu odeio química...

Um dos problemas de fazer uma prova maluca, do nada, é que você não pode deixar a maluquice alterar muito o seu ciclo de treinamento. Fazer a maratona de SP e se estropiar todo significa que no próximo treino de tiro, você vai fazer tiro. E que no final de semana que vem, ao invés de rodar relaxando, você vai ter que arranjar um jeito de fazer o longão, mesmo cansado.

Longão no sábado de feriado, então... aiaiaiai, preguiça da porra! Mas fomos e encontramos uma USP dos anos 90: pouca gente, tranquila, sem disputa de espaço entre bikes, veículos e ônibus, sem balada terminando e garrafas de bebida espalhadas no chão, enfim, tava acolhedor. E o clima estava bom, sem frio nem calor. Mesmo o treino prometia cansaço, já que eram 3h15 de rodagem prevista, e a maior parte na região dos desníveis: biologia, química, física... me senti no colegial, me preparando pro vestibular. "Não saco nada de física, literatura ou gramática, só gosto de educação sexual, e eu odeio química, química..."

Eu até saí ousado, correndo com Edith, Grazi, as meninas superpoderosas da Trilopez. O Marcel, efetivamente regenerando, foi junto com a gente. Mas na primeira biologia já tava poupando o máximo que dava, deixando as meninas irem na frente... depois de algum tempo encontrei alguém à minha altura: o Brunetti. E com ele fiz o resto do treino, num ritmo muuuuito mais adequado para quem tinha feito uma maratona despreparado na semana anterior, contando 25km em 3h00 no meu Mizuno Nirvana Acho que tá bom, né?

Na segunda-feira, retorno à musculação e às inevitáveis dores musculares na terça. E no dia mais frio do ano, correr à noite no Ibirapuera só não foi pior do que correr de manhãzinha. Já corri em lugares frios, mas não sei porque, em SP, embora a temperatura absoluta nem seja tão absurda, a sensação de frio é monstruosa. Mesmo com o broncodilatador, treinei com uma asma desgraçada, uma dificuldade pra respirar infernal. O Gabriel ficou passando tiros sem velocidade, de ritmo, em percursos de 800m, intercalados com educativos. Foram uns 12 tiros, que somados ao aquecimento e desaquecimento, devem ter dado uns 12 km no total.

No final do treino senti uma dor no músculo sóleo, que fica abaixo da batata da perna, um dos músculos da panturrilha (o menos exposto). Achei que ia passar mas não passou. Na quarta o dia foi meio manquitoleante e hoje, quinta, não deu pra treinar. Fiz só o primeiro trecho de 3,5km (Nike Free) e abortei o treino. Tava fácil correr hoje, a dor não é incapacitante, e nem retira a possibilidade de correr, mas e o medo de piorar? Coincidentemente, a última vez que tive dor no sóleo foi justamente depois de um treino em que tive falta de ar pela asma. Será que falta de ar dá dor na perna?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tem gente que treina...

... no feriado só pra poder comer depois!


Eu sou um desses casos... 09km em 1hora, mais ou menos, subindo e descendo o Bosque do Morumbi, usando o meu North Face trilheiro. E dá-lhe piquenique!