Powered By Blogger

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Entrudo sonífero

Carnaval = sono. Dormi, descansei e treinei, mas não na mesma intensidade. Dormi muito, descansei mais ou menos e treinei quase nada. 40 minutos de muitas subidas e algumas descidas em São Roque. Intenso, se considerar o que eu cansei, mas não se considerar os 6,5km percorridos (Timberland). Na quinta, ainda na ressaca pós-feriado, mais subidas, Paulinho nos brindou com 50 minutos de treino levinho, dos quais os 10 primeiros e os 10  últimos minutos seriam nas rampas da Bienal e os 30 restantes, rodando. Deu 13 rampas. E na rodagem que seria descanso, sobrei com o Kato e o Paulão lático, rodando "descansosamente" a uns 4min50/km. Estimo uns 08km nesse dia, pastando (quebrei na última série de rampas), de Mizuno.

Final de semana e, enfim, um treino menos intenso. Eu, que tanto falei preferir correr por quilometragem, acabei me deparando com um longão por tempo. 1h30, como no final de semana anterior. Mas desta vez fiquei no plano e rodei 17km, mais solto, 5min25/km de pace, progressivando bem já que saí bem lento e acelerei mais no final, calçando o velho Nike Structure, outro tênis que já está no finalzinho...

Parlamentarismo maratonal

2h08 minutos em uma maratona é um tempo e tanto. Garante vitória ao atleta que consegui-lo em qualquer prova no Brasil e na grande maioria das provas do mundo. Talvez só as majors e algumas provas reconhecidamente rápidas, como Roterdã, fiquem de fora dessa lista. Mais ainda, garante, com certeza absoluta, que esse atleta se qualificou para representar o país nas Olimpíadas, exceto em relação ao Quênia e à Etiópia. 

Falar que 02h08 é um fracasso, assim, pode até soar exagerado. Mas de um Pelé da maratona, de um gênio absoluto, não conseguir o máximo acaba sendo um fracasso. Dele, se espera sempre muito mais do que o que qualquer craque é capaz de fazer. Ainda mais quando esse gênio é etíope e, justamente por isso, não conseguirá se classificar como um dos três a representar seu país nas Olimpíadas.

02h08 foi seu pior tempo em maratonas completadas. Ele havia desistido de algumas no meio da prova, antes. Mas tinha um 2h06 como pior marca até então. 02h08 não é nada para um Pelé. Equivale a um gol de rebote, de canela, em um jogo no meio da semana de um campeonato qualquer, e quando o resultado do jogo já estava definido. Uma marca memorável para muitos. Para ele, no entanto, um dos gols menos bonitos. E, devido à idade, talvez a última chance de mostrar que ainda é rei. Porque dele se esperava um gol de bicicleta, que não veio mais. Um gol de placa, interrompido por um zagueiro mais rápido.

Um quarto lugar, honroso para muitos, foi um resultado terrível para ele. E ele nem perdeu para o novo jeito que a garotada passou a fazer, saindo como uns desesperados pra quebrar todo mundo e depois administrando a vantagem, positivando a prova na cara-dura, ou mudando o ritmo de forma amalucada no meio da prova

Não. Ele fez do jeito que gosta. Saiu na frente e ficou na frente o tempo inteiro, no ritmo constante e forte de sempre. Era só manter o ritmo, equilibrando as metades da prova. Mas no final, algo falhou. E um cara vindo de trás o ultrapassou impiedosamente. E depois outro e mais outro. O ritmo caiu e ele positivou contra a vontade, extenuado. Talvez tenha sido a falha na hora de pegar o repositor no posto do km 30 que tirou suas energias. Desconcentrou mesmo, ele até parou e pensou em voltar. Mas não valia a pena, um dos seus súditos parecia querer destroná-lo e ele assumiu o risco. E o erro, porque no final das contas, esse temido súdito acabou se mostrando muito mais quebradiço do que ele próprio.

Enfim, o fim. Com um brilho que foi se apagando aos poucos. Um raio de luz ainda forte, mas que não passa de uma lampadinha para quem já foi sol. Melancólico, talvez. Respeitável certamente. Mas triste, não pelo que não fez, mas sim pelo que representou. Não há mais majestade e nem império. Hoje os donos do poder são certamente mais brilhantes, mas trocam o cetro e a coroa tão rapidamente quanto correm. O último imperador se foi e hoje a maratona é parlamentarista

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A alternância como reflexo da regularidade

Sei que meus treinos seguem um padrão quando eles carecem de constância plena. Ainda que a curva macro de treinamento esteja correta, na ascendente, ela nunca será lisa. Sempre haverão altos e baixos, o importante é que os altos sejam mais altos que os baixos e levem a curva para cima.

Essa foi uma semana de baixo. E que nem foi tão baixo. O problema da semana foi mais externo - alguns problemas familiares, sobrecarga de trabalho - do que de performance em si.  O fato éque o resultado final da semana não seguiu a curva ascendente da semana passada, mas foi bom nessa análise geral.

No sábado passado, um ótimo treino no City Boaçava. Ainda na base, com muito exercício, teve uma parte de técnica bem forte, subindo e descendo uma rampa na Bagiru. Corri bem, estava veloz, rápido, foi ótimo. Depois uma rodagenzona com o pessoal e uns 10 km pra conta, de Mizuno Nirvana

Voltei a treinar só na quarta, com a musculação. Na quinta, mais um circuitão. Não estava bem, mas fiz sem problemas a série com rampa da Bienal, rampas do lago, corrida progressiva, educativos, afundos e abdominais. O total foi de 09km, com o Nike Free.

Por fim, mais um sabadão, de volta à USP. Ali rodei de forma tranquila com o Du França, a Edith e o Alê Oliveira (com este, até onde o banheiro deixou), fazendo algumas voltas no Bosque da Física, Biologia e em ritmo progressivo. De fato, começamos a 6min40/km e eu fechei o último quiometro com um 4min20/km, sprintando forte. 15,3km, de Mizuno Nirvana, e possivelmente foi este dos últimos treinos dele, já que a sola está bem desgastada e até soltando algumas placas de borracha.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aumenta o volume aê!!!

O volume de corrida em janeiro acabou sendo bem baixo, trocado por muito treino de força. Virou fevereiro e a base continua. Mas o reloginho do odômetro começa a girar mais. No sábado, por motivos familiares, não pude ir ao treino do Reflorestamento e acabei indo pro Ibirapuera. Saí de casa, fui ao parque, rodei por lá e voltei. 18,7km no total, com o Mizuno Nirvana. Menor inclinação, maior volume. No parque, encontrei o Franklin e saí para rodar com ele, achando que ia ser tranquilo... ledo engano! 5min/km na volta da cerca, foi complicado acompanhá-lo, não sobrou muito de mim pra voltar pra casa, cheguei cansado. 

Na terça, circuitão entremeado com tiros curtos, de 870 metros. Porradaria, exercícios e corrida no pau. 4 séries, deu um volume baixo, de 7,5km no total, contando com o aquecimento (Nike Free), rodando a 4min30/km nos tiros.

E hoje, quinta, mais circuitão diferente. Corrida na volta de 1,5km, rampas, educativos, abdominais e exercício com elástico. Deixei o Garmin ligado o tempo todo e registrou, com deslocamentos entre exercícios e tudo, 11km (Mizuno Nirvana). Nessa corrida, o ritmo era leve na primeira metade e mais forte na segunda metade. Fiz força, 4min20/km nesse final. Começo a perder um pouco de peso e isso começa a ter reflexo nos treinos. O problema é que sempre que faço uma semana boa, faço uma meio ruim na seguinte... vamos ver o que sai na próxima!

Em tempo: musculação em 01, 03 e 06 de fevereiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Resumo do mês - janeiro/2012

108,7km em 12 treinos e 14km em 1 prova. Total: 122,7km
1 corrida vertical
4 treinos de musculação

Treinos atrasados.

Faltou o registro de 3 treinos: 24, 26 e 31 de janeiro. E os três foram bizarros, de base, mas com estímulos diversos, dando vazão à criatividade de Mr. Diego Lopez... na terça 24, tivemos um belo treino sofrido, com circuito em movimento: saiu o grupo, cada um carregando um equipamento e a intervalos definidos pelo coach, fazíamos exercícios variados: pular corda, remada no elástico, polichinelos, educativos e até mesmo um tiro com paraquedas. Nessa história toda, fortalecimento, canseira geral e 8,5km, de Asics. No dia 26, sofremos na mão do Gabriel. Treinos mais convencional, com tiros em rampa de baixa inclinação, educativos e rodagem. Mais 8,5km todo quebradinho (Asics, de novo) e uma intensa dor nos quadríceps, que não passou nem durante a prova de Mairiporã... no 31 de janeiro, com Diego de volta, mas bizarrice: futebolzinho recreativo (perdemos de 2 a 1, roubado, obviamente a favor do time do treinador) e circuito variado, com tiro em rampa com o paraquedas, abdominais, exercícios com elástico e uma rodagenzinha no final. Parcos 5km no total, com Mizuno. Agora já dá pra fechar o resumo do mês...

domingo, 29 de janeiro de 2012

12 (ou 14?) km de Mairiporã

Pretendia ir neste final de semana para Poços de Caldas, para fazer a Subida do Cristo, mas a distância aliada à impossibilidade de fazer a inscrição pela internet me fizeram optar por Mairiporã. Não precisaria dormir fora de casa e além disso meu pai acabou sendo internado graças a um tombo no metrô, o que dificultaria as coisas.

Além disso a inscrição pra Mont Blanc foi feita. Ou seja, agora vou ter que tornar um bicho da montanha. E é com esse espírito que me alinhei em Mairiporã. Conversando com o seu Edélcio ele nos garantiu que o terreno da prova era fácil, o que pegava mesmo eram as subidas. Ao encontrar o Serginho Rocha da Contra-Relógio descalço na largada, torci por ele para que fosse assim.

A prova é, basicamente, uma subida ao Pico do Olho d'Água e a volta pra cidade. Lógico que é pelo pior caminho. E na largada o locutor avisou que tinham mudado um pouco o percurso da volta para adicionar um trecho tecnico na descida.

Saímos da cidade com algumas subidas e logo entramos na trilha, single track. Realmente não tava tão ruim até chegar no terceiro quilômetro. De repente todo mundo parou! Fila no meio da trilha. Logo a explicação: um barrancão de uns 8 metros para ser escalado. O problema era o terreno molhaxo e super escorregadio. O pessoal dava um passo e deslizava dois pra baixo. Para alguns, com menos explosão muscular, tênis de corrida comum e falta de técnica era praticamente intransponível. Um tiozinho furou a fila e lá em cima não conseguia terminar o barranco. Só a ameaçade enfiarem um dedo no rabo dele é que deu certo. Um cara no alto do barranco, não sei se um corredor ou da organização, ficou lá em cima ajudando todo mundo. Alguns travavam no meio e ficavam com medinho de se sujar, de sujar as mãos. Quando chegou minha vez, empurrei pra cima o corredor da minha frente pra evitar que ele travasse e uma vez que o caminho foi liberado simplesmente ataquei o barranco com mão, pé, peito, barriga... o que desse pra subir! Passei rapidinho e fui tentar recuperar o tempo perdido, já que tinha ficado uns 15 minutos parado!

O single track continuou por uns 2 km até chegarmos a um posto de abastecimento. Melancia, descidão feito que nem vaca louca e então uma trilha aberta até o pico. Naquele mato baixo a gente via longe o tamanho do perrengue, os corredores na nossa frente que nem pontinhos coloridos no meio do verde e a vista da cidade. Bacana! Cheguei sofrendo lá em cima e agora ia encarar a descida. No trecho asfaltado, íngreme, era até difícil segurar o corpo, tamanha a inclinação. Mas como era corrível, comecei a recuperar algumas posições, descendo forte. Aí o desvio e o raio do trecho técnico: o meu pesadelo, descida em trilha em lama escorregadia. Pra ajudar, tinha até uma mangueira fornecendo água pra lama... caí de tudo quanto é jeito... em alguns momentos, escorregar virou até estratégia pra evitar uma queda descontrolada.

Novo barranco escorregadio pra subir e quem apareceu? O tiozinho fura-fila, travado na subida de novo... dessa vez eu passei de lado, subi do meu jeito come-lama e acabei ajudando o tiozinho, que conseguiu subir agarrado na minha perna...

Terminei sprintando disputando uma posição qualquer com um cara da Tavares. Fiquei na frente e ganhei... nada, além da diversão! 1h53minutos e 14.14km no Garmim. E lama para todos os lados. Paulinho Navarro já havia chegado, assim como a Isa, que fizera os 8km e reclamou da falta de lama. Realmente o bichinho da montanha a mordeu! André Savazoni, que há pouco tinha comentado sobre os segundos marcantes que as vezes fazem toda a diferença (citando o Ritz, que ficou foradas Olimpíadas por segundos), não pegou pódio por... segundos! Serginho Rocha chegou bem atrás (estávamos juntos no pós barranco) já que foi mais difícil gerenciar pé descalço com descida íngreme e cheia de pedras. Só não vi a chegada do Brunetti porque tive que voltar rápido para o plantão no hospital. Deu 34º na categoria, 122º geral.

Saldo total: quanto mais sujo mais divertido. Só não gostei de me chamarem de palmeirense de tão porco que estava. Mas a alma é limpa e corinthiana!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Corrida Vertical 2011

Estamos em 2012, mas a edição 2011 da Corrida Vertical só rolou agora, 25 de janeiro de 2012. Parece Campeonato Paulista da década de 70, atrasa alguma coisa daqui, alguma coisa dali e o ano vira sem definição. No caso, como a Corrida Vertical faz parte do Circuito Mundial, algum atraso ocorreu. Mas a vantagem é que acabou sendo a final do circuito, muito embora eu não acompanhe e não tenha a menor idéia de quem ganhou...


O fato é que para nós, amadores, o que interessa é fazer parte da festa. E eu, que fiz parte da primeira, queria fazer parte da segunda também. No mínimo porque ia ser um bom treino de base, de força. Mas também porque a primeira edição foi um espetáculo e super divertida. E a nossa participação era de graça, mais interessante ainda não? 

Pra não falar na oportunidade de encontrar os amigos. Mais uma vez foram vários. Fábio Namiuti, que fez parte da primeira também, na mesma bateria que eu, estava lá. Assim como o Alexei Caio. A Grazi não foi, mas dessa vez a família Pacheco seria representada pelo Rodrigo. Marcelo Lima, Fernando Foca, Marcelo Jacoto, Minguinho, e lógico, um dos donos da festa, o Serginho Xavier, que foi devidamente sacaneado pela organização para correr com a elite. Tarefinha dura, né? Mas bem que eu queria subir os 30 andares reservado para a elite, já que pros amadores eram "só" 24. Eu sou atleta de resistência, quanto mais curto pior...


Esses 24 andares foram significativamente mais curtos que os 31 do prédio da Nestlé. Por isso, mudei a estratégia errada que eu usei da outra vez (começar mais lento pra poupar energia e gastar no final), para uma estratégia errada invertida. Saí no pau, porque imaginava que ia ficar cansado de qualquer jeito, então... então eu morri lá pelo 14º andar e subi 10 andares no braço, pelo corrimão, porque perna e pulmão já eram!!! Todo mundo me passou e eu consegui ficar em último na bateria. Mas não foi um último geral da categoria, já que em outras baterias então eu ainda não consegui tecnicamente essa proeza. 

Diferentemente da corrida de 2010, onde tive a honra de fazer parte a primeira bateria, dessa vez eu subi só na 17ª. Os organizadores classificaram os competidores por idade e na ordem alfabética. Aparentemente os competidores da letra "R" eram os mais fortes... apesar de último na bateria, acabei ficando em 44º lugar entre 56 (ruim, mas longe da lanterninha geral), com 4min53s.

Um ponto negativo foi a ausência de chocolates e outras delícias da Nestlé no final da prova... adoro a editora Abril, sou assinante de várias revistas, mas um chocolatinho depois da escadaiada toda... hmmm... lógico que eu estou sujeito a broncas da PatJu (Patricia Julianelli, jornalista e consultora de nutrição para mortais da Runners), mas como ela foi muito gentil dizendo que eu tava magro, vou fingir que acredito... só fingindo mesmo, porque uma das coisas que literalmente pesaram nessa performance pobre foi justamente o excesso de peso. 

Vestindo a camiseta do Maluf, com o mestre Alexei Caio
Outro ponto negativo foi o número sorteado pra mim... 111, o número que o Maluf usa nas campanhas??? Justo eu??? Se bem que do jeito que fui "político" pra conseguir a inscrição (mandei e-mail pra organização, chorei, prometi ser um bom menino...) talvez isso seja justificado. De qualquer forma valeu. Encontrar os amigos, contar e escutar histórias, fazer parte de uma prova diferente (ou seja, mais histórias para serem contadas e escutada no futuro), isso não tem preço.

Embora não tenha sido a minha primeira, somo mais uma corrida diferente. Mas diferente mesmo foi ter aparecido na matéria da Revista... Recreio???

domingo, 22 de janeiro de 2012

O que importa a quilometragem?

Fase de base significa exercitar a criatividade do treinador pra forçar os corredores a fazerem fortalecimento muscular. No meu caso, é até redundante, porque já faço isso em academia (registro: musculação na segunda, matei a outra série por causa da minha dor no joelho esquerdo, poupando um pouco), mas a maior parte dos colegas só correm. De qualquer maneira, nunca é demais, já tenho uma demanda e uma dependência maior da musculatura, pelo meu tipo físico e pelo tipo de prova que faço. Mas o fato é que quilometragem em treino deixou de ter qualquer referência nesses dias.

Peguemos o treino de terça-feira: correr na rampa da Bienal quicando e carregando medicine balls de tudo quanto é jeito. Um inferno. Fizemos 8 rampas quicando a bola de frente, com braço alongado, com braço dobrado só estimulando tríceps, rodando a bola como se fôssemos jogadores de basquete, quicando de lado, fazendo movimento pra cima e pra baixo com braço esticado e sei lá mais o que. Um terror. Depois, foram 30 minutos correndo carregando caramanholas cheias de feijão, parafusos e sei lá mais o que. De meio quilo a um quilo, a gente ia revezando os pesos. Os braços e ombros foram pro saco, queimou tudo, no final do treino nem levantar o copinho de gatorade eu conseguia. Quanto de quilometragem? Não sei, dá pra estimar, no máximo e para fins estatísticos, uns 7 km (Asics GT-2150).

Quinta não foi melhor, foi só diferente, especialmente por causa da chuva monstro que caiu. Circuitos com afundo em deslocamento, anfersen e exercícios pra peito, ombro e costas no elástico. Terminou a série de exercícios, uma volta curta, que tem uns 880 metros mais ou menos, em um ritmo médio. A idéia era fazer o máximo de séries possível em 50 minutos. Fiz 07 séries, o mesmo do Alaeson, o que só explicável pelo fato de não ter descansado nada entre as séries e ter corrido mais forte que o médio. O que atrapalhou mesmo foi a chuva, muito forte, pegou a gente no meio da série. Pra quem já é meio cego que nem eu, correr com óculos molhado, naquela escuridão e com aquele tanto de água... foi triste. Com o aquecimento, deu uns 8,5km, de Nike Structure.

Sábado também não foi dia de marcar quilometragem justa. Treino no Bosque do Morumbi, subida, subida, subida, na terra, escorregando (porque embora não estivesse chovendo, já tinha chovido demais antes), treino técnico de sofrimento do Paulinho. Depois, em 45 minutos, o que desse pra fazer correndo na Circular do Bosque, a avenida que circunda o parque e que tem uma subida que é pior que a Biologia... conseguimos 3 voltas e ficou uns 3 minutos de lambuja. No total, mais 8,5km, também meio estimado, estreando um Timberland trilheiro bem leve.

Só no domingo eu corri marcando quilometragem "de verdade", fui rodar por conta própria no Ibira, levezinho, pra tirar o peso na consciência do que tenho comido ultimamente... Mais 09km pra conta (54 minutos), de Nike Structure.

E o resultado do sorteio do CCC saiu: tô dentro. Conversar com o Cassiano pra ver se a gente vai mesmo. E se nós formos, vai ser um ano de treinos sofridos e o maior desafio da minha vida de corridas até hoje.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A indefinição

O resultado do sorteio do CCC só sai dia 20. Até lá, não sei o que fazer. Se for, foco em montanhas, trilheiras e afins, e as provas que vou fazer no ano até lá seguirão esse norte. Se não for, foco no asfalto, tentando melhorar performance e escolherei provas no plano. Mas fico com uma coceirinha, pesquiso aqui, pesquiso ali... quero saber logo o que vou fazer da vida!!

Mas uma coisa eu já sei. Saiu hoje: Corrida vertical de novo!! Não é uma prova em si para mim, mas é um exercício diferente e divertido. E o que a gente quer na corrida também é diversão, né?
Registro da semana passada: musculação na segunda e musculação na sexta. O joelho esquerdo dói nos movimentos da cadeira flexora e preventivamente não tô forçando. E dolorido nos outros dias da semana... na corrida, terça teve um aquecimento de 3km, seguido do famoso circuito pra fazer base. Exercícios e corrida, exercícios e corrida, intercalados. Foram 3 séries, intercaladas com rodagens de 2km. No final, 09km (Asics GT-2150) e uma estafa do cão, já que a rodagem foi um pouco mais forte do que deveria. Mas é que um puxa o ritmo do outro... 9min40, 9min55 e 9min24 para esses três "tirinhos" de 2km. 

Na quinta eu até tentei ir treinar, mas... chuva, trânsito e o escambau. Fui pra casa e fiz um treininho na escada do prédio, 373 degraus, 29 andares. Devo fazer pelo menos mais até a prova, a escada daqui não é excelente para treinos dessa prova, os lances são curtos demais, mas é uma ótima opção, considerando ser um prédio residencial. E estranhamente as escadas sempre estão vazias, todas pra mim... depois de subir e quase infartar, saí pra rodar na chuva, no bairro mesmo, um sobe e desce incessante, 5km em 30min (Mizuno), treinando lento e pesado

Por fim, o final de semana, com mais treino pesadão. Praça Vinícius de Moraes, mais circuitos e uma rodagem de uma hora mais ou menos, subindo e descendo, subindo e descendo ao redor da praça. O joelho esquerdo, que já tava apitando, doeu um pouco mais nas descidas (é concreto, não gosto de treinar ali) e eu tirei o pé preventivamente. Aí, no final, fui dar uma voltinha no quarteirão pra terminar a horinha e... descobri que no Morumbi é impossível dar uma voltinha no quarteirão. Esquerda,  esquerda, esquerda e... saí lá na João Jorge Saad, depois do Miguel de Cervantes, a uns 2km de distância da nossa praça... enfim, sem querer, treinei mais que o pessoal: 1h08 de treino e 12km pra conta (Mizuno Nirvana).

sábado, 7 de janeiro de 2012

Que as próximas 51 semanas sejam melhores...

... porque a primeira foi bem paradona. Sei lá, sol, chuva, leseira de início de ano... teve um 09km em 1h00 aqui perto de casa, subindo e descendo ladeira (Nike Structure), teve um treino de musculação leve na quarta e teve um 18,7km em 1h50, ritmão bem tranquilo, hoje na USP, com 06 voltas no bosque e uma biologiazinha pra fazer o corpo lembrar dela. Calçando o Asics GT, que não deu muito problema mas também não foi boa escolha, já que eu ia utilizá-lo só pra treinos mais curtos. É que eu ia rodar menos, mas aí, papo vem, papo vai, com a boa companhia do Du França, o negócio foi...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Resumo do ano 2011

1794,8 km corridos durante todo o ano entre treinos e provas, divididos em 1414,7 km em treinos e 380,1km nas seguintes em provas: 
84km em 02 maratonas (São Paulo e o K42 de Bombinhas)
95km em 02 ultramaratonas (24hs da Virada Esportiva e 50k da North Face Endurance Challenge de Salta)
39km 01 prova de montanha (Trilhos do Almourol)
21,4km 01 prova de (Corrida da Ponte Rio-Niterói)
21,1km 01 meia-maratona (Lanzarote)
119, 6km em 10 outras provas curtas (12k Abertura Corpore, 15k de Barueri, 12k de Paranapiacaba, 15k Corpore Libbs, 10k Green Race, 12k Corrida das Torres, 10k GP Runners, 11k Maratona PA de Revezamento, 18k Night Run Ilhabela e 4,6k Integração Trilopez)

40 séries de musculação
131km na bike e 1h25 no rolo
1.000m de natação
1 vulcão de 5.550m escalado.
e o CAMPEONATO BRASILEIRO DO TIMÃO!!

Ano que elegi de descanso, sem compromisso com performance. Mesmo assim acabei fazendo 05 provas longas e minha quilometragem de corridas foi maior do que no ano passado. E baixei muito meu recorde da meia-maratona, numa daquelas provas em que se acorda "no dia perfeito". Também consegui me classificar para fazer a CCC, da Ultra Trail du Mont Blanc. E fiz provas diferentes, para me divertir, como Paranapiacaba, os Trilhos do Almourol, a Corrida da Rio-Niterói, o K42 de Bombinhas e os 50km de Salta, além de ter voltado para a Corrida das Torres. O que fiz menos foi treinos de cross-training e musculação. De resto, o de sempre, comentários sobre corrida aqui e ali, facebook, blogs, até o twitter eu usei esporadicamente.

Em 2012 mais uma vez não vou fazer a Conrades. Culpa minha, que deixei pra ver inscrição quando já estavam encerradas. Mas posso tentar a CCC, mantendo o foco nas montanhas, o que depende de minha decisão e da sorte (sorteio).

Resumo do mês - Dezembro-2011

111,6 km em treinos
17 km de bike
25,7 km em provas (meia-maratona e 4,6 km)

O pós-natal

Academia fechada, treino de base, tudo isso significa rodagem leve e algumas subidas, pra substituir, dentro do possível, a musculação. Segunda-feira pós-natal veio com um 12k, rodado a 6min/km, exceto no final, quando fiz 6 rampas da Bienal (Nike Structure). Na quarta, um pouco mais de estímulo de subida: 11k, mas com 16 rampas da Bienal em sequência. Fiquei até tonto de tanto ir e vir (Asics GT). Na sexta, fugi um pouco do Ibira e rodei perto de casa, encarando umas subidas mais longas na Ribeiro Lacerda e Oswaldo Aranha, com 10k, calçando o Nike Structure de novo. E, por fim, sabadão 31 de dezembro, não resisti à chuva matinal: imaginei o Ibirapuera vazio e fui pra lá, dar uma rodadinha de 07k, de Mizuno Nirvana. Iniciei 2011 correndo na chuva (na Dom Pedro, no meu infame Reveillon no spa) e terminei correndo na chuva. Lavei a alma. E sem a malfadada Corrida da Virada, nome que eu dou à prova que a Yescom chama de São Silvestre.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O pré-natal

Não fiz os exames pré-natal. A prescrição de exames que o meu médico me dera expirou e vou ter que pedir outro, pós-natal. Ecodoppler e exames de sangue e urina só no ano que vem, pelo jeito.

Mas nesse pré-natal, pós-prova, rodei pouco. E mal. Um dos combustíveis mais importantes do corredor, a motivação, se foi após a meia de Lanzarote. Ótimo, porque todo mundo tem que descansar um pouco. E se der tudo certo, o ano que vem vai ser puxado, tem que entrar com as pilhas bem recarregadas.

Nesse período, basicamente rodei 13km na terça-13/12 (Asics GT), com algumas rampas (12) na Bienal, com a companhia do ilustre Gaspa. No sábado, rodei mais 13k, em um ritmo geriátrico com a companhia do ilustre Marcel (Nike Structure). Na terça-20/12 tivemos um pedal noturno de passeio da Trilopez, saindo do Hebraica, subindo até a Paulista, descendo pelo Ibira até voltar ao Hebraica, uns 17km. Na quinta, mais uns 13km, de novo com 12 rampas da Bienal, sem companhia de ninguém porque o pessoal que eu encontrei foi me deixando pra trás (Nike Free). E neste sabadão, mais 16km em ritmo tranquilo com o pessoal todo da Trilopez, em uns 6min/km (Mizuno Nirvana), em que estranhamente fiquei com bolhas nos pés (depois de mais de 300km o Mizuno me deu bolha??)

Assim foi o pré-natal. Agora manter uma rodagem como base até decidir os próximos objetivos...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Integração Trilopez 2011

Mais uma corridinha de integração Trilopez, a 6ª da qual participo. E a primeira num clima agradável pra correr, nesse nosso dezembro que parece agosto: nublado, garoento... dei duas voltas na raia (9,6km), uma pra aquecer e outra na corrida propriamente dita, testando o Mizuno Enigma, no "test drive" promovido pela fabricante. Tênis confortável e muito macio. Para pisada neutra, não creio que aguente treinos e provas longas tão bem, mas para estímulos curtos me pareceu ser ótimo. 

O resultado? Não tenho idéia. Estimo uns 24 minutos. Foi uma rodagem com os amigos, e um troféuzinho pela segunda colocação no Prêmio Volta ao Mundo da Trilopez, competiçãozinha interna da equipe que registra a quilometragem em provas feitas durante o ano. Nas contas deles, 297km em provas. Nas minhas, um pouco mais, mas tudo bem, não alteraria o resultado final, já que é virtualmente impossível ganhar do Alê Oliveira...

Polimento pré-prova

Também esqueci de registrar. Na semana anterior à prova foram dois treinos. Um, em novembro ainda, de polimento puro, 5 séries de 500m no pau, com 200m caminhando, em recuperação. Depois, 5 séries de 350m com 150m de descanso. Por fim, 3 séries de 250m com 150m de recuperação. Dá mais ou menos 7km (Nike Free novo, enterrando o velho de vez). Depois, já em dezembro, já em Lanzarote, na sexta-feira, uma rodagem de 30min e 5km na orla (Mizuno), sossegado, curtindo o lugar e tentando minimizar o jet lag. Acho que deu certo, pela resultante da prova.

Resumo do mês - novembro/11

Me descuidei e esqueci do resumo do mês de novembro... segue:

144,2km em 12 treinos
5 séries de musculação
1 rodagem de 40min no rolo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Medio Maratón de Lanzarote

1h44min48s. Nem nos meus melhores sonhos imaginaria uma marca dessas. Minha marca anterior era 1h48 e uns quebrados, mas quando a consegui eu tava bem fininho, treinando forte pra maratona e me sentindo realmente na ponta dos cascos. Já pra Lanzarote... foi uma prova onde me inscrevi mais para poder viajar e para manter motivação pra treinar de forma decente. Tive um mês e meio saindo do zero pra chegar em um preparo físico razoável, mas pelo ritmo dos treinos sentia que não estava tão bem: sem velocidade, ainda acima do peso. Enfim, fui relaxado. E relaxado, não planejei muito a prova, não. Usei uma tática suicida, fácil para uma prova em looping com essa: largar, sentir como estava, e se estivesse bem, soltar a bota. E ver o que restava no final. E assim foi.

Mas por que Lanzarote? Porque era a data que encaixou nas minhas pesquisas por provas mundo afora. Além dessa, daria só pra fazer a Mizuno Athenas, mas aí eu perdia a desculpa pra poder viajar e matar uns diazinhos de trabalho. E sendo num lugar bem diferente, nas Ilhas Canárias, resolvi ir. Lanzarote, onde morou Saramago até morrer. Onde morava Thor Heyerdahl, o norueguês maluco da expedição Kon-Tiki. Um lugar bem exótico para qualquer brasileiro. Mas que parecia ser bem normal pra muito escandinavo. Afinal, em que lugar da Europa você conseguiria sol e calor em pleno dezembro? Por isso, tava cheio de brancões por lá. Todos querendo ficar vermelhões.

Eu dividiria Lanzarote em duas. Uma é a ilha onde tudo é vulcanismo e lava, terra preta (lava fria) com casinhas brancas sem telhado pra todo lado, e um clima semi-desértico, mas com muita influência do oceano. Daí os moinhos, daí o vento constante. A outra Lanzarote é a Lanzarote-resort. Praias como Costa Teguise, Playa Blanca e Playa del Carmen, totalmente fake, avenidas largas cercadas de bromélias plantadas em intervalos regulares no canteiro central, prédios enormes de resorts e bares disputando quem tinha a maior TV onde seriam transmitidos os jogos da Premier League. Mas em dezembro tudo estava relativamente calmo, sem multidões de turistas e com um trânsito maravilhoso pra quem vive em SP. Tudo muito civillizado, de carro alugado, cruzei a ilha várias vezes, norte a sul, leste a oeste... 


Enfim, turismo à parte, fui pra corrida. Mizuno Nirvana nos pés. Temperatura boa (uns 15ºC), não fez sol nesse dia, pouca gente, nem precisava de chip no tapete da largada. Tempo bruto = tempo líquido. Mesmo assim, como não gosto de largar muito na frente, perdi uns 10 segundos nessa brincadeira. Me posicionei perto do marcador de ritmo pra quem iria pra 1h50 na meia e largamos, com um atraso de uns 20 minutos. No problem, relax, clima de praia... cheguei no marcador de ritmo e aguentei do lado dele até o 1,5km. O ritmo dele tava certinho, mas eu comecei a achar que tava lento demais, tava sobrando. E comecei a puxar um pouco mais, com cuidado pra não exagerar. Cada volta do circuito tinha 10,55km. Assim, os meio-maratonistas iriam dar 2 voltas e os maratonistas, 4 voltas. Tempo suficiente pra conhecer o circuito, que tinha inclinações constantes. A gente meio que descia da avenida principal até o caminho da praia e subia de volta. As inclinações só mudavam um pouco o ritmo de corrida. Tinha duas delas que eram um pouquinho menos leves, mas nada muito forte, parecido com a subida do cavalo na USP, só que mais curtas.

Nessa toada, fui puxando, puxando, e vendo que o ritmo tava bom, na casa de 4min48, 4min50/km. Ia pagar o preço no final, mas tava legal e ia tentar sustentar aquilo até onde dava. O problema maior foi o vento. Na ida em direção ao sul o vento tava a favor, mas eu nem percebi. Na volta... aquilo parecia um furacão contra, um verdadeiro muro de ar. Impressionante como a gente não sente o vento a favor... mesmo assim passei nos 10km com 49min cravados e a metade da prova com 51min30 (4min52s/km). Aí percebi que o negócio ia ser bom. Tava começando a cansar, mas exceto se quebrasse muito feio ou tivesse algum outro problema bem travador, ia baixar o meu tempo em meia, com certeza. Tava pelo menos 5 minutos mais rápido!


Como era de se esperar, a segunda volta foi um tormento. Especialmente a volta, onde já tava bem cansado. Mas aí a motivação era baixar tempo e não esmorecer. O corpo já era, mas a mente continuava me empurrando. No 19ºkm, quase um estrago: meio mole, pisei torto no piso de pedra e torci o pé esquerdo. Mas foi leve, dei três manquitoladas, aproveitei pra respirar e continuei dando tudo o que restava. Acabei fechado a segunda volta em 53min18 (5min03s) e, assim, a prova em 1h44m48s. Estourado, mas feliz. Recorde pessoal fulminado e com expectativa de melhora, já que a preparação e a condição física estão longe do ideal.

Vídeo da prova: http://www.youtube.com/watch?v=4NWBQYpgDxU 


domingo, 27 de novembro de 2011

Sofredor

Treinos: segunda e sexta, musculação. Corrida só na terça (1 hora rodando embaixo de um temporal, sem enxergar nada, 11km, com 4 rampas da Bienal para fortalecer a musculatura e de Nike Free enxarcado) e no sábado, com um longo progressivo: 2 voltas de 08km na USP, a primeira a 5min30/km e a segunda a 5min02/km, dando uma média de 5min16/km. Na primeira tava fácil, foi até difícil segurar o ritmo para não atravessar o treino preconizado. E na segunda, achei que ia ser tranquilo baixar pra 5min/km e não consegui. Perdi velocidade nas subidinhas e acabei não conseguindo recuperar. 16km de Mizuno, sem qualquer problema no pé.

Nos outros dias, atrapalhei-me nos compromissos e nao consegui treinar. Mas o sofrido mesmo, mesmo, foi a rodada do Brasileirão. Eletricidade pura. Decisão na última rodada. Sofrimento de torcer a camisa de suor no final do jogo sem fazer exercício. Rouquidão constante toda segunda-feira. E o pior, mais uma decisão do Timão estando fora, sem poder acompanhar, distante de tudo. Vai ser foda.

sábado, 19 de novembro de 2011

Era uma vez um Asics...

Tenho tentado usar o GT 2160. Apesar de todas as bolhas que me deu, tenho insistido, na esperança de que demore um pouco pra "tomar forma" do pé, mas realmente não dá mais. O longuinho de hoje, 18k, foi o fim da linha. Ele é até usável em treinos curtos e talvez eu ainda tente utilizá-lo durante os treinos de qualidade, mas pra qualquer coisa acima de 10km ele é inviável, não conversa com o meu pé de jeito nenhum. 

Hoje, duas semanas faltando para a próxima meia-maratona, era dia do treino que me daria uma idéia mais definitiva do que posso tentar fazer nessa prova. Rodei 18k, tentando ir o mais rápido que consegui e o resultado não foi dos melhores: 5min10/km, 1h32. Pace acima do meu recorde pessoal (1h48), realmente não vai dar pra tentar baixar a marca. A temperatura tava ótima pra correr hoje, não dá pra pedir clima melhor. Embora estivesse meio sonado, acho que estava desenvolvendo algo muito próximo do meu máximo potencial atual, o problema mesmo é peso. Se a meia fosse noturna, talvez desse pra beliscar um recorde pessoal, mas como é no "horário normal" matinal, quando rendo nitidamente menos, não vai dar pra buscar mesmo. 

Pior foi terminar o treino. Na verdade, quando corria não senti nenhuma dor no pé. Mas assim que parei e dei uma esfriadinha, começaram as dores lancinantes no pé esquerdo. Fiz uma pequena bolha na "bola do pé" antes do dedão, bem onde traciono, e isso acabou fazendo com que inconscientemente eu passasse a jogar o pé mais pra fora. Resultado, quando esfriou, quando passou a adrenalina e endorfina do treino, a dor veio matadora. Mesmo tirando o tênis, permaneceu um bom tempo. Só agora de noite, depois de passar o dia inteiro de Crocs, voltei a andar normal. Aparentemente não tive nenhum trauma maior, mas esse negócio da posição do pé doeu demais, até assustou.

No resto da semana, nada memorável também. 10k na segunda-feira, variando ritmo a cada 2km, leve-forte: 6min14/4min47/6min15/4m45/6min30. Sob chuva, treino solitário, mas gostoso, calçando Mizuno. Quarta de musculação estouradora de músculos e na quinta um fartlekão de 11,5km, de Nike Structure. Iniciou com uma rodagem coletiva meio bizarra, correndo de costas quando o Diego apitava. Depois, na escura pista de cooper, 8 séries de 1km com a seguinte configuração: iniciava com 100m fortes e 900m mais fracos. Depois 200m/800m, 300/700 indo assim até o 800m/200m. De qualquer forma, o ritmo do km deveria variar entre 5min/km e 4min30. Acabei não marcando direito o treino e não sei se segui tudo à risca, mas fiquei bem cansado, fazia tempo que eu não sentia dores de acúmulo de ácido lático na musculatura durante um treino de corrida. Geralmente o pulmão me limitava antes de isso acontecer.

sábado, 12 de novembro de 2011

Semanagem

Semana cheia, consegui fazer alguma coisa todos os dias, ainda que nem tudo tenha saído conforme planejado. Musculação com série nova na segunda e na quarta, me fazendo ter cãimbras no abdome e dores musculares generalizadas. Deve estar funcionando. Na sexta, cheguei tarde em casa, mas consegui ainda dar uma rodadinha no rolo, meia-horinha com bastante intensidade, apesar da pouca duração.

E os treinos de corrida? Na terça, qualidade sem muito volume. Foi meio difícil, o Ibirapuera tava ainda mais cheio que o normal por causa do sol e do calor, muito skatista órfão da marquise (muito embora uma parcela razoável dos skatistas sejam de longboard, que não irão pra marquise quando reabrir, porque o negócio deles é descer a ladeirinha da preguiça), corrida em ziguezague pra desviar de bike, skate, pedestre e outros corredores (alguns corredores-baratas, que saem da toca só quando faz calor). Enfim, o parque è público, tem que aprender a dividir espaço, né? Após um aquecimento de 2km, 6 tiros de mil metros com uma configuração variável a cada um deles. Um foi progressivo (4m56/km), outro regressivo (4m36), um constante sem pegada (4m37), um um pouco mais leve (5min00), um com aceleração só até um até um determinado ponto (4m52) e um com aceleração total (4min27). Não são marcas memoráveis, não tava fácil correr, essa volta de mil metros não é planinha (sobe justamente a Ladeira da preguiça), mas foi feito, sem ficar muito pra trás em relação aos colegas. 08km no total, mais uma vez de Asics.

Na quinta, o negócio era um progressivão com o coach. Saímos em grupo, trotando a 6min30, e a idéia era ir subindo o ritmo, até completar 1h15 de treino. Só que a idéia maravilhosa do coach de variar o percurso deu merda. Ele entrou pela volta da cerca do Ibira à noite, e sem iluminação, pra mim foi como se estivesse cego. Torci o pé de leve, doeu na hora, parei um tempinho e perdi contato com o grupo. Pra não forçar voltei frustrado pra base. Lá, ainda dei uma voltinha lançada na antiga volta de 1.000m, que foi reaberta finalmente, pra testar um pouco o tornozelo e pra ver se dá pra correr lá. Resposta positiva para as duas questões, 09km pra caixa, com o Nike Structure.

E hoje no sábado, mais um "curtão". Pra treinar um pouco mais de força e técnica, o treino foi fazer a volta tradicional de 10km da USP com algumas alterações: a primeira era subir e descer a subidinha que vai do Cavalo até o bosque da Física por 3 vezes (dá 1km certinho, se você contornar as rotatórias bem por fora); a segunda era fazer duas voltas no próprio Bosque. No final das contas, deu 14,7km. Foi um treino bom, fiz bastante força o tempo inteiro e a média de 5min19/km foi até bem interessante, já que a subida da Biologia quebra bastante o ritmo e por uma distância bem considerável. Dessa vez não deu bolha no Asics. Fiz uma "operação" na palmilha, recortando-a justo no ponto onde dava bolha, e mudei a amarração, pra deixar mais firme no cano. Acho que deu certo. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Na média

O pós-treinão São Silvestre verdadeira foi sucedido por um treino de fartlek na quinta que eu, sinceramente, não achei que fosse fazer. Seriam 4 séries de 10 minutos, sem intervalo composta pela seguintes subdivisões: 2 minutos em ritmo médio-leve (5min15/km), 2 em ritmo médio (4min45/km), 2 em ritmo médio-forte (4min30/km) e os 4 minutos restantes trotando em recuperação. Duro seria correr rápido com a musculatura meio pesada pelos 15k do dia anterior. Mas saiu. Até melhor que eu esperava, já que o médio-forte saiu a 4min20/km, com uma sobrinha pra não ser considerado o mais rápido que poderia fazer. Com o aquecimento, foi um treino que consumiu 09km, usando o Asics.

O mesmo Asics seria testado no longo-curto do sabadão, na conturbada (mas pacífica, no momento do treino) USP, em 15km. O treino em si não metia medo, mas o problema foi um aquecimento com tiros em piques curtos e intensos em subida onde eu... passei do ponto. Fiz mais rápido que deveria, dei tudo, e me cansei demais, mais do que o normal. Saí pro treino me sentindo extremamente cansado e rodei a primeira volta de 7,5km com a Márcia, me arrastando a 6min/km. Mas aí, com o ritmo constante, a cor voltou e consegui puxar a segunda volta para um rirmo médio abaixo de 5min15/km, fechando tudo mais ou menos em 1h24, 5min35/km de pace. Nem tão lento como o treino do sábado passado, nem tão rápido como o do retrasado. Na média. E possivelmente cada vez mais próximo da minha capacidade real atual. E o treino acabou com algumas bolhas nos pés, que não incomodaram tanto. Mas que preocupam...

A USP e suas vicissitudes

A situação na USP não está nada tranquila por causa dessa discussão entre uma parcela de alunos e a atuação da Polícia Militar no campus, após o episódio da maconha com estudantes da FFLCH. Os ânimos se acirraram e o radicalismo tem predominado nesse debate, levando à invasão da Reitoria e a uma pauta de reivindicações que transborda o próprio objeto inicial da querela. 

É lógico que a discussão não se limita à existência ou não de abuso pelos policiais que abordaram os estudantes, sendo apenas um motivo para se externar a contraposição entre os "libertários" que compõem boa parte da FFLCH, apoiados (ou usados) pelos partidos de esquerda que dominam o DCE e os Sindicatos contrários ao governo paulista, e os "playboizinhos" da Poli e da FEA, que tinham saído "vencedores" no primeiro round dessa batalha invisível, quando conseguiram a presença da PM no campus devido ao trágico episódio do homicídio do estudante no estacionamento da FEA. Lógico que estes também são apoiados (ou usados) pelo governo e pela reitoria para justificar a presença da PM, a intensificação da segurança e a progressiva tentativa de controle total sobre o acontece no campus (para o bem e para o mal). Não sei mensurar ainda qual o grau de resistência que há contra o reitor, que vem de uma faculdade que está fora da Cidade Universitária (Direito), mas sem dúvida essa característica não o ajuda a ser visto com simpatia por muitos dos envolvidos.

Minha posição pessoal sobre a USP - e não sobre a briga entre esses dois lados - é utópica. A de uma USP aberta, integrada à cidade como parte dela, e não como um mundo à parte. De um lado, não compreendo porque a USP poderia estar acima da lei e se furtar a ter a Polícia Militar no campus, já que não entendo como legítima a idéia de uma atuação limitada da Polícia Militar em espaços públicos. A justificativa de que a PM deve estar fora da USP porque isso inibiria a livre manifestação política traz subentendida a idéia de que só na Cidade Universitária haveria isso, em pleno ano 2011. Na prática, os partidos e sindicatos que dominam o campus pretendem possuir um salvo-conduto para continuar a desafiar a autoridade da reitoria, os estudantes libertários querem fumar sua maconha e os pequenos traficantes querem continuar a manter seu feudo intocado.

De outro lado, é inegável que a presença da PM, a instalação de câmeras de segurança e a limitação no acesso à USP, ainda que combatam a criminalidade na região, também servem de argumento para quem procura transformar a USP num condomínio fechado, isolada da cidade, isolada de uma humanidade que não pertença à "elite intelectual", tranquila como um oásis num cidade caótica. E aí vem o debate: a USP deve se isolar ou deve ser cada vez mais integrada à cidade, com tudo de bom e de ruim que ela tem a oferecer à universidade?

É ingênuo achar que isso pode ser facilmente resolvido. Não vai ser. Somente acontecimentos trágicos, como a morte do estudante da FEA conseguem fazer com que a balança penda fortemente para um lado. E agora o "outro lado" pretende fazer o seu contrapeso criando um outro fato que igualmente ganhou as manchetes da imprensa. É justo discutir se houve ou não abuso pelos PMs. No entanto, não entendo como legítimo invadir a reitoria da Cidade Universitária como reação a isso (e a esses outros fatores, evidentemente). E não será legítima a desobediência a uma ordem judicial. Se a desocupação tiver que se operar com força, isso só terá ocorrido por causa de uma resistência não-justificada pelos ocupantes da reitoria e não pode uma sociedade democrática admitir que uma parcela de insurgentes se arvorem o direito de descumprir a ordem judicial. O Estado Democrático de Direito vale pros dois lados.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Finados e a morta e saudosa São Silvestre (atualizado)

Os textos e imagens falam mais do que tudo. Pra mim, vale registrar o treino de 15 km e o meu melhor tempo de São Silvestre (1h35), mesmo tendo sido um ritmo de tartaruga, parando às vezes para esperar os colegas e para... prestar atendimento a um transeunte, que caiu gritando próximo à gente no Minhocão. Puta susto, um senhor de uns 65 anos, no chão, berrando, com a mão no lado esquerdo do peito, só podia ser enfarte! Mas não era... ele tinha tropeçado na correia do seu cachorro e caído justamente em cima do lado esquerdo do tórax, ou seja, era "só" dor de pancada, nas costelas. E por causa de nossa São Silvestre verdadeira ele teve um pronto e rápido atendimento! Um finado a menos nos finados!

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=11978&t=Atletas+protestam+apos+mudancas+na+Sao+Silvestre

http://runnersworld.abril.com.br/blogs/correria/finados-paulista-306487_p.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1000743-fas-de-trecho-tradicional-da-sao-silvestre-protestam-correndo.shtml

 http://capriotti.wordpress.com/2011/11/02/obrigado/

http://blogs.jovempan.uol.com.br/pedaladas/amor-pela-sao-silvestre-amor-por-sao-paulo/


http://blogs.jovempan.uol.com.br/endorfina/unidos-pela-chegada-da-ss-na-paulista-eu-ainda-acredito/

http://www.webrun.com.br/corridasderua/n/sao-silvestre-com-chegada-na-paulista-sim/12927

http://toticolucci.blogspot.com/2011/11/sao-silvestre-na-paulista-ssnapaulista.html#more

http://sportclick.com.br/sao-silvestre-na-paulista-quem-apoia

Resumo do mês - outubro/2011

85km em 7 treinos.
30min de rolo
1 série de musculação
e 1 vulcão escalado.

Longo realista

Sabadão de longo, dia de acordar cedo e... poutz, acho que até agora não me adaptei ao horário de verão. E o Pan me quebrou, ia dormir tarde todo dia, tava faltando horas de sono. Saí pro treino de 18k pensando só em bpm, e fiquei me segurando, pra ver como me comportaria. Lembrando que o último treino da semana passada foi horrível e os treinos anteriores muito bons. Como seria?

Foi... de normal pra ruim. O ritmo foi meio lento, 5min45/km, e os bpm subiam fácil a qualquer esforço maior. Eu me senti cansado, com sono, meio lento, mas sem o total travamento de pernas da semana. Fechei os 18k em 1h43, sem fazer força, mas sem correr bem, embora tenha passado rápido. Esse longo me deu uma perspectiva mais realista sobre minhas atuais condições físicas e a idéia de rodar minha próxima meia para um pace mais próximo de 5min20 do que de 5min00. (Mizuno Nirvana)

E na segunda-feira, todo planejado pra correr, acabei tendo complicações no trabalho e cheguei muito tarde em casa. Deu pra pedalar meia-horinha no rolo, só pra soltar a musculatura.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O bom e o mau

14km no sábado, de longão, a 5min09/km, com tempo de 1h14. Deu preguiça de ir até a USP e rodei no Ibirapuera mesmo. E a intenção era rodar a 5min30/km, administrando os bpm, mas saí mais leve do que eu esperava e mantive a limitação de 160bpm até os últimos 3km, quando desencanei e soltei a bota. Até esse momento consegui me segurar num o pace médio pra 5min15, mas depois disso baixei para chegar nessa média de 5min09, o que significa que rodei no finalzinho pra baixo de 4min50. Foi cansativo, mas não exaustivo. O que mais atrapalhou mesmo foram as bolhas no pé direito, tá difícil adaptar ao Asics.

Movido pelo treino bom de sábado, parti na segunda para um treino no Ibira com um intervalado meio complexo. Tiro de 2km, sendo o primeiro km em um ritmo bom e o segundo puxando mais; pausa de 1 minuto e então um treino técnico em rampa de pequena inclinação (a rampa atrás do banheiro, que ia até o lago, antes das reformas), subindo forte e descendo trotando; pausa de 2 minutos, descansando bem e repete tudo, 4 vezes. O ritmo, mais uma vez, foi mais forte do que esperava, rodando os 2km em pace médio de 4min50/km, mesmo sentindo uma dorzinha meio profunda no sóleo esquerdo. Com as rampas, e o aquecimento, estimo uns 10km de treino, desta vez com o velho e confortável Nike.

Marquei ergoespirométrico na quarta de manhã e de um VO2 de 53, mais de 10% mais forte do que o último exame. E realmente rodei bem, levinho, dentro do possível com aquela máscara horrorosa. Também marquei 71,5kg, ou seja, 1,5kg a menos em 10 dias de contenção de calorias.

Tudo ia tão bem até o treino dessa quarta à noite... minha nossa senhora, como pode ser tão diferente?? Eu sei que o ergoespirométrico desgasta um pouco, é prova de esforço máximo, mas à noite eu simplesmente não conseguia correr!! Saí pro treino, consistente em 3 voltas de 3km em fartlek e consegui fazer, com muito esforço, a primeira no ritmo planejado. Na segunda fiz num ritmo de tartaruga e resolvi parar. O Gabriel ainda me convenceu a tentar fechar a terceira, mas durei 1km... pernas pesadas, do joelho pra baixo tudo dolorido, dores nas coxas, dores nos quadris, terrível!! Contabilizando 7km sofridos (Asics) e um dos piores treinos de toda a minha vida. Aparentemente minhas pernas não estão acompanhando meus pulmões. Mas, enfim, depois de 5 treinos bons, uma hora ia aparecer o treino ruim na minha frente. Tô acostumado, é a velhice...


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Três de doze

É, voltei. Depressão pós-férias que precisa ser tratada de forma leve com corrida, porque ficar quase um mês sem correr não é mole não. E os três primeiros treinos da volta tiveram 12 km, motivação do título do post. No sábado de dilúvio eu não me animei em ir até a USP para dar uma rodadinha leve, então me mandei pro Ibirapuera. Achei que ia estar bom por causa da chuva e não me enganei: pouca gente, pista livre... e eu era o único da Trilopez por lá, pra tirar o Gabriel do sono. O problema é que pretendia rodar uns 30 minutos a 7min/km, mas o coach resolver correr comigo. E aí é aquela história, você acaba indo no ritmo dele. E mesmo ele segurando pra cacete e contando sobre a bike nova dele e etc, 5min30/km pra quem tava todo fora foi um pouquinho diferente dos 7min/km... hehehe. Mas foi, tranquilo, 12km na boa. E nem deu dor nas pernas no domingo, apesar da expectativa. Asics GT molhadaço

Terça foi um treino que eu usei como base. Aquecemos 1km e depois partimos para 3 voltas no parque, com 3 rampas da Bienal a cada volta, o que resultou em uma volta de 3.8km mais ou menos. O ritmo foi leve, acompanhando o Fred que estava no polimento de Bertioga-Maresias, a Edith, polindo pra Nike-600k, o Gaspa voltando e o Ronaldo sendo seguro por todo mundo pra não disparar... média de 5min20/km. Um pouco puxado, mas aguentei bem. O Asics secou e eu usei de novo.

E hoje, quinta, foram 12k em fartlek. 4 voltas de 3km, 1ª e 3ª com ritmo leve, e 2ª e 4ª baixando pelo menos 30 segundos no pace por km. Achei que seria difícil, tô todo dolorido por causa da musculação de quarta, mas na hora de correr, desenvolveu. Fiz um pouquinho melhor do que o previsto: paces por km/volta de 3k: 5min29, 4min52, 5min26, 4min47. Foi bom, rodei mais rápido do que esperava, embora bem mais lento em comparação com os "bons tempos". O mais importante é que embora estivesse fazendo força, não fiz as voltas rápidas com o coração na boca, foi controlado sem atingir o estímulo máximo. Desta vez de Mizuno.

sábado, 15 de outubro de 2011

O que corredor de montanha faz nas férias??? Sobe montanha...

Este blog, embora se proponha a ser um mero registro pessoal das minhas provas e treinos, também serve como registro de outras coisas que eu queira guardar como interessantes. E resolvi escrever, pra não esquecer, da subida ao Vulcão Láscar durante as minhas férias.

Basicamente esse é o vulcão mais ativo da região do norte do Chile. Se eu não me engano, sua última erupção foi em 2006 e sobre ele paira uma constante fumacinha, indício de que está vivo, respirando. Não é, de longe, o vulcão mais alto da região (5.550m). Mas é bastante acessível para quem não é escalador ou alpinista como eu, já que a subida ao seu topo pode ser feita por uma caminhada.

Em 2009 eu já havia subido outro vulcão, o Toco, com seus 5.600m e considerado um dos mais "fáceis" da região, porque a caminhada até o seu topo é pouco íngreme. De fato, a única dificuldade que enfrentei foi mesmo a natural dificuldade em respirar com a altitude, mas a subida em si durou entre 1 hora e meia e 02 horas, e o ápice da dificuldade foi quando tive que mijar no caminho e... hiperventilei com o esforço de baixar duas camadas de calças...

Achei que o Láscar seria algo parecido. Como no caso do Toco, partiríamos já de uma base bem alta (5.000m no Toco, 4.800 no Láscar). E como eu já tinha tido uma experiência, esperava uma certa tranquilidade.Não foi exatamente isso. A caminhada até o topo é mais dura e íngreme, o terreno é um pouco pior e desta vez o grupo estava um pouco heterogêneo, já que minha irmã também tentou a subida, embora ela não tenha a mesma performance física que nós, todos ultramaratonistas (eu, Cassiano e Ana Míriam), exceto o guia, que embora não seja corredor, obviamente estava muito mais aclimatado que a gente (até porque ele, o Pedro, nasceu na montanha...).
Pausa a 5.200m
Eu fiquei pra trás como "seguro" da minha irmã, enquanto o pessoal seguia na frente. Acabei fazendo um ritmo mais lento do que seria o meu natural e isso me cansou muito. Quando ela desistiu e desceu junto com o guia, a 5.400m, a gente seguiu pro topo porque o caminho já era relativamente fácil e havia uma quase-trilha a nos guiar. Mas eu estava bem cansado. Mais do que a Ana e principalmente o Cassiano, que se beneficia por ser naturalmente mais adaptável à altitude, além de já estar mais aclimatado, com mais tempo em altitude por ter ido a San Pedro de Atacama de moto, enfrentando "pasos" de mais de 4.500m de altitude.

O guia ia se comunicando conosco por rádio, monitorando nossa velocidade e nossas condições. Depois de mais de 3 horas de caminhada e com quase 14h00 no relógio, o vento começava a soprar mais forte e havia mais formações de gelo ainda remanescentes do inverno. Mas quando chegamos a um platozinho menos íngreme, sabíamos que estávamos bem perto e as energias se renovaram. Estive a ponto de desistir no meio do trecho mais íngreme, e só não o fiz porque dava trabalho virar o corpo e voltar a descer... 

Chegamos em uma pedrona que era o nosso indicador de direção. Mas o cheiro cada vez mais forte de enxofre também servia como indicação. Dali tava muito perto. Só não sabia que era tão perto. Uma mera subidinha de 200m e pronto: a cratera do Láscar!!! Um buracão enorme, com umas fumacinhas saindo do nada, lá do fundo!! Um cheiro infernal de inferno, de enxofre. E um vento do cão, embora o dia estivesse absolutamente aberto e ensolarado!!



Pausa pra fotos e filminhos, 15 minutos lá em cima, no máximo, e toca a descer, porque o guia já estava nos chamando. E a descida foi punk. As pernas estavam tremendo, o terreno que era ruim pra subir, era pior pra descer, muita pedra solta conjugada com falta de firmeza nas pernas significaram uns 4 tombos pra mim. Nada de mais, mas escorrega daqui, escorrega dali, fui indo, meio joão-bobo, quase correndo. Quando o carro ficou visível, não tinha mais trilha. Descíamos pelo caminho mais curto, mais íngreme e mais capotável. Não ligaria muito se fosse rolando, mas achava que se ficasse de pé ainda assim seria mais rápido. Cheguei muito mais cansado do que em qualquer maratona que já tivesse feito. Respirava, mas o ar não vinha a 4.800m. Mas mesmo assm vinha mais do que a 5.550m... 


Descendo de volta a San Pedro, em uma viagem de 3 horas, tudo começou a voltar ao normal aos poucos. Mas é impressionante o que a altitude e a consequente falta de pressão atmosférica fazem. Mesmo para nós, em boa forma física, foi bastante penoso. Dor de cabeça constante no vulcão, falta de ar intensa, qualquer movimento diferente causava tontura. Parar cansava, voltar a andar cansava, se baixasse a cabeça, ao levantá-la parecia que alguém estava espremendo o meu crânio. Mas a sensação se conseguir o topo é muito similar à de completar uma maratona. 

Ou seja, no final das contas acho que sim, subir esse vulcão teve muito mais relação com corridas do que imaginava. E fica a observação do título: o que corredor de montanha faz nas férias??? Sobe montanha...