quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Maratona de Amsterdã 2009

Após Itapeva a preparação continuava para as 24hs. Havia uma idéia de se tentar fazer o Desafio Bertioga-Maresias solo. Aliás, neste ano não haveria Noneto de Ouro mesmo, então, pelo jeito, ia fechar o ano sem troféu.

Só que Bertioga-Maresias é uma prova muito dura em termos de tempo para completar. Difícil para pangarés como eu. Ainda estava em dúvida quando apareceu a oportunidade de fazer Amsterdã com inscrição gratuita pela Mizuno, que também patrocinava a prova. Nem pensei duas vezes, arranjei um jeito de faltar uns diazinhos no trabalho e fui!

A rotina de fazer maratona como prova de preparação ainda era algo estranho. Maratona durante muito tempo foi meu objetivo final. É um negócio tão complicado fazer, que admitir que tinha coisa pior ainda não era muito fácil de entender.

O fato é que fui para me preparar, mas fui também com uma expectativa de fazer um bom tempo, já que estava em um bom estágio de preparação. As outras duas maratonas do ano também tinham sido ruins em relação à performance, embora a da França fosse mesmo um "passeio". Florianópolis, no entanto, ainda estava na garganta.

Ok, além do passeio maravilhoso pela cidade, que é barbara, a prova também foi muito legal. Apesar de querer fazer uma boa prova, não estava encanado. Tanto que a preparação no dia anterior à prova envolveu muita caminhada conhecendo a cidade e algumas vodkas. E o café da manhã á base de chocolate também não era nada que um bom fisiologista recomende.

Porém, como dizem, cabeça é boa parte da prova. E a minha estava ótima. A temperatura e o clima estavam perfeitos. Frio, entre 5 e 10ºC, mas sem vento e com um solzinho gostoso. Saí correndo fácil e a cada quilômetro me surpreendia com o ritmo. E tentava segurar, porque tava até muito rápido. Passei a meia com 1h56min, soltinho, soltinho. Mas, precavido com Floripa onde também passara a meia fácil e depois quebrara, resolvi ser conservador e segurei ainda mais o ritmo. Mesmo assim, seguia na casa de 5min30/km.

A corrida começa e termina no Estádio Olímpico, não passando pelo centrode Amsterdã, mas cruzando boa parte da cidade no sentido oeste-leste e também fazendo um trecho á beira do Rio Amstel em direção ao sul, já em uma área rural, e em região onde passávamos por um passeio asfaltado, mas muito estreito, com algum trânsito entre os corredores. Ali,  tive alguma dificuldade para ultrapassar os corredores mais lentos. Depois foi só administrar. Na verdade, nos quilômetros finais passamos por dentro do Vondelpark (que já havíamos cruzado no começo da corrida), onde sabia que não ia ter água, bem na hora em que sentia sede. Mas isso não atrapalhou muito, e fechei a maratona para 03h55min26s, recorde pessoal e até uma sensação de que daria para fazer mais rápido. Depois, foi só comemorar com Heineken...


Marcelo Jacoto e eu, após a chegada.

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