sábado, 20 de outubro de 2012

Treinos da volta 2

Agora sim! Depois de Buenos Aires, parada de verdade. Duas semanas enrolando, rodando pouco e sem velocidade. Terça pós-prova teve caminhada plus corrida com muito esforço e dor no joelho. 7k nessa lama (Asics GT 2160). Quinta nem quis correr, só fiz uma musculaçãozinha leve. No sábado, o "longão" teve 10k no trajeto da Volta da USP, e subir a Biologia daquele jeito foi uma experiência inenarrável (Mizuno LSD). Nesta última terça corri de casa até o Hospital Santa Cruz, cumpri minha sina visitatória familiar, e voltei. 6k de Nike Structure. Na quinta, mais lama por causa do trabalho e do tempo limitado, foram 7k de esteira fazendo algumas acelerações de 1.5km só pra ver como estava (Mizuno LSD). Mas acho que agora a preguiça e recuperação acabam. Só preciso arranjar uma razão pra isso.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Maratona de Buenos Aires, o recorde improvável

25 de setembro. Treino bem feito, forte, muito rápido pro meu nível, mesmo em fase de recuperação da Mont Blanc. Comecei a ficar com esperança de fazer uma outra boa meia até o final do ano, quem sabe não sairia mais um recordezinho pessoal? Então, Coach Diego Lopez vem e solta a pergunta: Nishi, tá correndo leve, acha que dá pra ir pra Buenos Aires? 

Eeeepa!! Pra quem pensava numa meia até o final do ano, correr uma maratona no próximo dia 07? Loucura total. André e Sérgio tinham me convidado, mas eu recusara, achava absurdo. Só que o coach falou e eu... bom, onde compro as passagens??

Cheguei no sábado pré-prova, à tarde, kit retirado pelo Diego, visitei a feira só pra ver como era.  Melhor do que qualquer feira brasileira, bons expositores, variedade, espaço legal, obviamente não dá pra comparar com uma feira de major, mas tava legal, de dar inveja. Aí você começa a pensar: por que as provas brasileiras, com uma economia tão mais forte, não conseguem isso que a prova portenha, num país em crise, consegue?


A largada era em Belgrano, bairro da zona oeste de Buenos Aires, já próximo ao estádio do River Plate. Cruzaríamos a cidade inteira até a Boca e retornaríamos, em um trajeto bem plano, com algumas poucas e leves subidinhas.


Chegamos lá e nos encontramos na barraca da equipe parceira portenha da Sporstream, do Sergio. Éramos nove trilopenses: Diego, eu, Ogro, Orlandini, Luis Giovani, Édson, Alê, Daldin e seu Edélcio. Quase o mesmo número de atletas da equipe local. Aliás, não faltou brasileiro na prova. Dos 6.200 concluintes, 600 brasileiros!


Largamos razoavelmente na frente, em 2 minutos passamos o pórtico e o primeiro quilômetro, mesmo com todo o tumulto de largada e o corpo frio, já saiu a 5min20/km, que era o pace que eu tinha programado pra mim. Só que tava fácil correr e em poucos quilômetros a média já era de 5min/km. Mesmo assim, segurava e deixei o Orlandini e o Ogro abrirem um pouco. Nessa toada fui seguindo, tranquilo, com sobras, até ver de novo os dois ali na minha frente, já lá na Boca, onde rolou um bom "Vai Corinthians". Encostei nos dois e passamos juntos pela marca da meia maratona a 1h46 e pouco. Muito mais forte do que eu tinha programado, mas tava realmente fácil. 

A temperatura amena ajudava muito. E a chuva que prometeu vir não veio de verdade. Veio uns pinguinhos aqui, outros ali, mas não só não atrapalhou como ajudou a manter a temperatura baixa. Excelente! 

A segunda metade certamente seria pior, mas eu não tava sentindo. Eu e o Ogro seguíamos juntos a 5min/km. Uma cena absolutamente improvável quando eu comecei a correr: passei o Chicão, ex-trilopense, um cara que já fez Boston!! Outra cena, mais divertida por volta do 26º km. Depois de pegar uma garrafa de água e beber metade, fiquei com ela na mão. Aí vi, de longe, um lixo na borda da pista. Arremessei de três e chuá!! Me chamaram de Ginóbili, mas foi Oscar Mão-Santa mesmo!! Mais interessante ainda foi descobrir o segredo do Ogro pra não ter cãimbra: shoyu. Um sachezinho daqueles deve ter mais sal do que o Mar Morto. E tem proteína de soja também!!


Por volta do 36ºkm, quando o recorde pessoal parecia garantido comecei a quebrar. O Ogro quebrou um pouquinho mais do que eu, porque não me alcançou, mas a coisa não tava boa pra mim não. Um quilômetro depois me sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão, foi uma quebra rápida e direta. Senti náuseas, as pernas pesaram, mas me forcei a correr até o 39º km. Aos trancos e barrancos cheguei no 39ºkm e comecei a fazer as contas e a tentar enganar o corpo: só mais um quilômetro correndo, no próximo ando. E assim foi o 40º, 41º, 42º, pórtico de chegada!!!! Últimos 1.195m em 6min10/km, mas pareceu que foi a 3min/km!! 



3h37m48s!! 



Todo mundo deu show. Diego treinou e fez 3h29. O Ogro, 3h39. Orlandini fez finalmente um tempo digno de sua preparação, 3h42. Seu Edélcio, 3h53. Luis Giovani, 3h57, Édson, 3h59. Daldin, 4h01 (por causa do maldito xixi...) e Alê 4h04. Um dos maiores índices de recorde pessoal da história!!

A prova foi muito bem organizada, hidratação farta, Gatorade de tudo quanto é tipo, banana e gel em pontos estratégicos e até tinha uma participação popular bem razoável, para um início de domingo frio e úmido. Pra completar, uma santa manta plástica distribuída na chegada para manter a temperatura do corpo, porque tava gostoso pra correr, mas bem friozinho pra ficar parado, ainda mais com roupa molhada de suor!

Devo dizer que foi difícil andar da chegada até a tenda. Apesar da felicidade, difícil pegar táxi depois da prova. E foi difícil tomar banho. Mas pelo menos não foi nada difícil comer um asado de tira depois da corrida. Afinal, esse foi o argumento que convenceu a ir pra lá!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prepara pra Buenos Aires!!

E agora? Uma semana para uma maratona absolutamente imprevista? Como o corpo ia reagir a um longo de 30km saído do nada? A resposta foi: mal. No treino de terça, muito parecido com o da terça passada, a performance não foi nem próxima da das outras semanas. Tiros de 2km com exercícios e rampas, só mudou o tipo de exercício. E a minha velocidade. Saí pro tiro e já fiquei pra trás. Pensei em pegar todo mundo no progressivo e no primeiro tiro até deu mais ou menos. Mas nos outros... ave-Maria! 8km, Nike Free, 4min46/km de média e um sofrimento atroz, as pernas fracas... ai, minha confiança!!

Pior é que por problemas familiares e laborais, nem deu pra treinar na quarta e quinta, e restou uma meia horinha na sexta. Polimento, fiz uma série curta de velocidade tirada da minha cabeça, só pra mexer o corpo. 300X300, 250X250 e 200X200m, fortíssimo e fraco. Nike Free de novo. Deu uns 06km no total, pelo menos chacoalhei o esqueleto. Mas como ia ser a maratona?  

Resumo do mês - setembro/2012

101km em 8 treinos (considerando o Treinão da Pharmaton como treino mesmo).
14,1 km em uma prova (Türlerseelauf em Affotern am Albis)
2 séries de musculação

Primavera chegou. Buenos Aires também.

Rapidamente, os treinos da última semana de setembro: na terça uns tiros de 2km progressivos entremeados com exercícios de equilíbrio/pliometria e rampas da Bienal, sob comando do Diego. Um treco de doido, mas corri forte pra caramba, junto do Fê e do Mocotó, que são caras muito mais velozes que eu. Tô rápido e o Diego achando que eu tô bem solta a pérola: que tal Buenos Aires daqui a uma semana e meia. Depois de um "cê tá maluco", a resposta sem nenhum juízo: topo. Fim do treino, 09km de Nike Free, uma média abaixo de 4min30/km.

Quarta: musculação doída, mas necessária. E na quinta um treino mais rodadão com o Gabriel, 11km de intervalados, de Asics GT-2160. Por causa da maluquice de BsAs, no sábado um longão experimental de 30km, pra ver se aguento. Até por ser teste, fui leve com o Zizi e, ocasionalmente com o Harry, a 5min55/km. No 25ºkm o Zizi deixou o grupo e aí acelerei os últimos 5km pra 5min/km, fechando com 2h50 e 5min46/km de média. E bem, BsAs ia rolar (Mizuno LSD)