domingo, 22 de julho de 2012

Pacote completo

Acho que finalmente fechei todos os itens obrigatórios para o CCC-Mont Blanc. É luva impermeável, jaqueta impermeável com capuz, calça impermeável, canivete, 2 headlamps, faixa, camiseta manga longa reserva, mochila nova (porque na outra não cabia tudo)e sei lá mais o que... acho que falta só um copinho, mas esse é o tipo de coisa que não preciso testar antes.

Os treinos com mochila estão chegando no peso aproximado que vou carregar nos Alpes. Acredito que será algo entre 4,5kg e 5,5kg, fora os bastões, considerando a capacidade máxima da bolsa de água (2 litros=2kg). E neste final de semana já comecei a carregar essa tralha toda nos longos.

Agora percebe-se nitidamente como é "fácil" correr sem peso. Nos treinos de qualidade da semana, uma bela sensação de leveza. Na terça, de Nike Free, numa chuva pesada e um frio congelante, só eu apareci no treino das 19h30. Resultado: coach Gabriel Portuga resolveu correr comigo. Achei que estava fudido, mas nosso fartlekão acabou sendo mais pesado pra ele do que pra mim. 12km em 01h00 cravados. Na quinta, com o Mizuno LSD, três tiros de 3km intercalados com uma série curta de exercícios (afundos, educativos). A rodagem na corrida, que deveria ser média, ia se intensificando durante a volta, já que o pessoal do pelotãozinho que fizemos realmente não sabe brincar. Pro Du tava fácil, já eu, a Edith e a Grazi íamos acelerando um pouquinho aqui, ali... e no final do tiro a gente estava no ritmo "normal" do Du, na casa dos 04 min/km. Considerando que acompanhar a Edith ultimamente é pra poucos, tenho que comemorar ter até conseguido puxar a chilena papa-léguas e terminar os tiros um pouquinho na frente dela. 9km pro odômetro

Na quarta, mais um treino testa-joelhos, rodagem+escada+musculação, já com a mochilona pesada. Rodei menos, uns 5km, com a esteira na academia nos 15º de inclinação. A escada foi a do aparelho da academia, onde não tem descanso e sobe-se o tempo inteiro: 140 andares. E a musculação com o que restava dos músculos... (Asics GT-2160).

Sábado teve treino no Reflorestamento Melhoramentos. Eu, com a minha mochilona e bastões, me arrastei atrás do pessoal. O meu estado entérico tampouco me ajudou muito, já que a pizza da sexta não caiu bem. Foram 20km em 2h50, mas essa contagem considera as paradas técnicas do "pra onde vamos?" do Gabriel, e também a tentativa de interação com o Bob, um pitbullzinho que apareceu no meio do caminho tentando fazer amizade. Meu treino previa 05 horas, mas não dava pra ficar sozinho por lá, e quando todo mundo começou a voltar, voltei junto. Calçando os tênis de trail Patagonia.

No domingo, de novo com a mochilona, mas sem os bastões, rodei mais 20km subindo e descendo pelas ruas paulistanas (Asics GT-2160) Saí de casa, fui até o Ibira, voltei, fui até a Cursino e voltei de novo. Mesmo seguindo a mesma lógica do longão na trilha, correndo só no plano e na descida, e caminhando nas subidas, o tempo foi bem menor, 2h20. O asfalto e o piso regular fazem muita diferença. Além disso, na cidade dificilmente encontro ladeiras como as do Melhoramentos... 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nos descontos

Por causa do meu Corinthians, meus treinos ficaram prejudicados na primeira semana de julho. Não deu, na quarta da final não conseguia pensar ou fazer mais nada. E na quinta, a ressaca. Na sexta, aniversário da Alessandra. Então ficou meio de semana de regeneração. Vamos aos registros:

Terça, 03 de julho, 13 km com 6 rampas da Bienal e o resto do tempo num ritmo de 5min/km (Mizuno LSD). No sábado, 07 de julho, longão USP-Bosque do Morumbi-USP, sempre com a mochila. Foram 4 voltas na Circular do Bosque, 5 voltas internas, retorno num sobe-e-desce no Butantã e 2 biologias, pra 3h32 e 30km (Nike Alvord). Na segunda, tudo volta ao normal, fazendo a série de 1 hora (8,5km) + 30 minutos de escada e musculação (Nike Alvord), com a mochila. Terça, 10 de julho, foi o dia das rampas da Bienal: 30 rampas, intercaladas em séries de 05 rampas e uma corrida curta na volta de 1,5km, além do circuito de abdominal e lombar. No total 12km (Nike Free). Quinta foi dia de intervalados com volta no Ibira e séries de afundos, totalizando 10km estreando o North Face Double Track. E no sabadão, longão na Aldeia da Serra, 4h30 com mochila e bastões, subindo e descendo por 33km com o Doubel Track.

Vai Corinthians!!!

Ninguém parou meu time. Ninguém. Ninguém era capaz de fazê-lo. E sempre que eu fraquejo, sempre que penso no difícil, no impossível, lembro do meu time. Um time que treinou muito. Que trabalhou. Que chegou no fundo do poço e saiu de lá, da forma mais espetacular possível. Que soube que nada se decide num único momento, mas que sabe que são os vários momentos únicos que forjam um campeão. 

Se eu penso em desistir, lembro que o Cássio não desistiu quando ficou sozinho cara-a-cara com o Diego Souza. Que o Julio Cesar não é de desistir e até já jogou com o dedo fora do lugar. Que o Alessandro chegou a ir pra reserva, mas foi o capitão que levantou a taça da Libertadores. Que o Edenílson não desistiu de tentar um lugar no time, e foi até de lateral. Que o Weldinho não esmoreceu quando perdeu a vaga de lateral para um volante improvisado. Que o Chicão chegou a abandonar a concentração, mas mesmo assim foi homem pra voltar. Que o Castán nunca desistiu de nenhuma bola. Que o Marquinhos não ficou com medo de jogar Libertadores com 17 anos. Que o Paulo André nunca desistiu da idéia de que é possível ser boleiro e ser culto. Que o Wallace não desistiu nem quando se estourou e foi jogar de centroavante com uma perna só. Que o Fábio Santos não teve medo de vir pra ser reserva do Roberto Carlos. Que o Ramon não desistiu de vir pra ser reserva do Fábio Santos, que em tese seria o reserva. Que o Ralf não desistiu quando foi pra área marcar o gol contra o Táchira. Que o Paulinho não desistiu quando fez o gol contra o Vasco nos acréscimos. Que o Cachito Ramires nao desistiu quando fez merda contra o Tolima no ano passado e se manteve no grupo. Que o William Arão não desistiu mesmo sabendo que dificilmente iria entrar em um jogo. Que o Danilo não desistiu quando falaram que ele era lento e não combinava com o Timão. Que o Alex não desistiu de vir para um clube mesmo já sendo um campeão consagrado. Que  o Douglas não desistiu de voltar para um clube de onde saiu no melhor momento do time. Que o Jorge Henrique não desiste de nenhuma bola, seja na defesa ou no ataque. Que o Emerson Sheik não esmoreceu quando teve que sair do Flu pela portas dos fundos. Que o Liédson não desistiu mesmo depois de fazer uma cirurgia no joelho e não conseguir mais correr direito. Que o William não desistiu de tentar brilhar mesmo sendo o mais novo dos atacantes. Que o Elton não desistiu quando veio pra ser reserva do reserva do Adriano.E o Romarinho, que no primeiro toque na bola, na primeira partida da Libertadores, uma final na casa do adversário, fez um gol de Romário? Esse nem pensou em ter medo.

Porque eu iria desistir de tentar correr depois do que o meu time fez?