quarta-feira, 21 de agosto de 2013

12 horas de Valinhos

E lá vamos nós, para as 12 horas de Valinhos. Uma daquelas coisas que a gente topa e depois fica pensando: por que? Por que, meu Deus??? Pista de 1.325m num parque um pouco maior que o parque da Aclimação.

Não deveria ser tão cruel assim. Em revezamento eram só 06 horas, mas competição é sempre aquela desgraça, você vai pra treinar, mas sempre dá um boost e força mais do que deveria... e neste caso, justificadamente.

Fui pra prova meio relaxado porque, em tese, haveria uma categoria única para os revezamentos. Então eu e o Orlandini teríamos que competir com quartetos, algo que tiraria por completo qualquer chance de premiação. De fato, um dos quartetos era o do Paulinho Lacerda, e ele nem era o mais forte do time dele (tinha um cara que corria 10km pra 30 minutos... ganhou provas do Circuito Caixa, 4º na Golden Four, enfim...). Coach Lopez também iria encarar a prova, mas no solo. Ou seja, papinha e sofrimento à vista pro carequinha.


Mas o parceiro não tava nem aí. Largou e já sentou a bota, puxou 10km em 47 minutos... entregou pra mim e saí num ritmo bem mais moderado. Pensava em rodar umas 2 horas, mas com 1h20 o Orlandini já tava lá na zona de troca. Achei bom, porque sai com o Levitas e logo percebi que um minimalista não combinaria com um piso tão cheio de pedras como o de Valinhos. Troquei e fui trocar o tênis. Foram 09 voltas de saída e eu tava um pouquinho esquisito, mas tava indo. Não tava lerdo, mas o Paulinho Lacerda, em 6 voltas, me passou 3 vezes... acho que eles estavam saindo com tudo pra abrir vantagem logo nos quartetos!!!

O da frente era quarteto. Eu, em dupla, só tomando volta....
As trocas foram se alternando de uma forma relativamente rápida. Meio sem combinar, a gente trocava sempre que a performance começava a cair um pouco, num tempo que variava entre 1 e 2 horas. Até porque pra quem tava fora era meio chato ficar esperando... 

Acho que foi por volta de 6 horas de prova que eu fui lá xeretar na organização e percebi que tinha troféus para duplas. Êba! E naquele momento a gente tava bem, em 06º lugar, mas bem próximo das duplas da frente. Mesmo assim, fiquei meio tranquilo, não queria forçar muito, não tava num bom dia (embora não estivesse horrível). Depois de 3 horas correndo, o cansaço também começava a dar suas caras. Ali, eu chutei que iríamos chegar a 125km, mas já tinha umas leves cãimbras na panturrilha direita. O Orlandini tava com bolhas, mas o bom do revezamento é que dava tempo de consertar, o que ele fez com a Silver Tape do Paulinho Lacerda

Quando faltavam 4 horas de prova e a noite começava a cair, a estratégia era a seguinte: o Orlandini puxaria 1 hora mais rápido, eu tentaria puxar o máximo que dava (ia correr 2 horas seguidas) e ele fecharia com outra hora também rápido, aproveitando o descanso maior. Já estávamos na zona do pódio, mas a disputa tava pegada.


O que tava louco eram os quartetos. O Branca tava trocando a cada volta e saindo como se fosse prova de 400m!!! O quarteto do Paulinho voava, mais de 08 voltas na frente, mas a briga de 2º e 3º tava cruel e o pessoal voava na pista. Um baita contraste com os ultras solo, que caminhavam, e as duplas, que corriam num ritmo bem mais normal, entre 5 e 6min/km. 

O Orlandini saiu e eu entrei. Eram 07 da noite, tava frio pra danar, mas é o meu melhor horário pra correr, acostumado com os treinos noturnos do Ibira. E realmente fui bem durante uma hora, embora de vez quando sentisse uma fisgada de cãimbra que me forçava a diminuir momentaneamente. Só que com 1h20, mais uma vez o Orlandini estava lá fora, ansioso, na zona de troca. Trocamos, porque ele achava que dava pra buscar o 3º. E dava mesmo! Naquela altura, a 5ª dupla dificilmente pegava a gente, apesar de ser o Émerson Bisan, um cara extremamente forte.

No entanto, quando fui pra barraca, passando frio, tive um ataque monstro de cãimbra. Travou tudo! Começou na panturrilha, fui alongar e travou a coxa. Aí travou a outra e fodeu tudo! Músculo grande, era desesperador, caí no chão e cãimbrou as costas e o abdomen. Eu parecia a boca do Silvester Stallone virada do avesso!! O pessoal da tenda do lado (valeu Teddy!!!) me ajudou muito, mas aí já não dava mais pra correr. Se ficasse de pé, sentia cãimbra. Só tinha uma posição razoável, sentado num banquinho e mesmo assim toda hora dava uma fisgadinha...

O Orlandini teria que ficar na pista pelos meus 40 minutos restantes. Consegui levantar e avisar, mas acho que ele já tinha visto. Garante o 4º! Garante o 4º!! E ele garantiu, até porque foi caindo o ritmo de cansaço mesmo, já que tinha saído para uma hora mais forte. 


No final, pódio garantido: 4º lugar!! 123km, praticamente a quilometragem que estimei. E aos poucos, conseguia voltar a me locomover. O quarteto do Paulinho levou fácil. E o Coach Lopez fez respeitáveis 92km! 




Pesou

Os treinos mais pesados... pesaram! Depois das 5h30-41km do sábado e o off no domingo, puxei uma musculação meio balançado na segunda e, na terça, o treino de qualidade foi sofrido, pesado, dificil! Pisando com o Skechers Go Run, parti pra série: dois progressivos de 4km com pausa longa de 3 minutos. Foi difícil, a perna pesou, o primeiro saiu para uma média de 4m48/km e o segundo pra 4m40/km. Como era progressivo, o ritmo variou de bem fraco no começo a bem forte no final, mas sei que foi ruim porque, basicamente, fiquei pra trás, correndo com a Bia voltando de lesão. 08km pra conta.

Na trágica quarta-feira de trânsito e protestos, quase não volto pra casa e só tive tempo de fazer uma musculação básica. Na quinta, treino na esteira do prédio. 2 séries de 5km progressivos (2km leves, 2km fortes e 1km em VO2). Esteira é um negócio meio enganador, mas o km final saiu a 3min45/km, foi bom. 10km pra conta, de Mizuno Levitas.

Sexta foi off, por causa das 12 horas de Valinhos. E dado o estado destruído em que me encontrava... só teve treino na terça, dia 20: 5km em 40 minutos, ou seja, trote geriátrico terminal... (Skechers Go Run). Por fim, o treino da quarta, já um pouco melhor: 1 hora de escada, 5000 degraus...

domingo, 11 de agosto de 2013

Quinta-feira, 01 de agosto: Mizuno Levitas nos pés (ou seja, amortecimento zero) e mais um teste pro bundceps. A melhora tem sido boa, cada dia dói menos. É ruim ficar muito tempo sentado no carro ou em uma cadeira, mas na hora de correr a musculatura aquece e a dor diminui. E foi assim nesse treino, em que deu pra acelerar bem. Depois de uma série de exercícios em que eu não forcei muita explosão, saímos para rodar 50 minutos, em 5 blocos de fartlek assim divididos: 2 minutos em ritmo médio, 2 minutos mais fortes e 2 minutos bem rápidos, com 4 minutos de trote. E consegui fazer o treino inteiro com o pessoal mais rápido, Sidão, Vinnie, Edith, Thiago, Julio... não corri livre, mas consegui fazer isso sem forçar muito a musculatura e sem sentir dor. Um dos melhores treinos dos últimos tempos, já que os 2kg que perdi começam a fazer diferença também... 9km no total.

Sexta sem a musculação, sábado sem treino por compromissos particulares mùltiplos, domingo uma rodagem testando o Mizuno Harrier, um tênis de trilha que trouxe da França e que pode ser o tênis das pròximas provas. É leve, parece ter encaixado bem nos pés, mas talvez o tamanho seja meio ponto menor do que o recomendado, se o pé inchar, talvez me dê problemas. Rodei 17km em 1h40, com mochila cheia, e ele me doeu os pés quando parei de correr. Pode ser adaptação, já que durante a corrida, não atrapalhou em nada.

Segunda voltei à musculação, e esse tempo todo afastado me deixou meio rendido pro treino de terça. Cheguei atrasado, não aqueci e fui pros tiros de 3 + 1km (os 3 iniciais em progressão, o quarto forte mesmo) direto, tentando aquecer nessa progressão inicial. Mas o dia inteiro foi meio ruim, dor de cabeça... o treino foi uma merda, sofri pra fazer um ritmo de 5min/km e saí do Ibira meio derrotado, com os 08km mal-feitos (Nike Free). Quarta calcei novamente o Mizuno Harrier mas para fazer o treinão de escada no prédio. Nada trail, mas bom para adaptar pé, fortalecer musculatura. Foram 45 minutos subindo e descendo escadas, e o dolorido que tinha passado... voltou!

Quinta tava complicado. Parecia que tinha tomado uma surra nas panturrilhas. Mas o treino foi surpreendentemente bom,  acabando com o ranço da terça. 2min (trote) + 6min (médio-forte, 4min55/km) + 2min (forte, 4min10/km), durante 09km ou 50 minutos (o que acabasse antes). Fizemos os 09km em 45 minutos, numa média de 5min/km, de Mizuno Levitas, e consegui manter o treino puxando com o Raphael e o Thiago.

Sexta dei off para pegar firme no sàbado: 5h30 de treino, com mochila, sem se importar com o ritmo, calçando o Mizuno Prorunner. Deu 41km, trotando ou andando, sem preocupação com performance, inúmeras Biologias, Quìmicas, bosques da Física...  cansou, tava muito calor, mas foi bom. Fiquei estragado no resto do sábado, mas no domingo até daria pra trotar. Mas como o tendão tá um pouco sensìvel, não precisamos forçar â toa, até porque vai piorar...

domingo, 4 de agosto de 2013

Golden Four São Paulo 2013

Não, não estava no planejamento. Nem remotamente. O máximo cogitado era fazer parte do meu treino pelas ruas onde a Golden Four passaria, já que nesses treinos ultra longos é normal que eu acabe mesmo passando pela região do Villa Lobos e Jockey. Mas na quinta, no dia da fatídica contusão no cúceps (algum músculo da bunda, possivelmente os isqueotibiais), tinha justamente acertado com o Gabriel que iria correr com a inscrição de uma menina que não iria mais (sem dramas de consciência, já que, obviamente, não tenho performance pra brigar por classificação por faixa etária ou coisa do tipo; a Patricia Bellintani "ficou" com a 32ª colocação na faixa etária e na 2.349ª colocação no geral...). E agora?

A maré não tava pra peixe. No sábado, o treino "teste-do-vestiário" até que tinha ido bem, mas à noite fui assaltado num farol e tive que trocar o jantar de massas com os amigos pelas diversas providências de cancelamento de cartões-delegacia-mudanças de senhas do celular. E logicamente rolou uma sensação ruim, uma baixa na motivação. Pensei em não ir, mas no final das contas me forcei a ir, imaginando que ia ser melhor fazer uma coisa que gosto muito, ao invés de ficar remoendo essa merda de assalto onde, em perspectiva, até tive sorte, já que ninguém saiu machucado, apesar do susto de ter uma arma apontada para você.

E acabou sendo bom mesmo. Porque a Golden Four, além de tudo, é uma prova em que todo mundo vai, encontrei vários amigos por lá. Larguei com o Frotinha, a Flavinha (Frotinha de pacer pro primeiro sub 2h00 da Flavinha), a Etienne e o Serginho Rocha, que estava com sua Go Pro filmando a prova e pegando matéria para o Corrida no Ar.

E com o Bruce Willis de Jundiaí passei os 13 primeiros quilômetros, conversando, rindo, falando besteira, relaxando. Como ele estava filmando, o ritmo não era rápido mas, previsivelmente, os iniciais 6min/km rapidamente começaram a baixar... 5min45, 5min20, 5min00... uma média de 5min10, que estava confortável para nós conversarmos, mas que começaram a incomodar a bunda.

Eis que encontro o Comandante Bruno Gelmi e sua camisetinha do Galo Mineiro. Ele tinha saído num ritmo mais forte e agora tentava manter um pace honroso, mas já diminuindo o ritmo. Resolvi ficar de pacer do Bruno e deixar o Serginho seguir adiante. E nisso fui tentando levar o Bruno abaixo de 6min/km (em algumas parciais não consegui, ele estava bem cansado) até o final. Nesse pace mais tranquilo para mim a bunda deixou de doer e o fim da prova foi bem tranquilo, fechando com 1h55m40s, um tempo ruim se pensar nas minhas meias anteriores, mas bacana, porque o músculo bundal acabou resistindo bem, mesmo tendo sofrido uma contratura 3 dias antes. O Brunão, por pouco, mesmo com a quebradeira no final, não baixou seu tempo, fechando em 1h58 (a diferença é porque larguei bem atrás).

Nike Free no pé. Primeira vez que corro mais de 20km com um tênis tão leve


E falando da prova em si, estava ótima para correr. Tava bem frio - tanto que fui de calça - e no ritmo mais leve que fiz isso acabou sendo ótimo, porque não aqueci muito o corpo. A prova teve alguns pequenos erros (acho que duas marcações de quilômetro um pouco erradas), estava bem cheia (cerca de 5.000 pessoas), mas a organização mandou bem no restante. O traçado também mudou em relação ao ano passado, e ficou mais rápido, já que sobrou só um único cotovelo dentro da USP. E por conta disso, muita gente baixou tempo nessa prova. Abastecimento impecável como sempre e recorde das Golden Four, com um queniano chamado Mutai (Mutai deve ser Silva no Quênia), fazendo 1h03m41.

Por fim, o vídeo da cobertura da prova, em que faço uma apariçãozinha rápida por volta de 1min40:





O bundceps

Rotina de treinos: segunda, 22 de julho, musculação. Na terça-feira chegou a frente gelada que bateu recordes de temperatura, fez nevar em Curitiba... num Ibirapuera beeem frio, fizemos exercícios e rodamos 50 minutos, algo em torno de 08km (Skechers Go Run). Na quarta, rodei aqui no bairro e foi um treino sensacionalmente gostoso. Foram só 45 minutos, sem compromisso com quilometragem (algo em torno de 7km (Mizuno Prorunner), com muita subida e descida), mas me senti excepcionalmente bem, mesmo numa noite gelada e chuvosa. 

Na quinta, só eu e o Voka no Ibira. Estímulos e voltas de cerca de 2,5km, com várias rampas do banheiro. Tudo ia bem até a terceira série, quando na aceleração curtíssima de 20 metros, o estalo na bunda... a mesma contusão que senti em Barcelona, brincando de desafiar o Usain Bolt no Museu Olímpico. Só que, deste lado, na banda direita. Continuei o treino moderadamente, com o corpo aquecido parecia só uma puxada. Mas quando cheguei em casa... na sexta eu mal conseguia andar. Contratura muscular! O pior é que eu tinha pegado naquele mesmo dia a inscrição da Golden Four de uma menina que não ia mais. Tava planejando fazer o meu treino longo com uma G4 no meio. E agora? De qualquer forma, 10km (Nike Free)

No sábado, arrisquei rodar com a equipe no Ibirapuera, um treinão coletivo de promoção de uma loja, coisa leve. Fui de mochila e rodei os 10km em uma hora (Mizuno Prorunner). Sim, a bunda doía, mas era possível correr sem maiores problemas. Era ruim apenas na hora de forçar um pouco mais a velocidade. 

A G4 é uma outra história, um outro post, mas meu treino longo foi só a prova e foi legal, a contusão me ajudou a não inventar de querer baixar tempo e acabei fazendo uma prova onde corri o tempo todo ao lado de amigos. 

Por causa da bunda, deixei de lado momentaneamente a musculação. Por isso, o próximo treino foi na terça, 30 de julho. Por conta da Golden Four, foi um 50 minutos rodando bem levinho mesmo, cerca de 7.5km (Skechers Go Run). E na quarta, o último treino do mês, mais um testezinho. Mochila nas costas, 50 minutos de esteira a 12 graus de inclinação, caminhando de Mizuno Prorunner, deu uns 4,5km, complementado com um sobe-escadas no prédio. A bunda ainda doeu um pouco a cada degrau, mas aparentemente já tá tudo bem...