domingo, 27 de maio de 2012

Aqui ou ali

Semana recomeçou, pesadíssima no trabalho, duas pessoas saíram da nossa unidade e ficamos hipercarregados. Mas tenho que me virar pra treinar pra CCC. A fase específica de treino ainda não começou, mas eu não posso perder muito treino, tenho que fazer onde dá.

Dito isso, registro que na segunda... off forçado, perdi o treino. Fiquei sem carro, perdi muito tempo no trabalho e sem carro (na revisão) fiquei sem agilidade pra ir para um lugar ou outro. Como era pós-prova, relevei. Mas na terça, dei um jeito (peguei o carro!) e fui correr. Foi um fartlek de 2km médios e 900m lançados, em velocidade. 3 repetições, com intervalo de 2 minutos entre as séries. Nesse intervalo teve educativo, o que fez com que o intervalo fosse mezza parada total, mezzo recuperação ativa. Corri mal, pernas pesadas, cabeça cheia, mas dei tudo o que conseguia no treino. O resultado foi ruim, mas pelo menos me esforcei. Com aquecimento, uns 10km, de Nike Free.

Na quarta, mais enrosco no trabalho. Um dia terrível em SP, greve dos metroviários, acho que foi um dia em que passei umas 04 horas dentro do carro. Cheguei tarde em casa, mas consegui improvisar a musculação, usando uns pesos dentro de uma mochila para fazer os agachamentos, e subindo as escadas do prédio. Só faltou a bolona pra conseguir fazer um treino muito parecido com o que faria na academia.

Quinta e mais enrosco. Não fui correr no parque, acabei na academia. Subi uns 15 minutos de escada na máquina que tem lá, pedalei meia hora e corri na esteira, alternando muita inclinação e alguns tiros curtos. No máximo de inclinação, 15º, eu só conseguia andar a 5km/h, mas foi válido, sentia o coração na boca. Na esteira deu 7km, com o Asics GT-2160


Sexta foi um dia esquecível (esqueci o celular na Prefeitura, tive que voltar pra pegar, paguei todos os meus pecados), e no sabadão, um curtão. 14km em 1h14m, fazendo uma subida da biologia e dando 4 voltas no bosque da Física. Não foi nem um treino leve, nem um 100% de esforço. No domingo, corri ao léu aqui no bairro, tentando fazer o circuito com mais sobes-e-desces possível. Rodei 09km em 1 hora, mas foi uma variação altimétrica considerável, e usei um tênis trail bem pesado (Patagonia), pra sentir qual a dele. Interessante, mas não sei se vou usá-lo pra correr.

domingo, 20 de maio de 2012

Corrida da Ponte 2012

No ano passado participei da primeira edição da retomada Corrida da Ponte Rio-Niterói e foi um show de horrores pra mim, já que enfrentei uma comoção intestina. Faltou muito pouco pra eu não dar vexame e essa prova ficou marcada em minha memória por causa disso e também pelo calor que fez.

Resolvi ir este ano de novo. Eu me inscrevi no impulso e resultou que fui pra Ponte 2012 sem qualquer preparo, dias depois de voltar de férias, sem volume de treino nem nada. Aliás, na semana, depois de terça só consegui correr na sexta, um 7km de sobe-e-desce aqui no bairro, usando o Asics GT-2160.

Mais uma vez tava lá pra me divertir e diversão, pra mim, não tem cólicas e suores frios. Portanto, fui pro Rio pensando em fazer tudo certinho pra não enfrentar o perrengue do ano passado. E chegando lá fui almoçar... uma feijoada. Sei lá, né? A esposa tava a fim, eu também fui com a cara da feijuca do boteco onde a gente foi. Já o jantar foi bem escolhido, um bistrozinho charmoso onde eu comi omelete e salada. Ótimos, exceto pelo fato de não ter carboidrato no meu prato. Mas tudo bem, meu corpo tava cheio de carboidrato da feijoada do almoço. 

Antes de chegar na parte digestiva em si, registro que fui sozinho pro Rio, só com a esposa. Talvez encontrasse um ou outro conhecido, imaginei. Só não imaginei que isso ia começar já no aeroporto, com o Vicent Sobrinho trazendo a tiracolo o mito Edson Bergara, um dos maiores fundistas da história deste país. Sensacional, tive a chance de conversar com o homem, escutar suas histórias e descobrir que atrás de um grande atleta havia também um grande homem, simples, humilde e muito simpático.


Lá na retirada dos kits, outra lenda: Jorge Cerqueira e seus dez mil amigos! Logo depois chegaram o próprio Vicent com o Bergara e também o Iuri Totti, pra fazerem ali uma mini mesa redonda com craques das corridas.


No dia da prova, tô lá, sonolento e sozinho na Barca e de repente aparece um membro do Baleias me perguntando se eu era do Blog Correria. Era Sérgio Melo, outra figura mais do que assídua do blog da Runners, com um amigo. Esperamos a largada ali, na beleza do caminho Niemeyer, onde ainda encontrei o Paulinho Trota.


A largada em ondas foi uma excelente decisão. Mesmo assim, houve um pouquinho de tráfego na entrada da Ponte, onde havia um pequeno afunilamento. Mas, de longe, um probleminha pequeno, perto da zona que seria se todo mundo largasse junto!

Larguei sem muita convicção do que iria fazer. Só não queria correr com vontade de cagar. Por isso, saí levinho, querendo evitar maiores desvios da irrigação sanguínea do sistema digestivo para a musculatura, com conhecidos prejuízos à função entérica. Os primeiros quilômetros - onde ainda encontrei o Rodolfo Lucena e sua caracterizada camiseta "Eleonora eu te amo" - foram praticamente a 6min/km, um ritmo mais do que confortável. Cheguei no ponto mais alto do vão central e quase não percebi a subida. Na descida, um cuidado extremo para não correr rápido, vejam só! Cruzei a ponte toda e cheguei na perimetral bem inteiro, só com um medinho de quebrar por causa da falta de volume.

Mas tava tudo tão tranquilo, tão simples que passando o 15º, achei que dava pra ir sem medo de ter piriri. Aí fui subindo o ritmo aos poucos até chegar a bons 4min45/km no 18º km. Como saí devagar e assim fiquei um bom tempo, quando acelerei parecia que eu era o Usain Bolt. Afinal, o pessoal daquele bloco mantinha os originários quase 6min/km. Ziguezagueei pra lá e pra cá, feliz por não sentir vontade de ir ao banheiro e cheguei firme em 2 horas e uns quebrados.


No pós-prova ainda encontrei o Felipe Carino e a Deb Seefelder, que tinha feito o seu primeiro longão de 15km e estava feliz da vida. Já o Carino, se preparando pra Maratona do Rio, fez uma boa marca de 1h49. O Dr. tá no caminho certo!



A prova foi bem organizada. Além da largada em ondas, havia água bem geladinha a cada 3 quilômetros, dois postos de gatorade, a sinalização de quilometragem estava adequada e havia um chuveiro no meio da prova, um aspersor de vapor d´água já quase no final da prova e duchas e massagens na chegada (havia massagem também na retirada dos kits). Apesar do sol, não fez o calor saarico da prova anterior e isso aliado a uma preocupação ainda maior com a hidratação pela organização, fez com que o número de pessoas quebrando e desidratadas certamente tenha sido bem menor. Os amigos cariocas ainda me disseram que houve uma exaustiva campanha aos motoristas pra lembrar que a Ponte ia ter o tráfego comprometido pela prova e que a Perimetral e o Aterro estariam fechados. De fato, não haviam tantos na Ponte como da outra vez, e os que passavam aparentavam não estar com nenhum grau de irritação.

Enfim, é com prazer que digo que só fui ao banheiro, sem grandes sobressaltos, depois de chegar no hotel. Mas algumas coisas não mudam: sempre me dá vontade de ir logo depois de tomar banho. Nunca é antes, que saco!!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Desafio Pharmaton

Ano passado o Desafio Pharmaton tinha apenas a Run & Fun e a MPR, as duas maiores de São Paulo pelo número de atletas. Neste ano, a empresa resolveu ampliar o desafio e chamou mais 6 assessorias, e a Trilopez tá no meio: 35 atletas de cada assessoria vão fazer diversos treinos conjuntos e uma prova final, a Volta da USP, em outubro, além de sorteio para correr na Disney. Então temos Run & Fun, MPR, Trilopez, 5Ways, Z-Track, Race, Saude&Performance e DLB. A pedra fundamental foi lançada e lá fui eu, um dos 35 da Trilopez, no primeiro treino de apresentação no sábado, uma rodada de 06km na raia da USP (Mizuno LSD), onde fui um dos marcadores de ritmo a 5min30/km. Confesso que falhei na minha tarefa, impossível segurar o Ronaldo e a Grazi. Acabamos fechando com uma média de 5min20/km, sem suar muito, num sabadão nublado, quase chovendo.



Nos outros treinos da semana ainda sinto os efeitos das férias. Na quarta-feira fiz, de manhã, o ergoespirométrico necessário pra participar do CCC e à noite parti pra musculação e pra uma rodagenzinha rápida na esteira, com algumas subidas. No dia deu uns 08km, de Nike Free. Na quinta, treino no Ibira, chorado: fartlekão composto por uma saída em 1,8km forte (duas voltas de 900m), rodagem por todo parque, mais uma volta de 900m forte e uma volta de 3km rodada. No total, 11km, de Asics GT-2160. Na sexta, mais musculação, no sábado o citado treino da Pharmaton e no domingão, diante do pequeno volume do treino do sábado, saí pra mais 12km no Ibira, em duas voltas da cerca. Era pra ser mais, mas saí com o tênis da Timberland de trilha e me ferrei, deu bolha e a parte de cima dos dedos do pé direito ficaram em carne viva. O tênis é muito durão, meio plástico e depois de ter sido lavado após a lamaceira de Paranapiacaba, ficou pior. Já era...

Na segundona teve mais musculação, já que tenho que ficar forte pra esse tal de CCC. E hoje, terça, no Ibira, mais um treino de qualidade sofrido. Foram duas séries de 3,5km com 1 minuto de intervalo. 1ºkm forte, 2ºkm rodado, 500m forte, 500m rodado e fechando com 500m forte de novo. Fiquei pra trás, sofri pra cacete e senti muito a falta de ritmo, ainda mais treinando com um pessoal que tá no topo do treinamento. 9km (somado os 2km de aquecimento) de Asics GT-2160.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aos poucos

Fim de férias, volta aos treinos. E nos próximos 4 meses vou ter que treinar muito pro CCC. Mas a escalada dos treinos tem que ser gradual, aos poucos. Após o feriado, treino de musculação na quarta que me deixou todo dolorido. Mas o dolorido não impede que treine corrida, portanto na quinta voltei ao velho Ibira. Rodei 11km, sendo que durante esse treino tive duas acelerações de 900m. A primeira a 3m54 e a segunda a 3m49 (era pra baixar 5 segundos mesmo). Na sexta, problemas familiares pra resolver (idem no domingo), mas no sábado deu pra treinar e me senti até meio mirim, com o Diego me passando um treino longo de... 08km!! Acabei desobedecendo de leve, fiz 14km, mas em um ritmo beeem tranquilo com o Brunetti, a Rose e o Fred, mesmo tendo duas biologias. 1h31 pra 14km dá a dimensão da tranquilidade. E nessa segunda-feira, volta pro batente da academia: mais musculação e depois rodei ainda 5km na esteira, levezinho, mas botando alguma inclinação na esteira, com a intenção de correr devagar, mas com a musculatura cansada, situação que vou encontrar no CCC.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Resumo do mês - abril/2012

76 km em 8 treinos
21,1km em 1 meia-maratona
1h30 de bike

e uma pirâmide de 48 metros escalada

O pé e o sol

Férias na praia. Cancun. Eu tiraria férias em algum lugar onde pudesse fazer uma prova, mas desta vez foi a patroa quem escolheu. E tirando o IM de Cozumel, certamente não rolaria nenhuma prova lá. Então foi férias-férias mesmo, atividade física zero. Falar que eu tentei seria hipocrisia. Eu dei umas corridinhas por lá sim. Mas por sentir falta. Três, pra ser sincero, e que foram curtas, embora na areia fofíssima da praia. Em uma, de tênis (Nike Free), não deu 30 minutos, corri com a patroa e ela não aguentou 7 minutos correndo na areia fofa. O resto do tempo eu fui trotando em ziguezague do lado dela, até voltarmos pro hotel. 3,5km, no máximo. Depois teve uma no asfalto até o shopping. Mais 4km. E teve uma sozinho, que deu uns 7,5km, descalço. Só isso. 15 km em duas semanas. Mas não dá pra dizer que não fiquei dolorido nas férias, mas não teve nada que ver com corrida. Fiquei com a perna esquerda imprestável depois de descer de ladinho a íngreme pirâmide de Cobá, que tem 48m de altura e com o dedão esquerdo inchado depois de jogar bola com o pessoal do hotel na areia fofa. Prendi o dedo na areia numa dividida. Na hora nem senti, mas depois... tá escuro até agora. Só não sei se é por causa do trauma ou do sol...