sábado, 30 de janeiro de 2010

Subindo o Morumbi

Hoje e amanhã no Estádio do Morumbi tem show do Metallica. Não, eu não vou e nem pretendo ir, o Metallica acabou com o Napster. Mas o que isso tem que ver com corrida? Nada, exceto o fato de o nosso treino hoje ter sido na Praça Vinícius de Moraes, bem próximo ao estádio. E pois é, o show é no sábado à noite, mas às 07h30 da manhã já tinha um belo movimento nos arredores do estádio. Flanelinhas de tudo quanto é jeito, nego te parando no farol pra vender capa de chuva, camiseta ou ingresso... pô era 07h30 da manhã e o show só ia ser à noite! E já tinha fã atravessando a rua todo torto, briaquinho, briaquinho... acho que não ia aguentar ver o show não... se passasse do meio-dia era muito!

Bom, mas o treino em si foi bacana. Primeiro uma série, por tempo, de tiros curtos de subida e descida num trecho íngreme da praça. Depois, a rodagem em si, um treininho bastante técnico e cansativo. Curto, mas com intensidade, especialmente porque o corpo tava bem cansado por causa dos tirinhos. Além do sobe e desce  desses tiros curtos cuja quilometragem é impossível de mensurar (só se tivesse de GPS), foram 7km em 40min. Tênis Nike Structure Triax.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Glúteos?

Acordar cedinho na sexta de manhã pra ir treinar numa São Paulo chuvosa - 38 dias seguidos de chuva! Ô cidade! - foi uma megassuperação de preguiça. Ô vontade de ficar na cama... ferro básico, musculação leve que cansa e dói (imagina se fosse pesada) mas uma boa sensação de dever cumprido. 
 
Mas porque tão cedo? Talvez porque a série da sexta-feira tenha aquele vergonhoso exercício de glúteos que serve pra duas coisas: fortalecer e melhorar a corrida dos corredores ou... deixar a bundinha da mulherada durinha. Tenho certeza que apesar da primeira utilidade listada, 99% dos corredores homens prefere não fazer esse exercício. E o 1% restante... bom, de manhãzinha a academia tá bem vazia, dá pra ir prum canto isolado e fazer o exercício sem ninguém ver.

E o pior é que o negócio cansa pra diabo! Ter a bunda durinh... ops, ter uma melhor corrida dá trabalho!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não choveu no treino!!

E nesta quinta não choveu no treino do Ibira. Choveu antes, mas não durante!! Uma dádiva correr no seco...

Foi puxado, circuitão interminável e, depois, fartlek com 2 séries de 4km, saindo nos dois primeiros kms mais lento, puxando um pouco mais no terceiro e puxando mais forte no 4ºkm. Depois, repete tudo! Coração na boca no final, as duas séries foram feitas exatamente no mesmo tempo, 20min45s, totalizando 41min30s. Foi puxado, forte, especialmente o quilômetro final, feito a 4min10 na primeira série e 4min02s na segunda. 

Com o aquecimento, mais 09km contabilizados. Tênis Brooks Trance, a última usada dele! Foi um bom tênis enquanto durou. R. I. P.!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A maior medalha do mundo 2?

E parece que esta medalha aqui, é ainda maior do que esta, do Nilson Marathon Maniac. Será coisa de americano do sul dos EUA briga para ver quem tem a maior medalha de maratona?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ferro.

Ferro! Treino de musculação, subindo um pouco o peso nos aparelhos. As pernocas estão meio cansadas, mas na força bruta tá melhor. Alguma coisa tá acontecendo no corpo, espero que seja bão.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Feriado paulistano

Hoje é feriado em São Paulo, 25 de janeiro, data da cidade. Delícia acordar e não ter que ir trabalhar! Logo, aproveitei a manhã pra fazer um pedalzinho, testar a bike um pouco mais. 40km na Estrada Velha de Santos, em longuíssimas 1h30min, ou seja, 26km/h de média na MTB. E um solzinho bem ardido, num dos lugares mais úmidos da Grande São Paulo (por causa da represa)

Foi legal, eu nunca andei de bike no sentido "endurance" da coisa: o cansaço é diferente, bpm sobe menos, não fico tão arfante no esforço máximo, mas acabo me travando na musculatura das coxas. Interessante, o meu cansaço pós treino é bem diferente do cansaço da corrida, é como se eu tivesse corrido uns 3 km, e depois feito umas 20 séries de agachamentos, queima tudo.

Mas como o meu negócio é corrida, no final da tarde, debaixo da chuvona de final de tarde que cai todo dia, soltei 06km em 33min. Era pra correr mais, mas tava chovendo tanto que eu não tava enxergando mais nada, ainda mais quando escureceu. Os óculos estavam molhados e embaçados por causa do calor do meu rosto. Imagina tudo isso no escutro! E o Ibira tava vazio demais, confesso que hoje faltou um companheiro de treino pra ir junto.Tênis Brooks Trance velho.

sábado, 23 de janeiro de 2010

USP no feriado

Imaginei que neste sábado de feriado para os paulistanos (25 de janeiro é aniversário de São Paulo), a USP fosse estar vazia. Errei! Não tava estupidamente cheia, mas parecia um sábado como outro qualquer.

Rodamos 1h20, o que deu uns 13km. Somando ao aquecimento, 14km no total, com o Nike Equalon 3+ Depois do treino também rodei meia hora na bike para senti-la, o que deu mais uns 13km (ou seja, média de 26 km/h para uma MTB), bem cansativos, já que eu não estou acostumado a andar de bike. Mas foi bom pra travar um pouco mais as coxas...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Trânsito infernal!

Hoje o trânsito tava infernal e eu precisava passar em casa para pegar algumas coisas e deixar lá no Régis, além de pegar minha MTB. Cheguei em casa desesperado, com o trânsito que tava não sabia se ia dar tempo. Aí... fui correndo, lógico. Mochila nas costas com as coisas, corri uns 4km até lá, peguei a bike e já emendei uns 05 km na bike até a academia, puxei meu ferro, pedalei mais 02k e cheguei em casa. Foi bom assim, já chego na academia aquecido e meio acelerado pro treino. Mesmo que tenha sido uma rodagem curta, até foi legal, tinha umas subidinhas chatas, dá pra registrar mais  04k correndo, então.

Mas a musculação continua sendo um inferno...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Circuitando

Circuito + fartlek de 07 km (3 km leve, 1km médio, 3km em progressão fraco-médio-forte). Um inferno, perna pesada, base é foda. Mas já foi melhor do que segunda-feira, consegui acompanhar o pessoal um pouquinho a mais. Com o aquecimento e desaquecimento, 9km, tenis Mizuno Nirvana.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Assalto da USP!

Interessante o post do Flávio. A pergunta que eu faço é: roubar de outra assessoria pode?

http://flaviotri.blogspot.com/2010/01/assaltos-na-usp.html

Extenuado!

Segundo dia da série nova de musculação. Bom, quem inventou o abdominal naquela bolona? Quem inventou o medicine ball? Esses caras deveriam ir para o paredón!

Enfim, tô todo moído. E infelizmente isso vai ser uma constante durante algum tempo. Ô adaptação!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Circuito no Ibira

2ª semana de treinos. O circuito começa a ficar mais puxado. Hoje foram duas séries e um 7k fartlek em seguida, alternância entre fraco-médio, que virou médio-forte até onde aguentei... com o aquecimento, rodei 8k, tênis Nike Equalon 3+.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Corrida e asma

Dá pra correr com asma? Dá! Eu tenho e corro. E ela também tem e corre (bem). Deu no oxigênio TV. Com vocês a Hilde, que correu conosco em Amsterdã.

http://oxigeniotv.com.br/#view/corrida-e-asma-04023066C8B12366

sábado, 16 de janeiro de 2010

USP!

Primeiro treino na USP do ano. 1km aquecimento + 10km (11k) , ritmo sossegadíssimo, correndo com o Charles, Weber e Paulinho Bueno, em 1h03min. Tênis Nike Equalon 3+.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Série nova

Musculação com série nova. Um lamentável exercício de glúteos, daqueles que só a mulherada faz e uns abdominais abomináveis. Vai ter que funcionar, pelo tanto que sofri!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tijolou!

Meu netbook foi pro espaço. Não liga, não dá sinal de vida, virou um tijolão. Fiquei puto e fui correr. 9 km em mais ou menos 1 hora. Continuo puto, mas pelo menos passou a irritação, botei a cabeça no lugar e pesquisei a solução na internet. Amanhã tenho a resposta.

10 ANOS!!

Parabéns à nação corinthiana! Hoje faz 10 anos do dia em que nos tornamos CAMPEÕES MUNDIAIS! Em 14 de janeiro de 2000 sacudimos o Vasco em pleno Maracanã e o Rincón levantou nosso caneco!!

Foi um dos dias mais felizes da história do Brasil. Mais da metade do país comemorava!! Parabéns Corinthians


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Recomeça!

Recomeçar não é sair do zero, mas parece. Dói tudo, tá tudo enferrujado, correr é esquisito, fazer abdominal, educativo, exercício... tudo é ruim, o corpo se acostuma fácil à sombra e água fresca. Mas, enfim, voltamos. Primeiro treininho do ano, com circuitinho leve e corridinha de 40 minutos leve, que fiz com o Paulinho Bueno, na boa, dentro do possível.

Com aquecimento e tudo deu uns 08 km. E a certeza de algumas dores amanhã.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Quase caindo

Segunda-feira horrível, com um trânsito decorrente das chuvas que me impediu de tentar um deslocamento decente pela cidade. Do trabalho até minha casa, quase 02 horas. Treinar no Ibira era impossível, inclusive com risco de ter o carro alagado. Lógico que quando cheguei em casa, morto e fudido, a vontade de fazer qualquer coisa tinha ido pro espaço!

Descontei hoje, terça de manhã. Acordei cedinho pra fazer o treino de musculação e... agh! Quase desmaiava após as séries, principalmente de braços e costas, e isso puxando 80% do peso que puxava antes (e que não era muito!)

Esse começo de ano vai ser trabalhoso...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Déjà vu

O ano começa com quenianos ganhando a Corrida de Reis no Mato Grosso e o Adriano Bastos faturando a Disney. Acho que já vi esse filme antes...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ombro caído

O ombro tá doendo bastante ainda, da porcaria da aula de boxe. Fiz 8k na esteira, mal e porcamente, só pra dizer que me mexi. Pelo menos suei pra caramba. É impressionante o efeito saunão na esteira, devido à falta de vento...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Palavras de ordem!!

Durou uns 5 segundos até eu colocar um CD no som do carro, mas eu ouvi hoje à noite, no horário político do PSOL, alguém bradando: "Precisamos fazer a REFORMA AGRÁRIA URBANA!!!!"

Ideologia à parte, uma frase idiota dessas é que nem dizer que vc vai escalar o Mar Morto ou fazer uma guerra pacífica... arre!!

Bom, isso é que dá não sair pra dar minha corridinha...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Volta às aulas

... da academia. Mais de um mês sem ir à Planet Sport, nem lembrava da cor das paredes... como ainda não fiz um planejamento específico de treino de musculação e estou na fase de pré-base, puxei um ferro básico e resolvi fazer uma aula qualquer só para distrair e mexer o corpo.

Peguei minha série velha de musculação, reduzi o peso e... mamãe!! Nem assim saía!! Putz, como dói!! Aí fui dar uma olhada nas aulas, procurando uma bem aeróbica e tinha lá uma de boxe com o grande (literalmente) Marcelo. Ok, vamos lá.

...

...

Depois de uma hora e meia socando sacos, peras e bobs, saí da aula com a mão inchada, morto, sem conseguir levantar o braço além da linha da cintura e contente de ter mexido o corpo. Mas como cansa, pô!!!

Pior é o day after. Não consigo lavar os cabelos porque não consigo levantar a mão até a altura da cabeça pra colocar o shampoo no couro cabeludo; não consigo limpar a bunda direito depois de cagar porque não consigo dobrar o braço até a posição certa. Digitar mesmo tá difícil, porque simplesmente os braços cansam de ficar suspensos sobre o teclado...

Hehe, tô voltando! Sofrimento gostoso...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quadzilla!!

Enquanto a gente aqui no Brasil fica passando calor e achando difícil a São Silvestre (não que não seja, mas...), tem brasileiro lá fora correndo um pouquinho mais. Algo do tipo, 4 maratonas em 4 dias consecutivos, por exemplo. E em um clima um pouco mais frio... congelante até.

Para entender melhor isso, mais no blog do João Gabbardo, o Correndo com Saúde. O mais incrível é que ele vai voltar com um monte de troféus na bagagem, mesmo com tantas provas em sequência... e com a almejada promoção de nível nos Marathon Maniacs.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Primeiro treino do ano - 04/01

Planilha indicava 50 minutinhos leves. Não foi tão leve, deu 9km em 48min. E deu uma cansada, mas foi legal. Legal também encontrar o Miyashita por lá e seus planos de estréia em maratonas. Ibirapuera até bem cheinho, apesar da chuvona à tarde, muita gente simplesmente caminhando, o que atrapalharia um pouco se o treino fosse rápido. Aliás, muitos desses completamente sem noção do parque, caminhando na ciclovia, tomando a alameda inteira e até reclamando dos corredores, como se fosse um pecado correr no parque (naquele horário esse pessoal era franca minoria, tsc, tsc, tsc).

A maior medalha do mundo?

Não sei se é a maior do mundo, mas olha o tamanho da medalha, que o colega Marathon Maniac Nilson ganhou ao completar a Maratona do Texas, no primeiro dia do ano!


sábado, 2 de janeiro de 2010

São Silvestre e os brasileiros

Este é o primeiro post oficial deste blog, já que os demais são os relatos antigos de provas anteriores. E começamos com uma prova da qual não participei, mas que é a rainha das corridas de rua do Brasil. A velha São Silvestre, que me motivou, como já motivou muitos outros corredores, a começar a correr.

São Silvestre não é mais um corrida que queira correr. É muito cheia, muito quente, meio desorganizada, a logística para chegar e ir embora, apesar do metrô, é meio ruim e tem o lance do Reveillon. Além disso, tem a terrível nuvem de vapor de mijo, já que o pessoal que garantiu um lugar lá na frente, por vezes com horas de antecedência, não perdem o lugar por causa desse detalhe fisiológico. Mijam lá mesmo. E com o asfalto quente, o cheiro sobe e empesteia tudo! São Silvestre foi um sonho realizado. Hoje é só uma prova muito cheia.

De qualquer modo, assistir na TV é legal, não fosse o fato de a TV manipular horários a seu bel-prazer, em prejuízo dos corredores, só para acertar sua grade.

Nos anos anteriores, o pessoal andara falando que a São Silvestre não atraía mais grandes corredores internacionais, que tinha virado uma corrida brasileira comum e que tinha uma elite de segunda linha. Em contrapartida, os brasileiros de elite argumentavam que era injusto estrangeiros virem para o Brasil só para ganhar prêmios e que isso desvalorizava o atletismo brasileiro. Pois bem, para mim, o intercâmbio sempre foi essencial para o aperfeiçoamento do esporte em nível mundial. Não adianta muito você ser um dos melhores do Brasil e sequer figurar na elite mundial. Lógico que você, como atleta, tira o seu sustento daí, mas para quem almeja algo mais, não dá para ficar restrito a um pensamento regional.

Neste ano, a São Silvestre realmente deu uma melhorada em seu line-up. O tricampeão Robert Cheruyot vinha com um belo currículo, como vencedor do Circuito das Grandes Maratonas, e o tetracampeonato de Boston. James Kipsang Kwambai, vencedor do ano passado, é um maratonista de 2h04min. Dois quenianos da elite mesmo. Além disso, tínhamos atletas que não tinham um currículo tão impressionante a nível mundial, mas que dariam muito trabalho, como o Elias Chelimo, elite B do Quênia e vencedor da Maratona de São Paulo, os também quenianos Stanley Biwott, Kipkemei Mutai e Nicholas Koech, com vitórias em outras provas brasileiras, e Martin Sulle, da Tanzânia, com meia-maratona abaixo de uma hora. Atletas novos e promissores, buscando experiência, também estavam presentes, como Ibrahim Jeilan, etíope campeão mundial júnior dos 10.000m e Marco Joseph, também da Tanzânia. O Mutai, além de suas vitórias, é conhecido por um fato triste: o seu irmão Chemwolo, que já tinha um pódio na SS e algumas vitórias no Brasil, morreu neste ano em um acidente de carro no Quênia, causando bastante comoção, já que ele era bastante conhecido aqui.

Pelo Brasil, a maior estrela e o único com um currículo comparável a eles, Marílson Gomes dos Santos, estava fora. Teríamos a presença do ex-campeão Franck Caldeira, do Clodoaldo Gomes, que já tinha alguns pódios na SS, Giomar Pereira da Silva, campeão do Circuito Brasileiro de corridas de rua, e outros atletas já conhecidos, como o Raimundo Nonato, melhor brasileiro no ano passado, o Chiquinho, que já venceu provas difíceis como o Desafio Mata Atlântica A Tribuna, "escalando" o Estrada Velha de Santos.

Entre as mulheres, a concorrência era um pouco menor. As ex-campeãs Olivera Jevtic, da Sérvia, Derartu Tulu, etíope campeã de Nova York, e Margareth Okayo, do Quênia, iriam disputar com as quenianas Pasalia Chepkorir, campeã da Pampulha e Maurine Kipchumba, vencedora da Zumbi dos Palmares. Pelo Brasil, as ex-campeãs Lucélia Peres e Maria Zeferina Baldaia, a maratonista olímpica Marily dos Santos, e Cruz Nonata, campeã brasileira dos 5 e 10 mil metros.

Entre as mulheres, o domínio da prova foi completo pela Pasalia Chepkorir, que não deu a menor chance às adversárias. Em segundo, a sérvia Olivera Jevtic, seguida pela melhor brasileira, Marily, pela Maria Zeferina e pela Cruz Nonata, completando um pódio com 3 brasileiras. Um belo resultado, ficando à frente de uma das maiores corredoras de fundo do mundo, a Tulu.

Nos homens, não teve muita surpresa. Um início forte de alguns atletas brasileiros que buscavam um bom tempo para 5 mil metros, a surpresa veio logo a seguir, com um sprint inicial do tanzaniano Martin Sulle, ele foi engolido pelo pelotão no final do Minhocão e ficou bem para trás, quebrado. A partir daí os quenianos dominaram a prova. Dos brasileiros, o único que figurava no pelotão no começo da prova era o Franck Caldeira, mas ele também ficou para trás. No pelotão, chamava a atenção o único corredor branco, Diego Colorado da Colômbia. Na Rio Branco o Kwambai começou a puxar e não foi acompanhado pelos outros, apesar do esforço do Chelimo, do Cheruyot e do próprio Colorado. E a prova acabou se definindo ali, com Kwambai marcando um mediano 44min40s, seguido pelo Chelimo. Meio minuto atrás, o Robert Cheruyot cruzou pouco à frente do Colorado, que foi acompanhado no pódio pelo conterrâneo William Naranjo, um ótimo resultado para a Colômbia, de muita tradição na prova (Victor Mora dominou a SS nos anos 70).

Para os brasileiros, um resultado pior do que em 2008. Clodoaldo Gomes chegou em 8º e o Chiquinho em 9º. O tempo do Clodoaldo foi substancialmente pior do que ele próprioa já havia conseguido quando figurara em 2º lugar na SS. Já para o Chiquinho, um bom resultado.

Não tem muito o que falar: só 2 brasileiros entre os 10 primeiros. Apesar do boom das corridas de rua no país, isso não tem se refletido em resultados mais consistentes em nível mundial. Por enquanto, continuamos vivendo de resultados de um destaque único, que é o Marílson Gomes dos Santos, e da memória dos aposentados Vanderlei Cordeiro e Ronaldo da Costa. A São Silvestre não é uma boa prova para se avaliar o estágio do atletismo de fundo do país, já que é uma corrida fora de temporada, em um percurso difícil pelo calor e pela altimetria. De qualquer modo, os seus resultados só comprovam o que sabemos: nossos abnegados e esforçados atletas de elite, com as exceções de praxe, estão muito longe da elite mundial, e para o lugar do Marilson ainda não apareceu ninguém para substitui-lo. O Franck Caldeira, que era o atleta jovem mais promissor, tem se mostrado ainda muito inconstante e não conseguiu uma progressão de resultados e marcas para se destacar.

A organização da prova ainda não divulgou os resultados, então aguardo ainda os resultados dos amigos que participaram da SS neste ano.

Os destaques da prova, para mim, foram: a) as boas colocações das brasileiras no pódio; b) os bons resultados dos colombianos Colorado e Naranjo; c) o amplo e completo domínio da prova pela Pasalia Chepkorir , como já fizera na Pampulha. Jovem, pode se tornar um dos grandes destaques mundiais no fundo feminino.