domingo, 25 de março de 2012

12km Paranapiacaba 2012

Lama. Barro. Água barrenta. Mato, troncos, galhos, raízes e cipós. E pra ajudar, neblina. Paranapiacaba é assim. Mas tava pior neste ano por causa das chuvas fortes que caíram nos dias que antecederam a prova. Neste ano também tinha mais gente, as corridas de montanha estão fazendo sucesso e isso se reflete no calendário extenso, e no fim das inscrições de forma antecipada. Como no ano passado, fomos com uma baita delegação, liderada pelo Liédson do atletismo, o Prof. Paulinho Santana, louco pra conseguir mais um trofeuzinho. Dizer que o Brunetti, o Giglio, o Edélcio, o Ricardinho, a Dani Collagiovani, a Márcia e o Pastor estavam lá era chover no molhado, se hà lama, eles estão lá. Mas tinha estreante na lama (Lígia, Pacheco, Erika, Fernando, Rodrigo Mocotó), tinha corredora que ficou com o 4º lugar do ano passado atravessado na garganta (Priscila), gente que estava com saudade da lama (Grazi, Rosi, Fred,  Edith, Alê, Hugo), gente voltando (Frédson)...


Largamos e os 2,5km de pavimentação foram tranquilos. E decisivos, porque se ficar muito pra trás pega trânsito na trilha. Tentei forçar um pouco, rodei em alguns trechos a 4min15/km e entrei na trilha. No ano passado a pior parte vinha depois do rio e da cachoeira, num lugar onde o pessoal faz motocross. Entrei na trilha confiante em um ritmo razoável no single track e... blosh! Logo no início uma piscina de lama. O cara na minha frente já perdeu o tênis aí. Eu, quase, mas já tava até o joelho na lama. E outra. E outra. E depois de sair da lama, o tênis não tinha grip nenhum, escorregava demais. Quando tava limpando... blosh, de novo! E outra. E outra. Atravessa rio, "limpa" o tênis, e lama de novo. Fila abre, fila se desfaz e chegamos no rio. Sabia que eram uns 100 metros dentro do rio e depois saíamos pra subir a cachoeira. Só que neste ano, os 100 metros viraram um trecho enorme. Pelo menos uns 10 minutos chapinhando dentro da água barrenta, tropeçando em pedra e raízes encobertas, atravessando troncos na horizontal... pelo menos aquilo não é single track, mas cheguei a pensar que estava perdido, que tinha perdido a entrada e que ia acabar no Rio Tamanduateí...



Vale lembrar ainda que fui com os meus óculos especiais pra jogar basquete, por conta da segurança que dão, já que se fixam com elástico na cabeça. Idéia ótima exceto pelo fato de embaçarem o tempo inteiro. Além de tudo estava correndo meio cego, e a trilha não estava nem um pouco clara...



Então saímos do rio, pegamos outro trecho de trilha, mais piscinas de lama e a cachoeira a ser escalada. Subi bem, mas no final da cachoeira um obstáculo de tronco que passei sei lá de que jeito (teve impulso de orelha e cheguei a assustar quando vi meu tornozelo do lado da minha orelha) e a pista de motocross. O problema é que cheguei lá já cansado. E o terreno ali não era mais lama, era barro vermelho bem escorregadio. Sensação de estar em cima de um chão de mármore cheio de óleo. Andei bastante ali, e percebi que estava cansado quando me vi andando no plano. Encontramos um pessoal do motocross ali tendo bastante problema com as motos nas voçorocas formadas pela chuva e pela própria erosão que seus pneus causavam. Agora também tinha piscina de barro vermelho, blosh, blosh. Fui indo desse jeito, até chegar, finalmente, na estrada. Ali dava pra desenvolver velocidade, até porque era plano ou descida, mas eu já não tinha mais perna.



Cheguei com 1h49minutos. Só pra comparar, 10 minutos a mais que no ano passado. E neste ano eu sei que estou melhor condicionado, embora cansado. E sujo, obviamente, muito sujo...



Competi com a Rose, pra ver quem estava mais sujo

Os pés


Sintonizando ondas curtas

Quando eu era criança tinha um rádio em casa que sintonizava ondas curtas. A transmissão era sempre ruim, se comparada com as AM e FM, de sons límpidos e claros. Nas ondas curtas era só chiado, ruído, mas aí você ia mexendo bem de levinho no dial e ia aparecendo alguma coisa. O rádio era simples, um 3 em 1 velhão, nada profissional, mas com muita sorte pegava umas transmissões em outras línguas, ou de lugares bem distantes, mesmo sem antena. Só que tinha que ter um dedo super leve, não havia um botão de sintonia fina, então qualquer errinho, um espirro na hora de mexer no tuner e... tchau! Adeus sintonia.

O treino de sábado foi meio assim. 2 semanas pra meia da Golden Four de BH e eu queria me testar. Mas não poderia passar do ponto. 18km onde eu iria simular o ritmo da meia, mas sem me desgastar a ponto de comprometer a própria prova. Também ia testar um tênis leve, o Mizuno LSD. E acho que acertei, mas só saberei na data da prova. A USP estava com uma temperatura ótima, e saí pro treino com o Orlandini, num ritmo bem interessante pra mim. Não marquei as parciais, acompanhava só o pace caindo... as 3 voltas de 6km foram completadas com pace de 5min01/km (a primeira passei com 5min06/km, na segunda 5min03/km - esse é o pace geral, então a volta foi mais rápida), o que significa um ritmo progressivo e forte. Ondas curtas sintonizadas, vamos ver se deu certo. Foi um grande treino e o tênis tá aprovado.

Deixei a musculação de lado nessas duas últimas semanas e na terça saímos em um treino de força, subindo rampas "carregando" um colega, a segurar um elástico. Foi absolutamente estafante fazer isso por 10 minutos. Depois, 4 tiros de 2km, em ritmo progressivo, saindo fraco e terminando forte. Talvez pelo cansaço, foi terrível. 10min01, 9m55, 9m53 e 9m36, ritmos mais fracos do que o próprio longão. Nike Structure nos pés e 10km na conta (somado aquecimento e rampa)

Na quinta, rodagem variada com rampas, 1h15 pra mim, 1 horinha só pro resto do pessoal. E eles fariam uma ou duas rampas, enquanto eu ficaria 20 minutos na rampinha da Sabesp e mais 10 minutos na da Bienal. Triste... 15 rampas da Sabesp e 5 rampas da Bienal depois, 13km depois, treino terminado. Nike Free.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Acabo esquecendo 2

Quinta-feira, treino parecido com o de terça: 2km de aquecimento e 6 voltas na pista de cooper, progreesivo. Só que dessa vez, sem pausa. Portanto, ritmo bem mais controlado. Voltas: 7m58 (5m18/km), 7m17 (4m51/km), 7m03 (4m42/km), 7m01 (4m40/km), 6m56 (4m37/km) e 6m47 (4m31/km). 43m02 pra 09km (4m47/km). Pior, choveu também, só que hoje foi ainda mais forte, a pista ficou ainda mais pesada e completamente invisível pra mim, não só pela água acumulada, como também por causa do total encharcamento de meus óculos. Difícil, mas lavou a alma. Treino bom pra quem ia pegar leve por causa da canelite. Que, por sinal, não doeu nada. Mas não deu pra acompanhar o ritmo da Edith e do Paulão, fiquei na cola do Ronaldo o tempo inteiro e passei na última. 11km, de Asics GT, totalmente pesado e encharcado. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Acabo esquecendo

Vamos lá, treino de ontem quentinho no blog, porque senão acabo esquecendo: 2km aquecendo e 6 tiros na volta de 1,5km da pista de cooper do Ibirapuera: 7min09 (4m46/km), 6m53, 6m39, 6m37, 6m34 e 6m32 (4m21/km). Progressivo, mas quase fundindo o motor no final. Começou a chover durante os tiros e a pista, de terra e pedrisco, começou a ficar pesada. E a gente com tempo pra tirar, e a canelite apitando... o Nike Structure novinho, branquinho, foi devidamente batizado e agora tá da cor de burro quando foge dos meus outros tênis. Total, 11km. E musculação na segunda-feira.

domingo, 11 de março de 2012

Canelittis concretus

Será coincidência? Só sei que o regime de treino não sofreu grandes alterações e nem o volume. Mas logo após o teste de 5km do Villa Lobos no sábado, além da dorzinha no joelho ter voltado, senti a canelite voltando. De leve, sem causar nenhum grande problema, mas com a apreensão de saber que a canela tá levemente dolorida. Saco!

No domingão, mesmo assim, pra fazer volume eu fui correndo de casa até a largada da Meia da Yescom. Não fiz a prova porque continuo não fazendo provas dessa empresa, mas fui lá ver os amigos. Ademais, passaria na tenda da Trilopez e me reabasteceria pra volta pra casa. De casa até lá, no Mapmyrun, daria 10.03km. No GPS, deu... 10.03km! A distância de 10km aproximada até tá ok, mas acertar até mesmo a casa depois da vírgula (os decâmetros) é coincidência, lógico. Aproveitei ainda para testar o novo Nike Strucuture 14 (aposentei o velho), branquinho, branquinho! O problema é que fiquei tempo demais lá (até porque cheguei a tempo de ver a chegada dos vencedores no feminino e masculino, e depois os amigos vieram chegando...) e na hora de voltar deu uma preguiça... até corri a Major Natanael acima, mas aí pensei no metrô com ar condicionado... bom, desci na estação Imigrantes e corri mais uns 2km até minha casa. Com o km da Majo Natanael, deu uns 13 km no total, a confortáveis 5min50/km.

Segunda e quarta de musculação. E na terça fiz um dos treinos mais puxados de semana na minha história de Trilopez. A série era de 3km bem rodados (sem moleza, mas sem hiperventilar), seguida de 06 rampas sprintando, exercícios de agilidade com escada horizontal e cones, exercícios com o elástico e 3 tiros de 850m (a voltinha curta do lago), com intervalo à la carte (recuperou? Porrada!), e em progressão, mas sendo o primeiro já forte. Depois, repete tudo. Foi doído, fiz força, não amoleci nos intervalos e acabei o treino extenuado, mas com a sensação de dever cumprido. 14km, rodando com gente bem mais forte que eu, usando o Nike Free.

Na quinta, aliviaram, e fizemos vários educativos (e foram vários mesmo, deixei o Garmin ligado e deu quase 2km). Depois, 30 minutos leves de rodagem. 7km no total, com o Nike Structure.

No sabadão, um longão de tune-up. 16km, nos quais usei a primeira volta pra ver como andava o meu ritmo com os bpm (corri abaixo de 160bpm, o que significou quase caminhar nas subidas...), e completei a primeira volta em 5min22/km. Mas na segunda volta, onde esperava rodar abaixo de 4min55/km, acabei sentindo um pouco e não baixei tanto assim o ritmo. No final os 16km (na verdade, 15.7km, as voltas de 08km da USP não são exatamente 08km...) foram fechados no ritmo médio de 5min14/km. Ainda aquém do que gostaria, mesmo considerando o ritmo mais lento do início do treino. No final, por pura provocação do Ronaldo, fizemos mais a volta do CEPEUSP levezinho pero no mucho (começa com 7min/km, mas termina com 5min20/km...), completando 19km. De novo de Nike Structure.

Não gostei muito de ter sentido algumas dores na lateral externa do pé esquerdo depois do treino. Mas Nike nunca me deu dores, o que me fez estranhar um pouco. Aí percebi que tanto o Asics quanto o Nike são tamanho 07 enquanto os outros tênis mais confortáveis são 7.5. Ou seja, 38 e 39 no padrão brasileiro, mas essa conversão varia um pouco de marca a marca. E eu calço 37. Não estão nada apertados quando calço os tênis, mas passo a desconfiar que em longas distâncias o meu pé vai se "esparramando", e sendo pressionando pela forma do tênis. Será o mesmo problema do Asics? Só vendo, vou ficar atento.

sábado, 3 de março de 2012

Enroscado

Apesar de ter conseguido ir à musculação na segunda e na quarta, os enroscos extra-corrida continuam a comprometer os treinos. Na terça, tudo pronto para ir correr, vontade e pique a mil e... uma ligação põe tudo a perder. Pior é que o enrosco acaba sendo à toa, mas família é família, fazer o que? Pelo menos consegui correr na quinta. tava com vontade, gana represada de vários dias sem correr, mas mesmo assim cheguei atrasado no parque e não peguei o aquecimento. A série consistia em um progressivo de 1.500m, seguido de 4 rampas subindo forte e descendo leve e, por fim, exercícios de agilidade com marcação da escada na horizontal ("amarelinha") e slaloms nos cones. Entre as séries, um descanso que nós mesmos deveríamos gerenciar de acordo com o cansaço. E tudo a ser feito em 01 hora.

O tiro de 1.500m tava saindo a 7min baixo, uns 4min40/km, saindo a 5min30 no primeiro terço e depois acelerando pra chegar com o coração na boca.. Com as rampas e os exercícios, fazia a série total por volta de 13 minutos e meio. Os meus descansos é que foram curtos, o que fazia com que chegasse depois, mas saísse junto ou próximo ao pessoal da frente. Acabei tudo em 55min e ainda deu tempo de rodar um quilômetro soltando. Treino com intensidade alta e que me deixou meio dolorido. Deixei o Garmin ligado o tempo inteiro, o que contabilizou os trechos corridos e, também, os deslocamentos para os exercícios. Deu 10,5km, de Nike Free.

Tava me sentindo forte, cada vez mais rápido, mas o teste de 5km no sábado abaixou minha bola. Sei lá, o calor tem atrapalhado pra dormir, tava meio cansado... só sei que deu 5.35km naquelas 09 voltas do zerinho do Villa Lobos, em 23min57s, um pace de 4min29/km. Ruim, esperava, no mínimo, um sub 4min20 de pace. (23 baixo) No Garmin, a marca de 5 km bateu em 22min34s. Com esse pace nos 5km, vai ser difícil bater 1h40 na meia (4min44) ou mesmo baixar pra 1h42 (4min50). Deve ser meu melhor tempo nesse teste, mas caí muito no final e me senti pesado. Tomara que tenha sido só um dia ruim.

Resumo do mês - fevereiro/2012

06 séries de musculação (incluindo as séries de 27 e 29/02)
102,5 km em 09 treinos

Apesar de ter sido um mês ruim fora da corrida, o que me levou a perder alguns treinos, até que não ficou tão distante da média esperada.