domingo, 26 de fevereiro de 2012

Entrudo sonífero

Carnaval = sono. Dormi, descansei e treinei, mas não na mesma intensidade. Dormi muito, descansei mais ou menos e treinei quase nada. 40 minutos de muitas subidas e algumas descidas em São Roque. Intenso, se considerar o que eu cansei, mas não se considerar os 6,5km percorridos (Timberland). Na quinta, ainda na ressaca pós-feriado, mais subidas, Paulinho nos brindou com 50 minutos de treino levinho, dos quais os 10 primeiros e os 10  últimos minutos seriam nas rampas da Bienal e os 30 restantes, rodando. Deu 13 rampas. E na rodagem que seria descanso, sobrei com o Kato e o Paulão lático, rodando "descansosamente" a uns 4min50/km. Estimo uns 08km nesse dia, pastando (quebrei na última série de rampas), de Mizuno.

Final de semana e, enfim, um treino menos intenso. Eu, que tanto falei preferir correr por quilometragem, acabei me deparando com um longão por tempo. 1h30, como no final de semana anterior. Mas desta vez fiquei no plano e rodei 17km, mais solto, 5min25/km de pace, progressivando bem já que saí bem lento e acelerei mais no final, calçando o velho Nike Structure, outro tênis que já está no finalzinho...

Parlamentarismo maratonal

2h08 minutos em uma maratona é um tempo e tanto. Garante vitória ao atleta que consegui-lo em qualquer prova no Brasil e na grande maioria das provas do mundo. Talvez só as majors e algumas provas reconhecidamente rápidas, como Roterdã, fiquem de fora dessa lista. Mais ainda, garante, com certeza absoluta, que esse atleta se qualificou para representar o país nas Olimpíadas, exceto em relação ao Quênia e à Etiópia. 

Falar que 02h08 é um fracasso, assim, pode até soar exagerado. Mas de um Pelé da maratona, de um gênio absoluto, não conseguir o máximo acaba sendo um fracasso. Dele, se espera sempre muito mais do que o que qualquer craque é capaz de fazer. Ainda mais quando esse gênio é etíope e, justamente por isso, não conseguirá se classificar como um dos três a representar seu país nas Olimpíadas.

02h08 foi seu pior tempo em maratonas completadas. Ele havia desistido de algumas no meio da prova, antes. Mas tinha um 2h06 como pior marca até então. 02h08 não é nada para um Pelé. Equivale a um gol de rebote, de canela, em um jogo no meio da semana de um campeonato qualquer, e quando o resultado do jogo já estava definido. Uma marca memorável para muitos. Para ele, no entanto, um dos gols menos bonitos. E, devido à idade, talvez a última chance de mostrar que ainda é rei. Porque dele se esperava um gol de bicicleta, que não veio mais. Um gol de placa, interrompido por um zagueiro mais rápido.

Um quarto lugar, honroso para muitos, foi um resultado terrível para ele. E ele nem perdeu para o novo jeito que a garotada passou a fazer, saindo como uns desesperados pra quebrar todo mundo e depois administrando a vantagem, positivando a prova na cara-dura, ou mudando o ritmo de forma amalucada no meio da prova

Não. Ele fez do jeito que gosta. Saiu na frente e ficou na frente o tempo inteiro, no ritmo constante e forte de sempre. Era só manter o ritmo, equilibrando as metades da prova. Mas no final, algo falhou. E um cara vindo de trás o ultrapassou impiedosamente. E depois outro e mais outro. O ritmo caiu e ele positivou contra a vontade, extenuado. Talvez tenha sido a falha na hora de pegar o repositor no posto do km 30 que tirou suas energias. Desconcentrou mesmo, ele até parou e pensou em voltar. Mas não valia a pena, um dos seus súditos parecia querer destroná-lo e ele assumiu o risco. E o erro, porque no final das contas, esse temido súdito acabou se mostrando muito mais quebradiço do que ele próprio.

Enfim, o fim. Com um brilho que foi se apagando aos poucos. Um raio de luz ainda forte, mas que não passa de uma lampadinha para quem já foi sol. Melancólico, talvez. Respeitável certamente. Mas triste, não pelo que não fez, mas sim pelo que representou. Não há mais majestade e nem império. Hoje os donos do poder são certamente mais brilhantes, mas trocam o cetro e a coroa tão rapidamente quanto correm. O último imperador se foi e hoje a maratona é parlamentarista

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A alternância como reflexo da regularidade

Sei que meus treinos seguem um padrão quando eles carecem de constância plena. Ainda que a curva macro de treinamento esteja correta, na ascendente, ela nunca será lisa. Sempre haverão altos e baixos, o importante é que os altos sejam mais altos que os baixos e levem a curva para cima.

Essa foi uma semana de baixo. E que nem foi tão baixo. O problema da semana foi mais externo - alguns problemas familiares, sobrecarga de trabalho - do que de performance em si.  O fato éque o resultado final da semana não seguiu a curva ascendente da semana passada, mas foi bom nessa análise geral.

No sábado passado, um ótimo treino no City Boaçava. Ainda na base, com muito exercício, teve uma parte de técnica bem forte, subindo e descendo uma rampa na Bagiru. Corri bem, estava veloz, rápido, foi ótimo. Depois uma rodagenzona com o pessoal e uns 10 km pra conta, de Mizuno Nirvana

Voltei a treinar só na quarta, com a musculação. Na quinta, mais um circuitão. Não estava bem, mas fiz sem problemas a série com rampa da Bienal, rampas do lago, corrida progressiva, educativos, afundos e abdominais. O total foi de 09km, com o Nike Free.

Por fim, mais um sabadão, de volta à USP. Ali rodei de forma tranquila com o Du França, a Edith e o Alê Oliveira (com este, até onde o banheiro deixou), fazendo algumas voltas no Bosque da Física, Biologia e em ritmo progressivo. De fato, começamos a 6min40/km e eu fechei o último quiometro com um 4min20/km, sprintando forte. 15,3km, de Mizuno Nirvana, e possivelmente foi este dos últimos treinos dele, já que a sola está bem desgastada e até soltando algumas placas de borracha.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aumenta o volume aê!!!

O volume de corrida em janeiro acabou sendo bem baixo, trocado por muito treino de força. Virou fevereiro e a base continua. Mas o reloginho do odômetro começa a girar mais. No sábado, por motivos familiares, não pude ir ao treino do Reflorestamento e acabei indo pro Ibirapuera. Saí de casa, fui ao parque, rodei por lá e voltei. 18,7km no total, com o Mizuno Nirvana. Menor inclinação, maior volume. No parque, encontrei o Franklin e saí para rodar com ele, achando que ia ser tranquilo... ledo engano! 5min/km na volta da cerca, foi complicado acompanhá-lo, não sobrou muito de mim pra voltar pra casa, cheguei cansado. 

Na terça, circuitão entremeado com tiros curtos, de 870 metros. Porradaria, exercícios e corrida no pau. 4 séries, deu um volume baixo, de 7,5km no total, contando com o aquecimento (Nike Free), rodando a 4min30/km nos tiros.

E hoje, quinta, mais circuitão diferente. Corrida na volta de 1,5km, rampas, educativos, abdominais e exercício com elástico. Deixei o Garmin ligado o tempo todo e registrou, com deslocamentos entre exercícios e tudo, 11km (Mizuno Nirvana). Nessa corrida, o ritmo era leve na primeira metade e mais forte na segunda metade. Fiz força, 4min20/km nesse final. Começo a perder um pouco de peso e isso começa a ter reflexo nos treinos. O problema é que sempre que faço uma semana boa, faço uma meio ruim na seguinte... vamos ver o que sai na próxima!

Em tempo: musculação em 01, 03 e 06 de fevereiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Resumo do mês - janeiro/2012

108,7km em 12 treinos e 14km em 1 prova. Total: 122,7km
1 corrida vertical
4 treinos de musculação

Treinos atrasados.

Faltou o registro de 3 treinos: 24, 26 e 31 de janeiro. E os três foram bizarros, de base, mas com estímulos diversos, dando vazão à criatividade de Mr. Diego Lopez... na terça 24, tivemos um belo treino sofrido, com circuito em movimento: saiu o grupo, cada um carregando um equipamento e a intervalos definidos pelo coach, fazíamos exercícios variados: pular corda, remada no elástico, polichinelos, educativos e até mesmo um tiro com paraquedas. Nessa história toda, fortalecimento, canseira geral e 8,5km, de Asics. No dia 26, sofremos na mão do Gabriel. Treinos mais convencional, com tiros em rampa de baixa inclinação, educativos e rodagem. Mais 8,5km todo quebradinho (Asics, de novo) e uma intensa dor nos quadríceps, que não passou nem durante a prova de Mairiporã... no 31 de janeiro, com Diego de volta, mas bizarrice: futebolzinho recreativo (perdemos de 2 a 1, roubado, obviamente a favor do time do treinador) e circuito variado, com tiro em rampa com o paraquedas, abdominais, exercícios com elástico e uma rodagenzinha no final. Parcos 5km no total, com Mizuno. Agora já dá pra fechar o resumo do mês...