quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Resumo do mês - setembro/2010

1 ultramaratona de 06hs, com 54km percorridos
124km rodados em treinos
5 treinos de musculação
3h15 de rolo na bike
2 sessões de fisioterapia
1 aniversário-centenário do Timão!!!!!!!!!

Cãimbra na coxa?

Cãimbra é uma ocorrência comum em corredores. Quem nunca teve uma? E em mim, geralmente ocorre na panturrilha, a famosa batata da perna. Foi uma cãimbra na batata da perna que me impediu de baixar de 1h50 na Meia de SBC, por exemplo. 

Agora, cãimbra no frontal da coxa é mais difícil pra mim Que eu me lembre, isso já ocorreu comigo uma única vez: na Maratona Marne et Gondoire, que fiz em Paris-2009, e para a qual eu não tinha treinado. Normal a cãimbra, afinal a musculatura destreinada tava esgotada, ainda mais num percurso de sobe-e-desce daqueles...

Bom, ontem voltei à musculação depois de 2 semanas afastado por causa da Ultra de SBC. E voltei com uma planilha daquelas bem doídas. Agachamentos, avanços, arranques, desgraça!! Tava confortável fazer séries com ridículas 3 repetições. Voltar para as séries de 15, 20 repetições significa voltar a ter dor. Ainda mais com a musculatura destreinada por causa desse afastamento.

Resultado, hoje tava detonado. Nem a superfisioterapeuta Tati deu jeito, hoje de manhã. Na verdade, como a musculação foi ontem à noite, hoje de manhã a dor ainda não estava no auge. O auge veio à noite, na hora do treino. Dilíííícia!!!

Hoje foram 5 tiros de 2km, sendo o primeiro quilômetro progressivo (2/3 leve, 1/3 médio) e o 2º km forte, mas sem estourar. E foi doído. Correndo devagar tava parecendo um robô, todo duro, não conseguia relaxar. E quando chegava na parte rápida, também doía, de outro jeito... os tempos foram 9m35, 9m15, 9m05, 9m10 e 9m09. Geralmente a primeira volta saía a uns 5min e na segunda volta baixava para 4min baixo. Só que na penúltima série a coxa começou a incomodar, e na última... cãimbra doída, doída! Na coxa esquerda, quadríceps. Putz, em treinos, eu acho que nunca tinha sentido isso. Tá foda, meu, dói pra tomar banho, pra sentar no trono, até pra escrever no blog... ajudou o fato de não ter dormido direito, fiquei escutando o Timão empatar no rádio e fui dormir com raiva.

10km + 1km de aquecimento, total 11km. Foi de Nike Equalon de novo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Alongamento de língua

Pois é, primeiro treino de qualidade depois da ultra e sem saber se as costas iriam apitar. Acreditei que não, só dói quando eu respiro... de ponta-cabeça. Na verdade, um ou outro movimento dá uma pontada, mas no treino hoje não rolou nada. Rolou uma dorzinha só quando eu fui mijar depois do treino, mas espero não existir nenhuma conexão entre bilau e lombar.

Hoje tivemos dois tiros progressivos de 05km. 2km leves, 2km em um ritmo mais puxado e o último mais punk. Acabei saindo com o Cassiano, que veio de um 1h48m na Meia das Pontes. Tá triste o negócio, o Fred faz 1h47 na Meia de Buenos Aires, o Cassiano 1h48... tá todo mundo me deixando pra trás! De qualquer modo, achei que ele fosse vir mais leve, por causa da meia em ritmo forte e me ferrei. O cara veio firme! Na primeira volta, a gente seguiu o script certinho nos primeiros 2km, mas nos seguintes já estávamos ferrando o ritmo. E pra puxar o último quilômetro foi aquela desgraça, mas saiu, em 26min.

No segundo tiro, de comum acordo (um mais fudido que o outro), pegamos mais leve nos 2k intermediários. Aí sobrou no km final, ainda que a turma geriátrica do Marcos Paulo tenha atrapalhado nosso tiro (inferno pegar 50 caras de amarelo tagarelando e tomando toda a pista, trotando como se estivessem em um Central Park particular). O tempo final foi espantosamente até mais rápido, 25min40. 

O alongamento de língua foi no final do treino. Ficamos mais tempo conversando do que correndo no final das contas... mas foi instrutivo, aprendi que a ordem dos sobrenomes em espanhol varia de acordo com o gênero do filho, que tem muito gay nas Ilhas Gregas, que... que... bom, o resto foi piada mesmo. Junta o Xile, a Edith, o Diego, o Cassiano e a Ana, Míriam, já viu!

Saldo: 10km de Nike Equalon.

domingo, 26 de setembro de 2010

Rolo no Timão

Não sei se foi psicológico ou se era pra parar de doer mesmo, mas depois do treino de ontem a dor nas costas passou. Daria até pra fazer a Meia das Pontes, mas eu não tava inscrito. Na verdade, cheguei a pensar em ir pedalando até lá, pra ver a prova e fazer alguma coisa, mas quando acordei tava uma chuuva. Fiquei na minha mesmo. Mas o dia passou, chegou a hora do jogo do Timão e resolvi me mexer um pouco. Botei a bike no rolo e fiquei assistindo o jogo rodando levezinho. E fiquei lá em cima durante todo o primeiro tempo até os 30 min do segundo tempo. Porque aí o jogo pegou fogo e tive que desmontar da bike.

Pô, fomos buscar o empate aos 45 do segundo tempo e tomamos um gol de falta com bola batendo na barreira??? Não era pra ser mesmo, ainda mais num jogo onde metemos duas bolas na trave. Ao mesmo tempo o Júlio César, mais uma vez, fez vários milagres, o Professor Pardal inventou o Edu de lateral-esquerno no lugar do Roberto Carlos (por que ele tirou o Robertão??? Não entendi até agora!) e o Jucilei, apesar do passe sensacional no golaço do Jorge Henrique, hoje não jogou nada. O empate seria mais justo, mas... futebol é bola na rede. E bota 1h e meia de bike no rolo pro odômetro de treinos!

sábado, 25 de setembro de 2010

A história do Nino

Deu no blog do Vicent Sobrinho a história do Nino, uma pessoa simples, corredor carente de recursos materiais, atleta da Run for Life, e que perdeu absolutamente tudo no incêndio que ocorreu na favela Real Parque. O cara perdeu sua casa inteira! E, bom corredor que é, ainda achou uma das medalhas de corrida que ganhou na sua vida de corredor! Mas as fotos dizem tudo...

A história é triste e mobilizou toda uma comunidade de corredores. Eu soube da história por meio do blog do Vicent, que é jornalista e conhecido pela Revista Contra-Relógio. Mas a notícia foi divulgada em outros blogs de corredores, como o do Jorge Cerqueira, no do Antonio Colluci, da Yeda, do Harry, da Runner´s World e também no Estadão, além da maciça replicação no Twitter.

As ajudas, como informadas no blog do Vicent, podem ser encaminhadas para própria conta do Nino: Banco do Brasil - Agência: 1516-4 - Conta corrente: 7154-4 - Jose Cassio de Oliveira Santos (NINO), CPF: 259.618.338-28

Treinão Mizuno

Hoje foi dia de Treinão Mizuno na USP. A Mizuno, patrocinadora da equipe, costuma fazer esses eventos de vez em quando, para que os corredores das assessorias que patrocina possam fazer test drives de tênis, teste de pisada e um cafezinho da manhã, além de sorteio de alguns brindes (bonés, camisetas, etc) Não deve custar muita coisa no orçamento de marketing da empresa e atrai alguns dos maiores interessados nos produtos da marca. É interessante porque dificilmente temos a chance de fazer um teste real com um tênis antes de comprá-lo. Na loja é botar no pé, dar uma corridinha de uns 5 metros dentro da loja e torcer para que o tênis seja legal mesmo, já que numa "vestida" dessas não dá pra sentir muita coisa.

E nessa corridinha descobri que o Nirvana 6 é um tênis ainda mais agradável no meu pé do que o Nirvana 5, que é o modelo da Mizuno que eu uso e que usei hoje para rodar míseros 10k... sim, porque apesar das pernas já estarem bem no pós-ultra, a lombar pegou legal. Não é uma dor pesada, que irradie, que impeça de correr ou de fazer qualquer coisa, mas a região tá dolorida e fica me lembrando toda hora que ela existe. Comecei um trabalho de fisioterapia com a Tati da Fisio Run e vamos ver se melhoro um pouco.

Assim, hoje foi um dia mais de social do que de treino mesmo, já que os 10k foram percorridos, com uma biologia, em 54min. A lombar doeu muito mais para descer do que para subir, deve ser uma sinal bom, né? Ou não? Sei lá...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O menor treino da história

Depois de 54k em 06hs, na terça foram... 04k em meia-hora! Além da distância ser infinitamente menor, até o ritmo foi mais lento... mas é isso aí, regenerativo, né? E posso dizer que esses 04k, mesmo rodando com os amigos de ultra Ana Miriam e Fred, foram beeem doloridos.

Mas é pra registrar. Doeu mas eu nem suei... Só serviu pra molhar o meu Mizuno Nirvana.

E pelo jeito vão rolar outras 06hs em Campinas. Só que em uma equipe de revezamento, com o Fred, a Jeane e o Guedes. O único problema é que isso prejudica (ou soterra) a pretensão de fazer a maratona de Curitiba.

domingo, 19 de setembro de 2010

Ultra SBC 6hs

A idéia de uma Ultra de 6hs é interessante. É uma porta de entrada para as ultras, é uma prova relativamente curta no mundo das ultras, o que não desgasta tanto a vida social do atleta, e como em toda ultra por tempo, você pode, simplesmente abandonar sem maiores traumas, se não estiver bem por algum motivo, sem sofrer muito por isso. Por sofrer leia-se ficar jogado em algum canto, às vezes passando mal, esperando ser resgatado pela organização. Além disso, se realizada em circuitos pequenos, exige pouco espaço junto às autoridades, uma pista de atletismo ou a interdição de poucas vias públicas.

Foi o caso dessa Ultra de SBC, sonho antigo do Carlos Dias. No entanto, apesar dessas vantagens todas, a prova teve pouca divulgação e acabou reunindo poucos atletas. De qualquer modo, nossa equipe Trilopez e a Acrimet de São Bernardo estiveram em peso, assim como alguns atletas de nome, como o Paulo Fonseca, campeão de Bertioga-Maresias, Jaiminho Rocha, Agnaldo Sampaio e o nosso Paulo Lacerda. Eu só não conhecia o cara de Guarulhos que ficou em 2º lugar, após ter liderado a prova durante muito tempo. Como o cara corre!!

Até pelo pequeno número de atletas (e pequeno retorno financeiro), a prova não teve chip, mas um controle manual. Até aí, tudo bem, especialmente porque num circuito de 1.200m na Avenida Aldino Pinotti, não deveria dar confusão. Mas deu. A contagem de voltas foi bastante confusa e o Alê Oliveira, que correu mais do que eu, não pegou premiação na categoria. Ele deveria ter sido o segundo, mas contabilizaram apenas 43 km em 6hs pra ele, o que é um absurdo para um cara que corre 42,2km em 3horas e meia. 

A organização bem amadora e simples não enfrentou problemas durante a prova. Havia água, havia comidinhas leves, e os banheiros improvisados em uma obra na própria avenida, na verdade, eram melhores do que os tradicionais banheiros químicos. O que comprometeu mesmo foi o controle de voltas e os atrasos na largada, na apuração e na premiação. Uma pena.

A prova em si teve ajuda de Sâo Pedro, que inventou um domingão frio, nublado, mas segurou a chuva. Tava perfeito pra correr! O circuito também era interessante, com 1.200m certinhos (segundo o GPS dos colegas), plano e em uma avenida ampla e de asfalto ótimo. O atrapalhou um pouco foi o vento contra, no sentido do Shopping Metrópole, mas lógico que esse mesmo vento contra virava "a favor" na volta.

Acabei optando por uma estratégia kamikase. Correr o máximo que dava, o tempo inteiro, sem administrar nada, sem intercalar corrida e caminhada a intervalos constantes. O ritmo no começo da prova foi mais forte o que eu tava propondo para mim mesmo. Isso resultou em duas coisas: um ótimo resultado, além do que eu esperava, mas também uma quebradeira monstro no final... isso fica claro nos tempos de voltas, que foram caindo, caindo, caindo... comecei a prova devagar, mas logo fiz uma média boa de 5min35/km. Eu só parava rapidamente para pegar alguma coisa pra comer, coisa de segundos. No meio da prova começou a bodear, e o ritmo a cair. A maratona eu fechei a 4h15min. Daí pra baixo foi foda. Até a quinta hora, capenguei bastante e cheguei a andar am alguns momentos, mas percebi que voltar a correr era horrível. Então resolvi me forçar a correr o tempo inteiro, mesmo que lentamente.

Aí que eu me consagrei com as meninas que marcavam as voltas. Porque deve ser chato pra cacete ficar fazendo isso, e, de repente, aparece um cara que fica tocando bateria imaginária no ar (no meu Ipod o bicho tava pegando!), guitarra, tudo!! Rock'n'roll, véio!! Eu tentava desligar as pernas e deixar elas irem sozinho enquanto eu curtia a música. Isso ajudou, já que elas não perderam nenhuma volta do 37 aqui e seu showzinho particular. Yeah!!

No final, acho que deu 54km, 45 voltas (os meus registros no relógio ficaram confusos, devia ter usado o Garmin...), média de 6min40/km e um podiuzinho na categoria! Sim 2º lugar na categoria 30-34 anos. E olha que tinha mais do que 2 atletas!! Não sei quantos eram, mas imagino uns 5 ou 6. 

O pessoal também foi bem. As meninas deram show. A Grazi ganhou a corrida no feminino, com 50 voltas (ou 60km). Passei boa parte da corrida lutando para ficar na mesma volta que ela, mas no final, enquanto todo mundo capengava, ela apertava o ritmo!! A Bia pegou terceiro e a Ana Miriam ficou em quarto, todas acima dos 50 km!! Entre os homens, o melhor foi o Paulinho, que brigou pela liderança, quebrou e depois ressuscitou. Não conseguiu podio no geral (quem ganhou foi o Agnaldo, seguido do Mauro e do Paulo Fonseca) mas levou o 1º lugar na categoria 45-49. O segundo, de direito, seria o Alê, que fez 50 voltas, mas a organização pisou na bola e nem o premiou. O Diego também foi bem, fez 52 voltas e levou a categoria 35-39. Surpresa foi o Fred Bem, que estreou, correu pra caralho, se mostrou firme a prova inteira e pegou um 3º lugar. O Giglio que se envolveu em outro imbroglio da organização, levou 3º na categoria 55-59 (eles tinham dado o troféu de 3º pra ele, mas na categoria 45-49...). E teve eu, na 30-34, com o meu 2º lugar. O Brunetti, infelizmente, não levou nada, exceto a massagem mais longa de todos, na nossa tenda. Pensando bem, acho até que ele é quem saiu ganhando...

O saldo foi bom pelos resultados, mas a prova foi precária em termos de organização. Ficamos lá, passando um frio do cacete até sair a premição, que demorou um monte... e quando saiu, deu esse chabu. Mas foi organizada com carinho, apesar de confusa, e gostaria que essa prova e outras do gênero crescessem, popularizando um pouco mais o limitado mundo das ultras. De resto, dores musculares, nada de bolha nem de dor no pé (o Saucony é ótimo, desde que a meia combine!!!) e um dia díficil com escadas amanhã...

Tenda Trilopez/Fisio Run

Correndo à frente da Grazi? Ou prestes a tomar uma volta?

Fim de prova!
Pódio Feminino: Campeã (Grazi), Terceira (Bia) e Quarta (Ana Miriam)
Pódio!
Parciais:
1-7m15 (6m02/km)
2-7m25 (6m10/km)
3-7m21 (6m07/km)
4-7m07 (5m55/km)
5-8m11 (6m49/km)
6-6m25 (5m20/km)
7-5m48 (4m49/km)
8-6m40 (5m33/km)
9-8m43 (7m15/km)
10-6m38 (5m31/km)
11-6m39 (5m32/km)
12-6m40 (5m33/km)
13-6m46 (5m38/km)
14-6m44 (5m36/km)
15-6m43 (5m35/km)
16-6m39 (5m32/km)
17-6m45 (5m37/km)
18-7m29 (6m14/km)
19-7m08 (5m56/km)
20-6m54 (5m44/km)
21-7m02 (5m51/km)
22-7m15 (6m02/km)
23-7m20 (6m06/km)
24-7m11 (5m59/km)
25-7m29 (6m14/km)
26-7m33 (6m17/km)
27-10m16 (8m33/km)
28-8m42 (7m15/km)
29-8m00 (6m40/km)
30-7m50 (6m31/km)
31-8m00 (6m40/km)
32-7m53 (6m34/km)
33-7m59 (6m39/km)
34-10m47 (8m59/km)
35-8m22 (6m58/km)
36-8m18 (6m55/km)
37-12m33 (10m27/km)
38-12m24 (10m20/km)
39-9m05 (7m34/km)
40-8m10 (6m48/km)
41-8m11 (6m49/km)
42-8m18 (6m55/km)
43-8m40 (7m13/km)
44-9m11 (7m39/km)
45-11m07 (9m15/km)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

365 dias ao redor do Brasil



Esse é o Desafio que o Carlos Dias se propõe a fazer. Mais um desafio com D maiúsculo, já que são 18.250km, numa média de 50 km/dia!! Mas o homem já atravessou desertos, cruzou os EUA inteiro, correu nos pólos, então, capacidade pra isso ele tem! A intenção é arrecadar fundos para o GRAACC, vendendo cada quilômetro por R$ 2,00.

Mais informações no www.carlosdiasultra.com.br

Mancando eu sou mais rapido...

... só pode ser essa a conclusão lógica que tiro da minha torcida no pé. Na terça eu torci o tornozelo, caí no chão, rolou aquele momento das pessoas pararem pra ver e ajudar e depois de alguns minutos me contorcendo que nem jogador de futebol, levantei e fiz o treino de terça junto com a Grazi, o que há muito tempo eu não conseguia!

Agora, nessa quinta, o tornozelo ainda doendo, fui pros treinos de tiro meio inseguro. Tanto que rodei uns 2km no aquecimento pra ter certeza que o pé ia aguentar. Doía um pouco, mas parecia que dava.

6 tiros de 1,5km, com ritmos variados: fraco-médio-forte, fraco-médio-forte. Recomendada uma diferença de 20 a 40s no tempo entre os tiros. Cada tiro com pausa de 1 minuto e meio. E o primeiro fraco já saiu tão forte quanto o 1,5km forte que fiz com o Brunetti semana passada. Ave-Maria, 7min28s (4min58/km). E a Grazi já disparando na minha frente... No médio, uma redução no padrão: 6min53 (4min35/km). É, não seria hoje que eu repetiria a façanha de correr com a Grazi.  E no forte, 6min28 (4min18/km). Pelo menos esse eu aparentemente fiz mais forte do que ela, porque ela saiu com uma pequena vantagem e eu consegui reduzir a distância.

Ok, segunda série, que foi bem parecida com a primeira: 7min31s (5min/km), 6min51s (4min33/km) e o final com 6min20s, puxando bem (4min13/km). Ritmos fortes, corri fácil hoje, mesmo mancando. A recuperação pós tiro foi rápida e terminei o treino quase inteiro, exceto o raio de dor no tornozelo. Mas como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, fiz o treino inteiro atrás da Grazi, tentando alcançá-la...

Saldo: 11km (com os 2k de aquecimento) e tênis Mizuno Nirvana.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Torcida!

Torcida. Palavra boa, que pode significar aquele incentivo, aquele apoio a quem está buscando superar um desafio, passar por uma prova, superar um obstáculo. 

Mas torcida pode significar apenas que você deu uma torcida no tornozelo. É o meu caso. A torcida rolou logo no comecinho do treino. Corri 10m e virei o pé numa emenda de asfalto decorrente de algumas obras hidráulicas que o Ibira sofreu na maior parte da pista principal de 3km. Puta saco! Doeu pra cacete na hora, mas não foi grave e consegui fazer um treino ponto-e-vírgula, mancando e tentando seguir a Grazi. Se isso já é difícil em condições normais, imagina com um tornozelo torcido. Mas fui. Apesar do tornozelo, apesar do calor seco, tava me sentindo bem, então fui.

Eram 3 voltas de 3km. Cada uma em um ritmo mais forte. Em todas a Grazi disparava na minha frente e eu tentava manter contato. Em todas, no finalzinho ela tirava o pé e eu chegava junto, depois de fazer a volta inteira alguns metros atrás dela. No final das contas, mancando ou não, os tempos foram interessantes. A primeira saiu a 15min58 (5min19/km). Na segunda, um pouco mais rápido, a Grazi registrou 15min30 (5min10/km), mas temos os dois certeza que foi mais rápido. E na terceira, um 14min20 bacana (4min46/km), forte mas administrado.

Com os quilômetros de aquecimento e desaquecimento deu 11km, no total, com o Nike Equalon, cuja estabilidade possivelmente me salvou de uma torção maior...

Obs: 45min de bike no rolo, no domingo pra soltar um pouco.

sábado, 11 de setembro de 2010

Um longo mais curto

Musculação na sexta, longão no sábado. Geralmente isso significa correr uma longa distância com as pernas cansadas (até porque tô levantando 320kg no leg press... a lombar tá meio dolorida de colocar os pesos no aparelho!!). O lado bom é imaginar que quando estiver com as pernas leves, vou correr mais. O lado ruim é que eu só posso imaginar, já que essa é a rotina de meses.

Mas o longo foi  mais curto. A previsão da planilha era a Meia da Praia Grande, mas como eu simplesmente esqueci de me inscrever, não vou, né? De qualquer modo, a idéia era fazer um primeiro tune-up de ritmo e velocidade em Praia Grande. Como eu vou pra Bilbao sem tanta pretensão de tempo, não prejudica não fazer essa medição.

Dessa forma, cheguei na USP sem saber o treino. O Gabriel me passou um longo de 24km, com volta de 10k, volta de 08k e a última volta com 06k, e ritmo progressivo. Os 10k eram para ser feitos bem lentamente (e foi, com 58min30 - 5min50/km), até porque estaria aquecendo e teria uma Biologia no meio. No 08k o ritmo subiria (e subiu, com 44min - 5min30/km) e nos últimos 06k era pra acelerar mais e ver o que saía (acelerei e saiu um 31min - 5min10/km). No final das contas, 2h13m para os 24km, o que dá um ritmo de 5min33/km. Mas o mais importante e interessante é ter conseguido correr leve, e chegar inteiro no final. Depois de tantos longões sofridos de se fazer, conseguir correr bem nesse foi um bálsamo. E o Saucony anda se comportando bem, sem bolhas e encheção de saco.

Semana que vem, sobe de novo, já que terei as 06hs de São Bernardo do Campo. Espero passar fácil dos 42km, ao mesmo tempo que não quero sofrer na prova. Vamos ver o que sai.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Intervalo sem ar

Esqueci meu santo remedinho para asma hoje e quase botei os pulmões pra fora já no aquecimento. Portanto, o treino foi obrigatoriamente mais lento, sob pena de apoxia total e completa.

Saí com o Brunetti, que tem um ritmo discretamente mais lento que o meu, pra compensar essa descompensação. Eram 3 voltas de 1,5km, em ritmos progressivos. A primeira volta saiu em lentos 8min30s. A segunda, a 8min00. E a terceira saiu a 7min15s. Ao mesmo tempo que sabia que daria para ir mais rápido em situação normal, também tava sem sobra nenhuma naquelas condições de falta de ar. Por isso, na segunda série, repeti, puxando o ritmo com o Brunetti. Os tempos foram praticamente iguais na segunda série.

Treino tranquilo, sem cansaço, sem desgaste. 9 km pra conta, de Mizuno Nirvana.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Almoço e janta

Almoço: bistequinha com tutu de feijão preto, arroz brilhando de óleo e couve refogada... mnham, mnham!

Janta: musculação e 1h de rolo na bike, pra queimar essa tralha toda acima... esse descontrole sempre rola quando eu tenho que acordar mais cedo que o normal (hoje, para fazer exames laboratoriais).

sábado, 4 de setembro de 2010

Le Tour Trilopez - 3ª etapa


3ª Etapa, um contra-relógio de 16k na USP. O Batalha alcançou os 2 segundos que o separavam Robertinho e agora temos duas camisetas amarelas! O bicho tá pegando! E no feminino, não tem pra ninguém, a Lu não só dispara, como ainda quer pegar os homens na classificação geral.

Não está sendo fácil...

O maldito refrão dessa música não saía da minha cabeça durante o longão de hoje. Não sei porque essa desgraça apareceu na minha cabeça, mas ficou grudado, rodando, rodando. Aliás, ao contrário, sei porque apareceu: porque o treino hoje não foi fácil, mais uma vez.

Se semana passada eu tinha a desculpa de estar com o corpo debilitado pelo antibiótico e mesmo assim terminei os 32km, neste sábado eu vou falar o que? Do treino de musculação de ontem? De fato, as pernas estão bem pesadas, é incrível como uma série tão curta pode gerar tantos "efeitos", mas o fato é que tá pesando. Só que não tem essa, o longo era de 26km e eu tinha que fazer. Mesmo cantando que "não está sendo fácil..."

Lógico que enfiar duas biologias no meio do longo também não ajudou muito, mas sabe que hoje a Biologia até pareceu mais leve? Sei lá, depois das escadas da Nestlé, até que a Rua do Matão não estava tão íngreme. O que me cansou um pouco foi a descida .Porque as pernas estavam meio travadas, pesadas, não tava conseguindo botar amplitude na passada, sei lá. E o final da terceira volta foi um horror, cheguei a parar no zerinho, faltando uns 2km, pensando em desistir. Mas voltei a correr e terminei, morto, extenuado, cansado. O dia hoje tá mais quente, no final da 2ª Biologia já tinha termômetro marcando 28ºC (o treino começou com 21ºC) e o ar tá irrespirável de seco!!

No final das contas, 2h29 para os 26km, ritmo na casa dos 5min46/km. Sem bolhas, Saucony Glide + meia Mizuno de cano curto funcionaram. O que não tá bom é o tempo, mas ainda estou fazendo treino no frequencímetro, e não na performance. Não sei se isso é um bom indicativo, porque tô morrendo no finaldo mesmo jeito, mas no meu estágio atual, é o que temos. Estimo que a cada quilo de peso que perder, vou conseguir baixar uns 4 a 5 segundos por quilômetro no ritmo. Vamos ver se eu perco pelo menos uns 3kg até Bilbao, então!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Puxou

Ontem, uma nova série de musculação, estranha pra cacete: séries com pouquíssimas repetições, intervalos longos e muito peso. 4 repetiçõee na maior parte dos exercícios. Voltei a fazer leg press com 280kg (faz uns 7 anos que eu não fazia isso), fiquei pendurado no pulley...

Não cansei, mas quando fui correr hoje as pernas estavam esquisitas, pesadas. Eram 10 tiros de 1km, com pausa curta de 30 seg. O ritmo deveria ser razoavelmente forte, mas controlado por conta da pausa curta. Fiz os 07 primeiros a 4min15s, bem reloginho, com o meu Nike Free.  No km08 subiu para 4min19s por causa de umas pacas gordas que caminhavam em fila horizontal tomando quase toda a pista e atrapalhando até para desviar. Tava bem, mas quando fui puxar a nona... puxou. Puxou o posterior da coxa direita. Nada muito forte, mas puxou. Fisgadinha. 

Não sei se é o treino de ontem, ou a tensão do trabalho, já que eu estou puto por ter que assumir um cargo que eu não quero. Mas o fato é que puxou, travou, tá um pouco dolorido. Não parece ser nada de grave. Meus colegas de trabalho que me desculpem, mas não vou deixar aquela merda interferir nos meus treinos! (Pior é que muito de vez em quando alguns lêem isso aqui... nada pessoal, gente!)

Resumo do mês - agosto

162,5 km rodados em treinos
1 meia-maratona
2h40min de bike no rolo
20 km de bike
5 treinos de musculação
1 corrida vertical de 765 degraus e 31 andares
1 treino vertical de 373 degraus e 29 andares