segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Resumo do mês - fevereiro/2011

117,5 km em 12 treinos de corrida
6 treinos de musculação
8 treinos de circuito
1 série de educativos

domingo, 27 de fevereiro de 2011

As dores do fim de semana

Sem carro, sem poder me locomover até City Boaçava, local do treino de sábado, optei por fazer o treino de força que havia perdido na semana e puxar o longo durante a Meia maratona da Yescom. E o treino de força acabou me deixando com dor na lombar, embora no domingo ela já fosse uma mera lembrança.

O problema é que no sábado à noite os sogros inventaram de fazer pizza. E eu jamais como pizza antes de uma corrida, por conta de seus efeitos no meu aparelho gastrointestinal, se é que me entendem. Mas o que eu ia fazer? Iria numa pizzada para me recusar a comer pizza? Ia ser uma desfeita, ainda mais porque o longo do domingo era só um treino. Arrisquei e torci pra nada der errado. Mas na volta da casa dos sogros já percebia que iria ter problemas.

O domingo amanheceu com duas idas ao banheiro, eliminando uma massa considerável de dejetos. Achei que estaria tudo bem. Fui pra prova de metrô, com o meu camelback barato que comprei em Andorra (2 euros!!) já que sem estar inscrito na prova, beber a água dos inscritos seria uma coisa reprovável. 

O clima que parecia que seria ameno mais cedo, logo se revelou num belo de um sol, e um calor de derreter miolos. Meu primeiro longo do ano deveria ser modesto e tranquilo e eu tentei me manter na casa dos 6min/km. Mas já no Elevado, no quarto quilômetro, o primeiro contratempo: o meu camelback barato também se revelou vagabundo, a cinta peitoral estourou e tive que correr o resto do tempo com o negócio solto, chacoalhando nas costas. Mais adiante, encontro o Paulo Trota e acabo seguindo imprudentemente com ele, em um ritmo confortável de 5min40/km, mas mais rápido do que eu havia marcado para mim, ainda mais naquele sol, com 2 kg a mais nas costas (do camelback) e fazendo o primeiro ajuste de longo do ano. Tava ainda sentindo umas cólicas leves da pizza.

Resultado, quebrei na segunda passagem do Elevado. Ali inexistem sombras, o sol bate forte e reflete no asfalto, tornando tudo ainda mais quente. Foi um inferno, trotei de lá (16º km) até a marca do 20ºkm, quando simplesmente parei o cronômetro e segui andando até o final. Foram 20km em 2h00, exatinhos, de Saucony Glide. E um sofrimento atroz, com cólicas intestinais que me davam vontade de agachar ali na via pública mesmo e me aliviar...

Cheguei na tenda da equipe e o negócio passou. Até relaxei um pouco, fiz massagem, mas quando fui voltar pra casa... minha nossa senhora, o metrô nunca demorou tanto!! Vim trançando as pernas até a minha casa!! E assim passei o dia, entre buscopans, idas ao banheiro e assaduras... e xingando o tempo, que foi do quente esturricador mais cedo para um clima mais ameno à tarde, com uma chuvinha leve, que só causou mais de 50 alagamentos na cidade...

Ricardo José Neif, ou melhor Ricardo José Neis

Esse é o nome do proprietário do veículo Golf preto que fez essa barbaridade aí embaixo:


Em tempo: houve alteração no nome do suspeito pela imprensa. Agora figura o nome de Ricardo José Neis, funcionário de carreira do Banco Central, e que teria fugido do local para proteger o filho adolescente e para não ser atacado pelos ciclistas.

Comentário: Se não tivesse atropelado barbaramente todo mundo antes, não teria que ter esse tipo de temor...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Headache

A semana começou punk. Dor de cabeça esquisita, forte, mas diferente das que eu já senti na minha vida. Não doía com som, com luz, mas quando eu mexia a cabeça. Qualquer movimento mínimo. Para caminhar, então... vixe, a dor irradiava pelo pescoço e descia até os ombros e peito. Um segunda tenebrosa, onde eu só consegui trabalhar porque sou metido a besta. Treinar então, esquece. 

Na terça continuava, mas com menor intensidade. Deu pra ir na fisioterapia e pra treinar, mas foi meio estranho. Não rendi bem. E o treino teve um circuito de pliometria pesado, intercalando com corrida. Um circuito meio estranho inventado pelo Diego, que no Map my run deu por volta de 1,9km. Errei o trajeto no primeiro tiro, mas nos outros acertei, fazendo tempos que giraram em torno de 9min15s, ou seja, 4min50/km de média. Como foram 4 tiros, temos 7,6km. Como teve aquecimento nesse mesmo circuito, dá 9,5km.

Correr me fez bem, durante o treino a dor de cabeça incomodou um pouco, mas depois do treino tinha sumido. E assim está. Na quarta, musculação com direito a acertar o movimento do agachamento. Tive que tirar peso, agora tô fazendo com 90kg (sem contar a barra) e deu no limite. Na quinta, mais circuito e mais corrida. Agora o circuito foi mais leve e o trecho de corrida mais curto. No total foram 6 repetições (contando o aquecimento) num trechinho de 1.35km. Nesse trechinho os tempos variaram de 6min38 a 6min16, ou seja, rodando a mais rápida a 4min32/km e a mais lenta a 4min54/km. Corri bem mais solto. Lembrando sempre que não eram tiros de velocidade plena, mas de ritmo, sem hiperventilar, já que estamos no trabalho de base. No total das contas, 8 km de treino, arredondando pra baixo.

Pior que é tanto número que tá dando dor de cabeça de novo...

Obs: os dois treinos de Nike Structure triax

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Trail no asfalto

Bom, vamos lá: quarta-feira, uma nova série de musculação, de pura potência. Pouquíssimas repetições e peso máximo. Agachamento com 125kg, extensora unilateral com 45kg, o bicho pegou. Não saí nem um pouco cansado do treino, mas na quinta, pra correr... putz, a perna tava pesadìssima. Com chuva, então, parecia que eu não saía do lugar. Com circuito antes, então... dessa vez foi um circuito só, longo, com várias repetições, e 45 minuto de fartlek, 10min/5min, forte-fraco. Rodei 8,5km em 44 minutos (5min10/km), o que indica que o ritmo do forte devia estar mais forte do que o esperado, já no fraco eu trotei bem lento. (Nike Structure Triax novo).

E o título do post. Não, não é porque o Ibirapuera continua recapeando e a pista tá meio bizarra. É porque neste sábado teve treino em Aldeia da Serra. E a cada treino que faço lá tem cada vez mais asfalto e cada vez menos terra. Lentamente os administradores vão asfaltando as estradinhas do lugar, o que deve ser bom para os moradores (e obviamente o interesse justo é deles!), mas ruim para os corredores. Quando comecei a treinar por lá, em 2006 ou 2007, o asfalto terminava logo após a entrada do Condomínio que dá nome ao lugar. Logo após, asfaltaram um bom trecho de uns 2km até a Igrejinha. Ali começa a terra e ainda continua sendo assim. Mas lá no meio, mais asfalto, surgido do nada. Lógico que continua sendo duro, um sobe e desce de cabrito, mas tá cada vez menos trail. Bom, hoje, sem travar o cronômetro nas pausas que fiz para tomar água, e contando ainda o trotinho final, foram 13km em 1h19, o que dá un 6min04/km. Se fosse líquido, seria um pouco mais rápido, já que o Gaspa, com quem corri o tempo inteiro, marcou uma ida de 36min e volta de 37min, para trechos com 6.27km. Foi um treino doído e em que senti muito. Mas fiz... de Suacony Glide.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Histórias de Cruce

Hoje, pra variar, tempo bom pra correr. Chuva, pistas vazias e o asfalto do Ibirapuera aos poucos sendo recapeado. Tá ficando bom...

Foi um treino decente, de circuitos duplos e tiros longos. Feito o primeiro circuito, o tiro era de 3,3 km, progressivo. Deu 16min40s, um ritmo de 5min03/km. Mais um circuito e o segundo tiro, de 4 km, fraco-forte. Saiu 21min cravados, 5min15/km. Foi bom, forte sem exagero, corri gostoso. Como aqueci quase 2km, vou arredondar pra 1,7km e totalizar 9 km.

Mas o mais importante foi reencontrar o pessoal que foi pro Cruce e escutar as histórias deliciosas deles. Um gostinho disso tá no vídeo oficial do 2º dia... o vídeo inteiro é legal (e tem outros para o 1º e 3º dias), mas nesse daí, aos 3min43, aparece um pouco do que foi a prova pros malucos da Trilopez... Boraê, Day!!!


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pra sempre Fenômeno


Sou novo, 35 anos, mas vi muitos craques jogando bola. Porém gênios, só seis: Zico, Sócrates,  Maradona, Zidane, Romário e, agora, Ronaldo. Porque só me atrevo chamar de gênio quem já encerrou a carreira, quem já escreveu sua história. E o Fenômeno acaba de se transformar em gênio, se retirando do futebol. Não foram tantos gols como Pelé, Romário, ou mesmo Tulio, Dadá Maravilha. Mas a média é alta , a maior parte deles foram feitos em campeonatos de nível alto ou altíssimo e, mais importante que isso, é como foram feitos e em que momentos foram feitos esses gols. 

Chegou a hora. Já tinha chegado em 2010. O Fenômeno não tinha nenhuma condição física. Mas a habilidade dele era tanta que mesmo assim era capaz de entrar em campo e preocupar os adversários. Imóvel, parecendo um jogador de pebolim, sempre atraía dois zagueiros. Afinal, ele também já não era mais "o" Fenômeno em 2009, já estava gordinho, e mesmo assim deu dois títulos pro Corinthians. E em alguns momentos, os lampejos de gênio ainda apareciam, numa letra, num toque rápido, num corte, num corta-luz pro Elias... mas cada vez mais raros, cada vez  mais esparsos. Ronaldo entrava em campo cansado do aquecimento. O esgotamento físico de simplesmente estar em campo era evidente. Corria menos do que o tiozinho do churrasco. 

Dizem que o melhor é sair no auge. O Fenômeno conseguiu isso. Não foi no auge do seu futebol, mas saiu no Corinthians. Lá sentiu o amor e o ódio da paixão corinthiana. E isso é Corinthians. Não há meio termo. O ódio, na verdade é frustração, e o amor é paixão que nunca se esvai. Ronaldo não seria completo como jogador se não tivesse provado esses dois lados da mesma moeda. 

Ronaldo sai dos campos para ser História. Aliás, essa é a diferença dos craques para os gênios. Craques ajudam a escrever a História, gênios são a própria História.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Bosquímanos

Descobri que não somos os únicos Bosquímanos do Morumbi. Outra assessoria estava lá, com um bom número de atletas. É comum encontrarmos um pessoal treinando por lá, mas geralmente são 3 ou 4 malucos, como o Flávio Freire, por exemplo. Além de nós, é claro. Mas hoje estavam lá os caneta marca-texto da Run & Fun liderados pelo Renato Dutra. E quando aparece Run & Fun ou MPR no lugar, o lugar crowdeia, porque é muita gente! Felizmente não houve congestionamento, eles apareceram mais cedo, e nós fizemos os treinos técnicos na rampa do portão. Quando saímos pra rodar eles já estavam terminando.

A rampa do Portão do Bosque do Morumbi merece um destaque. É uma das subidas mais cruéis que eu conheço. A subida em si não tem nada de mais, são 200 metros em um aclive bem inclinado e com um terreno bem irregular, o que a torna mais difícil. Mas não tem nada de mais. O problema é que toda vez que inventam de fazer treino por lá eu tô meio fora de forma. Daí a crueldade... hoje foram 7 rampas daquelas. Subindo e descendo dá 2,8km de queimação nas coxas e falta de ar. E surdez temporária, já que o Paulinho grita o tempo inteiro...
Depois, rodagem no Bosque. É pesado, mas depois de encarar a rampa, tava até plano... Em 45 minutos foram 7 voltas e meia, ou seja, uns 7,7km. O arredondamento é essencial para chegarmos a 10,5km de treino. Somado com o 1,5km de aquecimento, um número redondo: 12km!! Tô quase virando a Yeda com tanto número... ah, sim, fui de Salomon X-Wings, meu tênis trilheiro.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ronaaaaldo!

Homenagem deste blogueiro. Afinal, tô pesado que nem ele... a minha cara durante o treino deve ser parecida com a dele, de exaustão, depois de cansativos 5 minutos de jogo.

Mais uma sessão de musculação na segunda. Academia lotada, verão, tem gente que ainda acha que dá pra entrar em forma até o carnaval, enfim, todas aquelas coisas típicas de academia... na terça, um treino bom com a turma do Fred. 3 circuitos longos entremeados com 2 tiros de 750 m e uma última volta de 5km. Total do dia, 6,5km, de Nike Free. Na quinta, um treino em que me senti o próprio Ronaldo. Também foram 3 circuitos. Só que os tiros foram de 2km e a última volta, de 3,5km. Total do dia 7,5km, de Nike Structure Triax. Esses estímulos curtos com circuitos é tudo o que eu não gosto de fazer. A corrida sai torta, cansada do exercício e ainda tem que ser forte porque é curta. Como é base, espero que em longo prazo isso seja bom. Mas a curto, tem me feito correr que nem um marreco. E sem treinos longos, a coisa tá ficando complicada pra minha resistência. Ou seja, por enquanto tô ficando lento, pesado e com pouca resistëncia. Como o homenageado do post...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tentando manter o ritmo

A semana começou difícil, mas completei bem o ciclo. A base é sempre complicada, é difícil treinar com as pernas pesadas. Na quinta-feira, o treino no Ibira foi bem razoável. Circuito e fartlek com 3 séries de 5 minutos leve e 10 minutos progressivos (a cada 2 minutos). Nos 2 minutos mais fortes fiz bastante força, e com todos os cotovelos do circuito do Ibira, estimo ter rodado uns 8,5km, de Nike Free. Na sexta, musculação. Tô pegando cada vez mais pesado, tá saindo 90kg no agachamento com barra livre, mas na cadeira extensora senti uma fisgada na coxa direita. Felizmente só fisgou e parece não ter acontecido nada, tô correndo normal. No sábado, o treino foi na Praça Vinícius de Moraes. Vários educativos de subida e descida e 5 voltas na praça. Essas 5 voltas dão 7,5km, mas somando aos educativos chuto mais 8,5km, de Nike Structure Triax novo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Resumo do mês - janeiro/2011


11 treinos de corrida, com 104km.
7 séries de musculação
5 treinos de bike, com 2 rolos de 1h15 min e 84 km rodados
1 série de educativos.

Típico registro de base!

Início de semana pesado

Pesado mesmo. Pedalei no rolo na segunda-feira por falta de tempo. O problema é que faltou disposição também. De qualquer maneira, 30 minutos, uma poça de suor enorme no chão e uma minutagem que entra pras estatísticas do mês de janeiro...

Na terça, de manhã apareci na musculação. Pesaado... série nova, ramela no olho, o bicho pegou. Mas fiz, de um jeito ou de outro. Aí pra fazer circuito e corrida à noite (Nike Structure Triax velho) foi punk... era uma série de 3 exercícios de core seguida de corrida de 800m. Fizemos isso três vezes. No final da última, o Gabriel liberou a gente para um fartlekão progressivo, pelas minhas contas, um 4,1km finalizando em ritmo forte. Foi difícil, tava pesado, fiquei pra trás... mas fiz. Assim, o mês começa com 6,5km + circuito. A distância percorrida é pequena, mas o esforço foi bem alto, especialmente porque tô todo travado...