domingo, 29 de setembro de 2013

Resumo do mês - setembro/2013

139,6km em 10 treinos e 42km em Charlevoix. Total: 181,6km
5 treinos de musculação
1h15 de escada
45min de spin bike.

Twist and shit

No sábado seguinte a Charlevoix, encaixamos como longo o treino do Itaquerão: saí de casa, fui até a USP, o que deu 13km. Lá encontrei o Cassiano, o cúmplice na empreitada, e fomos, subindo a Rebouças, descendo a Consolação, cruzando o Centro pela Praça João Mendes e Parque Dom Pedro II e pegando a rua da Mooca. Dali demos uma passadinha na Rua Javari, estádio Comendador Rodolfo Crespi, do Juventus e pegamos a Radial Leste até o templo sagrado. Um calor do cão, que na ZL é duplicado pela falta de árvores, excesso de asfalto... da USP até o Itaquerão deu 32km e o treino teve um total de 45km (Mizuno Prorunner), mas paramos duas vezes pra reabastecer a água da mochila de hidratação e mesmo assim o radiador tava fervendo.





A fase do time tá uma merda, mas a visitação, aberta aos sábados, foi legal e deu pra perceber bem como as obras estão adiantadas. 

Semana seguinte e tome treino: musculação na segunda, qualidade na terça (5 séries de 6 minutos em progressão e 4 leve), que deu uns 11km (Levitas), escada na quarta (1h15) e na quinta acumulei musculação e esteira, por não conseguir ir ao Ibirapuera, sendo que a parte corrida foi curta, 5km em 25 minutos (Nike Free), só pra mover as pernas. 

Pro sábado 21 planejara um treino com os bastões na Cantareira, um pouco mais curto, pra rodar mais no domingo com o Orlandini e seu treino maluco de Virada Esportiva. O problema é que lá na Cantareira, depois da primeira volta de 16km (Nike Flex Trail), quando iniciava a segunda, torci o pé direito bestamente numa trilha tranquila. E foi uma boa torcida, doeu bem. Não só deu pra continuar no treino, como também preocupou, inchou, um atraso de vida. Nada de treino no domingo!


Segunda fiquei de molho, na terça, ainda ruim, fiz 45 minutos de spin, na quarta fiz uma musculação leve e na quinta tentei correr perto de casa. Horrível, se rodei 1km foi muito (Nike Free). Na sexta tentei rodar na esteira e foi um pouquinho melhor, 3km em 20 minutos até achar que a junta tava rangendo demais (Skechers). Também fiz musculação. E pelo menos o esforço não causou nada e o tornozelo foi melhorando e desinchando. No sábado, casamento da Grazi e do Paulinho Trota, off geral.

E no domingo fiz um teste um pouco mais avançado e parece estar melhorando mesmo. Ainda dói, determinadas situações e posições magoam, mas deu pra fazer um treininho leve de 35km em 4horas, mochilão nas costas e com 20 rampas da Bienal (Nike Free)

No plano, em terreno totalmente regular, dá pra correr. O problema é que não acho que os 80km em montanha do Half Misión serão assim...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A segunda vez que desisto - Ultra Trail Harricana de Charlevoix

Foi na empolgação. Eu tinha visto essa prova em algum site, tinha achado interessante por ser perto da casa de minha irmã, mas as inscrições estavam encerradas. Pena, achei que não era dessa vez que ia fazer a Ultra Trail Harricana de Charlevoix, região ao nordeste de Québec, cheia de verde, parques nacionais etc.

Só que na viagem de férias, sem querer topamos com um Festival que nem minha irmã sabia que tava rolando, o Festival du Plein Air, que justamente divulgava atividades ao ar livre, ao que os canadenses fazem muito, por aproveitarem a ótima infraestrutura de seus parques nacionais. Além disso, era verão, época de acampamentos e trilhas. E lá tinha um estande divulgando a prova... fiu conversar com o pessoal e eis que o cara que tava lá, meio no inglês, meio no espanhol, me disse que tinham sido liberadas mais 20 vagas para a prova. Aiaiaiai...

Foi na empolgação. Me inscrevi, pra voltar para Québec em setembro... a prova, de 65km, até encaixava bem na rotina de treinos para o Half Misión, aparentemente.

Enfim, lá eu descobri no briefing que: 1) se você não fala francês, não vai entender nada; 2) tinha que levar um guizo para afastar ursos e caçadores; 3) a prova era de estréia, eles não sabiam muito bem se as barreiras de tempo estavam adequadas; 4) eu era praticamente o único estrangeiro de fato lá (depois descobri uns 2 ou 3 franceses e um colombiano que morava em Montreal).

A prova era mais do que uma corrida, era um acampamentão em uma estação de esqui que estava sem neve. Muita gente passou o final de semana inteiro por lá, acampando, confraternizando. E embora fosse a primeira edição dos 65 km, a prova já existia há algum tempo, nas distâncias de 28, 10 e 5 kms. Nessa distância de 28km havia uma brasileira, Clarisse, que era amiga do organizador e que me mandou um e-mail muito amigável se apresentando e dizendo que ele estava animado pelo fato de ter gente de fora correndo. Cool!

Não era mesmo muito provável um estrangeiro numa prova que tinha 150 atletas no interior do Canadá. E aparentemente, 149 desses atletas eram fortes, bons corredores. A exceção era eu... 

O ônibus sairia da largada às 5h00 e, portanto, teria que acordar às 4h00 para pegar um táxi da cidade (La Malbaie) até lá. Agendei o táxi para 4h30 e... nada! O filho da puta não apareceu!!! Acordei o cunhado às pressas e voamos até lá, fizemos o trajeto de meia hora em uns 10 minutos!! Mas deu tempo, fui o último a chegar e a entrar no ônibus. Uffs!! Bom, passamos 1h00 no ônibus até a largada, onde deu para dar uma dormida. 



A largada era na sede do Parque Nacional Haute-Gorge. Seguiria uns 08km em trilhas internas fáceis e depois sairíamos para a Travessia de Charlevoix, num território fora de parques. Nesses 08 km, em trilha fácil, eu já percebi que o pessoal não tava de brincadeira. Tava um pouco abaixo de 6min/km e estava entre os últimos, a galera sentando a bota. Se eu soubesse o que vinha pela frente...

Quando começamos a travessia, o bicho começou a pegar. Foi, basicamente, um single track que começou no km 08 e só terminou lá pelo km 31! Embora fosse um dos pontos de altimetria pesada em subida, nem senti tanto isso, o problema era mesmo o terreno, muito irregular. Trilha cheia de pedras, raízes, troncos atravessados para serem escalados e muito úmida, com vários lamaçais. Algumas pinguelas de madeira sobre riozinhos me renderam ótimas escorregadas (madeira lisa e molhada é beeem escorregadia), alguns lamaçais me fizeram ficar com as duas pernas fincadas até as coxas no lodaçal. E eu sou habitualmente lento nessas condições. Pior, sou lento para caminhar também e caminhar era obrigatório em vários trechos assim.

Fiquei bem pra trás. As pessoas passavam por mim, caminhando, lidando melhor com as trilhas, e eu ficando... o esforço também começou a me dar cãimbras e fiquei muito tempo sozinho na prova. Quando saímos das trilhas e ingressamos em um trecho fácil, em estrada de terro aberta e e descida, percebi que não tava conseguindo correr. Pior, comecei a fazer conta e percebi que estava muito lento para as 10 horas que eram limite da prova. Forcei, forcei, mas não ia! 

Cheguei no posto do km 42 com 6h29. O corte era 6h30. Mas tinha 23km para serem feitos em 3h30, e adiante tinha mais trechos de single track até o km 56 pelo menos. Eu teria que tirar tempo onde dava pra correr para ficar na prova e isso tava difícil. Meus pés estavam detonados, o Mizuno Harrier, embora com bom grip (exceto na madeira lisa e molhada), era muito leve e me fazia sentir todas as irregularidades do terreno na sola dos pés. Desisti. Comi o nhoque, a coca-cola, as frutas e me retirei, sem arrependimento nenhum. 

Logo depois chegaram outros corredores (então eu não era o último?). Um deles desistiu também, era o colombiano Oliver Córdoba, que perdera muito tempo por se perder. Coincidentemente, amigo da brasileira Clarisse, que eu acabei não encontrando. Os outros estavam em trio, correndo juntos e terminaram a prova em 10h51. Eu iria terminar um pouco antes deles, bem fora das 10h00. O problema é que devem ter alterado alguma coisa e classificaram o pessoal até 11h00. Se eu soubesse, acho que arriscaria. Desisti sem estar totalmente exaurido, dava pra continuar, o problema era a barreira de tempo mesmo.


Não deu. Paciência. Mas se encarar como treino foi bom. É o que dá pra fazer. Agora é lamber as feridas e continuar.

Setembro se inicia leve. Tive treino de musculação na segunda, 02 e fiz um treino de tiro em esteira bem rápido na terça, 10 tiros de 400 metros a menos de 1m30. Volume baixo, deu 6km no total com um aquecimentozinho, mas foi intenso (Mizuno Levitas). Depois disso, só uma rodada bem leve, de mochila, nas ruas de Québec, para tentar minimizar o jet lag, de Mizuno Prorunner, coisa de 5km. Nem suei.

Teve a prova de Charlevoix e, de volta ao Brasil, só treinei na quarta (musculação) e quinta, 12 de setembro. Fui ao Ibira achando que ia ser uma rodagenzinha leve, já que ainda tô meio quebrado da viagem e nada! 2 série de 2 km leves, 2,8 km médios e 1,5 km em VO2. Foi complicado, as pernas pesaram, mas fiz. 12,6km, de Skechers Go Run.

Resumo dos meses - junho, julho e agosto

Agora que percebi que não tinha feito um levantamento dos meses anteriores...

Junho: 96,5km em 10 treinos e 2 séries de musculação
Julho: 214,1 km, dos quais 194km em 18 treinos e 21,1km em uma meia-maratona; 5 séries de musculação e 3 de escadas
Agosto: 247km, dos quais 192km em 18 treinos e 55km na Ultra 12 horas de Valinhos; 5 séries de musculação e 3 de escadas




Terço final de agosto

Continuando os registros do mês: a quinta 22 já foi de treino " de verdade", embora curto. 8 km fartlekando com 3k leves, 3 médios e 2 fortes. Foi rápido, pouco mais de 40 minutos, calçando o Mizuno Levitas.

Sexta de musculação e sábado inventei o longo da academia. Sai de casa cedo, rodei 3 horas até a academia abrir, com 10 Oswaldo Aranhas dentre outros percursos. Aberta a academia, enfiei 15 graus na esteira e fiquei caminhando. De vez em quando parava e ia pra escada, depois voltava pra esteira. Subi uma Torre Eiffel e uma Petronas Tower. Saí de lá meio-dia e voltei pra casa. Deu, mais ou menos, uns 32km mais as escadas e disso tudo, se deu 2 km no plano foi muito. Tudo isso com o Mizuno Harrier.

Na segunda, mais musculação, e terça fizemos um treino menos rodado, com mais exercícios. Circuitos, voltas curtas de 600m e, depois, uma rodagem de 3 k. No total não deve ter dado mais do que 6km, mas foi puxado (Nike Free)

Quarta teve mais escada, onde quase matei a Alessandra, que aguentou uma única subida e passou o resto da semana mancando. Na quinta o treino de qualidade foi complicado, tava esquisito. Rodei 9km intervalando fraco-médio-forte nos quilômetros, mas não rolou direito (Mizuno Levitas)
No sábado me poupei um pouco, pensando na viagem e na corrida no Canadá. Rodei 4 horas na USP e no Bosque do Morumbi, uns 30 km, usando o Nike Flex Trail. E assim fechei o mês...