sexta-feira, 24 de junho de 2016

Maratona de Porto Alegre 2016

O ciclo fechou. Foram 6 meses de ciclo feitinho, bonitinho, com algumas falhas no treino, mas encaixando tudo mais ou menos bem no final do ciclo. Mesmo assim, no final do treinamento, perto da prova, quando era para perder peso, estava ganhando de novo, culpa das férias... mas o esses passeios de férias, embora não tenham ajudado no peso, ajudaram a chegar descansado para a prova, além de ter servido para uma aclimatação ao frio que eu não previra necessária.

Sim, porque o frio que fez em Porto Alegre não estava normal. E o frio que fez nos dias antes também. PoA é legal porque geralmente tem um clima bom para a prova, mas nesta tava frio até pra gauchada!! Largar com 2, 3 graus de temperatura não é comum por aqui. E no aquecimento, a dúvida era saber se ia de gorro, boné ou bluff. Ganhou o último e deu certo.

Km 22, sossegado

Além disso, o fato de ter ganhado peso e desencanado um pouco de tentar algo na prova também ajudou a tirar a pressão que impunha sobre mim mesmo, o que paradoxalmente me fez conseguir esse algo na prova. Saí sem me importar tanto com ritmo, segundo a segundo. O negócio era correr relativamente forte, mas confortável, gerenciando o corpo e o esforço. Na prática isso significou um primeiro quilômetro a 5m11/km e os demais já na casa dos 5min00/km.

A dispersão na largada tava ótima e ajudou. O avenidão Beira-rio é largo e na verdade eu até tentava ficar mais perto de outros corredores pra ver se eles bloqueavam um pouco o leve ventinho gelado. Ali também foi bom por conta do sol, já que ao passar a meia (para 1h46m30, tranquilo) e retornar ao Centro, passamos a enfrentar mais frio por conta da sombra dos prédios. Corria, corria e não esquentava. Se corresse mais, ia ficar cansado e não esquentaria também!

Eu e o José Marcio Pacheco, depois do km 30.
Por volta do km 08 senti um incômodo no posterior da coxa direita. Não atrapalhava quase nada para correr, mas me deixou alerta o tempo inteiro, até porque foi comigo até o final da prova. E o medo de a perna travar e me deixar na mão? Toda hora lembrava de postura, posição do corpo e isso acabou me ajudando a manter a concentração e não correr "mole". Foi bom, especialmente porque o Nike Flyknit Free que eu usei não é um tênis que perdoa passadas molengas. 

A partir da metade da prova, vendo que o meu companheiro de Trilopez, Marcelo, não me acompanhou e nem iria fazer ritmo dele, dei uma apertadinha de leve no ritmo. Não foi algo planejado, simplesmente aconteceu naquele momento da prova. Talvez até tenha puxado um pouco pra ver se o frio passava, mas o ritmo passou pra casa de uns 4m55/km. Tudo sem perceber, só vi depois no Strava. Só no finalzinho mesmo, depois do 36 mas especialmente depois de passar o Gasômetro no 39, a coisa deu uma variadinha pra cima, com algumas parciais em 5m10. Mas ali eu também tinha perdido um pouco o controle, já que ventava e a sensação de esforço ficou meio alterada com isso.

3h32m07s foi o tempo oficial. Excelente, nem nos meus melhores sonhos imaginava isso. Podia ser melhor ainda se não tivesse parado para mijar no 17 e voltado para pegar isotônico no 30, num posto pelo qual eu passei direto sem saber porque. Às vezes, na maratona, a gente realmente não sabe o que faz direito. Vai ver, foi por isso que fiz minha marca pessoal. Eu não sabia o que tava fazendo direito e por isso fiz meu recorde. As coisas vêm assim de vez em quando e eu não reclamo!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Meia Maratona do Rio 2016 - Operação Laranja

É uma tradição: todo ano tenho ido ao Rio na época da Maratona, para me reunir com os amigos da Operação Laranja, amigos que se conheceram pelo extinto blog Correria da Runner's World e que acabaram se tornando amigos permanentes. 

Mas neste ano a Operação Laranja estava um pouco esvaziada. Na verdade só eu eu viajei ao Rio. Até alguns cariocas estavam fora, como o Carino, que ia correr a Maratona de Ottawa. Esvaziada, porém não inexistente. Nossa presidente estava lá, firme e forte, e o Comandante Bruno também. E para ajudar a botar um pouco de água no feijão levei o membro honorário Herivelto pro nosso almoço. Aliás, conheci o Heri também pelo blog Correria, então nada mais natural que incorporá-lo ao evento.

Clube Náutico Piraquê, coisa fina!!

Filé Mignon com creme de gorgonzola e batatas rosti... hmnhammmm!!
 
Após um almoço patrão no sábado, concentração pra prova domingo? Mais ou menos. Meu ciclo para a Maratona de Porto Alegre está feito e a idéia era só correr no Rio, sem compromisso com um tempo determinado, mas sabendo que tinha condições de ir bem. Se corresse a 90% já sairia um 1h45, então tava tranquilo.

O problema é que a logística da prova e o almoço no sábado não se entenderam. Acordar as 4h00 para pegar os ônibus da largada significa não fazer o número 2 matinal porque tá tudo dormindo aqui dentro... mas ao chegar à largada, o corpo já despertara e os movimentos peristálticos também. Bom, em resumo, escutei a largada de dentro do banheiro químico....

Até aí, nenhum problema, pensei. Era só deixar a multidão partir e eu iria sair bem atrás, passando todo mundo, mas conseguindo espaço pelo fato de a galera já ter se dispersado ao longo do percurso. Ótima idéia na teoria, mas péssima na prática, por um motivo simples: havia tanta gente na prova que a parte da dispersão não aconteceu!!

Eu passei pela largada 7h15, 30 minutos depois da largada. E saí ultrapassando todo mundo. Na subida do Joá havia espaço. Descer o Joá teve uns trechos com muita gente, mas deu pra manter o 5min/km. No entanto, ao chegar em São Conrado, já travou um pouco. Não conseguia correr, toda hora acelerava e freava, o ritmo médio subiu pra 5min15! Subir a Niemeyer não foi tão ruim, apesar do ziguezague eu passava todo mundo na boa. Mas ao começar a descida, tudo travou. A pista estreitou, o pessoal não desenvolvia mas ocupava todo o espaço e me vi descendo a 6min/km!!!

Aí desencanei de vez. No início do Leblon cheguei a parar pra conversar com o Yamada. Aquele trecho da orla também tava bem travado. No Arpoador, parei de novo pra conversar com o Gustavo. Mesmo assim, aos trancos e barrancos, seguia a 5min15/km de média, sem esforço maior, a não ser o ziguezague constante.

Aí, quando chegamos ao tunel do Botafogo, encontrei a presidente Debs. Ela tinha saído do Leblon e ia fazer só 12, no ritmo dela, e eu resolvi ser seu batedor. Lógico que o ritmo caiu bastante, mas a parte competitiva da prova já tinha ido pro saco desde a descida do Vidigal, então o momento era de curtir e ajudar a amiga. 

Foto do Professor Tonho, da Mitokondria!!

Fechei em 2h02. Tempo ruim? Claro, mas quem se importa? Curti a prova, tinha dormido só 3 horas na noite (assisti o imperdível jogo do GSW x OKC, lógico!!) e terminei com os amigos, bebendo uma cervejinha. O que mais falta?




Resumo do mês - maio/2016

247,7km corridos em 17 treinos e uma meia-maratona
22,7km + 45 min pedalando
7 treinos de musculação

01 - 24,2km seguindo de Jundiaí a Pirapora do Bom Jesus. Leve. 6m05/km. Adidas Adios
02 - 1km aquecendo + musculação (Skechers Go Bionic)
03 - 5km aquecendo (a 5m20/km) + 8 tiros de 900m fraco/forte, com intervalo de 30seg/2min (4m52/4m08/5m00/4m12/4m53/4m13/5m00/4m12) + 1,6km solo. Total de 13,8km. Puma Faas 300
04 - off
05 - 2,9km aquecendo + 10,5km fartlek, c/ rampas da Bienal. Total 13,4km, de Nike Streak
06 - off
07 - Longão na USP: 31,5km a 5m18/km, de Nike Flyknit. (ótimo, terminei inteiro)
08 - 22,7km pedalando/passeando na Ciclofaixa.
09 - off
10 - 1km aquecendo + 4 x 2,3km prog c/ 1min pausa. 10,5km, de Nike Streak LTZ
11 - musculação
12 - Aq (1,6km) + 10min/leve, 30min/for, 10 min/leve (10,1 km). Total: 11,7km, de Adidas Adios
13 - musculação
14 - Longão na USP: 28,5km a 5min08/km, de Nike Flyknit (ritmo bom, mas quebrei, era pra ser 30k)

15 - off
16 - off
17 - 4,3 km aquecimento (com estímulos de 30 seg/sprint) + 2 x 5km progressivo (23m36 e 23m33) c/ pausa de 2m30. Total 14,5km (Puma Faas 300)
18 - 1km aquecendo + musculação (Skechers Go Bionic)
19 - 1,5 km aquecimento + 5 min trote + 8 X 5min (fraco/forte/fraco/forte/caminhada) + 5 min trote. Total 11,1km - Nike Streak LTZ
20 - off
21 - Longão USP: 27km a 5min11s/km, de Adidas Adios (ótimo, comecei devagar, acelerei do meio pra frente e terminei inteiro)
22 - 45min pedalando no rolo
23 - 1km aquecendo + musculação (Skechers Go Bionic)
24 - 6,3km aquecimento + 2 tiros progressivos de 4,85km com 2min de pausa (22m03 e 22m15). 16km no total, de Nike Streak
25 - 1km aquecendo + musculação (Skechers Go Bionic)
26 - 5 km aquecendo + 2 tiros de 1.000m no Museu do Ipiranga (era pra ser 7, mas o almoço no restaurante mineiro pesou...). Total de 7km, com o Asics LA
27 - off
28 - off
29 - Meia Maratona do Rio de Janeiro. 21,1km em 2h02 (últimos 4km com a Deb), de Adidas Adios
30 - Musculação - Arte da Força/Adidas Run Base
31 - 3,5 Aq + 6 x 1,5km (6m35, 6m32, 6m25, 6m25, 6m25, 6m39) + 0,9 desaq. 13,4km de Puma Faas 300