quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Maratona de Santa Catarina 2009

Floripa seria para tentar baixar o tempo. Apesar de ser uma prova preparação para Castelhanos, era também uma prova do ciclo competitivo. Uma corrida plana, uma paisagem bonita, e em um feriadão, para poder descansar pós-prova em princípio esses eram fatores que ajudariam.

O problema era o calor... cheguei em SC com um sol de quse 30ºC. Foi bom pra pegar uma prainha, ver as catarinenses de biquininho, um estímulo moral daqueles!! Mas correr naquele calor ia ser dureza... cansei só de pegar fila para pegar o kit!

No dia da prova as perspectivas de clima eram sombrias. Ou melhor, ensolaradas, numa lógica invertida que só um corredor pode entender. Para minha esposa tava ótimo. Para mim, um terror. Eu queria que o feriadão inteiro fosse de sol, exceto o domingo. Mas não foi o que aconteceu. Na verdade, inverteu, choveu na segunda e na terça, os dias que tínhamos para curtir a praia. Lei de Murphy do caralho!!

Só de aquecer eu já sabia que ia ter que fazer uma prova conservadora e esquecer recorde. Eu me sentia muito bem preparado, mas o calor tava matando. Logo no início encontrei o ChicoMaratona, velho colega de Urubici e aí resolvi correr com ele, conversando, curtindo a corrida, como fizéramos lá no frio. Nesse ritmo de 5min50/km fui sem me cansar muito, me divertindo com as histórias dele. Encontrei também o Hideaki, que nos acompanhou por alguns quilômetros e depois diminuiu o ritmo, numa corrida mais cerebral. Ótima escolha, eu veria depois.

Na marca da meia, o Chico ficou para trás. Agora era comigo e eu, que me sentia bem, resolvi puxar o ritmo para ver no que dava. Na minha cabeça era só me hidratar bem e tentar relaxar, com fizera na Meia da Corpore, correndo, talvez, a uns 5min20/km. 21,1km nesse ritmo não parecia tão ruim, tava me sentindo inteiro, só com um pouco de sede, o que eu resolveria rapidamente no próximo posto de hidratação. O sol tava com tudo!!

Bom, e cadê o próximo posto? Os quilômetros foram passando e nada de água. Os colegas corredores reclamavam muito, mas a organização não fazia nada. Justamente nesse ponto da prova!! A Via expressa sul é um enorme descampadão asfaltado, muito pior que a Politécnica em termos de calor. Tem mais asfalto e menos sombra! E é mais comprida. Com nada de água ficou difícil... na subidinha pro túnel da volta, perto do km 28, arriei de vez. Tava morrendo de sede, desidratado, cansado, morto e puto com aquele absurdo.

Só encontrei água no km 31. Não deu nem pra reclamar porque as meninas que estavam dando água eram espetaculares. E a culpa não era delas, pelo contrário, elas salvaram um pouco a corrida... mas a partir daí era me arrastar até o final. Meu pé também começava a doer muito, inchou no tênis por causa do calor e da flata de água. Quis desisir no km32, que passava pela largada, mas só xinguei os organizadores. Continuei, mas já caminhando, sem conseguir correr. Tava hidratado, mas os pés doíam muito. Só resolvi o problema quando o Paulinho Navarro me alcançou no km 36. Parei, abri o tênis, afrouxei os cadarços e tudo melhorou!!! Isso me deu novo ânimo, pelo menos para acabar com aquilo mais rápido!

Aí voltei a correr e fechei a prova relativamente bem em termos físicos. O tempo foi um horror perto do almejado: 4h29min17s. Mas tinha a firme convicção que desta vez a culpa não foi minha. Maratona de Floripa de novo? Só se melhorarem muito!!

A única vantagem da prova: a foto ficou ótima!


Pelo menos as fotos se salvaram. E o registro do grande ChicoMaratona!

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