terça-feira, 22 de junho de 2010

O prejuízo na recuperação

Uma das minhas características como corredor é a de ter uma boa recuperação após o esforço. É o que me faz ser resistente, já que consigo me recuperar muito bem, por exemplo, correndo, apenas diminuindo o ritmo. Mas é óbvio que existe uma relação de causalidade entre essa minha recuperação e o meu estado físico.

E hoje eu vi. Eu vi como o meu estado físico tá uma merda. Ô lasqueira! O treino era simples: 2 séries de 4,5km, sendo que os primeiros 3km seriam feitos em um ritmo médio a médio-forte (o "super" da terminologia da Trilopez) e os derradeiros 1,5km em velocidade (ou "VO2", na mesma terminologia), baixando o cacete. 

Fiz o primeiro. 3km em 15min15s (5min05/km) e emendando logo para o 1,5km em 7min15 (4min49/km). Eu não tinha forçado o máximo nessa primeira série pensando justamente na segunda. E aí vem o pulo do gato (ou a falta do). Uma pausa de 2 minutos e a série novamente. Normalmente esses 2 minutos são mais do que suficientes para o meu batimento cardíaco baixar a um nível tranquilo. Desta vez não foi bem assim. Deu 2 minutos e não tinha descansado direito. Continuava com uma batedeira no peito. Saí para a segunda série cansado. E aí, ao contrário do que eu costumo conseguir fazer nos treinos, não baixei meu tempo. Os 3km subiram para 15min30 (5min10/km) com um belo esforço e o 1,5km em profundo esforço e vontade de chamar o Ugo, em 7min20 (4min53/km). Tudo falta de condicionamento. Tudo culpa da recuperação que não me recuperou.

Que a velocidade não tava a ideal tudo bem. Mas não conseguir descansar foi mais uma prova de que vou ter que cavar muita mandioca nas próximas semanas...

No total, com o aquecimento de 1,5km, foram 10,5km. Com o Mizuno Nirvana, que já tá começando a ficar velhinho. E sem dores no joelho.

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