sábado, 21 de agosto de 2010

Bruxa solta

Semana bem ruim para treinos. Consegui treinar com o Sobrenatural de Almeida na terça e fiz uma boa série de musculação na quarta, mas na quinta não consegui tempo para ir ao treino de corrida. Acabei pedalando mais ou menos 1h no rolo, tentando simular aerobicamente as condições que ia encontrar na corrida (eram 12 tiros de 1km, intercalando dois tiros normais e um em VO2, com pausa de 1 minuto). No rolo fazia 2 tiros de 4min20, que é mais ou menos o tempo do tiro normal do km do Ibira e um tiro a 3min50, na marcha mais pesada possível, e tudo sempre com uma cadência acima de 90. Foi bom, suei pra cacete, mas não é a mesma coisa que correr.

Na sexta minha boca estava completamente inchada, graças a uma espinha infeccionada que piorou depois que a Alessandra resolveu tratar com um produto que quase me matou de dor. Além de não ter sarado, piorou. E infeccionou outras espinhas que estavam normaizinhas até ela passar esse treco que parecia ser feito de ácido clorídrico puro, de tanto que doeu.

E neste sábado, o longo de 28k ia até muito bem. Resolvi rodar por bpm, saindo a 150bpm com um ritmo de 5min50. Com o tempo o corpo começou a esquentar e tava conseguindo rodar com mais ou menos a mesma média de bpm, mas já a 5min30. O problema é que já no 3º km eu sentia que o tênis ou a meia estavam formando bolha no pé esquerdo. No 9º km parei para colocar vaselina e melhorou um pouco, mas no 13º km já tava sentindo tudo em carne viva nesse ponto do pé, no arco. Sem perceber eu comecei a mudar a passada e o lado externo do pé começou a doer, mas a parte aeróbica continuava tranquilíssima. O problema é que no 19º km, por conta da mudança da passada, até o joelho começou a doer (aquele que me deu dor de cabeça no começo do ano) e aí eu resolvi parar. Tava inteirísismo, mas quando fui ver o pé vi o estrago: eram duas bolhas interligadas, de quase 6cm. Se fosse numa prova, não parava nem a pau, não era suficiente para tanto, mas num treino...

Bom, treino também serve pra isso. Já sei que o Saucony Glide não combina com a meia speedo que eu usei hoje. Mas funcionou bem com meia Mizuno e com meia Nike.

E as feridas no rosto continuam ruim. A Érika, que é dermatologista, quando me viu no treino sacou na hora: impetigo. E receitou antibiótico leve, amoxilina. Ok, tomara que dê certo, porque o treco dói, não me deixa dormir direito e agora tomando antibiótico a tendência é que o organismo fique todo zuado. Saco!

4 comentários:

satrijoe disse...

Cara,
fico imaginando se um dia vou chegar nesses patamares de bpm. O meu sobe pra 160 logo no primeiro km e vai dai pra cima...

Com relação a bolhas e afins, tb estou aprendendo que realmente tem que anotar até qual a combinação ideal meia/tênis. Ainda não sou tão criterioso assim e por conta disso machuquei um pouco o calcanhar por usar uma meia muita curta com o novo tênis. Por falar nisso, finalmente decidi variar. Comprei um Nike Vomero 4 e um Brooks Dyad. Vamos ver no que vai dar.

Esqueci de falar sobre o outro post: essa história de muco/meleca congelada me fez lembrar do filme Debi e Lóide kkkkk

Estimo as melhoras aí!

ABs,
Shigueo

satrijoe disse...

Esqueci de perguntar uma coisa. Esta semana, pela primeira vez fiz um treino "sério" de bike na academia do hotel. O nível de esforço era de 1 a 20 e coloquei 10. Comecei rodando com cadência em torno dos 90 rpm e depois subi até os 100 rpm usando o perfil aleatório (pero no mucho). Terminei fazendo 18km em 50 min mas achei muito pouco (não dá nem 22km/h). E nos treinos na rua, estou fazendo mais... Vc acha que o problema foi o nível de esforço muito baixo?

Ricardo Nishizaki disse...

Ah, eu acho que nem dá pra utilizar os dados das bicicletas ergométricas como parâmetro em relação a uma bike de verdade. É bom porque sua, porque faz esforço, estimula a musculatura, mas a resistência é magnética, bem diferente da resistência de rua. Se você ainda tivesse um potenciômetro na sua bike normal, talvez você pudesse comparar os dados de watts da ergométrica, mas só mesmo como referencial. Fica mais o registro temporal de ter passado 50 minutos com estímulo de bpm, mas quanto a quilometragem, fica tranquilo e pode desencanar de comparar. Mesmo no meu treino de rolo, é mais para estimular do que dizer que rodei tantos quilômetros, até mesmo porque nem tem odômetro...

Ricardo Nishizaki disse...

Agora quanto às meias&tênis, não é bem que eu seja ultra-criterioso, eu gosto mesmo é de correr sem bolha, sem dor no pé. A necessidade cria o critério...