domingo, 30 de outubro de 2016

Maratona de Buenos Aires 2016

Quando escolhi, tinha a intenção de correr pra tentar baixar tempo. Afinal, em Buenos Aires eu fiz uma das melhores provas da minha vida e vinha de uma excelente corrida em Porto Alegre. Contudo, o ciclo começou, os treinos pesaram e percebi que não ia rolar. Não se se o tempo entre as duas provas era muito curto e eu acabei não descansando direito (a idade começa a pesar) ou se a vida fora das corridas é que me travou, mas o fato é que os treinos longos não estavam saindo e mesmo nos treinos intervalados me sentia muito cansado no estímulo intenso. Joguei a toalha um mês antes da maratona e resolvi ir apenas para completá-la da forma mais digna possível.

Com esse espírito e tentando descansar o corpo o máximo que dava, baixei em Buenos Aires também com a responsa de fazer a cobertura da prova pro Corrida no Ar. Uma responsa boa, tranquila, mas mesmo assim com algo a ser feito. E fiz, com jantar de massas na véspera e a alma leve pela boa resposta do pessoal que lá esteve. 

Acredito que essa energia boa tenha ajudado muito, porque saí pra prova tranquilo, disposto simplesmente a seguir o corpo. Se o nível esforço correto correspondesse a 6min/km, seguiria nessa velocidade. Se correspondesse a 5min/km, idem. E acabou que encaixei a maior parte da prova a 5min10s/km, um ritmo que eu não tinha conseguido fazer em nenhum longo. Só diminuí mesmo a partir do km 25 e mais porque não precisava fazer força (afinal, o recorde pessoal estava longe e, ao mesmo tempo já tinha garantido um bom tempo) e também porque o vento contra na volta não tava fácil. 3h46m foi um tempo excelente para uma preparação ruim, especialmente por ter terminado a prova bem inteiro, com o cansaço natural de uma maratona, mas sem dores diferentes ou aquela exaustão de quem deu tudo de si. 

Valeu!!!


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