domingo, 27 de dezembro de 2009

Meia Maratona da Corpore 2005

Duas semanas após a estreia em meias-maratonas, me arrisquei a fazer outra. A Meia da Corpore era um objetivo dentro da intençao de participar de todas as provas do Circuito. O problema é que a canelite doía ainda mais e mais...

Fui para a prova meio receoso. Tinha ido a um médico e este tinha recomendado um exame estranho, de cintilografia óssea para afastar a possibilidade de alguma fratura por stress. De qualquer modo, ele havia me recomendado não correr com dor, mas também não parar, já que o quadro não era agudo.

Treinando dia sim, dia não, manquitolando algumas vezes, ainda assim fui para a Meia da Corpore disposto a baixar o meu tempo da Trilheira. Esse foi meu erro. Saí em um ritmo mais forte do que o devido e acabei quebrando no km 16. Quebrei feio mesmo. No 19km eu não conseguia nem mesmo trotar. O calor tava infernal, as pernas doíam e a sensação de cansaço era extrema. Até hoje foi a prova em que mais me quebrei, a sensação pós-prova foi horrorosa, próxima da falência total. Demorei quase meia hora para conseguir chegar no carro e me arrastar de volta para casa, num estado de semi-consciência até meio perigoso. Cheguei em casa, tirei o tênis e sem tomar banho nem nada dormi. Dormi, dormi, dormi, exausto.

Nessa prova tive a companhia (até a largada, já que depois eles dispararam na frente) dos meus amigos Marcus e Ana, que fizeram sub-2hs, e da Fabi, que correu a prova mais curta, de 06km. Naquele momento, invejei alguns corredores que tinham o apoio de suas assessorias esportivas a lhe fornecerem isotônicos e refrigerantes em pontos estratégicos. Lembro até que me chamou a atenção a assessoria do próprio Marcus, chamada Trilopez.

O tempo? 2h23m34s. Ruim para quem queria fazer umas 2h10m. Mas o pior viria depois. A cintilografia ósse revelou que eu tinha fraturas por stress nas duas tíbias, o que significava um retiro forçado por 06 meses. Meu esquema de treinos chutados não estava me ajudando em nada, sou do tipo de pessoa empolgada demais, que subiu quilometragem rápido demais, que treinava forte (e errado) demais, e que não dava muita importância para educativos, não sabia minha pisada. Deu no que deu.

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