quarta-feira, 27 de julho de 2011

O insustentável peso do ser

Milan Kundera certamente não pensou nas circunferências abdominais alheias quando escreveu "A insustentável leveza do ser". Também não deve ter passado pela sua cabeça que um intervalado poderia ser mote para sua obra. Mas acho que ele também não corria e não sabia o que ter que contrapor endorfina na veia com excesso de peso. 

Tô no auge do peso. 73kg. E esses 6, 7 kg a mais aparentemente me tornam mais lento. Eu tento argumentar pra mim mesmo que isso é músculo, já que levantar mais de 100kg no agachamento não é pra qualquer um. Mas ultimamente eu sempre me recordo do Ronaldo Fenômeno toda vez que eu me vejo numa foto.

A consequência lógica é não conseguir correr com a desenvoltura de antes. Talvez esteja até mais lento do que Kundera, se esse corresse. Senti isso na pele, mais uma vez, hoje. 4 intervalados de 2,6km (a volta do lago do Ibira sem nenhum cotovelo), em que o Paulão e a Grazi foram e eu fiquei... tempos: 14m56 (5min36/km), 12m39 (4min44/km), 14m00 (5min14/km) e 12m24 (4m40/km). Obviamente era fraco-forte, mas o forte não foi tão forte quanto gostaria. 11km, com o desaquecimento, de Nike Structure. 

Para Bombinhas não preciso estar rápido. Mas um pouco de leveza ia ser bom. Porque em terreno escorregadio, off-road. cada tombo dói mais quando se está pesado. Até Milan Kundera concordaria com isso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns Nishi estou passando aqui pela primeira vez, e, @vamosemagrecer rssss
Herivelto