domingo, 22 de janeiro de 2012

O que importa a quilometragem?

Fase de base significa exercitar a criatividade do treinador pra forçar os corredores a fazerem fortalecimento muscular. No meu caso, é até redundante, porque já faço isso em academia (registro: musculação na segunda, matei a outra série por causa da minha dor no joelho esquerdo, poupando um pouco), mas a maior parte dos colegas só correm. De qualquer maneira, nunca é demais, já tenho uma demanda e uma dependência maior da musculatura, pelo meu tipo físico e pelo tipo de prova que faço. Mas o fato é que quilometragem em treino deixou de ter qualquer referência nesses dias.

Peguemos o treino de terça-feira: correr na rampa da Bienal quicando e carregando medicine balls de tudo quanto é jeito. Um inferno. Fizemos 8 rampas quicando a bola de frente, com braço alongado, com braço dobrado só estimulando tríceps, rodando a bola como se fôssemos jogadores de basquete, quicando de lado, fazendo movimento pra cima e pra baixo com braço esticado e sei lá mais o que. Um terror. Depois, foram 30 minutos correndo carregando caramanholas cheias de feijão, parafusos e sei lá mais o que. De meio quilo a um quilo, a gente ia revezando os pesos. Os braços e ombros foram pro saco, queimou tudo, no final do treino nem levantar o copinho de gatorade eu conseguia. Quanto de quilometragem? Não sei, dá pra estimar, no máximo e para fins estatísticos, uns 7 km (Asics GT-2150).

Quinta não foi melhor, foi só diferente, especialmente por causa da chuva monstro que caiu. Circuitos com afundo em deslocamento, anfersen e exercícios pra peito, ombro e costas no elástico. Terminou a série de exercícios, uma volta curta, que tem uns 880 metros mais ou menos, em um ritmo médio. A idéia era fazer o máximo de séries possível em 50 minutos. Fiz 07 séries, o mesmo do Alaeson, o que só explicável pelo fato de não ter descansado nada entre as séries e ter corrido mais forte que o médio. O que atrapalhou mesmo foi a chuva, muito forte, pegou a gente no meio da série. Pra quem já é meio cego que nem eu, correr com óculos molhado, naquela escuridão e com aquele tanto de água... foi triste. Com o aquecimento, deu uns 8,5km, de Nike Structure.

Sábado também não foi dia de marcar quilometragem justa. Treino no Bosque do Morumbi, subida, subida, subida, na terra, escorregando (porque embora não estivesse chovendo, já tinha chovido demais antes), treino técnico de sofrimento do Paulinho. Depois, em 45 minutos, o que desse pra fazer correndo na Circular do Bosque, a avenida que circunda o parque e que tem uma subida que é pior que a Biologia... conseguimos 3 voltas e ficou uns 3 minutos de lambuja. No total, mais 8,5km, também meio estimado, estreando um Timberland trilheiro bem leve.

Só no domingo eu corri marcando quilometragem "de verdade", fui rodar por conta própria no Ibira, levezinho, pra tirar o peso na consciência do que tenho comido ultimamente... Mais 09km pra conta (54 minutos), de Nike Structure.

E o resultado do sorteio do CCC saiu: tô dentro. Conversar com o Cassiano pra ver se a gente vai mesmo. E se nós formos, vai ser um ano de treinos sofridos e o maior desafio da minha vida de corridas até hoje.

2 comentários:

BritoRunner disse...

Como eu gostava de fazer também o CCC ou mesmo o UTMB, deve de ser uma atmosfera espetacular.

Quem sabe um dia, por enquanto vou fazer os 100kms de Portalegre aqui por Portugal

Ricardo Nishizaki disse...

Brito, mas "só" 100km???? Rs... o CCC é menor que isso, mas as distâncias nas montanhas são relativas, como aprendi nos Trilhos do Almourol... uma corrida que queria tentar um dia seria cruzar a Ilha da Madeira.