terça-feira, 22 de março de 2016

Igaratá 23k

Prova interessante, toda em estradão de terra, com altimetria boa, mas sem ser extremamente rigorosa, daquelas em que é difícil ficar de pé ou tem usar corda etc. Prova do tipo que eu gosto, difícil mas corrível.

Igaratá aparentemente tem feito sucesso. Nos anos anteriores muitos amigos acabaram indo e neste ano, vi que estava bem cheia para uma prova com esse perfil. Aliás, mais corredores para a prova de 23km do que para a prova de 10km! O local fica relativamente perto de São Paulo, acesso fácil por estrada e que atrai também muita gente da região de Campinas e Vale do Paraíba pela mesma acessibilidade. E por não ser uma prova travada, sem single tracks, acaba comportando bastante gente.

Larguei com o Louro, que tinha feito 45km de longo no dia anterior e só ia "soltar" nos 23km... é, de fato, ele soltou devagar nos primeiros 3km, quando segurou o ritmo e me acompanhou a uns 5m30/km. Mas na primeira subida deu pra perceber quem era o cansado... um puta ladeira e ele continuou nos 5m30/km, enquanto eu botava os bofes pra fora. Em menos de 3 minutos eu já não o via mais... (o bicho terminou 22 minutos na minha frente!)


Essa primeira subida era a mais complicada da prova, uns 4km de ascenção contínua, minha lombar chegou a doer. Mas quando veio a descida, lavei a égua. Ou quase. Eu ainda me segurei um pouco pra evitar qualquer acidente com o joelho detonado, mas mesmo assim desci relativamente forte. O bom de segurar um pouco é que quando chegou no plano eu consegui continuar a desenvolver um ritmo bom. Lá pelo km 12 eu cheguei a pensar na hipótese de terminar a prova com uma média inferior a 6min/km, já que tinha passado a pior subida e já estava abaixo disso.

Engano... lógico que o sobe e desce cansam e quando apareceu a segunda subida pesada, bem menor que a primeira, o bicho pegou. O ritmo caiu, as pernas pesaram e mesmo as descidas não iam tão bem quanto antes. Lá pelo km 19 eu já tava achando que ia ver Jesus em breve quando encontro o Edu, mais quebrado que eu! Opa, passar um cara mais rápido é sempre um upa no fôlego! Só que o Edu veio junto, voltou a correr, arreganhou os dentes e mostrou que não ia ser fácil... fiquei pra trás de novo. Mas no km 21 o bicho arriou de vez. Mesmo no trotinho vergonhoso consegui passa-lo e a motivação para continuar correndo era não tomar o troco de novo.

Deu certo. Terminei a prova no modo zumbi, mas acabei em 2h25m04. Morto. Estropiado. Sem saber direito pra que lado ficava o norte. Mas feliz.


O dia seguinte foi dolorido. Mas foi uma prova boa, cheguei satisfeito com a performance, mais forte mentalmente. A forma física tá melhorando aos poucos... e a prova foi bacana, simpática, além de ter um barraquinha vendendo garapa que foi a melhor coisa que tomei na minha vida após uma prova dura com essa!!!!

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