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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Treinos de outubro

Outubro teve treinos irregulares, tentando treinar quando dava, mas ao mesmo tempo tentando não-forçar as lesões.

01/10 - terça/Ibirapuera - problemático - 07km rodados com circuitos na subida atrás do banheiro e exercícios. Cheguei atrasado, foi um saco, perdi parte do treino (Skechers)
02/10 - escadas - 1h15, com mochila. Puxaaado
03/10 - quinta/esteira - problemático(2) - Problema pra chegar no Ibira. Treino mais curto e intenso em esteira, polimento. 10 séries de 400m + 1km antes e depois - 6km, com tempos nos 400m de 1m40 a 1m20 (Mizuno Prorunner)
05/10 - último longão/USP - 3 horinhas rodando com sei lá quantas Biologias. Como era um treino mais curto, tentei correr o tempo inteiro. Testei uma bolsa frontal da Salomon que parece uma necessaire com espaço para garrafa, mas balança demais correndo. Descartada para o Half Misión. Dores ainda presentes nos tornozelos. Tendão esquerdo volta a doer... 25km (re-testando o Patagonia, resolvi usar já que a prova tem muito trekking)
08/10 - último treino de corrida antes da prova/Ibira -  08km intervalado, em séries de 2km progressivos, com as pernas bem pesadas por conta do treino de escada e sentindo os tornozelos. 09m50/09m20/08m40/08m25 (Nike Free).
09/10 - escadas - 45min testando o Patagonia.

Half Misión e recuperação

17/10 - rodagem mega ultra leve de 40 minutos/Ibirapuera - Mizuno Prorunner - 5,5 km;
19/10 - Sábado na USP - 10km dando uma forçada pra sentir o corpo: 47 minutos, com biologia! (Mizuno Prorunner)
21/10 - musculação - tentando refazer a musculatura perdida na Serra Fina. Senti o isqueotibial depois do treino (não durante). Maldita bunda!!
22/10 - Ibirapuera/regenerativo - 45 minutos com Fred, Neto e Geraldo. 7km de Mizuno Levitas
23/10 - 15/15/15 na academia - 15 minutos correndo (2,5km Nike Free), 15 minutos pedalando e 15 minutos na escada constante em subida. Arre!! 
24/10 - perdi o treino do Ibira. Massagem, porque tava precisando
25/10 - esteira/regenerativo - 45 minutos leves, colocando alguma inclinação e velocidade progressivas. 7km de Skechers.
27/10 - rodagem leve. Era pra ser 1h10, mas aí encontrei o Osvaldinho e a Cynthia no Ibira, e corre pra lá, corre pra cá... 17km passaram voando em 1h55m. Voando não, que o ritmo foi lento, mas passou rápido que nem percebi... Mizuno Prorunner
28/10 - musculação. Maldita bunda!! 15 minutos pedalando como aquecimento
29/10 - fartlek: volta de 1,5km leve e 0,9km médio. 3 séries (8m00/4m20; 07m30/4m15; 07m35/4m00) + 1km aquecimento e 0,9km soltando: 9,1km de Skechers
30/10 - 15 minutos na ergométrica e quase 25 minutos de escada constante de subida, 200 andares.
31/10 - intervalado: 2km leve/médio, 1m30 de descanso, 0,9km fortes em 3 séries (9m40/3m40; 9m20/3m46; 9m08/3m46). Limitação no tiro forte por causa da bunda... 6,7km + 1km aquecimento + 2km de rampa educativa: 9,7km de Mizuno Levitas 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Half Misión Serra Fina 2013

Quem já ouviu falar da prova La Misión, na Argentina, sabe que é uma das provas mais difíceis que existem no mundo. São 160 km subindo e descendo as "pequenas" montanhas dos Andes patagônicos, um desafio para muito poucos. Para ter ideia da dificuldade, gosto de contar a história do Leal, um dos melhores corredores amadores que conheço, maratona em 3h04, e um dos brasileiros pioneiros do Cruce de los Andes, onde invariavelmente chega no top 30. Um cara casca-grossa, rápido, conhecedor de montanha e que por várias vezes tentou e não conseguiu completar o La Misión. A mais emblemática foi quando sua bota congelou e ele teve que urinar nela para conseguir calçá-la de volta...

Mas tem um outro brasileiro que eu conheço, casca ainda mais grossa, diversos Ironmans no currículo e que já completou o La Misión 3 vezes. Eu o conheci quando ele completou a Mont Blanc (a original,  mais longa, e não o CCC) e por conta de sua fama ele conseguiu trazer o La Misión para o Brasil. O Sidnei Togumi é um cara de outro mundo, neste ano fez o PTL da Mont Blanc, prova de 300 km, com desnível acumulado de 24.000m para ser completada em 136 horas!

Se é esse o cara que vai trazer uma das corridas mais difíceis do mundo para o Brasil, coisa tranquila não vem, certo? Mesmo que sejam versões mais curtas, de 80 e 40km (Half e Short), era lógico que iria vir pedreira. Eu só não imaginava quanto...

A Serra Fina talvez seja um dos poucos lugares do Brasil onde dá pra fazer o que ele planejava: ascenções e declives longos, íngremes e intermináveis. A cidade de Passa Quatro, no sul de MG fica a 900m de altitude. A Pedra da Mina, ali perto, tem quase 2.800m, uma ascenção de 1.900 metros. Nada mal, hein? A definição do site extremos.com.br é bem animadora: "Uma trilha complicada, em um dos lugares mais inacessíveis da Mantiqueira. A Pedra da Mina integra o maciço da Serra Fina, que guarda em seus caminhos intrincados uma das travessias mais difíceis do Brasil"

Como no comercial das facas Ginsu, "e não é só isso!" Não era "só" subir e descer uma vez. Haveria uma segunda subida na parte final da prova. Não, não tinha o desnível de 1.900, era só 1.400m... aiaiai!!


A prova teria o limite de 24 horas para os 80km. Menos de 4km/h de média... dá, não dá? Não é possível que não dê! Bom, dias antes da prova, o organizador informa que devido à tecnicidade do terreno, por conta das chuvas, esse limite foi ampliado para 26 horas... quase 3km/h. Não é possível que não dê!

Infelizmente, como bem registrado neste blog, a preparação foi complicada. Torci o pé esquerdo duas vezes na Travessia de Charlevoix, torci o pé direito treinando na Cantareira, tive um estiramento muscular na bunda e o meu tendão de aquiles não me dava trégua. Mesmo assim, o corpo estava bem. Talvez não tão bem como em outras ocasiões, mas bem, com boa capacidade aeróbica, me sentindo forte, embora com dores.

Chegamos em Passa Quatro com uma baita expectativa. O Orlandini tava tinindo, fez praticamente todos os treinos pesados. Além disso, o pessoal dos 40 km tava com o astral lá em cima. Fredão, Cassiano, Edith e Dalvinha, só corredores experientes, fortes, com boa história de corrida.



O clima estava bom, não estava quente como no dia anterior, mas com muitas nuvens. Risco de chuva que felizmente não se confirmou.

Na largada, logo que comecei a correr, senti um problema. Os pés estavam apertados e doíam, talvez fossem as faixas que passei para dar um suporte aos tornozelos. Nesse início corrido da prova eu não desenvolvia, sentia muitas dores, tava chato demais. A subida até o Refúgio Serra Fina, 12 km adiante, era um dos poucos trechos não-tecnicos da prova, uma estrada de terra, com algumas partes um pouco ruins, pedregosas, mas bem longe de ser um desafio. Só que além do pé doer, cada pisadinha torta era um choque nos tornozelos.

No Refúgio perdi algum tempo tirando as faixas. Segui só com as tornozeleiras. O pé direito melhorou, mas o esquerdo continuou doendo, embora menos. Dali se iniciava a íngreme subida ao Capim Amarelo. Cruzamos um riozinho, onde encontrei o Zumzum, velho companheiro dos 80km de Campinas e começamos a subir uma trilha bem íngreme. Bastões a postos e força nas pernas. Subimos, subimos, subimos até começar a chegar no topo da montanha. Mas era o topo da primeira montanha, bem longe do Capim Amarelo. Dali a gente passou a seguir a crista da montanha, descampado, bem alto e com um visual lindo. Dali vinham algumas das melhores imagens da Serra Fina, assim chamada por ter um caminho bastante estreito nessa crista.

Os minions!!!


À medida em que chegávamos ao Capim Amarelo, aparecia o famoso capim elefante, um capinzal de mais de 2 metros de altura que cobre tudo e transforma aquilo num inferno verde. Isso era revezado por trechos de subida muito íngreme e rochosa.




Chegamos ao Capim Amarelo, a 2.400m, depois de 5 horas de prova. Realmente a visão era deslumbrante, mas o esforço foi bem grande. O pé esquerdo e os tornozelos continuavam ruins, mas tava indo. Ali em cima havia uma divisão: o pessoal dos 40km, de vermelho, desceriam à esquerda e retornariam pelo Tijuco Preto para o Refúgio e depois para a cidade. Nós, dos 80km, seguiríamos até a Pedra da Mina.



Pensei em desistir. Mas uma argentina maluca, empolgada, a Paulinha convenceu toda a patota de amarelo que tava em dúvida lá em cima. Seguimos a partir daí num grupo de 6: eu, Zumzum, Homero, Ricardo, Coutinho (que tinha passado mal e seguia do jeito que dava) e a própria Paulinha.

Eu imaginava que do Capim Amarelo até a Pedra da Mina, um desnível de 400m, teríamos algumas subidas, mas que seria menos difícil do que tinha sido até ali. Engano brutal. Atravessamos 3 valezinhos e montanhas, subindo e descendo e, embora não houvesse aquela metragem toda acumulada, as subidas e descidas eram muito íngremes, com terreno muito difícil, às vezes com capim-elefante, às vezes com pedras, às vezes tudo isso misturado.

Eu e Coutinho, um mais morto que o outro...



Escurecia e começava a fazer frio. Fizemos uma parada técnica para vestir mais roupas e preparar os headlamps. E à medida que escurecia e chegávamos perto da Pedra da Mina, pior ficava. O terreno ia ficando cada vez mais agressivo, com paredões de pedra para contornar ou mesmo subir, na marra. Vários trechos tinham cordas, dada a dificuldade.

Perreeeeengueee...
Chegamos à Pedra da Mina só às 10h15 da noite. Em um grupo de seis, íamos mais lentos do que o normal, porque sempre havia quem ficasse um pouco para trás e nos reagrupávamos na primeira dificuldade, ultrapassada em conjunto. Uma opção consciente, mas com esse efeito colateral.

No cume, um vento geladíssimo, frio, sensação térmica inferior a 0ºC. Apelidada carinhosamente de "La puta pedra" por nossa portenha, paramos ali para assinar o livro e descansar um pouco. O argentino que controlava o posto nos informou, para nossa (in)felicidade, que esse Half Misión era muito mais difícil que qualquer outra etapa do La Misión, inclusive o original...


O Ricardo, que vinha bem e liderando o grupo o tempo inteiro, se sentiu meio mal, com dor de cabeça e sono extremo. Mas um pouco de carboidrato e analgésico seguraram a situação. O Coutinho estava melhor, após um tônico que o Homero lhe deu. Este, por sua vez, tava com a lente de contato comprometendo tudo e trocou por óculos. Zumzum, naquele momento, já tinha disparado na frente. Eu e o Coutinho saímos rápido do cume por causa do frio e descemos um pouco até o vento amainar, onde aguardamos o resto do pessoal.

Se acháramos a subida ruim, a descida foi pior. Porque descer paredões de pedra nua é muito pior e mais perigoso do que subir, ainda mais naquela escuridão. Mesmo com a sinalização perfeita, mesmo com headlamps potentes, a noite e a escuridão tiveram um efeito bastante desmoralizante. Insegurança, desamparo, sobrevivência!

A partir de um determinado momento na descida, eu e o Homero começamos a nos desgarrar do Ricardo, Paulinha e Coutinho. Avançávamos, esperávamos um pouco e seguíamos, abrindo vantagem rapidamente, mesmo naquele ritmo lentíssimo de descida. Minhas coxas doíam demais e os tornozelos há muito não me davam nenhuma firmeza. O Homero caiu e machucou o joelho, mas conseguiu seguir. A sede começou a pegar, mas por sorte minha água nunca acabou, sempre tive uma reservinha.


O pior era encontrar os controles no meio daquele vazio e eles informarem que só faltavam 40 minutos até o riacho, até a água, até o Paiolinho. Porque NUNCA era 40 minutos, sempre passava uma hora, uma hora e meia... me sentia um pato nessas horas, 40 minutos de que jeito? Voando? De asa-delta?

A sensação de perigo constante, os escorregões, as coxas ardendo de tanto segurar o corpo nas descidas, o culopatín (descer de bunda), tudo isso somado à madrugada tornaram essa descida da Pedra da Mina até o Paiolinho a pior parte da prova para mim. Para percorrer esses 08km, eu e o Homero levamos quase 7 horas!! O Garmin pifou, e o tal do Paiolinho nunca chegava!!

Chegamos lá com 16h50 de prova (3h50 da manhã), 35km de prova, 2km/h de média? Apesar do cansaço, estava bem organicamente e bem de cabeça. Mas era óbvio que quem tinha feito metade da prova em 16h50 não faria a outra metade em 09h10! Mesmo que do Paiolinho até o Ibama fosse uma estrada de terra em descida e em boas condições, eu não conseguiria tirar essa desvantagem. Desisti. O Homero também ia desistir, mas encontrou uma outra argentina maluca que queria seguir de qualquer jeito e foi com ela.

Nesse posto já estavam o Marcelo (que eu encontrara na loja da Salomon em São Paulo, retirando a camiseta) e o Caio, descansando depois de desistirem também. Os três desistentes, sem a menor dor na consciência... Paulinha e Ricardo chegaram um pouco mais tarde, mas o Coutinho ainda tentou mais um pouco. Infelizmente, mas previsivelmente, nem ele, nem o Homero foram muito longe e também desistiram um pouco mais pra frente.

O resgate demorou porque eles esperavam a chegada ao Paiolinho dos outros corredores atrás da gente. As últimas chegaram às 08h00 da manhã e queriam continuar, uma delas era uma Misionera do La Misión original de 160km. Ela argumentava: "Se eu fiz 160km vou parar aqui com 40?" Pois é...

Mas a história não acaba aqui. A minha sim, mas ainda deu tempo de voltar pra cidade, tomar um banho, ir para a chegada e acompanhar a chegada emocionante e sensacional do Orlandini, com 24h15m de prova. Ele veio com a Rita, ambos se ajudando no final da prova, uma marca do La Misión. Os corredores se agrupam e se unem durante a prova para enfrentar as dificuldades.


Nos 40km, a Dalva voou, fez uma prova brilhante e ganhou na categoria dela, em menos de 7 horas. A Edith e o Cassiano chegaram na casa das 07 horas e o Fred fechou com 08h40. Todos inteiros, dentro do possível.

Valeu a pena? Bom, foi uma experiência única. Mais difícil que o Misión original, dizem (prova que eu nunca tive coragem de fazer). Mais difícil que o CCC. Mais difícil técnica* do que qualquer outra prova brasileira direta, sem etapas. Quem disso isso não sou eu, mas muitos outros veteranos de provas difíceis, gente cascuda mesmo! E o fato de não ter completado não importa tanto, já que não fui o único. Segundo o site, só 77 terminaram. Esse número está errado porque o Orlandini figura como non-finisher, o que não é verdade (é só ver a foto), e deve ser corrigido em breve. De qualquer forma, 78 entre 132, um índice altíssimo de desistências! Caras como o Mauro Chasilew e Walter Rinaldi estão do meu lado, nos DNF. A coisa foi feia! E o visual, lindo!! E, de qualquer maneira, eu conquistei mais um cume, o da Pedra da Mina.


Obs: algumas dessas imagens foram captadas no Facebook, de amigos, de amigos de amigos, enfim, várias fontes. Difícil dar o crédito a todos porque já esqueci de onde tirei. Mas acho que todos concordam que as imagens, por mais lindas que sejam, não chegam nem aos pés do visual que se tem do próprio local.



* atualização: "mais difícil" foi um termo usado no calor do momento pós-prova. "Mais técnica" talvez seja melhor, porque a BR-135 (217km)  e a Ultra dos Anjos (235km) são extremamente difíceis pela distância, embora sejam percorridas em estradas de terra, portanto em condições menos técnicas. E tem a Jungle Marathon, 200km em 7 etapas, que oferece monstruosa dificuldade pelas condições climáticas da selva amazônica, pelo terreno de floresta, com lama, areia, travessia de rio, raízes etc, além do desafio de fauna e flora (cobra, onça, escorpião, formiga...)

domingo, 29 de setembro de 2013

Resumo do mês - setembro/2013

139,6km em 10 treinos e 42km em Charlevoix. Total: 181,6km
5 treinos de musculação
1h15 de escada
45min de spin bike.

Twist and shit

No sábado seguinte a Charlevoix, encaixamos como longo o treino do Itaquerão: saí de casa, fui até a USP, o que deu 13km. Lá encontrei o Cassiano, o cúmplice na empreitada, e fomos, subindo a Rebouças, descendo a Consolação, cruzando o Centro pela Praça João Mendes e Parque Dom Pedro II e pegando a rua da Mooca. Dali demos uma passadinha na Rua Javari, estádio Comendador Rodolfo Crespi, do Juventus e pegamos a Radial Leste até o templo sagrado. Um calor do cão, que na ZL é duplicado pela falta de árvores, excesso de asfalto... da USP até o Itaquerão deu 32km e o treino teve um total de 45km (Mizuno Prorunner), mas paramos duas vezes pra reabastecer a água da mochila de hidratação e mesmo assim o radiador tava fervendo.





A fase do time tá uma merda, mas a visitação, aberta aos sábados, foi legal e deu pra perceber bem como as obras estão adiantadas. 

Semana seguinte e tome treino: musculação na segunda, qualidade na terça (5 séries de 6 minutos em progressão e 4 leve), que deu uns 11km (Levitas), escada na quarta (1h15) e na quinta acumulei musculação e esteira, por não conseguir ir ao Ibirapuera, sendo que a parte corrida foi curta, 5km em 25 minutos (Nike Free), só pra mover as pernas. 

Pro sábado 21 planejara um treino com os bastões na Cantareira, um pouco mais curto, pra rodar mais no domingo com o Orlandini e seu treino maluco de Virada Esportiva. O problema é que lá na Cantareira, depois da primeira volta de 16km (Nike Flex Trail), quando iniciava a segunda, torci o pé direito bestamente numa trilha tranquila. E foi uma boa torcida, doeu bem. Não só deu pra continuar no treino, como também preocupou, inchou, um atraso de vida. Nada de treino no domingo!


Segunda fiquei de molho, na terça, ainda ruim, fiz 45 minutos de spin, na quarta fiz uma musculação leve e na quinta tentei correr perto de casa. Horrível, se rodei 1km foi muito (Nike Free). Na sexta tentei rodar na esteira e foi um pouquinho melhor, 3km em 20 minutos até achar que a junta tava rangendo demais (Skechers). Também fiz musculação. E pelo menos o esforço não causou nada e o tornozelo foi melhorando e desinchando. No sábado, casamento da Grazi e do Paulinho Trota, off geral.

E no domingo fiz um teste um pouco mais avançado e parece estar melhorando mesmo. Ainda dói, determinadas situações e posições magoam, mas deu pra fazer um treininho leve de 35km em 4horas, mochilão nas costas e com 20 rampas da Bienal (Nike Free)

No plano, em terreno totalmente regular, dá pra correr. O problema é que não acho que os 80km em montanha do Half Misión serão assim...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A segunda vez que desisto - Ultra Trail Harricana de Charlevoix

Foi na empolgação. Eu tinha visto essa prova em algum site, tinha achado interessante por ser perto da casa de minha irmã, mas as inscrições estavam encerradas. Pena, achei que não era dessa vez que ia fazer a Ultra Trail Harricana de Charlevoix, região ao nordeste de Québec, cheia de verde, parques nacionais etc.

Só que na viagem de férias, sem querer topamos com um Festival que nem minha irmã sabia que tava rolando, o Festival du Plein Air, que justamente divulgava atividades ao ar livre, ao que os canadenses fazem muito, por aproveitarem a ótima infraestrutura de seus parques nacionais. Além disso, era verão, época de acampamentos e trilhas. E lá tinha um estande divulgando a prova... fiu conversar com o pessoal e eis que o cara que tava lá, meio no inglês, meio no espanhol, me disse que tinham sido liberadas mais 20 vagas para a prova. Aiaiaiai...

Foi na empolgação. Me inscrevi, pra voltar para Québec em setembro... a prova, de 65km, até encaixava bem na rotina de treinos para o Half Misión, aparentemente.

Enfim, lá eu descobri no briefing que: 1) se você não fala francês, não vai entender nada; 2) tinha que levar um guizo para afastar ursos e caçadores; 3) a prova era de estréia, eles não sabiam muito bem se as barreiras de tempo estavam adequadas; 4) eu era praticamente o único estrangeiro de fato lá (depois descobri uns 2 ou 3 franceses e um colombiano que morava em Montreal).

A prova era mais do que uma corrida, era um acampamentão em uma estação de esqui que estava sem neve. Muita gente passou o final de semana inteiro por lá, acampando, confraternizando. E embora fosse a primeira edição dos 65 km, a prova já existia há algum tempo, nas distâncias de 28, 10 e 5 kms. Nessa distância de 28km havia uma brasileira, Clarisse, que era amiga do organizador e que me mandou um e-mail muito amigável se apresentando e dizendo que ele estava animado pelo fato de ter gente de fora correndo. Cool!

Não era mesmo muito provável um estrangeiro numa prova que tinha 150 atletas no interior do Canadá. E aparentemente, 149 desses atletas eram fortes, bons corredores. A exceção era eu... 

O ônibus sairia da largada às 5h00 e, portanto, teria que acordar às 4h00 para pegar um táxi da cidade (La Malbaie) até lá. Agendei o táxi para 4h30 e... nada! O filho da puta não apareceu!!! Acordei o cunhado às pressas e voamos até lá, fizemos o trajeto de meia hora em uns 10 minutos!! Mas deu tempo, fui o último a chegar e a entrar no ônibus. Uffs!! Bom, passamos 1h00 no ônibus até a largada, onde deu para dar uma dormida. 



A largada era na sede do Parque Nacional Haute-Gorge. Seguiria uns 08km em trilhas internas fáceis e depois sairíamos para a Travessia de Charlevoix, num território fora de parques. Nesses 08 km, em trilha fácil, eu já percebi que o pessoal não tava de brincadeira. Tava um pouco abaixo de 6min/km e estava entre os últimos, a galera sentando a bota. Se eu soubesse o que vinha pela frente...

Quando começamos a travessia, o bicho começou a pegar. Foi, basicamente, um single track que começou no km 08 e só terminou lá pelo km 31! Embora fosse um dos pontos de altimetria pesada em subida, nem senti tanto isso, o problema era mesmo o terreno, muito irregular. Trilha cheia de pedras, raízes, troncos atravessados para serem escalados e muito úmida, com vários lamaçais. Algumas pinguelas de madeira sobre riozinhos me renderam ótimas escorregadas (madeira lisa e molhada é beeem escorregadia), alguns lamaçais me fizeram ficar com as duas pernas fincadas até as coxas no lodaçal. E eu sou habitualmente lento nessas condições. Pior, sou lento para caminhar também e caminhar era obrigatório em vários trechos assim.

Fiquei bem pra trás. As pessoas passavam por mim, caminhando, lidando melhor com as trilhas, e eu ficando... o esforço também começou a me dar cãimbras e fiquei muito tempo sozinho na prova. Quando saímos das trilhas e ingressamos em um trecho fácil, em estrada de terro aberta e e descida, percebi que não tava conseguindo correr. Pior, comecei a fazer conta e percebi que estava muito lento para as 10 horas que eram limite da prova. Forcei, forcei, mas não ia! 

Cheguei no posto do km 42 com 6h29. O corte era 6h30. Mas tinha 23km para serem feitos em 3h30, e adiante tinha mais trechos de single track até o km 56 pelo menos. Eu teria que tirar tempo onde dava pra correr para ficar na prova e isso tava difícil. Meus pés estavam detonados, o Mizuno Harrier, embora com bom grip (exceto na madeira lisa e molhada), era muito leve e me fazia sentir todas as irregularidades do terreno na sola dos pés. Desisti. Comi o nhoque, a coca-cola, as frutas e me retirei, sem arrependimento nenhum. 

Logo depois chegaram outros corredores (então eu não era o último?). Um deles desistiu também, era o colombiano Oliver Córdoba, que perdera muito tempo por se perder. Coincidentemente, amigo da brasileira Clarisse, que eu acabei não encontrando. Os outros estavam em trio, correndo juntos e terminaram a prova em 10h51. Eu iria terminar um pouco antes deles, bem fora das 10h00. O problema é que devem ter alterado alguma coisa e classificaram o pessoal até 11h00. Se eu soubesse, acho que arriscaria. Desisti sem estar totalmente exaurido, dava pra continuar, o problema era a barreira de tempo mesmo.


Não deu. Paciência. Mas se encarar como treino foi bom. É o que dá pra fazer. Agora é lamber as feridas e continuar.

Setembro se inicia leve. Tive treino de musculação na segunda, 02 e fiz um treino de tiro em esteira bem rápido na terça, 10 tiros de 400 metros a menos de 1m30. Volume baixo, deu 6km no total com um aquecimentozinho, mas foi intenso (Mizuno Levitas). Depois disso, só uma rodada bem leve, de mochila, nas ruas de Québec, para tentar minimizar o jet lag, de Mizuno Prorunner, coisa de 5km. Nem suei.

Teve a prova de Charlevoix e, de volta ao Brasil, só treinei na quarta (musculação) e quinta, 12 de setembro. Fui ao Ibira achando que ia ser uma rodagenzinha leve, já que ainda tô meio quebrado da viagem e nada! 2 série de 2 km leves, 2,8 km médios e 1,5 km em VO2. Foi complicado, as pernas pesaram, mas fiz. 12,6km, de Skechers Go Run.

Resumo dos meses - junho, julho e agosto

Agora que percebi que não tinha feito um levantamento dos meses anteriores...

Junho: 96,5km em 10 treinos e 2 séries de musculação
Julho: 214,1 km, dos quais 194km em 18 treinos e 21,1km em uma meia-maratona; 5 séries de musculação e 3 de escadas
Agosto: 247km, dos quais 192km em 18 treinos e 55km na Ultra 12 horas de Valinhos; 5 séries de musculação e 3 de escadas




Terço final de agosto

Continuando os registros do mês: a quinta 22 já foi de treino " de verdade", embora curto. 8 km fartlekando com 3k leves, 3 médios e 2 fortes. Foi rápido, pouco mais de 40 minutos, calçando o Mizuno Levitas.

Sexta de musculação e sábado inventei o longo da academia. Sai de casa cedo, rodei 3 horas até a academia abrir, com 10 Oswaldo Aranhas dentre outros percursos. Aberta a academia, enfiei 15 graus na esteira e fiquei caminhando. De vez em quando parava e ia pra escada, depois voltava pra esteira. Subi uma Torre Eiffel e uma Petronas Tower. Saí de lá meio-dia e voltei pra casa. Deu, mais ou menos, uns 32km mais as escadas e disso tudo, se deu 2 km no plano foi muito. Tudo isso com o Mizuno Harrier.

Na segunda, mais musculação, e terça fizemos um treino menos rodado, com mais exercícios. Circuitos, voltas curtas de 600m e, depois, uma rodagem de 3 k. No total não deve ter dado mais do que 6km, mas foi puxado (Nike Free)

Quarta teve mais escada, onde quase matei a Alessandra, que aguentou uma única subida e passou o resto da semana mancando. Na quinta o treino de qualidade foi complicado, tava esquisito. Rodei 9km intervalando fraco-médio-forte nos quilômetros, mas não rolou direito (Mizuno Levitas)
No sábado me poupei um pouco, pensando na viagem e na corrida no Canadá. Rodei 4 horas na USP e no Bosque do Morumbi, uns 30 km, usando o Nike Flex Trail. E assim fechei o mês...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

12 horas de Valinhos

E lá vamos nós, para as 12 horas de Valinhos. Uma daquelas coisas que a gente topa e depois fica pensando: por que? Por que, meu Deus??? Pista de 1.325m num parque um pouco maior que o parque da Aclimação.

Não deveria ser tão cruel assim. Em revezamento eram só 06 horas, mas competição é sempre aquela desgraça, você vai pra treinar, mas sempre dá um boost e força mais do que deveria... e neste caso, justificadamente.

Fui pra prova meio relaxado porque, em tese, haveria uma categoria única para os revezamentos. Então eu e o Orlandini teríamos que competir com quartetos, algo que tiraria por completo qualquer chance de premiação. De fato, um dos quartetos era o do Paulinho Lacerda, e ele nem era o mais forte do time dele (tinha um cara que corria 10km pra 30 minutos... ganhou provas do Circuito Caixa, 4º na Golden Four, enfim...). Coach Lopez também iria encarar a prova, mas no solo. Ou seja, papinha e sofrimento à vista pro carequinha.


Mas o parceiro não tava nem aí. Largou e já sentou a bota, puxou 10km em 47 minutos... entregou pra mim e saí num ritmo bem mais moderado. Pensava em rodar umas 2 horas, mas com 1h20 o Orlandini já tava lá na zona de troca. Achei bom, porque sai com o Levitas e logo percebi que um minimalista não combinaria com um piso tão cheio de pedras como o de Valinhos. Troquei e fui trocar o tênis. Foram 09 voltas de saída e eu tava um pouquinho esquisito, mas tava indo. Não tava lerdo, mas o Paulinho Lacerda, em 6 voltas, me passou 3 vezes... acho que eles estavam saindo com tudo pra abrir vantagem logo nos quartetos!!!

O da frente era quarteto. Eu, em dupla, só tomando volta....
As trocas foram se alternando de uma forma relativamente rápida. Meio sem combinar, a gente trocava sempre que a performance começava a cair um pouco, num tempo que variava entre 1 e 2 horas. Até porque pra quem tava fora era meio chato ficar esperando... 

Acho que foi por volta de 6 horas de prova que eu fui lá xeretar na organização e percebi que tinha troféus para duplas. Êba! E naquele momento a gente tava bem, em 06º lugar, mas bem próximo das duplas da frente. Mesmo assim, fiquei meio tranquilo, não queria forçar muito, não tava num bom dia (embora não estivesse horrível). Depois de 3 horas correndo, o cansaço também começava a dar suas caras. Ali, eu chutei que iríamos chegar a 125km, mas já tinha umas leves cãimbras na panturrilha direita. O Orlandini tava com bolhas, mas o bom do revezamento é que dava tempo de consertar, o que ele fez com a Silver Tape do Paulinho Lacerda

Quando faltavam 4 horas de prova e a noite começava a cair, a estratégia era a seguinte: o Orlandini puxaria 1 hora mais rápido, eu tentaria puxar o máximo que dava (ia correr 2 horas seguidas) e ele fecharia com outra hora também rápido, aproveitando o descanso maior. Já estávamos na zona do pódio, mas a disputa tava pegada.


O que tava louco eram os quartetos. O Branca tava trocando a cada volta e saindo como se fosse prova de 400m!!! O quarteto do Paulinho voava, mais de 08 voltas na frente, mas a briga de 2º e 3º tava cruel e o pessoal voava na pista. Um baita contraste com os ultras solo, que caminhavam, e as duplas, que corriam num ritmo bem mais normal, entre 5 e 6min/km. 

O Orlandini saiu e eu entrei. Eram 07 da noite, tava frio pra danar, mas é o meu melhor horário pra correr, acostumado com os treinos noturnos do Ibira. E realmente fui bem durante uma hora, embora de vez quando sentisse uma fisgada de cãimbra que me forçava a diminuir momentaneamente. Só que com 1h20, mais uma vez o Orlandini estava lá fora, ansioso, na zona de troca. Trocamos, porque ele achava que dava pra buscar o 3º. E dava mesmo! Naquela altura, a 5ª dupla dificilmente pegava a gente, apesar de ser o Émerson Bisan, um cara extremamente forte.

No entanto, quando fui pra barraca, passando frio, tive um ataque monstro de cãimbra. Travou tudo! Começou na panturrilha, fui alongar e travou a coxa. Aí travou a outra e fodeu tudo! Músculo grande, era desesperador, caí no chão e cãimbrou as costas e o abdomen. Eu parecia a boca do Silvester Stallone virada do avesso!! O pessoal da tenda do lado (valeu Teddy!!!) me ajudou muito, mas aí já não dava mais pra correr. Se ficasse de pé, sentia cãimbra. Só tinha uma posição razoável, sentado num banquinho e mesmo assim toda hora dava uma fisgadinha...

O Orlandini teria que ficar na pista pelos meus 40 minutos restantes. Consegui levantar e avisar, mas acho que ele já tinha visto. Garante o 4º! Garante o 4º!! E ele garantiu, até porque foi caindo o ritmo de cansaço mesmo, já que tinha saído para uma hora mais forte. 


No final, pódio garantido: 4º lugar!! 123km, praticamente a quilometragem que estimei. E aos poucos, conseguia voltar a me locomover. O quarteto do Paulinho levou fácil. E o Coach Lopez fez respeitáveis 92km! 




Pesou

Os treinos mais pesados... pesaram! Depois das 5h30-41km do sábado e o off no domingo, puxei uma musculação meio balançado na segunda e, na terça, o treino de qualidade foi sofrido, pesado, dificil! Pisando com o Skechers Go Run, parti pra série: dois progressivos de 4km com pausa longa de 3 minutos. Foi difícil, a perna pesou, o primeiro saiu para uma média de 4m48/km e o segundo pra 4m40/km. Como era progressivo, o ritmo variou de bem fraco no começo a bem forte no final, mas sei que foi ruim porque, basicamente, fiquei pra trás, correndo com a Bia voltando de lesão. 08km pra conta.

Na trágica quarta-feira de trânsito e protestos, quase não volto pra casa e só tive tempo de fazer uma musculação básica. Na quinta, treino na esteira do prédio. 2 séries de 5km progressivos (2km leves, 2km fortes e 1km em VO2). Esteira é um negócio meio enganador, mas o km final saiu a 3min45/km, foi bom. 10km pra conta, de Mizuno Levitas.

Sexta foi off, por causa das 12 horas de Valinhos. E dado o estado destruído em que me encontrava... só teve treino na terça, dia 20: 5km em 40 minutos, ou seja, trote geriátrico terminal... (Skechers Go Run). Por fim, o treino da quarta, já um pouco melhor: 1 hora de escada, 5000 degraus...

domingo, 11 de agosto de 2013

Quinta-feira, 01 de agosto: Mizuno Levitas nos pés (ou seja, amortecimento zero) e mais um teste pro bundceps. A melhora tem sido boa, cada dia dói menos. É ruim ficar muito tempo sentado no carro ou em uma cadeira, mas na hora de correr a musculatura aquece e a dor diminui. E foi assim nesse treino, em que deu pra acelerar bem. Depois de uma série de exercícios em que eu não forcei muita explosão, saímos para rodar 50 minutos, em 5 blocos de fartlek assim divididos: 2 minutos em ritmo médio, 2 minutos mais fortes e 2 minutos bem rápidos, com 4 minutos de trote. E consegui fazer o treino inteiro com o pessoal mais rápido, Sidão, Vinnie, Edith, Thiago, Julio... não corri livre, mas consegui fazer isso sem forçar muito a musculatura e sem sentir dor. Um dos melhores treinos dos últimos tempos, já que os 2kg que perdi começam a fazer diferença também... 9km no total.

Sexta sem a musculação, sábado sem treino por compromissos particulares mùltiplos, domingo uma rodagem testando o Mizuno Harrier, um tênis de trilha que trouxe da França e que pode ser o tênis das pròximas provas. É leve, parece ter encaixado bem nos pés, mas talvez o tamanho seja meio ponto menor do que o recomendado, se o pé inchar, talvez me dê problemas. Rodei 17km em 1h40, com mochila cheia, e ele me doeu os pés quando parei de correr. Pode ser adaptação, já que durante a corrida, não atrapalhou em nada.

Segunda voltei à musculação, e esse tempo todo afastado me deixou meio rendido pro treino de terça. Cheguei atrasado, não aqueci e fui pros tiros de 3 + 1km (os 3 iniciais em progressão, o quarto forte mesmo) direto, tentando aquecer nessa progressão inicial. Mas o dia inteiro foi meio ruim, dor de cabeça... o treino foi uma merda, sofri pra fazer um ritmo de 5min/km e saí do Ibira meio derrotado, com os 08km mal-feitos (Nike Free). Quarta calcei novamente o Mizuno Harrier mas para fazer o treinão de escada no prédio. Nada trail, mas bom para adaptar pé, fortalecer musculatura. Foram 45 minutos subindo e descendo escadas, e o dolorido que tinha passado... voltou!

Quinta tava complicado. Parecia que tinha tomado uma surra nas panturrilhas. Mas o treino foi surpreendentemente bom,  acabando com o ranço da terça. 2min (trote) + 6min (médio-forte, 4min55/km) + 2min (forte, 4min10/km), durante 09km ou 50 minutos (o que acabasse antes). Fizemos os 09km em 45 minutos, numa média de 5min/km, de Mizuno Levitas, e consegui manter o treino puxando com o Raphael e o Thiago.

Sexta dei off para pegar firme no sàbado: 5h30 de treino, com mochila, sem se importar com o ritmo, calçando o Mizuno Prorunner. Deu 41km, trotando ou andando, sem preocupação com performance, inúmeras Biologias, Quìmicas, bosques da Física...  cansou, tava muito calor, mas foi bom. Fiquei estragado no resto do sábado, mas no domingo até daria pra trotar. Mas como o tendão tá um pouco sensìvel, não precisamos forçar â toa, até porque vai piorar...

domingo, 4 de agosto de 2013

Golden Four São Paulo 2013

Não, não estava no planejamento. Nem remotamente. O máximo cogitado era fazer parte do meu treino pelas ruas onde a Golden Four passaria, já que nesses treinos ultra longos é normal que eu acabe mesmo passando pela região do Villa Lobos e Jockey. Mas na quinta, no dia da fatídica contusão no cúceps (algum músculo da bunda, possivelmente os isqueotibiais), tinha justamente acertado com o Gabriel que iria correr com a inscrição de uma menina que não iria mais (sem dramas de consciência, já que, obviamente, não tenho performance pra brigar por classificação por faixa etária ou coisa do tipo; a Patricia Bellintani "ficou" com a 32ª colocação na faixa etária e na 2.349ª colocação no geral...). E agora?

A maré não tava pra peixe. No sábado, o treino "teste-do-vestiário" até que tinha ido bem, mas à noite fui assaltado num farol e tive que trocar o jantar de massas com os amigos pelas diversas providências de cancelamento de cartões-delegacia-mudanças de senhas do celular. E logicamente rolou uma sensação ruim, uma baixa na motivação. Pensei em não ir, mas no final das contas me forcei a ir, imaginando que ia ser melhor fazer uma coisa que gosto muito, ao invés de ficar remoendo essa merda de assalto onde, em perspectiva, até tive sorte, já que ninguém saiu machucado, apesar do susto de ter uma arma apontada para você.

E acabou sendo bom mesmo. Porque a Golden Four, além de tudo, é uma prova em que todo mundo vai, encontrei vários amigos por lá. Larguei com o Frotinha, a Flavinha (Frotinha de pacer pro primeiro sub 2h00 da Flavinha), a Etienne e o Serginho Rocha, que estava com sua Go Pro filmando a prova e pegando matéria para o Corrida no Ar.

E com o Bruce Willis de Jundiaí passei os 13 primeiros quilômetros, conversando, rindo, falando besteira, relaxando. Como ele estava filmando, o ritmo não era rápido mas, previsivelmente, os iniciais 6min/km rapidamente começaram a baixar... 5min45, 5min20, 5min00... uma média de 5min10, que estava confortável para nós conversarmos, mas que começaram a incomodar a bunda.

Eis que encontro o Comandante Bruno Gelmi e sua camisetinha do Galo Mineiro. Ele tinha saído num ritmo mais forte e agora tentava manter um pace honroso, mas já diminuindo o ritmo. Resolvi ficar de pacer do Bruno e deixar o Serginho seguir adiante. E nisso fui tentando levar o Bruno abaixo de 6min/km (em algumas parciais não consegui, ele estava bem cansado) até o final. Nesse pace mais tranquilo para mim a bunda deixou de doer e o fim da prova foi bem tranquilo, fechando com 1h55m40s, um tempo ruim se pensar nas minhas meias anteriores, mas bacana, porque o músculo bundal acabou resistindo bem, mesmo tendo sofrido uma contratura 3 dias antes. O Brunão, por pouco, mesmo com a quebradeira no final, não baixou seu tempo, fechando em 1h58 (a diferença é porque larguei bem atrás).

Nike Free no pé. Primeira vez que corro mais de 20km com um tênis tão leve


E falando da prova em si, estava ótima para correr. Tava bem frio - tanto que fui de calça - e no ritmo mais leve que fiz isso acabou sendo ótimo, porque não aqueci muito o corpo. A prova teve alguns pequenos erros (acho que duas marcações de quilômetro um pouco erradas), estava bem cheia (cerca de 5.000 pessoas), mas a organização mandou bem no restante. O traçado também mudou em relação ao ano passado, e ficou mais rápido, já que sobrou só um único cotovelo dentro da USP. E por conta disso, muita gente baixou tempo nessa prova. Abastecimento impecável como sempre e recorde das Golden Four, com um queniano chamado Mutai (Mutai deve ser Silva no Quênia), fazendo 1h03m41.

Por fim, o vídeo da cobertura da prova, em que faço uma apariçãozinha rápida por volta de 1min40:





O bundceps

Rotina de treinos: segunda, 22 de julho, musculação. Na terça-feira chegou a frente gelada que bateu recordes de temperatura, fez nevar em Curitiba... num Ibirapuera beeem frio, fizemos exercícios e rodamos 50 minutos, algo em torno de 08km (Skechers Go Run). Na quarta, rodei aqui no bairro e foi um treino sensacionalmente gostoso. Foram só 45 minutos, sem compromisso com quilometragem (algo em torno de 7km (Mizuno Prorunner), com muita subida e descida), mas me senti excepcionalmente bem, mesmo numa noite gelada e chuvosa. 

Na quinta, só eu e o Voka no Ibira. Estímulos e voltas de cerca de 2,5km, com várias rampas do banheiro. Tudo ia bem até a terceira série, quando na aceleração curtíssima de 20 metros, o estalo na bunda... a mesma contusão que senti em Barcelona, brincando de desafiar o Usain Bolt no Museu Olímpico. Só que, deste lado, na banda direita. Continuei o treino moderadamente, com o corpo aquecido parecia só uma puxada. Mas quando cheguei em casa... na sexta eu mal conseguia andar. Contratura muscular! O pior é que eu tinha pegado naquele mesmo dia a inscrição da Golden Four de uma menina que não ia mais. Tava planejando fazer o meu treino longo com uma G4 no meio. E agora? De qualquer forma, 10km (Nike Free)

No sábado, arrisquei rodar com a equipe no Ibirapuera, um treinão coletivo de promoção de uma loja, coisa leve. Fui de mochila e rodei os 10km em uma hora (Mizuno Prorunner). Sim, a bunda doía, mas era possível correr sem maiores problemas. Era ruim apenas na hora de forçar um pouco mais a velocidade. 

A G4 é uma outra história, um outro post, mas meu treino longo foi só a prova e foi legal, a contusão me ajudou a não inventar de querer baixar tempo e acabei fazendo uma prova onde corri o tempo todo ao lado de amigos. 

Por causa da bunda, deixei de lado momentaneamente a musculação. Por isso, o próximo treino foi na terça, 30 de julho. Por conta da Golden Four, foi um 50 minutos rodando bem levinho mesmo, cerca de 7.5km (Skechers Go Run). E na quarta, o último treino do mês, mais um testezinho. Mochila nas costas, 50 minutos de esteira a 12 graus de inclinação, caminhando de Mizuno Prorunner, deu uns 4,5km, complementado com um sobe-escadas no prédio. A bunda ainda doeu um pouco a cada degrau, mas aparentemente já tá tudo bem... 

domingo, 21 de julho de 2013

Renishizando

Aos poucos a gente vai voltando à rotina de treinos duros e descansos... duros também. 

O descanso de 12/07 foi duro. Porque foi um descanso forçado, trabalhei um pouco mais do que queria e não treine, na verdade, porque não deu tempo. Mas no sabadão fui pra USP. Inventei de botar uma anilha de 4kg pra fazer peso na mochila (uns 6,5kg no total, se contar os 2 litros de água, o peso da mochila, géis, celular, carteira, chave...). Foram 3h30, 26km (Mizuno Prorunner), subindo e descendo a biologia (7), a química (3) e umas voltas no bosque da Física (2). E a porcaria da anilha ficou batendo nas costas e me fez um shiatsu forçado nas costas... 

Domingo: 1 hora rodando no sobe e desce da Bagiru. Fui até lá e voltei de bike, então somo uns 09km corridos (Skechers Go Run) e 35km de bike com muuuito tráfego na ciclofaixa. Segunda: musculação. Terça: até fui treinar, mas... fiquei fazendo entrevistas pro Pangaré também é gente com o pessoa da assessoria do Jorginho e... perdi a hora, não treinei. Quarta: 40 minutos bem lento no sobe-e-desce do bairro (6,5km - Nike Free) e um fim de treino com a escadaria do prédio. Quinta: não inventei de entrevistar ninguém e fui pro treino de verdade. Circuito de exercícios e rodagem com rampas da Bienal em aceleração, sem pausa, durante 1h05min. Vi pontinho preto no final do treino, tentando acompanhar o grupo (todos com performance semelhante à minha quando estou no auge, situação que NÃO é a que acontece agora), mas fiz. Nessa brincadeira toda a rodagem girou mais ou menos uns 09km (Mizuno Levitas)

Sabadão, novo treino longo, dessa vez 04 horas e eu desencanei da anilha. Além do shiatsu involuntário, não devo carregar tanto peso assim no Half Misión. Saí de casa, fui até a USP, socializei um pouco na Trilopez e no Branca, sobe biologia aqui, sobe química ali, achei umas escadas perdidas em algumas faculdades, fui atacado por dois cachorros dos vigias, e voltei pra casa. 32km de Mizuno Prorunner. Cansaço, tendão de aquiles direito inflamando um pouco (gelo aliviou na hora), mas sem estar extenuado. Bom. E no domingão, fui fazer compra no supermercado, a pé. 7km em 44 minutos, de Nike Flex (testando pra ver se dói o pé de novo. Não doeu).

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Apertando os parafusos

Ciclo iniciado, a primeira fase, ainda subindo volume, não tem sido tão ruim. Mas as dores começaram a pipocar aqui e ali...

Musculação em 01/07, com a série que gera efeitos por três dias (passo os três dias seguintes dolorido). Treino na terça com repristinação de fortalecimento, com circuitos de exercícios e voltas com subidas com estímulo de progressão em inclinação. Foram mais ou menos 08km em 50 minutos, e teve o aquecimento de 2 km, pra somar 10km no total, (Nike Free). Quarta fiz os treinos de tiros de 1km intercalando forte-fraco em esteira. Um saco. O mais forte dos fortes saiu a 4min20, o mais forte dos fracos a 4min55. Com o aquecimento, 11,5km de Mizuno Levitas para a conta. Na quinta não consegui treinar e na sexta fiz uma série de musculação inesquecível, porque logo depois da série a musculatura da lombar pinçou um nervo e eu fiquei, literalmente, descadeirado e manco.

Mesmo todo ferrado, tentei e consegui fazer o treino de sábado, um longo não muito longo, de 16 km de rodagem, com mochila pesada e Mizuno Prorunner nos pés. Mas domingo não deu, e na segunda, o planejado treino acabou indo pro beleléu, embora tenha conseguido fazer uma musculação leve, ainda sentindo a lombar. 

Na terça de feriado em São Paulo, fui à pista de cooper do Ibirapuera, puxando uma série de tiro leve de 3,6km e tiro forte de 1,5km. Duas séries dessas, mais uma rodagem de aquecimento e desaquecimento deram 12km de volume no Skechers Go Run. Na quarta, rodei cerca de 50 minutos no sobe-e-desce do bairro, com a mochila nas costas, além de subir a escada do predio em complemento, um volume de cerca de 08km no total. E na quinta, mais treino de circuito, com exercícios entremeados por rodagens no plano e estímulos nas subidas. Aqueci 3,5km (rodei 1,5km antes do treino e mais 2km de aquecimento "oficial") e nessa brincadeira de circuito aqui e ali, foram pelo menos 08km, totalizando cerca de 11,5km no Mizuno Levitas.

Pelo menos a dor nas cadeiras diminuiu. Tô com uma canelitezinha leve aqui, um incômodo no velho tendão ali, as pernas meio travadas... mas no geral, na sensação orgânica, tudo indo bem, especialmente após a organização da Mont Blanc ter, finalmente, colocado os 80km de Campinas como qualifying.


sábado, 29 de junho de 2013

Pies descalzos

Ou quase. Shakira que o diga. Depois da primeira experiência com o Levitas veio a segunda, a terceira... por enquanto, tudo ok.

Na sexta-feira, 21 de junho, rodei mais um pouquinho com o Levitas, fui até a academia correndo com ele, dá uns 4km na ida-e-volta, com subida e descida. E lá puxei a série de musculação, que foi muito mais dolorida e traumática do que rodar com um tênis amortecimento quase zero. No sabadão, a volta à USP depois de tanto tempo. Mata-borrão nos pés (ou seja, o Skechers) e 1h30 rodando tranquilo, readaptando um pouco o corpo para um volume um pouquinho maior, cerca de 15km. Na segunda, mais musculação, com uma corridinha leve de 2km para aquecer (Levitas de novo, mas nem conto como treino de corrida) o corpo. 

Na terça, um primeiro teste de Levitas um pouquinho mais puxado. Fizemos um fartlek consistente em séries de 5 minutos. As ímpares vinham com 3 minutos em ritmo de rodagem, com 1 minuto de trote e outro de caminhada. As pares eram feitas com 3 minutos em progressão (a cada minuto) e o mesmo minuto de trote seguido por outro de caminhada. As séries se repetiram 4 vezes cada uma, no total de 08 (ou seja, 40 minutos) e tiveram 5 minutos antes e 5 minutos depois de trote, totalizando 50 minutos, ou 8,5km nas minhas contas. Com os 2 km de aquecimento deu 10,5km no total. A série foi leve, mas não tive nenhum problema com o tênis, foi bem gostoso correr com ele.

Depois disso dei um descanso pra ele. Na quarta foram 55 minutos levemente rodados com o Mizuno Prorunner (8,5km de novo) aqui perto de casa, com direito a uma passada na padaria e finalzinho do treino equilibrando os pães na sacola. Na quinta, mais um treino de qualidade, com 3,5km rodados na volta mais alongada do Ibira e, depois, no mesmo ritmo, dando um rolê por um circuitinho descendo a rampa do banheiro, voltando pela Sabesp e subindo a Bienal duas vezes. Em 59 minutos, estimo conservadoramente ter feito uns 10km, que somados ao aquecimento dá 11km no total. Nessa estreei o Nike Free 3.0 novo, que também foi bem.

Por fim, e fechando o preguiçoso mês de junho, o primeiro longo do ciclo: 2h30 na USP, com a mochila pesando uns 6kg, e caminhando nas subidas. Além disso peguei o meu tênis mais pesado, o Mizuno Prorunner. O ritmo foi bem lento, e o começo foi bem complicado, tava pesado demais, sô! Mas depois deu uma estabilizada. Com essa intercalação corrida e caminhada, deu 20km, praticamente 7m30/km, bem lento mesmo. Mas era essa a intenção, já que subir quilometragem e ainda forçar muito aumentaria exponencialmente o risco de lesão. Aparentemente tô bem, então... que venham os próximos, muito mais doídos!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Minimalmente

Testando um minimalista pela primeira vez, peguei o Mizuno Levitas que ganhei num concurso cultural e que chegou em casa durante minhas férias e resolvi experimentar, pegando leve. Subi na esteira do prédio e rodei uns 35 minutos, inicialmente bem devagar, subindo a velocidade aos poucos até chegar a 5min/km. Ao contrário do que esperava, não foi algo de outro mundo. Talvez porque já esteja acostumado com tênis leves e de pouco amortecimento, como o Mizuno LSD, o Skechers e os Nike Free, não me senti em um outro mundo. O zero drop não me afetou aparentemente, embora a passada estivesse naturalmente mais curta e rápida. 

Percebi ainda que usava efetivamente os dedos do pé, levantando-os e usando-os para tracionar, que é o que a gente faz quando corre descalço na praia, por exemplo. Mas terminei a experiência tranquilo, sem nenhuma dor ou sentindo algo diferente. Lógico que a quilometragem foi baixa (cerca de 6,5km), o ritmo tranquilo e ainda foi em esteira, que por si só é amortecida, mas inicialmente me parece que existe boa possibilidade de adaptação a esses tênis. De mais a mais, achei o tênis muito legal, superleve, como não poderia deixar de ser, mas a sola é um pouco menos flexível que a do Nike Free, o que me surpreendeu, pois achava que seria algo extremamente mole. Não é, mas isso não interferiu na corrida, acho. Tenho um outro minimalista que comprei na viagem, um Skechers Go Bionic. Quando estiver mais adaptado e quando usá-lo, talvez mude minha opinião.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Corre québécois

Nas férias em Québec, até deu pra correr dois diazinhos. Interessante pra sentir a vibe run da cidade, onde, aliás, o que não faltava era gente correndo. No meu olhar de corredor, algo natural, já que a cidade é extremamente convidativa, com os seus inúmeros parques, trânsito tranquilo, ruas largas e sossegadas...

No primeiro dia, uma terça-feira, saí da casa da minha irmã, desci em direção à Boulevard Champlain pela Gilmour Cote e continuei até as pontes que ligam a Levis, numa ciclovia/via de pedestres excelente. Tava um vento do cão e um friozinho que me inchou os brônquios, e senti isso bem na hora da subida íngreme da volta. 50 minutos, algo em torno de uns 8,5km, acho.

E no outro dia em que corri, sexta-feira, o clima estava igualmente frio, mas ensolarado, fim de tarde bacana. Sai para rodar no Parc du Bois du Coulonge, dei toda a volta e fui pro Parque vizinho, o Champs de Bataille (Battlefields Park), onde dei umas voltas no Zerão em frente ao Museu e depois voltei pra casa. 1h05, uns 11km e um banho quente rapidinho, porque o solzinho gostoso já tinha ido embora! E em ambas fui de Nike Free run, meu único tênis na viagem, então era ele ou ele...

Resumo do mês - maio/2013

105km em 13 treinos e 7,5km em 1 duathlon = 112,5km
4 séries de musculação
50 min + 20km de bike

Fim de maio

Maio foi uma feira. Ou melhor, uma xepa, fim de feira total, mais esperando férias do que qualquer outra coisa. 23 de maio foi o dia da avenida... lotada. Cheguei, treinei num ritmo meio tartuguento, 08km de rodagem aleatória no parque, com algumas rampas, calçando o Nike Freerun. Sexta foi "perdida" no trabalho, sábado rodei 10km na USP sem muito compromisso, 55 minutos (Mizuno Prorunner). A última semana antes das férias foi mais lamentável ainda. Terça foram 05km na esteira, dando uns tirinhos curtos, de Skechers Go Run, quarta puxei musculação e rodei mais uns 3km também de esteira, só pra dar um voluminho a mais (Nike Freerun) e na quinta, feriadão, saí de casa e fui até o Ibira correndo, voltando na mesma toada, uns 14km em 1h25, de Mizuno Prorunner, bem tranquilo. Depois disso, nada más e praticamente encerro o meu "ciclo-sem-ciclo" pós Campinas, já que nas férias correr vai ser algo bem eventual...

domingo, 19 de maio de 2013

Novos registros de treinos: 07 de maio, terça-feira: rodagem num circuito com duas rampas da Bienal, durante 1 hora mais ou menos. Deu uns 11km no total, de Mizuno Prorunner. Quarta de musculação e sexta de rodagem no bairro, 40 minutos da volta do quarteirão da Bosque da Saúde, sobe-e-desce constante, cerca de 07km, de Nike Alvord Azul. Os encaixes de treino "quando dava" jogaram minha rodagem de fim de semana pro domingo, onde fiz 10,5km em uma singela horinha, de Nike Free Run. 

Na terça, 14 de maio, tiros! 3 tiros de 2,5km, de rodagem média e aceleração no km final. Os três sairam em 13m14s, 13m16s e 13m20s, mas a sensação de cansaço foi bem progressiva. Pra quase igualar os tempos, quase morri!! Com aquecimento, deu 8,5km, de Mizuno Prorunner. Quarta de musculação com série e dores novas, e sexta, o que deu pra fazer foi montar no rolo e pedalar 50 minutos. No sábado, rodei 10km na USP, em ritmo tranquilo, 58 minutos, mas contando as pausas para xixi, subida de Biologia e conversinha rápida com o Edu no ponto de água (Skechers).

A musculação de segunda, 20 de maio, foi fueda. Depois da série de pliometria com 20 saltos em sequência vi tudo ficar meio preto, o mundo tava desligando e... vixe! Melhor deixar os abdominais de lado, acho que o agachamento foi puxado demais! Na terça, quatro tiros de 2 km. O primeiro em ritmo leve (11m30s), com pausa de 1 minuto. O segundo começando no mesmo ritmo do primeiro, mas acelerando no 2º km (9m50s), com pausa de 1m30s. O terceiro foi inteiro puxando no mesmo ritmo em que terminei o segundo (9m25s). E o quarto começando nesse mesmo ritmo, mas acelerando no final (8m55s). Uma boa progressão, mesmo com a lombar um pouco dolorida da musculação e o tendão de aquiles ainda doendo: 8km de Mizuno Prorunner.

Eco Duathlon Guarulhos 2013

O que eu tô fazendo aqui? Sim, já fiz essa pergunta pra mim mesmo várias vezes durante as provas, mas dessa vez era real. O que eu estava fazendo, num domingo de manhã, em Guarulhos, levando minha bike-totica de rodas 650 (certamente a única da prova) para uma transição? Pedalar nunca foi exatamente a minha, mas pedalar com transição era algo que realmente... deixa pra lá. O que sei é que o Paulinho Lacerda participava da organização da prova e eu achei que deveria prestigiar. 

5km correndo, 20km pedalando e 2,5km correndo de novo. Ou seja, duas transições e três tiros curtos e fortes, tudo o que um corredor de longas distâncias não costuma fazer... em especial nessa fase de baixo treinamento e alto percentual de gordura. Mas se é justamente nessas fase que eu costumo entrar em provas diferentes para me divertir, não poderia reclamar, né?

Trilopez reunida no aquecimento
Arrumei tudo do jeito que achava certo na transição, aquecemos e fomos para a largada. Saí a 5min/km, um pouquinho mais lento do que meu ritmo de cruzeiro pra distância, e todo mundo me passava... mas quando estabilizei nos 4min30/km, mais aquecido, até passei um ou outro, o que não adiantou muito já que na transição da bike foi aquela lerdeza. Todo mundo no automático, tira-tênis-capacete-na-cabeça-sapatilha-no-pedal-pé-encaixando-em-movimento e eu lá, botando capacete do lado contrário, sapateando com as sapatilhas no pé até a saída, e rodando meio quilômetro a uns 3km/h até conseguir clipar no pedal.

Pisada de capa da Runner´s World, entrando de calcanhar... 
Mas clipado não melhorou muito não. Meu pedal full é ligeiramente mais rápido do que um queniano correndo com as próprias pernas. Duro foi ser ultrapassado por uns MTB, que largaram 10 minutos depois. Mas surpreendentemente eu não era o último da equipe, se é que isso serve de consolo...

Pedala, Nishinho!!
43 minutos depois, fechei os 20km, com algumas poucas ultrapassagens, praticamente zero de vácuo (era liberado, mas difícil achar alguém do meu ritmo), e tomando volta de muita gente! Aí, nova transição, enrosco pra desclipar sapatilha, desmontar da bike, botar tênis de novo e sair pros 2,5km de corrida. Eu estava de novo no "meu território", mas sair pra correr depois de pedalar me fez me sentir bem "estrangeiro". Corria todo duro, todo travado, pisada curtinha... na verdade, quando tava quase conseguindo voltar a correr que nem gente, embora cansado, os 2,5km terminaram. Foi rápido mas demorou pra caramba, entende?

Não peguei os tempos justos, mas foi algo do tipo 23 minutos de corrida, 43 minutos de pedal e 12 minutos de corrida de novo. 1h18 de "líquido" e uns 3 minutos de transição, pra totalizar 1h21. Missão cumprida! E o primeiro duathlon da vida. Eu já nadei, nadei e corri, corri e pedalei, só pedalei, só corri... só falta juntar tudo pra virar triathlon, mas acho que isso vai ser difícil, pelo menos no meu ritmo de vida atual, por falta de tempo. Uma pena, porque até acharia legal a sensação de competir sendo ruim em três esportes, e não só em um!!


E embora não manje muito do assunto, achei a prova bem legal, organizada, gostosa e de ótimo astral. Talvez faça a segunda etapa, talvez não, mas foi bacana!

sábado, 11 de maio de 2013

Ultrapouco

Feriado de 1º de maio e apesar do tendão, deu pra ir na academia aproveitar o dia livre e puxar uma série de musculação e rodar 40 minutos na bike spin, além dos 4 km rodados indo e voltando correndo até lá (Nike Free). Na quinta resolvi não forçar o tendão e peguei a sexta para rodar pouco volume e mais velocidade, na esteira mesmo. 7 tiros de 1min30s, 5 tiros de 1min, acelerando progressivamente, com pausa ativa de 1min. O primeiro saiu a 4min15/km e o último a 3min/km. Sprint, né, porque foi curtinho. Deu pra suar, nesses 6km. (Mizuno Prorunner)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Resumo do mês - abril/2013

133km em 14 treinos
4 treinos de musculação
40km + 30 min de bike

Bolinha

Engraçado como demora um pouco pra comida fazer efeito... vamos dizer, cinturo-circunferencial. Não voltei exatamente redondo da sessão empanada das férias, mas agora, passadas algumas semanas... todo aquele excesso se consolidou num acúmulo vergonhoso. Continuo treinando, mas sem muito foco e como não tenho me esforçado na dieta, a coisa tem ficado bem redondinha...

Vamos aos registros de treinos: quinta-feira 11 de abril foi dia de rodagem tranquila. Que fiz à base de 50 minutos, uns 8km, calçando os Skechers. No sábado 13, dia de chuva e USP vazia, corri com Gaspa, Neto e um corredor novo, que ia fazer pela primeira vez um longo de 16km, em preparação para a primeira meia. O ritmo foi tranquilo, conversei sobre sorvete e... no final, puxei esse rapaz novo que tava feliz da vida com os primeiros 16, feitos direitinho, negativando ritmo, em 1h26, de Nike Free Run.

Abri uma nova semana na segunda com um fartlek com o Ono, a Edith, a Bia e o Sidirlei. Quebrei, os 4 tem marcas melhores que as minhas e ainda estão em plena forma... 1 hora, 11km (Skechers). Terça teve musculação e na quinta 18, outro treino forte, rodando 2,5km em ritmo médio (4min50/km) e com 5 rampas do banheiro em aceleração, durante 1 hora. Dessa vez não quebrei, mas foi bem difícil acompanhar o Sidirlei, a Edith e o amigo do Paulão (esqueci o nome dele, mas o moleque estreou em meias igualando o meu melhor tempo, ou seja, mais um pra me deixar pra trás...). Total de 12km,  calçando o Nike Free Run.

No sabadão, mais uma vez servi de guia para outro novato, um triatleta do interior que está voltando, ainda acima do peso. Puxei 11 km com ele, ensinando a volta de 08km e a volta do CEPE, num ritmo bem tranquilo, na casa dos 6min/km. A volta final fiz acelerando, a 4min25/km, e como muita gente só me viu nessa volta, ilusoriamente acharam que eu tô correndo pra caralho... rs... justamente o oposto!! Depois, rodei mais 20km de bike (Skechers).

Segunda feira, 22, mais uma semana. Mais treino esquisito, sem foco. Foram 09 tiros na volta de 900m, fraco-médio-forte. Os fracos na base de 4min40. Os médios entre 4min20 e 4min05. E os fortes entre 3min45 e 3min40. Tô mais lento do que no começo do mês, a aerodinâmica abdominal começa a fazer um efeito drástico (10km com o aquecimento e trote final, Skechers), mas o tendão de aquiles voltou também a incomodar. Na quarta, um fartlek de 10min médio, 5min forte, durante 1 hora. Nesse treino, como há muito tempo não fazia, deixei o pessoal pra trás. Até o Ono, o que me surpreendeu. Mas foi só um dia de treino bom, não dá pra me iludir. 12km com o Nike Free Run. Mas nessa semana o que doeu mesmo foi a nova série de musculação, que só fiz na sexta. Ainda bem que tive evento da Mizuno no sábado e não teve treino, porque mal tava andando...

Achei que ia tirar a nhaca no domingo, mas me enganei. Corri horrivelmente, ainda com dores, mas sentindo também o clima seco e um cansaço de pouco sono. 10km em 58 minutos e estava incrivelmente esgotado (Nike Free Run). Ainda encontrei pique pra rodar 40 minutos de bike no rolo, mas foi absurdamente cansativo... ainda bem que o Corinthians ganhou pra garantir o domingo esportivo!!

Por fim, o último treino do mês foi... uma nhaca também. Eram seis tiros bem puxados na volta de 900m do Ibira, com pausa de 2min30s. Estreando o Mizuno Prorunner que ganhei. Ou seja, tinha que doer. O primeiro já saiu a 3m40s. O segundo, 3m34s. E tava indo bem, até que... no terceiro tiro, mais rápido até que o segundo, senti o tendão, o velho tendão do pé direito. Nada demais, dava pra continuar mas... pra que? Pra que correr o risco de agravar uma lesão pequena sem motivo? Não estou treinando para nada, para que forçar. E assim, o último do mês teve meros 3km. Pelo menos deu pra sentir que o Prorunner, apesar de ser mais pesado e alto do que eu gosto, é bem rápido, tem boa resposta. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sempre a mesma coisa

Volta de férias é sempre um treco esquisito. Você volta cheio de vontade de correr, mas algo não tá lá. É a pulga que te pica lembrando que você tem uma prova a fazer. A disciplina mental não é a mesma. E aí os treinos ficam meio irregulares. Eu não tenho nenhuma prova por perto, por isso fico meio "perdido" nessa história de motivação. Corro porque gosto, mas fico sem sangue nos zóio.

Na segunda 01 de abril, não é mentira: 50 minutos leves, coisa de 8,5km (Skechers). Terça de preguiça, quarta de musculação, quinta com um rodado estranho (porque cheguei atrasado), com séries de 2,9km + 3 rampas de Bienal. Fiz duas séries e meia em 55 minutos, o mesmo volume do pessoal mais forte que eu e que fizeram em 1 hora (portanto, mais lentos). 9,5km (Mizuno LSD). Sexta de preguiça (na verdade, muita coisinha pra resolver fora das corridas) e no semilongo de sábado, um problema: dores estomacais. Rodei 08km em 43 minutos (Nike Free Run, estreando) e parei, meio mal. Mas estava com a bike no carro, então rodei 45 min com a speed, na ridícula média de 26km/h (20 km) e a sensação que sou mais rápido com a MTB, além das dores bundais. Ô banquinho duro, ô bike dura dos infernos!

Segunda-feira rodei 30 min de spin, puxei a musculação e ainda fiz uma aceleração na esteira, coisa rápida de 2km progressivando (no final tava a 3min45/km) pra esticar um pouco as pernas (Mizuno LSD). E na terça um treino de tiro que até acho que foi bom, considerando que tive que lidar com a asma que me pegou (sei lá, a temperatura baixou nesse dia). 08 tiros de 900m, com parciais de 4min06, 3min35, 4min07, 3min40, 4min05, 3min47, 4min02 e 3min50. O que atrapalhou realmente foi a respiração, tanto que os tiros lentos, no limiar anaeróbico, em que o débito de oxigênio era administrável, saíram fácil. Mas quando ultrapassava o limiar, a asma atacava e ficava difícil acelerar, como é visível pela progressão dos tempos dos tiros rápidos. Enfim, 09km pra conta, com aquecimento (Nike Free run)


Resumo do mês - março/2013

Após a Ultra de Campinas e após as férias, voltei ainda em março para registrar um último treino no mês: 14km em 1h10, de Skechers, puxando o Franklin. Nada mal, talvez seja o oxigênio da altitude da Argentina...

Março foi assim:

124km em 08 treinos
80km em uma ultramaratona
Total: 204km

1 série de musculação