Frio na USP. 12ºC nos termômetros, que devem estar certos porque são aparentemente são novos e bem-cuidados por quem os usa como publicidade. Vento. garoinha intermitente. E um longão de 24km para ser feito às 07h00 da manhã. É nessas horas que eu tenho sentimentos contraditórios. De um lado, o orgulho de ser forte e conseguir não só acordar cedo para treinar, como querer fazer isso. Mas de outro, aquele pensamento de "o que eu estou fazendo aqui? Sinusite, resfriado e passando frio? Eu devia estar na cama quentinha tomando chá!"
Foi um longo bacana e social. Ritmo progressivo, com 3 voltas de 08km. Não peguei os tempos, mas no Garmin a primeira volta eu fiz com média de 5min40/km. Na segunda, o ritmo geral tinha baixado para 5min35, e na terceira eu fechei com 5min30 de média total, e 2h08 de rodagem para os 24km (que deu 23,3 no Garmin). Foi um longo "social" porque no caminho encontrei e rodei um pouco amigos de fora da assessoria, como a Bia, minha ex-chefe da Secretaria da Saúde, e com o Sascha, que foi meu companheiro de viagem de Amsterdã. Em ambos os casos diminuí um pouco o ritmo para correr junto com eles, conversar um pouco e, porque não, descansar também. Usando o meu Saucony Glide, que não deu bolha e tá se revelando um excelente tênis.
Foi um treino bacana, razoavelmente cansativo e que me ainda deixou pique para dar um rodadinha de bike e sentir como ela está. Rodei 20km dando volta na raia da USP (ô asfalto desgraçado!), sem fazer muita força. Deu pra perceber como o meu cateye tá desregulado, já que no GPS deu 20 certinho e no cateye, 22 e uns quebrados. Por evidente os valores de velocidade e média foram bem diferentes. Prefiro confirar no GPS, que deu 22,1 km/h de média (não foi grande coisa, mas o pedal foi relax) pra 54 minutos. Como o Régis avisou, o câmbio não tá lá muito regulado, os cabos são novos e coisa e tal. Puxava uma marcha, vinham duas.
Pedalando descobri também que muco congela. Porque pegar aquele vento da volta da raia com o nariz escorrendo foi triste. Senti o muco se petrificando em gélidas estalactites no meu rosto, até a hora em que disse "chega de sofrimento!". Aí começou o sofrimento de desmontar da bike e perceber que eu só conseguiria desclipar do pedal se enfrentasse as cãimbras que travaram tudo do joelho pra baixo...



